quinta-feira, 27 de julho de 2017

Priapismo - disfunção erétil - risperidona - ideias suicidas - TDAH - TOD - Efeitos Colaterais dos psicotrópicos em crianças

conheça mais dois relatos de pais apavorados com os efeitos colaterais que seus filhos apresentam, efeitos que desconheciam - Priapismo - disfunção erétil - risperidona - ideias suicidas - TDAH - TOD - Efeitos Colaterais dos psicotrópicos em crianças


Por Marise Jalowitzki
26.julho.2017
https://tdahcriancasquedesafiam.blogspot.com.br/2017/07/priapismo-disfuncao-eretil-risperidona.html

Um pai contata para falar de como o filhote, de 7 anos, estava chorando no banheiro, enquanto tomava banho. Foram ver, pênis ereto, o garotinho chorando alto. A mãe pergunta se ele estava "se pegando", ele diz que não, que "tá doendo e começou sozinho". Toma risperidona há um ano. O pai não acredita quando lhe digo que é efeito do psicotrópico. "Porque o médico não nos avisou que podia dar isso?"
Orientei no que pude, dentro daquilo que pesquisei e conheço.

Estava até agora com uma mãe de um rapaz agressivo, 21 anos, que explode por qualquer coisa e está se desesperando porque não consegue controlar seus  instintos, e tem vontade - e necessidade - de se masturbar o dia todo! Olha o inferno!

Nem se  alfabetizou, tem uma revolta do tamanho do mundo, já tentou suicídio duas vezes e.... já tomou 8 tipos de psicotrópicos desde 1 ano e 04 meses!! COMO um médico receita tarjados em uso continuado, por tanto tempo? tegretol, risperidona, clorpromazina, ritalina, haldol...?!

Uma criança que TÃO NOVINHA teve TANTOS psicotrópicos misturados em seu pequeno corpinho, com certeza tem hoje uma confusão muito grande dentro de si!! Quanto mais novinha, mais a criança tem todas as partes do cérebro molinhas, permeáveis! Estes químicos tarjados são MUITO fortes e passam qualquer parede cerebral, atingindo áreas que nem deveriam estar sendo tratadas!!! O mal está feito e os médicos responsáveis por isto, com certeza, vão continuar tranquilos, alheios ao mal que causaram. Muitos deles (médicos) nem sabem o suficiente sobre os efeitos colaterais tão danosos, especialmente em crianças, que as drogas psiquiátricas causam, por falta de informação mesmo. E mais: quando há mais de um medicamento misturado, há o que se chama interação, quando se mesclam efeitos e passam a aparecer novas "doenças" que nada mais são que efeitos colaterais.

O rapaz precisa de MUITA compreensão. Uma mudança radical na forma como a família o trata vai, no mínimo, fazer com que ele não se sinta tão só e excluído, diferente e divergente, neste mundo!! Uma compreensão muito grande, pois as alterações que aconteceram em seu cérebro não foram por responsabilidade dele. E nem dos pais, que quiseram o melhor pra ele. E, talvez, nem do médico, caso este não soubesse de todos os efeitos colaterais (e muitos deles não sabem mesmo, pois a indústria farmacêutica faz questão de esconder, até hoje!! Negam, acusam e insultam aqueles que tentam esclarecer. É tudo parte de uma grande máfia!!)

Novos medicamentos psiquiátricos só vão aumentar a confusão mental. Bem, se ele toma risperidona para conseguir dormir, tenta ver se ele aceita entrar com os florais juntamente com a risperidona. Ele está tendo algum efeito colateral pelo uso de risperidona (aumento de peso, mamilos crescidos, alteração na libido-comportamento sexual)??

Não precisei fazer muitas perguntas para chegar a este resultado. O priapismo (disfunção erétil mesmo quando não está excitado) é uma das consequências do uso prolongado de vários psicotrópicos, entre eles o risperidona, que ele toma hoje largamente. O rapaz não controla mais os impulsos. Antes procurava desesperadamente os banheiros públicos, agora, já se masturba em qualquer lugar.

Efeito do psicotrópico. Podem vir coisas bem mais ruins pela frente e ele acabar sendo internado. Aí, com o intensivo de mais e mais psicotrópicos..... no que vai dar?

Passei todas as dicas possíveis e indiquei a procura de um homeopara ou terapeuta floral para que ele possa efetuar o desmame JÁ, gradativamente, e com acompanhamento médico, devido o longo tempo em que seu cérebro está sujeito às drogas psicotrópicas.

Usar os florais JUNTO com a risperidona vai ajudar um tanto e ele pode ir se experimentando, ver qual o efeito. Como falo sempre, o Rescue Remedy é chamado de Floral do Resgate, do Socorro e dá uma mexida num primeiro momento, em relação à diminuição da ansiedade, da agitação, do nervosismo. Ele pode tomar 5 gotas em momentos variados, geralmente 3x ao dia, até de hora em hora, nos momentos mais angustiantes. Pode passar na parte interna dos braços, na nuca, atrás dos joelhos, colocar na fronha antes de dormir.

Depois, para a agressividade, impulsividade, envolver-se em brigas, etc. ele precisa se conscientizar de várias coisas:

1) de noite, olhar o menos possível filmes de terror e-ou suspense, qualquer coisa que o deixe muito aceso! tentar ver coisas leves, pelo menos umas duas horas antes de dormir.

2) não usar bebida de álcool ou refrigerantes-energéticos à noite pois, mesmo que o álcool pareça relaxar, depois ele hipersensibiliza o cérebro, não deixando um sono de qualidade acontecer. O mesmo se dá com a carne vermelha e muito açúcar. Há alternativas pra ele ir começando uma nova maneira de se alimentar, caso queira.

3) fazer o mais possível de exercício - que seja caminhar - todos os dias, coisas que ele gosta, paisagens que lhe dêem prazer em observar, movimentando o corpo. Pedalar (se tem bicicleta e gosta).

4) saber-se digno na vida, merecedor de ser feliz. O fato de não ser alfabetizado pode estar diminuindo a autoestima dele. Tem de ver se ele quer e gosta disto, se sente falta, pois, aí, pode procurar um curso Supletivo para, pelo menos, receber alfabetização primária. As Igrejas Católicas costumam ter grupos comunitários que ministram estes primeiros cursos educativos. Não sei como ele lida com a questão de religião.

5) para a agressividade-impulsividade, importante ele tomar mais um composto de essencias florais: Beech e Impatiens (trabalham diretamente na questão das raivas incontidas) + Larch e Clematis (são essencias que vão ajudar a retomar a autoestima, a autovalorização, o saber-se merecedor). Compra todos eles em um mesmo vidrinho de 30ml.

Ele precisa ir se desintoxicando desta droga potente. Tomar os florais vai ajudar a ir espaçando as doses da risperidona. pode chegar um momento em que ele fique com o pênis ereto e não volte mais. A cirurgia é geralmente o único caminho e é MUITO dolorosa. Tenho fotos que nem consegui publicar nos artigos sobre a risperidona, de tão terríveis! Pobres rapazes!!





As mães acabam achando que o problema está na criança, no jovem, quando, na verdade, SÃO OS MEDICAMENTOS PSIQUIÁTRICOS, que podem até levar a pensamentos suicidas. Por isso ratifico: a primeira coisa é o rapaz trabalhar sua autoestima, saber-se merecedor, que ele não é o "Ó" do mundo e, sim, uma vítima dos psicotrópicos. Um bom médico neuro homeopata ou terapeuta floral vai saber dar bons conselhos e encaminhamentos.

" Priapismo caracteriza-se por exagero do apetite ou da excitação sexual. Ereção peniana dolorosa, independente de desejo sexual, durante um período superior a duas horas, sem levar à ejaculação, causada por insuficiência de drenagem do sangue que enche os corpos cavernosos. É uma condição médica geralmente dolorosa e potencialmente danosa na qual o pênis ereto não retorna ao seu estado flácido, apesar da ausência de atividade sexual. A afecção em questão, na maioria das vezes, necessita de um atendimento médico urgente, sendo que o objetivo do tratamento é esvaziar os corpos cavernosos intumescidos, aliviar a dor do paciente, e prevenir a impotência definitiva. O priapismo, geralmente priapismo isquémico, é um efeito colateral conhecido de determinadas drogas. Os seguintes medicamentos por vezes podem causar priapismo: Antidepressivos, tais como a fluoxetina (Prozac) e bupropion (Wellbutrin)

· Medicamentos usados ​​para tratar distúrbios psicóticos, como a risperidona (Risperdal) e olanzapina (Zyprexa)"

O desmame do risperidona tem de acontecer Já, gradativamente, e com acompanhamento médico, devido o longo tempo em que seu cérebro está sujeito às drogas psicotrópicas.


E onde estão agora os médicos que prescreveram tantos psicotrópicos a uma criança pequena, cérebro em formação?

E, depois, há pessoas que apenas se limitam a criticar o nosso trabalho de divulgação dos efeitos colaterais danosos dos medicamentos psiquiátricos!
E a indústria farmacêutica aumentando ano a ano seus lucros!
Deus!
A mãe diz que vai procurar um homeopata amanhã!
Bençãos e Proteção!


O Chile tem 1445 casos catalogados - 1445 casos clínicos. Rev Med chile 2012; 140 - no Brasil, não encontrei nenhum.




Querendo, leia:



TDAH - Retirando Risperidona, substituindo por Floral Rescue 

Leia este importante relato de como uma criança reagiu favoravelmente quando a mudança aconteceu no mundo adulto e contexto.

Visão biopsicossocial (biológico-físico, emocional-reações e social-entorno-e-pessoas-cuidadoras) e não apenas biobiobio (uso de fármacos, químicos)


Por Marise Jalowitzki e Gracielle Prado


http://compromissoconsciente.blogspot.com.br/2014/09/tdah-retirando-risperidona-substituindo.html


TDAH, TOD, agressividade - Efeitos colaterais - você sabia?

Na foto, Austin Pletger, primeiro menino - hoje com 22 anos - a receber indenização da farmacêutica fabricante, por efeitos colaterais pelo uso prolongado de risperidona, sem que os pais tivessem sido alertados - excesso de peso, mamilos desenvolvidos, transtorno na libido, disfunção erétil, desinteresse sexual.   

Por Marise Jalowitzki


Marise Jalowitzki
Compromisso Consciente

Escritora, Educadora, 
Idealizadora e Coordenadora do Curso Formação para Coordenadores em Jogos e Vivências para Dinâmica de Grupos,
Especialista em Gestão de Recursos Humanos pela FGV,
Facilitadora de Grupos em Desenvolvimento Humano,
Ambientalista de coração, Vegana.
Certificada como International Speaker pelo IFTDO-VA-USA
marisejalowitzki@gmail.com 
compromissoconsciente@gmail.com 



Livro: TDAH Crianças que Desafiam 
Como Lidar com o Déficit de Atenção e a Hiperatividade na Escola e na Família
Contra o uso indiscriminado de metilfenidato - Ritalina, Ritalina LA, Concerta

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marisejalowitzki@gmail.com 

domingo, 23 de julho de 2017

Medicamentos psiquiátricos matam mais usuários do que a heroína e a cocaína - Dr. Thomas Kerr e Dr. Keith Ahamad



"O mais interessante sobre isso é que se trata de um medicamento de prescrição, e as pessoas pensam que estão seguras”, disse Ahamad.




publicado neste blog em 23.julho.2017
https://tdahcriancasquedesafiam.blogspot.com.br/2017/07/medicamentos-psiquiatricos-matam-mais.html
Clonazepam (rivotril) é um sedativo popular usado para tratar ansiedade e distúrbios do sono. Pertence a uma classe de drogas chamadas benzodiazepinas. Em uma série de estudos realizados em Vancouver, as benzodiazepinas têm sido associadas a taxas de mortalidade mais altas do que as drogas ilegais, como a heroína ou a cocaína.

Os profissionais de saúde estão soando o alarme sobre o aumento do risco de morte associado ao uso de drogas psiquiátricas, o que foi destacado nos estudos de Vancouver publicados em junho.2017.


Benzodiazepina (BZD) representa uma classe de medicamentos psiquiátricos conhecidos como “tranquilizantes” que podem reduzir a capacidade do corpo para respirar e são usados ​​para tratar a ansiedade, distúrbios do sono, convulsões entre outras condições. Neste grupo se incluem drogas comumente prescritas, como Valium, Xanax e Rivotril.
O primeiro dos estudos, que envolveu pesquisadores do Centro de Excelência em HIV e da Universidade de Vancouver, analisou o impacto do uso dos benzodiazepínicos sobre as taxas de mortalidade, e estabeleceu que o seu uso foi associado a um maior risco de morte do que as drogas ilegais.
Dr. Keith Ahamad é um dos vários pesquisadores dos estudos realizados em Vancouver que estabeleceram que o uso de benzodiazepínicos está ligado a uma maior taxa de mortalidade do que as drogas ilegais. “Há muitas pesquisas feitas sobre as drogas mais tradicionais de abuso, como as drogas ilegais como a heroína, a cocaína e as anfetaminas, mas não se sabe muito sobre o abuso das drogas legais”, disse o Dr. Keith Ahamad, clínico Cientista e médico no St. Paul’s Hospital.


O estudo pesquisou um grupo de 2.802 usuários de drogas entre 1996 e 2013. Os participantes foram entrevistados semestralmente durante uma duração média de pouco mais de cinco anos e meio cada. Ao final do estudo, 527 (18,8 por cento) dos participantes haviam morrido.
Os pesquisadores descobriram que a taxa de mortalidade foi 1,86 vezes maior entre os usuários de drogas que usaram benzodiazepínicos, em comparação com aqueles que não usavam. Ahamad observou também que mesmo depois que os pesquisadores isolaram outros fatores que poderiam influenciar a mortalidade, como o uso de outras drogas, infecções e comportamentos de alto risco, a taxa de mortalidade permaneceu alta entre os usuários de benzodiazepínicos .
Um segundo estudo conduzido em um grupo menor, mas dentro do mesmo grupo citado acima, examinou a ligação entre o uso de benzodiazepínicos e a infecção de hepatite C (HCV). Dos 440 indivíduos negativos ao HCV que participaram do estudo, 158 relataram uso prescrito ou ilícito de benzodiazepínicos e 142 participantes contraíram HCV durante o curso do estudo.
O estudo concluiu que o uso de benzodiazepínicos  está associado a uma taxa mais elevada de infecção de HCV. As taxas de infecção eram 1.67 vezes mais alta entre os participantes do estudo que usaram benzodiazepínicos, comparados com aqueles que não.
“Não há muita evidência científica para dizer que essas pessoas deveriam tomar esses medicamentos cronicamente”, disse Ahamad, reconhecendo que há uma tendência a se apoiar em medicamentos psiquiátricos prescritos, embora outras medidas não-farmacológicas – tais como psicoterapia, técnicas de respiração, tratamento sociológico – estejam disponíveis.
Dr. Thomas Kerr, professor de medicina na UBC, ecoou esses sentimentos: “Muitas vezes, estamos procurando uma resposta em uma pílula, e muitas vezes, negligenciamos outras opções de tratamento”.
Ambos os médicos notaram que há muito pouca evidência para apoiar o uso de longo prazo de benzodiazepínicos.
"O mais interessante sobre isso é que se trata de um medicamento de prescrição, e as pessoas pensam que estão seguras”, disse Ahamad. “Mas, como se vê, provavelmente estamos prescrevendo essas drogas de uma forma nociva”.
Kerr observou que o aumento de mortes relacionadas ao uso de benzodiazepínicos – “Tem sido uma epidemia de infusão há muitos, muitos anos” – reflete muito de perto um aumento de mortes relacionadas ao uso de opioides que tem sido amplamente documentado. Ele citou um quádruplo aumento nas mortes relacionadas ao uso de benzodiazepínicos nos Estados Unidos entre 1999 e 2014, e também observou que há 50 por cento mais mortes a cada ano nos Estados Unidos devido mais à medicina psiquiátrica do que à heroína.
“Esses estudos realmente revelam quão perigosas são essas drogas e devem ser usadas com grande cautela”, disse Kerr. “Não podemos nos concentrar apenas nos opioides, precisamos olhar para outros medicamentos que são usados em combinação”.
Ahamad acredita que grande parte do ônus é sobre os médicos, que precisam ser devidamente educados antes de prescrever benzodiazepínicos. Ele também reconheceu que a falta de médicos de família tem levado muitas pessoas a procurar clínicas, onde os registros de pacientes podem não ser muito precisos a respeito do histórico de tratamento do indivíduo. Kerr observou que também precisa haver um fortalecimento na forma como as prescrições são monitoradas e prescritas.
“Há riscos que vêm com esses medicamentos e precisamos ser muito, muito cuidadosos sobre como estamos prescrevendo-os”, disse Ahamad.

Os estudos foram publicados em Public Health Reports, no American Journal of Public Health e no Vancouversun 
http://www.psiconlinews.com/2017/06/medicamentos-psiquiatricos-matam-mais-usuarios-do-que-a-heroina-e-a-cocaina-dizem-especialistas.html


TDAH CRIANÇAS QUER DESAFIAM
Livro, Blog, Grupo e Página no Facebook


segunda-feira, 17 de julho de 2017

TDAH, Autismo e os engessamentos




TDAH, Autismo e os engessamentos

Marise Jalowitzki
18.julho.2017
https://tdahcriancasquedesafiam.blogspot.com.br/2017/07/tdah-autismo-e-os-engessamentos.html

Quando um artigo meu recebe um curtir de algumas pessoas em especial, que conheço, que hoje são adultos que já foram "filhos da ritalina", só posso enviar meu apertado abraço, minhas melhores vibrações!
Este "curtir", silencioso, tem tanto entendimento e dor como da primeira vez em que contatamos, quando ouvi a frase:
"Que pena que minha mãe não lhe conheceu há mais de 10 anos atrás!"
"Por que?" - perguntei eu - "Ela não está mais neste plano?"
"Não, ela está viva! Mas agora não adianta mais o ensinamento sobre a ritalina! Eu cheguei a tomar, por anos, mais de 5 por dia! E hoje estou assim, nessa!"
Homens e mulheres jovens, dependentes e carentes, lutando por seu lugar no mundo!
E, aí, ainda preciso ouvir de alguns médicos e de algumas mães desinformadas que "não há riscos de dependência de cocaína"...
Por um mundo menos insano!! Deixem nossa crianças ser como são: agitadas, criativas, lindas, sonhadoras, diferentes, únicas!!!
Marise Jalowitzki
Livro, Blog, Grupo e Página TDAH CRIANÇAS QUE DESAFIAM



TDAH sem Ritalina - Com 20 dias de ritalina, meu filho estava sem forças pra brincar, comer, indo ao banheiro a todo instante, olhando pra gente chorando - Amo meu filho e isto não podia continuar!
Depoimento de Leda Mara Peruchi Trevisan

"Amo meu filho! Não importa se ele será tratorista, sanfoneiro, médico ou catedrático! Assim como acontece com tantas mães, eu também fiquei morrendo de medo quando... continua





Do Livro TDAH Crianças que Desafiam
"Como acreditar que tudo, de um momento para outro, será resolvido com uma porção da 'Pílula da Obediência' que apenas funciona para que o aluno foque durante um curto espaço de tempo, sem que fique comprovado que tenha realmente aprendido?" (pág 11 e 12)


Uma mãe comenta:

" #ESTA NA HORA DE PARAR DE PROCURAR PSIQUIATRA E PSICÓLOGOS PARA TRATAR AUTISMO .....SÃO UNS MONSTROS TRATANDO DE CRIANÇAS COMO SE FOSSEM CRIMINOSOS ESQUIZOFRÊNICOS!" COMO ESTOU DE ACORDO contigo, querida, embora conheça vários psicólogos maravilhosos e [alguns] psiquiatras bastante humanos!!! Generalizar é cruel, mas, sim, serve de ALERTA para todos estes profissionais, para que reflitam COMO anda o modo como tratam seus pequenos clientes. O grito desta mãe aflita não pode passar em vãos!! E isto não acontece só com autistas! Toda criança acaba sendo diagnosticada como "doente mental" se sai um tanto dos padrões engessados!! o que é um crime!!! São condições, são características, não uma "doença"!!! mundo pleno de conceitos e preconceitos! Hora de mudar!!! Livro TDAH CRIANÇAS QUE DESAFIAM - Também Blog, Grupo e Página Particularmente, aprecio o trabalho dos psicólogos e eu mesma já passei por terapias riquíssimas em momentos de perdas e choques. Mas os amigos hão de convir que, ultimamente, com a ascensão da psicologia cognitiva comportamental, o mundão passou a ser: "faça isso, não faça aquilo"..."passo um, passo dois, passo três"... qual a criança que aguenta isso??? Marise Jalowitzki​

Um psicólogo se declara indignado com o desabfo da mãe.
Não seria mais conveniente se parasse pra refletir como anda o seu próprio jeito de ser e de seus colegas de profissão???




sexta-feira, 30 de junho de 2017

Bater não educa - Lei da Palmada, Bíblia e Castigo Físico pelos Pais - Provérbios 29.15 e Legislação - Conflitos ou Concordância?

Provérbios 29.15 

Usar "Mecanismo físico" não significa "castigo físico" ou "agressão física". Mecanismos físicos utilizados por muitos pais conscientes: realizar alguma tarefa como forma de refletir sobre o que fez, ler texto educativo que ajude a entender a situação de conflito gerada, ficar sem jogar os games que tanto gosta por um tempo determinado, não ver filme no final de semana, não ir a determinado passeio, etc. - tudo consensado previamente. A criança aprende limites sem traumas, como deve ser.
Esta ideia arcaica que "se o pai não bater, a polícia mais tarde vai" é típica de quem não sabe o que sejam, efetivamente, limites e como se pode - e se deve - disciplinar uma criança sem bater, sem agredir física ou emocionalmente.


Querendo, acesse este artigo:





http://compromissoconsciente.blogspot.com.br/2015/04/tdah-e-acordos-quadro-de-tarefas-perdas.html



Por Marise Jalowitzki, e transcrição da Conclusão do trabalho de  e  - publicado neste blog em 30.junho.2017 - http://tdahcriancasquedesafiam.blogspot.com.br/2017/06/bater-nao-educa-lei-da-palmada-biblia-e.html
Logo que publiquei o texto do pediatra Carlos Gonzáles, afirmando que todos os castigos são inúteis, alguns leitores contataram para lembrar dos textos bíblicos do Velho Testamento, onde há citações explícitas sobre o "uso da vara" pelo pai, para disciplinar os filhos e que os pais que amam seus filhos usam da vara (castigo físico) para disciplinar. 
Tais observações geraram  um interessante estudo por parte dos pesquisadores brasileiros Adriano Brito Feitosa (advogado) e Renato de Oliveira Macêdo (teólogo), já que, em nosso país, é dada a liberdade de culto religioso e sua aplicação do cotidiano das diferentes comunidades, o que inclui a sociedade familiar. 
http://tdahcriancasquedesafiam.blogspot.com.br/2017/05/todos-os-castigos-sao-inuteis-diz-o.html

O interesse destes em analisar ambos textos foi verificar se havia conflitos entre o que reza o livro sagrado para muitas religiões e o que estabelece a legislação vigente. Parte de uma análise histórica da tradição dos povos e sua contemporaneidade, sob a luz da Lei promulgada em 2014, votada após a trágica morte do menino Bernardo Boldrini, em Crissiumal, aqui no RS.
Querendo, leia:
Por Marise Jalowitzki

Transcrevo a conclusão a que chegaram os pesquisadores. 

Provérbios 29.15 e a Lei da Palmada

A utilização de mecanismos físicos na educação das crianças e adolescentes, no senso comum, sempre foi aceita e tolerada. A forte influência da cultura judaico-cristã, no mundo ocidental, sedimentou esse entendimento. A base para esta forma de pensa é a Bíblia, que tem, principalmente, no livro de Provérbios os principais conselhos para que os pais sejam firmes na educação dos filhos, tendo a vara como um mecanismo possível de ser utilizado.
Após análise detida do texto bíblico de Provérbios 29.15, por meio do processo exegético, pôde-se constatar que a Bíblia não proíbe a utilização de mecanismos físicos na educação da criança e adolescente. O que ela proíbe é a exacerbação que gere espancamento e humilhação.
A Lei da Palmada inovou o ordenamento jurídico brasileiro, gerando controvérsias quanto a utilização de mecanismos físicos na educação da criança e adolescente. Contudo, como demonstrado, tal controvérsia é injustificada.
A intenção do legislador foi a de coibir os atos violentos contra as crianças e adolescente, praticados pelos pais ou responsáveis.
Desta forma, a Lei da Palmada não tem o condão de proibir os pais de educarem seus filhos, e em caso de situações necessárias, utilizar mecanismos físicos.
O que a Lei da Palmada impede é o “castigo físico”, ou seja, a “ação de natureza disciplinar ou punitiva aplicada com o uso da força física sobre a criança ou o adolescente que resulte em sofrimento físico ou lesão” e o “tratamento cruel ou degradante” que se refere à “conduta ou forma cruel de tratamento em relação à criança ou ao adolescente que humilhe, ameace gravemente ou ridicularize”. Assim, pais ou responsáveis, não incorrendo na proibição legal, poderão corrigir as crianças e adolescentes que estão sob seus cuidados, por meio de mecanismos físicos.
Conclui-se, que não existe conflito entre o texto de Provérbio 29.15 e a Lei nº 13.010, de 26 de junho de 2014, ambos autorizam a utilização de mecanismos físicos na educação da criança e adolescente, desde que não cause sofrimento físico, ou lesão, ou que consista em humilhação, levando a criança ou o adolescente a ridicularização. Por consequente, o direito de liberdade religiosa não é violado pela Lei da Palmada.
Para ler na íntegra todo este interessante trabalho, acesse: https://jus.com.br/artigos/58567/proverbios-29-15-e-a-lei-da-palmada/1

Adriano Brito Feitosa - Graduado em Direito. Possui especialização em Advocacia Trabalhista, Direito Constitucional e Relações Pessoais e Gestão de Conflitos. Está no terceiro ano da graduação em Teologia. É advogado. É professor das disciplinas de Direito na Faculdade Adventista da Bahia. Já foi Técnico Judiciário no Tribunal de Justiça de Rondônia, onde exerceu o cargo de Conciliador Judicial; foi estagiário de Direito: Tribunal de Justiça, Justiça Federal, Procuradoria Geral, Ministério Público Estadual e Ministério Público Federal.


Renato de Oliveira Macêdo - Bacharel em Teologia pelo Seminário Adventista Latino Americano de Teologia (SALT-IEANE). Licenciando em Pedagogia e Pós Graduando em Relações Pessoais e Gestão de Conflitos, pela Faculdade Adventista da Bahia (FADBA), Bahia.


Informações sobre o texto

Como citar este texto (NBR 6023:2002 ABNT)

FEITOSA, Adriano Brito; MACÊDO, Renato de Oliveira. Provérbios 29.15 e a Lei da PalmadaRevista Jus Navigandi, ISSN 1518-4862, Teresina, ano 22n. 510725 jun. 2017. Disponível em: <https://jus.com.br/artigos/58567>. Acesso em: 30 jun. 2017.

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________. Estatuto da Criança e do Adolescente (1990). Lei 8.069. Brasília, DF: Senado Federal. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L8069.htm>. Acesso em: 21, maio, 2017.
________. Lei da Palmada (2014). Lei 13.010. Brasília, DF: Senado Federal. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2014/Lei/L13010.htm>. Acesso em: 21, maio, 2017.
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Por Marise Jalowitzki
08.maio.2015



Só o Amor pode reformular todo este caos social 
em que estamos inseridos!
 Marise Jalowitzki é educadora, escritora, blogueira e colunista. Palestrante Internacional, certificada pelo IFTDO - Institute of Federations of Training and Development, com sede na Virginia-USA. Especialista em Gestão de Recursos Humanos pela Fundação Getúlio Vargas. Criou e coordenou cursos de Formação de Facilitadores - níveis fundamental e master. Coordenou oficinas em congressos, eventos de desenvolvimento humano em instituições nacionais e internacionais, escolas, empresas, grupos de apoio, instituições hospitalares e religiosas por mais de duas décadas Autora de diversos livros, todos voltados ao desenvolvimento humano saudável. marisejalowitzki@gmail.com 

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