quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

Diagnósticos infantis - TDAH e outros transtornos - Em mais de 80% das vezes não é necessário medicar uma criança


Em mais de 80% das vezes não é necessário medicar uma criança. Só terapia.



Por Marise Jalowitzki
30.dezembro.2015
E é assim mesmo, dentro da visão de alguns especialistas: inicia com o dagnóstico de um transtorno, receita um psicotrópico. A criança fica "bem" por alguns meses, volta a "piorar" em algum ou vários aspectos. A mãe volta ao médico, que descobre mais outra(s) "doenças", as chamadas comorbidades. E aí começa a jornada: mais remédios, mais exames, novos diagnósticos! Mais confusão na cabeça do menino (ou menina). Aí, sim, verdadeiramente, em médio espaço de tempo haverá realmente uma "doença mental"!!
E, mesmo que haja o diagnóstico comprovado, feito após cuidadosa escuta de uma equipe multiprofissional, como determina a Lei, ainda assim, 80% dos diagnósticos podem ser tratados sem medicação, apenas com terapia psicológica.
Algumas crianças precisam mesmo da medicação? 

Segundo a maioria dos especialistas, sim. Só que são bem menores os índices do que ocorre no momento. Acima cito que 80% dos diagnósticos são passíveis de tratamento apenas com terapia psicológica. Esta é a opinião, experiência e prática do psiquiatra brasileiro Fábio Barbirato.





"Em mais de 80% das vezes não é necessário medicar uma criança de imediato. Uma boa terapia, com a participação da família, pode resolver o problema", receita Barbirato, do Rio de Janeiro, que atende gratuitamente crianças e adolescentes com transtornos. Trabalha na Santa Casa de Misericordia (Foto: Redação Veja rio)

Outros falam em 75 a 85% por cento. Portanto, apenas de 15 a 20% dos diagnosticados é que precisam tomar remedios mais pesados. E, esses, precisam estar sob acompanhamento constante. 

Há especialistas que falam em não medicar por mais de 1, máximo dois anos. Depois, ir avaliando. Sempre inserindo novas atividades e colocando em ambientes cada vez mais saudáveis, respeitadores, sem estresse. 

Há psiquiatras e neurologistas, além de psicólogos, psicopedagogos e pesquisadores que são contrários aos tratamentos psiquiátricos medicamentosos "de extensão". Um dos livros (ainda não editado no Brasil) de Grace E. Jackson, MD, intitula-se: "DROGAS INDUZEM À DEMÊNCIA, um crime perfeito". E a abordagem também se refere às drogas lícitas, obtidas sob receituário. 

Enfim, o que não dá é descuidar do pequeno corpinho em desenvolvimento, aos seus cuidados, que é seu querido filho! Psicotrópicos não são docinhos inocentes!





Please, acredite mais em seu filho! Ouça o que ele tem pra dizer! Tem tantas crianças que, nos curtos momentos em que podem desabafar a sós, se queixam de que não são amados pelos pais, que a mãe não acredita neles, que o pai pensa que ele é louco...
Troque o ambiente escolar se for preciso, mude as estrategias usadas em casa, no trato diário, aprimore os jeitos de ser e tratar e, principalmente, abram seus corações, mamãe e papai, para abraçar mais seu filho, aceitar mais, beijar mais, brincar mais.
Você vai gostar mais dele e de você mesmo, também!
Por mais Amor e Compreensão, hoje e sempre!
Marise Jalowitzki
Grupo, Blog, Página e Livro TDAH Crianças que Desafiam

 Marise Jalowitzki é educadora, escritora, blogueira e colunista. Palestrante Internacional, certificada pelo IFTDO - Institute of Federations of Training and Development, com sede na Virginia-USA. Especialista em Gestão de Recursos Humanos pela Fundação Getúlio Vargas. Criou e coordenou cursos de Formação de Facilitadores - níveis fundamental e master. Coordenou oficinas em congressos, eventos de desenvolvimento humano em instituições nacionais e internacionais, escolas, empresas, grupos de apoio, instituições hospitalares e religiosas por mais de duas décadas Autora de diversos livros, todos voltados ao desenvolvimento humano saudável. marisejalowitzki@gmail.com 

blogs:
www.compromissoconsciente.blogspot.com.br


LIVRO TDAH CRIANÇAS QUE DESAFIAM
Informações, esclarecimentos, denúncias, relatos e dicas práticas de como lidar 
Déficit de Atenção e Hiperatividade


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