terça-feira, 22 de setembro de 2015

TDAH - Carne vermelha, açúcar, alimentos industrializados e hiperatividade - Nutrição e Saúde Mental


Hiperatividade - Causa está na mesa, adverte psiquiatra. Nutrição no tratamento do déficit de atenção e hiperatividade: um aspecto negligenciado, mas importante. Opções saudáveis - arroz, brócolis, feijão, tomates, alface e bifinhos de grão de bico. 

Hiperatividade. Causa está na mesa, adverte psiquiatra.
Os autores de vários estudos também demonstraram o impacto positivo da eliminação dos produtos alimentares contendo aditivos alimentares sintéticos, como corantes alimentares artificiais e conservantes sobre o comportamento das crianças com TDAH.
ÔMEGA-6, presente especialmente na carne vermelha, galinhas e ovos de granja, causa Hiperatividade 
Não comer carne não oferece qualquer prejuízo à saúde - cardiologista e nutrólogo Julio César Acosta Navarro, Instituto do Coração do Hospital de Clínicas de São Paulo
A influência dos componentes da dieta sobre os sintomas de TDAH em crianças.







Por Marise Jalowitzki
22.setembro.2015
http://tdahcriancasquedesafiam.blogspot.com.br/2015/09/tdah-carne-vermelha-acucar-alimentos.html

Em nosso país ainda é comum ouvir expressões de zombaria quando se comenta da importância da alimentação para a Saúde Mental de todos os indivíduos, especialmente as crianças e, ainda mais, crianças apontadas como portadoras de déficit de atenção com ou sem hiperatividade.

Pois no Canadá, em 2012, a Associação de Dietistas do Canadá, reconhecida mundialmente, reuniu importantes nutricionistas e aprofundou as pesquisas e estudos relacionados à influência da alimentação na preservação e melhora na Saúde Mental de todos os indivíduos. Eles comprovaram que a boa qualidade nutricional pode, inclusive, diminuir os efeitos colaterais nos indivíduos que necessitam de medicamentos psiquiátricos.

"A saúde mental é 'um estado de bem-estar em que
cada indivíduo percebe o seu próprio potencial,
pode lidar com as tensões normais da vida, pode trabalhar
de forma produtiva e frutífera, e é capaz de fazer uma
contribuição para ele próprio ou sua comunidade '.

1. Boa nutrição é essencial para a saúde mental. Como especialistas
em aconselhamento sobre dieta, alimentação e nutrição,
Nutricionistas Registrados têm um papel importante na promoção da saúde mental,
na prevenção de doenças e tratamento para uma
ampla variedade de condições de saúde mental." (Dietitians of Canada)




Nutrição no tratamento do déficit de atenção e hiperatividade: um aspecto negligenciado, mas importante 


"Fatores nutricionais, tais como aditivos alimentares, açúcares refinados, sensibilidades alimentares / alergias e deficiências de ácidos gordos têm sido relacionados ao TDAH. Há evidências crescentes de que muitas crianças com problemas comportamentais são sensíveis a um ou mais componentes alimentares que podem impactar negativamente o seu comportamento." (Schnoll - PubMed.gov)




Hiperatividade. Causa está na mesa, adverte psiquiatra

O médico psiquiatra Juarez Calegaro, professor de pós graduação em Nutrição Cerebral na UFRGS, afirma que problemas de linguagem, memória, habilidades motoras e instabilidade emocional são alguns dos sintomas que afetam milhares de crianças portadoras da desordem conhecida na medicina como déficit de atenção – DDA – e que pode ser, em parte, prevenida e tratada com alimentação correta.

Essa visão, pouco divulgada em nosso país, para o tratamento infantil foi apresentada pelo psiquiatra no IV Congresso Internacional de Nutrição Clínica Funcional, na Fecomércio, em São Paulo, dia 13 de setembro. 

Açúcar

O consumo excessivo de alguns alimentos, como carboidratos refinados e aspartame, interferem no funcionamento cerebral, matando as células que fabricam neurotransmissores tranquilizantes, responsáveis por inibir a excitação produzida pelo neurotransmissor glutamato. Em quantidade desproporcional no cérebro, o glutamato provoca os sintomas da hiperatividade.

“O açúcar também estimula a proliferação de cândida, fungo portador de toxinas que bloqueiam a produção de Adenosina Trifosfato (ATP). A ATP é a molécula de energia primária do corpo, que é usado pelas células como o primeiro e principal substrato energético na produção de energia. Uma analogia que fazemos é imaginar a ATP como o combustível natural do corpo, um "gás natural", que é queimado rapidamente em uma poderosa usina para produzir eletricidade. Essa é a bateria mais usada pelo cérebro para produzir neurotransmissores como o Gaba, cuja função é focalizar a atenção e frear a hiperexcitação psicomotora causadora da hiperatividade” observa o especialista.

Callegaro acrescenta que essas toxinas intoxicam o pâncreas, diminuindo a capacidade de suas enzimas quebrarem o glúten do trigo, a caseína do leite e as proteínas da soja, elementos que produzem opióides e anfetaminas que geram dependência, excitação e distúrbios de aprendizagem.


Na mesa, inimigos disfarçados

“Hoje, uma em cada quatro crianças tem acúmulo de chumbo no cérebro. Chumbo e mercúrio são retidos também por substâncias produzidas pela soja, pelo chocolate, café instantâneo e, pasmem, pelo famoso espinafre, tido como alimento muito saudável para as crianças”, explica o psiquiatra.

Outros produtos presentes na maioria dos alimentos, especialmente os industrializados, são o aspartame e o glutamato monossódico. Eles reduzem a capacidade defensiva do corpo, afetam o cérebro e ameaçam a saúde em geral.

Entre os vilões do cérebro, o psiquiatra Juarez Callegaro coloca os alimentos que contêm glúten, uma proteína do trigo que está na composição de massas e farinhas. É essa substância que dá liga na massa e também ajuda no crescimento do pão. Ele afirma que o glúten produz morfina, o que desacelera as atividades cerebrais. “No começo do dia, é bom que se evitem esses cinco alimentos: pão, margarina, café, leite e açúcar. A margarina tem muito ômega 6, que ocupa o lugar do ômega 3, impedindo o cérebro de respirar, portanto, sem oxigênio a atividade cerebral fica lenta.

Café

O café comercializado no Brasil é composto por mais de 30% de milho queimado, o que também prejudica a atividade do cérebro. 

Leite
O leite, atualmente, vem de animais alimentados com hormônio para aumentar a produção. Portanto, produtos naturais são os melhores para o consumo, logo pela manhã”, afirma Callegaro. 

Querendo ler mais sobre o leite, clique AQUI:



Laticínios não fazem parte de uma alimentação saudável, afirma estudo da Universidade de Harvard












E AQUI:



Aprenda 12 Receitas de Leite Vegetal












Também, a exposição aos elementos contaminadores do meio ambiente como agrotóxicos e metais tóxicos, corantes artificiais e gorduras trans agravam igualmente a hiperatividade. 

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Querendo, leia sobre produtos tóxicos AQUI: PRODUTOS QUIMICOS EM NOSSO COTIDIANO CAUSAM ALTERAÇÕES NEUROLÓGICAS, ESPECIALMENTE EM CRIANÇAS
http://compromissoconsciente.blogspot.com.br/2015/01/produtos-quimicos-em-nosso-cotidiano.html
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O glutamato monossódico é uma substância presente em mais de cinco mil produtos salgados, como miojo, molho shoyu, molho de tomate, caldos para temperos, biscoitos. É compromisso do adulto ler as embalagens, ver o que os rótulos apresentam e escolher sempre os alimentos mais saudáveis. 

O psiquiatra Juarez Calegaro, é autor do livro Mente Criativa, a aventura do cérebro bem nutrido. (Vida Integral )


enfeitar o prato é meio caminho andado para obter a adesão dos pequenos (bolinho de arroz com brócolis, lasquinhas de cenoura e manga, estrelas de cenoura, grão de bico ou feijão amassadinho, brócolis)


Ômega- 3 - o queridinho dos psiquiatras

"Deficiências crônicas de certos minerais como zinco, ferro, magnésio e iodo e a ingestão dietética de ácidos graxos poliinsaturados de cadeia longa insuficiente, podem ter um impacto significativo no desenvolvimento e aprofundamento dos sintomas de ADHD (TDAH em porguguês) em crianças.

Um papel crucial na dieta de mulheres grávidas e lactantes é o ômega-3, ácido graxo necessário para o desenvolvimento e funcionamento adequado do cérebro. Sua deficiência crônica pode contribuir para aumentar o risco de TDAH em crianças. 

Os autores de vários estudos também demonstraram o impacto positivo da eliminação dos produtos alimentares contendo aditivos alimentares sintéticos, como corantes alimentares artificiais e conservantes sobre o comportamento das crianças com TDAH. (Konikowska - 2012 - http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/22928358)

Com esse tipo de alimentação, é possível evitar uma série de doenças prejudiciais ao cérebro como as cardiovasculares, hipertensão, derrames, depressão, ansiedade, agressividade e, inclusive, crises de autoestima”, assegura o médico.

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Querendo, leia mais AQUI: Venenos do Cotidiano e TDAH - Perturbações neurológicas infantis causadas por roupas, móveis, alimentos e brinquedos que contêm substâncias químicas danosas
http://compromissoconsciente.blogspot.com.br/2015/01/venenos-do-cotidiano-perturbacoes.html

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Callegaro acredita que um café da manhã composto basicamente por frutas, almoço com saladas e peixe e o fim do dia com um caldo feito com verduras é o cardápio mais exemplar para o bom funcionamento cerebral. “É a dieta do arco-íris: que comporta sete cores. Cada fruta tem um ou dois tipos de minerais diferentes, além de vitaminas essenciais para o cérebro. Foi feito um estudo nos Estados Unidos que mostra que crianças que cresceram à base de uma dieta rica em todas as cores de frutas, legumes e verduras tornaram-se mais capazes de apreender conteúdos e socializar-se.”

O grande queridinho de psiquiatras, neurologistas e nutricionistas é o ômega 3. Presente em peixes, castanhas ou nozes, essa substância favorece as sinapses, que são as trocas de informações entre os neurônios. Estudos mostram que o ômega 3 melhora a concentração, a memória, aumenta a motivação, melhora as habilidades motoras, aumenta a velocidade de reação, neutraliza o estresse e previne doenças degenerativas cerebrais. “Nozes, castanha-do-pará, amendoim são capazes de produzir um gás no cérebro, o óxido nítrico, que, na dose certa, é capaz de incrementar a memória e manter o bom humor. A boa alimentação é fundamental para o bom funcionamento do cérebro. Uma criança bem nutrida é capaz de aprender quatro idiomas sem sotaque”, diz Callegaro.

Os peixes, igual fonte de Ômega3, precisa ter sua origem assegurada, pelo alto teor de toxicidade hoje existente, especialmente nos oriundos do mar.


ÔMEGA-6, presente especialmente na carne vermelha, galinhas e ovos de granja, causa Hiperatividade 


"Enquanto o Ômega-3 garante o bom funcionamento do cérebro, um dos elementos que eleva o estresse oxidativo no cérebro, atrapalhando seu funcionamento normal e ocasionando hiperatividade, é o ômega 6. Trata-se de um nutriente presente em alimentos ricos em gorduras animais, como carne vermelha, salmões criados em cativeiro, galinhas e ovos de granja, e em gorduras hidrogenadas, como a margarina.


Além de agravar os problemas de aprendizagem e a excitação afetiva e psicomotora, o ômega 6 também provoca depressão do sistema imunológico, facilitando o ataque de vírus que retêm chumbo no cérebro e intensificam o problema", conclui o psiquiatra Callegaro. É o ÔMEGA-6, que  causa Hiperatividade  


O ideal, para Dr. Callegaro, é que se coma peixe, ou nozes e castanhas, na maioria dos dias da semana. Carne vermelha [para os que não querem abrir mão], apenas uma vez a cada quatro ou cinco dias e mal passada. Callegaro afirma que o calor intenso e por muito tempo desnatura as proteínas da carne vermelha. “A carne mal passada está rica de carnetina ou taurina, que aumentam os neurônios. Entretanto, com o gado em confinamento, as pessoas têm medo de germes, pois o gado criado nestes ambientes muito cheio de infecções”- salienta o psiquiatra.

nutricionista Ana Paula Souza assegura que qualquer tipo de carne, quando aquecida, gera substâncias causadoras de câncer. Tais substâncias levam ao aumento de homocisteína no sangue, gerando inflamação nas artérias. “Para minimizar este efeito o ideal é utilizar ácido fólico com a refeição, que pode ser encontrado nas verduras verde-escuras cruas, como rúcula, agrião ou alface .” 
(Clínica de Nutrição)




Não comer carne não oferece qualquer prejuízo à saúde


Dr. Julio Cesar Acosta Navarro - Cardiologista e nutrólogo no Instituto fo Coração do Hospital de Clínicas de São Paulo
Leia aqui: https://vista-se.com.br/medico-garante-que-nao-comer-carne-nao-oferece-qualquer-prejuizo-a-saude/

O cardiologista e nutrólogo Julio César Acosta Navarro, com 20 anos de carreira dedicados a descobrir os efeitos da dieta livre de produtos de origem animal no organismo, garante que abolir a carne das refeições não oferece qualquer prejuízo à saúde. Para Navarro, o ser humano não nasceu para ser carnívoro.
— Essa história de que na dieta sem carne há deficiência de proteína, vitaminas e sais minerais é mítica. Todos os alimentos vegetais têm esses nutrientes, mesmo que em níveis menores. Existem muitas formas de compor uma dieta equilibrada. Até mesmo grandes atletas adotam o vegetarianismo — diz o o médico chileno naturalizado brasileiro, que atua no Instituto do Coração do Hospital das Clínicas de São Paulo.
Não ingerir proteína acarreta a perda de massa muscular, fraqueza, déficit de crescimento, alterações metabólicas, cerebrais, de aprendizagem, musculares, cardiovasculares e imunológicas. Isto ocorre quando há falta de alimentos. A dieta vegetariana, segundo o médico, permite que se busque alternativas, como o próprio nome diz, nos vegetais, além de um suplemento de vitamina B12, essencial para o bom funcionamento do Sistema Nervoso Central.

video - https://www.youtube.com/watch?v=W9ixavdeuK0
.




Mais sobre o papel dos nutricionistas:

"Dietistas do Canadá (DC), a Associação Profissional Nacional para
Dietistas, reconhece que todos os nutricionistas  que trabalham
direta ou indiretamente a saúde mental e
encomendou este documento que analisa a
vários cruzamentos entre nutrição e mental
saúde. O objetivo geral é apoiar o trabalho de
nutricionistas e para orientar a futura prática dietética como ele
refere-se a saúde mental. Este documento também fornece
decisores políticos e outros grupos interessados ​​e
indivíduos, com um resumo com base em provas da
literatura atual sobre a promoção da saúde mental
através de uma alimentação saudável e cuidados nutricionais.
(...)
Uma síntese integrativa da literatura foi utilizada para
delinear as várias interseções entre nutrição e
saúde mental e para informar as políticas relacionadas com a dietética
e pratica. A literatura foi organizado dentro de quatro
temas-chave:

  • Nutrição e seu papel na saúde mental - promoção e prevenção de doenças;
  • Intersecções entre a saúde mental - as condições e a prática dietética;
  • Diversidade na prática; e
  • Cuidados nutricionais para a saúde mental da população.

Com base na síntese destes temas acima, cinco
recomendações são apresentadas, para orientar a
promoção da saúde mental e de como ela se relaciona com a nutrição.

Três trabalhos distintos foram
produzidos a partir deste documento abrangente,
abordando o papel dos profissionais nutricionistas e de saúde em
diferentes áreas de saúde e cuidados de saúde mental.
Os documentos incluem:
1. O papel da nutrição em Saúde Mental - Promoção e Prevenção
2. O papel dos cuidados de Nutrição para a Saúde Mental - Condições
3. Nutrição e Saúde Mental: Terapêutica - Abordagens"

Uma dieta adequada pode melhorar a cognição, proporcionar uma redução do aparecimento das comorbidades e trazer melhorias no funcionamento psicógico, ocupacional e social.

"Existem intervenções nutricionais direcionadas para
sintomas de saúde mental, tais como a depressão, mania,
psicose, delírio, demência, distúrbios alimentares,
problemas de sono e uso de substâncias.

Além disso, as abordagens terapêuticas,
como a terapia cognitivo-comportamental, com base em uma
alimentação consciente, dialética comportamental ,
entrevista motivacional, treinamento cognitivo-adaptativo
e análise comportamental aplicada, utilizadas por
Dietistas registrados em prática em saúde mental, mostram
evidências de que a ingestão de alimentos e comportamentos alimentares podem
ser modificados de forma positiva e levam a um maior bem-estar.

Os problemas que afetam a saúde mental e dietética podem ser
debatidos na prática pelos dietistas e incluem os vícios alimentares,
a segurança alimentar e a utilização de produtos naturais saudáveis.
Indivíduos em tratamentos de saúde mental
podem ter diferentes necessidades relacionadas com
sexo, fase de vida, cultura, história de trauma, e demais
condições. Dietistas registrados podem recorrer
a conhecimentos e habilidades como a competência cultural,
informações sobre os cuidados com traumas com vistas à redução de danos,
para promover bem-estar mental, reduzir as disparidades, e reforçar
resposta a diversas comunidades."

http://www.dietitians.ca/Downloads/Public/Exec-Summary-DC_Mental_Health_Nutrition_Eng.aspx
http://www.dietitians.ca/Downloads/Public/Nutrition-and-Mental-Health-complete-2012.aspx
© Dietitians of Canada. December 2012. 


Advisory Team: Jadine Cairns, M.Sc., R.D., Nutritionist, Day Treatment Program, Provincial Specialized Eating Disorders Program, Vancouver, British Columbia Karen Davison, Ph.D., R.D., Intersections in Mental Health and Perspectives in Addiction Research Training Program, BC Centre for Excellence in Women’s Health, Vancouver, British Columbia (Project Consultant) Jennifer Grant-Moore, B.Sc., P.Dt., Clinical Dietitian, Eating Disorder Clinic, Capital Health, Halifax, Nova Scotia Melanie Jaques, B.H.Ec., R.D., Revive Wellness Incorporated, Edmonton, Alberta Linda Mailhot-Hall, B.Sc., R.D., Grey Bruce Health Services, Owen Sound, Ontario Eric Ng, M.P.H., R.D., Knowledge Exchange Associate, Minding Our Bodies Project, Canadian Mental Health Association, Ontario, Toronto, Ontario Jan Palmer, B.Sc., P.Dt., Clinical Dietitian, Food and Nutrition Services, Capital Health, Halifax, Nova Scotia Christina Seely, B.Sc., R.D., Clinical Inpatient Dietitian, Regional Mental Health Care, London, Ontario Elke Sengmueller, B.A.Sc., R.D., Registered Dietitian/Nutrition Therapist, Family Nutrition Counselling, Toronto/York Region and Mount Pleasant Therapy Centre, Toronto, Ontario



A influência dos componentes da dieta sobre os sintomas de TDAH em crianças.


Na maioria das crianças com TDAH a causa da doença não é exatamente conhecida, e sua etiologia é multifatorial. O tratamento convencional baseia-se na combinação de terapia comportamental e psicológico e a farmacoterapia. A farmacoterapia tem uma elevada eficácia no tratamento de ADHD, mas está muitas vezes associada com efeitos secundários indesejáveis, tais como: perda de apetite e peso, a inibição do crescimento, dor abdominal, dor de cabeça, problemas do sono e aumento da pressão sanguínea. 

Nos últimos anos, muita atenção foi dedicada à questão de uma alimentação adequada neste transtorno, especialmente quando a farmacoterapia padrão não é eficaz. A dieta de uma mulher grávida e amamentando, pode ter um impacto sobre o desenvolvimento e aprofundamento da síndrome hipercinética na criança. Há muita evidência para indicar que ela está ligada a fatores nutricionais. Deficiências crônicas de certos minerais como zinco, ferro, magnésio e iodo e a ingestão dietética de ácidos graxos poliinsaturados de cadeia longa insuficiente, podem ter um impacto significativo no desenvolvimento e aprofundamento dos sintomas de ADHD em crianças. Um papel crucial na dieta de mulheres grávidas e lactantes é o ômega-3, ácido graxo necessário para o desenvolvimento e funcionamento adequado do cérebro. Sua deficiência crônica pode contribuir para aumentar o risco de TDAH em crianças. Os autores de vários estudos também demonstraram o impacto positivo da eliminação dos produtos alimentares contendo aditivos alimentares sintéticos, como corantes alimentares artificiais e conservantes sobre o comportamento das crianças com TDAHOs efeitos benéficos também foram observados na eliminação de produtos alimentares ricos em salicilatos. Verificou-se que a ingestão de produtos alimentares com um baixo índice glicémico ajuda a reduzir os sintomas em algumas crianças hiperativas. Proporcionar uma oferta adequada de nutrientes e minerais e eliminação de certos alimentos da dieta é especialmente importante durante o crescimento intensivo e desenvolvimento da criança. Neste artigo foram discutidas as questões relativas ao papel da dieta no tratamento das crianças diagnosticadas com TDAH e a importância da deficiência de certos minerais e ácidos graxos poliinsaturados de cadeia longa na gravidez e durante o crescimento da criança.Há uma necessidade de mais estudos nesta área para avaliar a eficácia potencial da dieta no tratamento dos sintomas de ADHD.

2012 - PubMed.gov - http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/22928358
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Nutrição no tratamento do déficit de atenção e hiperatividade: um aspecto negligenciado, mas importante.

Déficit de atenção e hiperatividade (TDAH) é multideterminado e complexo, exigindo uma abordagem de tratamento multifacetado. O manejo nutricional é um aspecto que tem sido relativamente negligenciado até à data. Fatores nutricionais, tais como aditivos alimentares, açúcares refinados, sensibilidades alimentares / alergias e deficiências de ácidos gordos têm sido relacionados ao TDAH. Há evidências crescentes de que muitas crianças com problemas comportamentais são sensíveis a um ou mais componentes alimentares que podem impactar negativamente o seu comportamento. A resposta individual é um fator importante para determinar a abordagem adequada no tratamento de crianças com TDAH. Em geral, a modificação da dieta desempenha um papel importante no tratamento de ADHD e deve ser considerado como parte do protocolo de tratamento.
PMID:
 
12737097
 
[PubMed - indexada à MEDLINE]
Schnoll, R., Burshteyn, D., Cea-Aravena, J. Nutrição no tratamento do déficit de atenção e hiperatividade:. Um aspecto negligenciado, mas importante Appl Psychophysiol Biofeedback. 2003; 28: 63-75.


Querendo, leia também: Dieta especial ajuda portadores de TDAH, Autismo e outros distúrbios de comportamento


A dieta de eliminação iniciou apenas com arroz, vegetais, carne e água, além de diminutas porções dos chamados alimentos alergênicos  (alimentos que podem desenvolver alergias), tais como trigo e seus derivados, batatas, leite e seus subprodutos, etc. (pág 171 - Livro TDAH Crianças que Desafiam)



de Harvard, adicionado neste artigo em agosto.2017:

Sobre o relatório da OMS acerca dos riscos de comer carne" 

O alto consumo de carne vermelha ou processada também aumenta o risco de outras doenças crônicas e mortalidade.

É importante ter em mente que as estimativas acima dizem respeito apenas a mortes por câncer. É bem sabido que, além de aumentar o risco de alguns tipos de câncer, a ingestão de carne vermelha e processada elevada também pode aumentar o risco de outras doenças crônicas e potencialmente fatais, como doenças cardíacas coronárias, acidentes vasculares cerebrais e diabetes tipo II em comparação com outras fontes de proteína, como aves de capoeira , Legumes e peixe. Nosso grupo na Harvard TH Chan School of Public Health e Harvard Medical School e outros também encontraram maiores taxas de mortalidade total com maior consumo de carne vermelha ou processada." (https://www.hsph.harvard.edu/nutritionsource/2015/11/03/report-says-eating-processed-meat-is-carcinogenic-understanding-the-findings/ )


Marise Jalowitzki
Compromisso Consciente

Escritora, Educadora, 
Idealizadora e Coordenadora do Curso Formação para Coordenadores em Jogos e Vivências para Dinâmica de Grupos,
Especialista em Gestão de Recursos Humanos pela FGV,
Facilitadora de Grupos em Desenvolvimento Humano,
Ambientalista de coração, Vegana.
Certificada como International Speaker pelo IFTDO-VA-USA
marisejalowitzki@gmail.com 
compromissoconsciente@gmail.com 



Livro: TDAH Crianças que Desafiam 
Como Lidar com o Déficit de Atenção e a Hiperatividade na Escola e na Família
Contra o uso indiscriminado de metilfenidato - Ritalina, Ritalina LA, Concerta

Acesse: 
http://www.compromissoconsciente.com.br/
http://tdahcriancasquedesafiam.blogspot.com.br/
ou entre em contato direto:
marisejalowitzki@gmail.com 
TDAH Crianças que Desafiam - Como Lidar com o Déficit de Atenção e a Hiperatividade na Escola e na Família





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