quinta-feira, 21 de setembro de 2017

FLORAIS E FALTA DE ATENÇÃO





Por Edson Damião
22 de setembro 2017
https://tdahcriancasquedesafiam.blogspot.com.br/2017/09/florais-e-falta-de-atencao_21.html
É importante RESPEITAR isso, sim senhor! Ai ai ai!

Os Florais são essências vibracionais das flores; sua ação, pode-se dizer, é intensa e ao mesmo tempo sutil. Em nada se compara aos medicamentos alopáticos. Por agirem necessariamente no interior da emoção do Ser, sua indicação não é restrita a uma doença ou transtorno específico (não trata o sintoma), nem tem a função
de tratar “somente” a desatenção. 

Por muitas vezes, em minha prática clínica, tenho observado que uma criança ou adolescente com problemas na área atencional, deve ser respeitada no mundo imaginário que se colocou. É preciso se perguntar: “Por que divaga? Por que não presta atenção? Para onde vai quando diz que não está ali? Qual deve ser o mundo em que vive? Quem são os personagens desse mundo? 
Como Arteterapeuta, Psicopedagogo e Terapeuta Floral, eu jamais vou até ela retirá-la desse mundo das ideias. 
Quem de nós adultos não temos fantasias e sonhos! Os nossos momentos de desatenção? Retirar do sonho? Não! Isso pode ser uma agressão! 

Como os Florais, é preciso ter permissão para entrar nesse mundo e entendê-lo; a partir daí, reconhecer quais emoções estão sustentando a falta de atenção (por isso Florais são específicos para cada caso; não devem ser recomendadas as mesmas flores para todos os casos de falta de atenção, por exemplo, assim como quaisquer outros comportamentos).

Faço assim com as crianças em atendimento terapêutico, tanto quanto com as que estão em consultas mensais com os Florais de Bach – é, de certa forma, um protocolo. É preciso sim reconhecer a emoção subjacente ao sintoma que aparece mais, neste caso: A falta de atenção. Como? Anamnese; uma boa entrevista; uma escuta sensível; um acolhimento – caminho idêntico ao que as Flores fazem com o Ser em tratamento – Respeito. É preciso RESPEITAR!

 Edson Damião é psicopedagogo, terapeuta floral e arteterapeuta. Consultas Terapia Floral – Agendar em 21 98165-3906 Ou Skype
Atendimento presencial e online - Rio de Janeiro - RJ





Drogas Psiquiátricas e o prejuízo no Desenvolvimento Ósseo em Crianças e Adolescentes

Ritalina, Risperidona, Venvanse, Concerta, Aderall, antidepressivos e todos os psicotrópicos - dados do NCBI - National Center for Biotechnology Information, uma seção da United States National Library of Medicine, um ramo dos NIH - National Institutes of Health (Institutos Nacionais de Saúde), com sede em Bethesda, Maryland. Cujas diretrizes o nosso país segue.



Marise Jalowitzki
21.setembro.2017
https://tdahcriancasquedesafiam.blogspot.com.br/2017/09/drogas-psiquiatricas-e-o-prejuizo-no.html

Outro dia chegou uma mãe perguntando se o "tratamento" do filho com drogas psiquiátricas "pra aprender a ler e fazer as tarefas da escola", poderia estar associado ao peso, ser menor que os demais coleguinhas e estar frequentemente caindo, "como se tivesse os ossos fracos"... "não devia ser", continuou a mãe, "pois nossa alimentação é bem baçanceada... estou bem triste e preocupada"!... 

Bem, a resposta, lógico, é: tudo a ver! Inclusive nas bulas de vários psicotrópicos está lá escrito! Será que os pais lêem a bula com atenção, pensando no que estão lendo? no que pode acarretar ao filho a ingestão desses edicamentos pesados, especialmente em tratamentos longos?

E, se como já ouvi de uma mãe: "Meu médico me disse que todo 'remédio' tem algum risco e que, se fosse assim, ninguém tomaria remédio!"...Sim, legal, verdade, mas, se fosse o filho dele, será que ele teria a mesma tranquilidade em dizer que "problema nenhum" e que, "se tiver, logo passa"????

Não vou nem ficar comentando muito, vou apenas transcrever alguns dados do NCBI - National Center for Biotechnology Information, faz parte da United States National Library of Medicine, um ramo dos NIH - National Institutes of Health (Institutos Nacionais de Saúde), com sede em Bethesda, Maryland. Cujas diretrizes o nosso país segue.


Prejuízo no Desenvolvimento Ósseo em crianças e adolescentes

O tratamento psicotrópico, particularmente o uso de antipsicóticos, está associado a uma multiplicidade de fatores que podem, direta ou indiretamente, prejudicar o desenvolvimento ósseo em crianças e adolescentes. Por exemplo, a psicopatologia da infância pode estar associada a hábitos de vida sub-ótimos, alterações hormonais (por exemplo, hipercortisolemia) e ao uso concomitante de vários medicamentos que podem afetar o metabolismo ósseo.” (https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC3805387/figure/fig2-2045125313487548/)

"Embora um pouco controverso, as orientações emitidas pela Conferência de Desenvolvimento da Posição Pediátrica da Sociedade Internacional de Densitometria Clínica recomendam a densitometria em certas situações clínicas (por exemplo, osteogênese imperfeita) [ Baim et al. 2008 ; Lewiecki et al. 2009 ]. Estes incluem anorexia nervosa, mas não outras condições psiquiátricas ou tratamentos com psicotrópicos. De fato, atualmente há evidências científicas insuficientes para apoiar a densitometria óssea de rotina para "rastreio" ou "achado de casos" em crianças e adolescentes submetidos a tratamento psicotrópico. No entanto, a decisão de prosseguir testes é, em última instância, clínica e deve levar em conta fatores como o número de fatores de risco, história pessoal de fraturas, e história familiar. Essa decisão pode ser melhor feita em estreita colaboração com um especialista, uma vez que o ótimo local esquelético para escanear e a interpretação apropriada dos resultados da densitometria pode ser desafiadora em crianças, exigindo consideração de fatores como desenvolvimento puberal e altura [ Baim et al. 2008 ; Bachrach e Sills, 2011]."

(...)

Portanto, os clínicos têm uma tarefa desafiadora não só para tratar os problemas iminentes psiquiátricos, mas também para otimizar a saúde durante os cuidados de longa duração para prevenir doenças crônicas, incluindo a osteoporose. Isso, por sua vez, aumentaria a longevidade e a qualidade de vida dos indivíduos que sofrem de doenças mentais. (https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC3805387/


Mães e Pais, há outras medicinas que tratam os comportamentos tidos como indesejáveis para a escola! Mais de 80% dos casos diagnosticados como tdah não necessitam de medicação alopática psiquiátrica!



 Marise Jalowitzki é educadora, escritora, blogueira e colunista.Especialista em Desenvolvimento Humano, defensora de uma infância saudável, antimedicalização. Escritora, blogueira e colunista. Palestrante Internacional, certificada pelo IFTDO - Institute of Federations of Training and Development, com sede na Virginia-USA. Especialista em Gestão de Recursos Humanos pela Fundação Getúlio Vargas. Criou e coordenou cursos de Formação de Facilitadores - níveis fundamental e master. Coordenou oficinas em congressos, eventos de desenvolvimento humano em instituições nacionais e internacionais, escolas, empresas, grupos de apoio, instituições hospitalares e religiosas por mais de duas décadas Autora de diversos livros, todos voltados ao desenvolvimento humano saudável. marisejalowitzki@gmail.com 
blogs:
www.compromissoconsciente.blogspot.com.br


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sexta-feira, 8 de setembro de 2017

TDAH - bem mais que remédios





Por Marise Jalowitzki
08.setembro.2017
https://tdahcriancasquedesafiam.blogspot.com.br/2017/09/tdah-bem-mais-que-remedios.html
Tenho assistido em nosso Grupo (facebook) uma avalanche de trocas de receitas homeopáticas e essencias florais. Sim, fico bem feliz, pois a diferença do nosso grupo e muitos outros grupos é que estas trocas referem-se a medicamentos não invasivos. No intercâmbio de drogas psiquiátricas da alopatia, os perigos são imensos, pois as mães passam livremente o nome do psicotrópico, a dosagem e a mãe 'consulente' sai, muitas vezes, a adquirir no 'mercado ilegal', sites que, nem sei como, continuam sempre livres na web, e onde as pessoas adquirem sem receita sem consulta... Olha o perigo disto.
Porém, o alerta de hoje diz respeito a esta vivência de "fui no homeopata e ele receitou 'tal remédio' pro meu filho". E as pessoas pedem a dosagem, e dizem que vão comprar também. Não levam em conta que cada história é uma historia, que cada criança tem seu peso, idade, experiência (ou não) de medicação, tanta coisa! Pode nem dar certo!
Sei que os tempos são difíceis, pois estamos vivendo um momento em que tudo "é pra ontem". Onde as pessoas não tem tempo pra nada (ou não querem mais ter tempo pra nada que exija mais dedicação e "saco"!).
Muitas mães, premidas pela pressão (escola, familiares, sociedade em geral), já nem aguentam mais, elas mesmas estão estressadas, e receber uma indicação não invasiva passa a ser um presente. Algumas outras mães, querem apenas mágica, resposta instantânea!
Claro que usar homeopatia é sempre melhor que as drogas psiquiátricas da alopatia.
Mas é preciso buscar sempre o melhor.
Assim, procurar um homeopata com experiência, que não alopatiza a homeopatia, também é cansativo. Mas, o que se pode fazer? Arregaçar as mangas!
Há homeopatas que receitam fluoxetina (prozac - da alopatia) para crianças tristes, ou apáticas, em primeira consulta! Por vezes até mesmo paroxetina (equivalente ao paxil, pexeva da alopatia)!!
Assim como na psiquiatria alopática, também se encontram homeopatas que prescrevem (felizmente são poucos!), sem nem tratar (ou encaminhar para terapia), para saber as causas da tristeza, apatia, desatenção. Qual a diferença com a alopatia? Sim, a dinamização. Mas, bem poucas vezes é necessário! Há tantos outros medicamentos sem os riscos destas.
Por isto, mamães, bem mais que "encontrar o remedinho certo" é preciso se informar, ler muito, enfrentar o entorno, argumentar. Questionar, duvidar mesmo. E, se não gostar, procurar outro homeopata ou terapeuta floral. Tem de haver sintonia.
Lembrando sempre que ajudar uma criança não se resume a "arranjar um remédio". Em mais de 80% dos casos diagnosticados como tdah, não é preciso qualquer medicação. Apenas terapia.
É preciso mudar a qualidade das relações familiares, escutar e considerar o que diz a criança, relaxar, proporcionar mais lazer e prazer, Aceitação e mais e mais Amor!
Ame seu filho! Mais!
Amar significa ter tempo para escutar, perceber, procurar entender, muito mais que falar e falar, julgar, emitir conceitos! Quando não entender ou assimilar direito o que seu filho está fazendo, pensando ou sentindo, silencie, observe, abrace, e, só depois de um tempo, pergunte amorosamente. Sem julgamentos, sem cara franzida. Só exercitando a empatia, que é o nobre ato de se colocar no lugar do outro, procurando sentir como ele sente, sendo ele (não você).
Crianças tem como sua primeira referência de vida as sensações, impressões e sentimentos que os pais lhes passam. Nós também já fomos crianças. (Se você não tem as melhores lembranças de como foi no seu tempo, faça diferente agora, para o seu pequeno!!!) Ganham eles, ganham todos!
Abraços e Felicidades!
Marise Jalowitzki
Educadora, escritora, especialista em Desenvolvimento Humano
Livro, Blog, Grupo e Página TDAH CRIANÇAS QUE DESAFIAM
Aprenda a gostar de quem você ama!

Querendo, leia:

Também poderá gostar de:

Antidepressivos aumentam risco de violência e criminalidade em jovens, aponta estudo
A análise inicial descobriu que o risco de uma condenação por crime violento era 19% maior quando as pessoas estavam tomando antidepressivos do que quando não estavam sob tratamento de antidepressivos. O aumento de risco foi essencialmente o mesmo quando os pesquisadores levaram em conta a influência de outras drogas psicotrópicas.

A Food and Drug Administration (FDA) aprovou estes SSRIs para tratar a depressão:
  • Citalopram (Celexa)
  • Escitalopram (Lexapro)
  • Fluoxetina (Prozac)
  • Paroxetina (Paxil, Pexeva)
  • Sertralina (Zoloft)
  • Vilazodona (Viibryd)
Por:  Contato Repórter
publicado neste blog em 05.agosto.2017


 Marise Jalowitzki é educadora, escritora, blogueira e colunista.Especialista em Desenvolvimento Humano, defensora de uma infância saudável, antimedicalização. Escritora, blogueira e colunista. Palestrante Internacional, certificada pelo IFTDO - Institute of Federations of Training and Development, com sede na Virginia-USA. Especialista em Gestão de Recursos Humanos pela Fundação Getúlio Vargas. Criou e coordenou cursos de Formação de Facilitadores - níveis fundamental e master. Coordenou oficinas em congressos, eventos de desenvolvimento humano em instituições nacionais e internacionais, escolas, empresas, grupos de apoio, instituições hospitalares e religiosas por mais de duas décadas Autora de diversos livros, todos voltados ao desenvolvimento humano saudável. marisejalowitzki@gmail.com 
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segunda-feira, 28 de agosto de 2017

Crianças e os prejuízos do uso de drogas psiquiátricas



Crianças e os prejuízos do uso de drogas psiquiátricas

28.agosto.2017

Ao receber algumas afirmações insanas (inclusive de alguns médicos) de que a ritalina não causa "nenhum prejuízo" e de que "tudo que eu quero é vender meu livro"....só respondo:
Diz até na bula do fabricante! Leia a bula! E qual o problema em disseminar conhecimentos importantes que continuam sendo ocultados pela grande mídia? Depois que os estragos acontecem, a problemática é com os pais, que não sabem o que fazer!
E a criança é sempre a vítima!
Leia também os artigos no Blog TDAH CRIANÇAS QUE DESAFIAM. Tem muita coisa importante por lá.
Não quer ler o meu Livro TDAH Crianças que Desafiam, leia o Livro " Anatomia de uma Epidemia - Pílulas Mágicas, Drogas Psiquiátricas e o Aumento Assombroso da Doença Mental", do Robert Whitaker, editado (e traduzido) pela FIOCRUZ em julho deste ano.

Será que tudo que também a FIOCRUZ quer é "vender livros"?  Não será, assim como eu e outras (ainda poucas) pessoas, desvendar uma problemática que está bem acima do consumo desvairado de drogas psiquiátricas em nosso país?
Faça a sua parte! Divulgue, compartilhe, converse, aja! E, aos que gostam de criticar, informem-se mais, please!
Felizmente, a cada dia cresce o número de mães e pais conscientes, que estão retirando seus filhos das drogas spiquiátricas e proporcionando a eles uma Vida Saudável! Viva! Ainda são poucos, mas, para estas crianças, toda a diferença!
(Foto original de Jason Mark Karl Williams)
P.S.: Citei apenas a ritalina, mas são todas as drogas psiquiátricas que deixam suas sequelas! Fico pasma quando um adulto diz: "Tomo há anos e não dei nada de ruim...não fico sem a minha ritalilna, sem ela não funciono...!" não é um contra senso? dependência não é um efeito colateral terrível?
Marise Jalowitzki
Para adquirir o Livro ANATOMIA DE UMA EPIDEMIA - O livro "Anatomia de uma Epidemia": pílulas mágicas, doenças psiquiátricas e o aumento assombroso da doença mental" está disponível: 1) na Livraria Virtual da Editora Fiocruz (https://goo.gl/YVrwwp) - 2) na sede da Editora Fiocruz (Av. Brasil, 4.036 / sala 108 - Manguinhos) - 3) na Livraria da Editora Fiocruz (Campus Manguinhos da Fiocruz, prédio da Asfoc-SN, sala 12)
Para adquirir o Livro TDAH CRIANÇAS QUE DESAFIAM - Sites Livraria Saraiva, Estante Virtual, Mercado Livre, PagSeguro ou diretamente comigo (inbox ou e-mail marisejalowitzki@gmail.com)
Mais informações aqui: Livro TDAH Crianças que Desafiam - Detalhes do produto - Sobre a autora - Como adquirir - http://tdahcriancasquedesafiam.blogspot.com.br/2014/02/livro-tdah-criancas-que-desafiam.html
Depoimentos sobre o Livro TDAH Crianças que Desafiam - http://tdahcriancasquedesafiam.blogspot.com.br/2015/04/depoimentos-sobre-o-livro-tdah-criancas.html

Outras publicações BEM importantes:

Ritalina e a indução à psicose


Excerto de Entrevista a Robert Whitaker, autor do impressionante livro MAD IN AMERICA 

Por Marise Jalowitzki
http://compromissoconsciente.blogspot.com.br/2015/05/ritalina-e-inducao-psicose.html



 Marise Jalowitzki é educadora, escritora, blogueira e colunista. Palestrante Internacional, certificada pelo IFTDO - Institute of Federations of Training and Development, com sede na Virginia-USA. Especialista em Gestão de Recursos Humanos pela Fundação Getúlio Vargas. Criou e coordenou cursos de Formação de Facilitadores - níveis fundamental e master. Coordenou oficinas em congressos, eventos de desenvolvimento humano em instituições nacionais e internacionais, escolas, empresas, grupos de apoio, instituições hospitalares e religiosas por mais de duas décadas Autora de diversos livros, todos voltados ao desenvolvimento humano saudável. marisejalowitzki@gmail.com - Mãe e avó.
blogs:
www.marisejalowitzki.blogspot.com.br 

LIVRO TDAH CRIANÇAS QUE DESAFIAM

Informações, esclarecimentos, denúncias, relatos e dicas práticas de como lidar 
Déficit de Atenção e Hiperatividade

Sobre a mentira




Sobre a mentira

Mentir é um artifício utilizado por algumas crianças para evitar problemas.
Uma criança segura de si, que sabe que vai ser aceita, respeitada e conduzida em suas falhas não recorre a subterfúgios pra inventar saídas.
"O que para os demais é considerado como 'mentir', para uma criança vista como 'problema' representa um processamento neurológico de defesa." (Livro TDAH Crianças que Desafiam - pág. 90)
Um dos maiores desafios para os pais consiste em lidar com tais situações, pois a confiança é abalada.
Pense nisso e potencialize as qualidades de seu filho! Ele é único e plenamente merecedor de Amor e Compreensão!
Abraços!
Marise


segunda-feira, 21 de agosto de 2017

ANATOMIA DE UMA EPIDEMIA - Pílulas Mágicas, Drogas Psiquiátricas e o Aumento Assombroso da Doença Mental - Robert Whitaker




Marise Jalowitzki
21.agosto.2017
https://tdahcriancasquedesafiam.blogspot.com.br/2017/08/anatomia-de-uma-epidemia-pilulas.html


Considero SUPER importante que o Livro de Roberto Whitaker "ANATOMIA DE UMA EPIDEMIA - Pílulas Mágina, Drogas Psiquiátricas e o Aumento Assombroso da Doença Mental" tenha, finalmente, uma tradução em português. E mais: que a editora seja a FIOCRUZ.

Embora o destaque tenha acontecido em seminários, palestras, encontros (FIOCRUZ, ABRASCO, várias organizações de Direitos Humanos), a grande mídia não noticiou o lançamento (fácil de entender!). Mesmo tendo concedido uma entrevista a Globo, não há nenhuma menção ao lançamento do Livro. Era-é preciso muita publicidade, bem sabemos, face a gravidade do tema. Temos agora um compêndio fortíssimo como aliado, para continuar enfrentando esta situação tão triste, e devastadora, como é a medicalização da sociedade. E, o pior: em crianças sempre mais novinhas. Brasil ostenta o deplorável 2º lugar em uso de psicotrópicos no mundo, só ultrapassado pelos EUA.

Adquiri o meu exemplar ainda em julho.2017, quando Robert Whitaker esteve aqui no Brasil para o lançamento. Com destaque especial para a temática tdah em crianças e jovens, os capítulos 11 e 12 são destaque.

Há casos que, lendo, dá-se aquela parada para refletir, uma sensação de impotência toma conta, uma percepção de que o que se está fazendo é bem pouco frente ao gigantesco movimento de convencimento da população para o consumo de psicotrópicos. Sabemos quantas pessoas se deixam convencer, seja pelo médico (o medicamento é "inofensivo"), seja pela pressão da escola ("mãe, tem de dar o remedinho") e, mais tarde, ao perceber os efeitos nefastos, bate o desespero, pois muitos médicos, nem aí, quando os efeitos colaterais aparecem, explicam aos pais que as causas dos desajustes são consequencia das drogas psiquiátricas. E, nem aí, suspendem o uso! Casos de óbito chegam a acontecer e tudo fica encoberto!

Excertos da entrevista dada a Eliane Bardanachvili/CEE-Fiocruz

“Com a conivência da Psiquiatria, a indústria farmacêutica construiu a ideia de que na mente não há lugar para tristeza ou ansiedade, emoções que todos sabemos que são comuns nos seres humanos.”

“Psiquiatras e jornalistas ganharam muito dinheiro para dar palestras e defender essa ideia. São pessoas nas quais o público acredita”, denuncia Whitaker.

 “Se, no curto prazo, essas drogas suprimem os sintomas indesejados, no longo prazo o que o ocorre é diferente.”

Fica a indicação.




Livro premiado e traduzido em diversos idiomas, Anatomia de uma Epidemia aborda a contravertida questão das drogas e tratamentos psiquiátricos. O autor foi impulsionado a escrever sobre o que considera “um tremendo campo minado político” a partir de uma reportagem sobre maus-tratos em pesquisas com pacientes psiquiátricos, como, por exemplo, o uso de medicamentos para exacerbar sintomas em esquizofrênicos ou, ao contrário, para privá-los de antipsicóticos. Escrevendo uma série de reportagens sobre esses experimentos, Whitaker estava convencido de que novas drogas psiquiátricas eram desenvolvidas para ajudar a “equilibrar” a química cerebral e que seria antiético retirar a medicação dos pacientes experimentalmente. Ao se aprofundar na questão, no entanto, esbarrou com descobertas da Organização Mundial da Saúde, “que parecia haver encontrado uma associação entre os resultados positivos (no tratamento de esquizofrênicos) e a não utilização contínua desses medicamentos”. A partir daí dedicou-se a uma “busca intelectual” que originou esta obra. “Estas páginas falam de uma epidemia de doenças mentais incapacitantes induzidas pelos fármacos”. (FIOCRUZ)



E em relação ao Transtorno do Déficit de Atenção? Crianças e jovens estão sendo medicadas precocemente?

"Essa é uma preocupação dos pais em todo o mundo. Nos EUA, começamos a medicar jovens e crianças há mais de 30 anos, e não há nenhuma evidência de que eles têm melhor desempenho depois de adultos. Pelo contrário, depois de anos tomando esses remédios os jovens têm sintomas piores e começam a receber outros diagnósticos, como transtorno bipolar ou esquizofrenia. Ouvi relatos de que aqui no Brasil estão receitando Risperidona para crianças de três e quatro anos. É um remédio fortíssimo." (Globo)



Robert Whitaker: Jornalista, ganhou vários prêmios cobrindo medicina e ciência, entre eles o Prêmio George Polk para Escrita Médica; o da Associação de Escritores de Ciência para o melhor artigo de revista; e melhor jornalismo investigativo de 2010. Em 1998, co-escreveu uma série sobre pesquisa psiquiátrica para o Boston Globe, finalista para o Prêmio Pulitzer para o Serviço Público. Seu trabalho se volta para o fenômeno da medicalização, particularmente sobre a influência das drogas utilizadas na psiquiatria e seu benefício real no tratamento das doenças mentais. Sobre o tema, escreveu ainda “Mad in America: a má ciência, a má medicina e o mal-estar duradouro dos doentes mentais” (2001) e “Psiquiatria sob influência: corrupção institucional, lesão social e prescrições para a reforma” (2015).


Querendo, leia também: A Argumentação Científica contra os antipsicóticos

Pesquisas:
https://portal.fiocruz.br/pt-br/content/anatomia-de-uma-epidemia-pilulas-magicas-drogas-psiquiatricas-e-o-aumento-assombroso-da

https://oglobo.globo.com/sociedade/robert-whitaker-jornalista-escritor-industria-farmaceutica-capturou-psiquiatria-21604509

http://www.cee.fiocruz.br/?q=node/618

http://madinbrasil.org/2016/10/a-argumentacao-cientifica-contra-os-antipsicoticos/


Poderá gostar também de:

Diagnósticos infantis - TDAH e outros transtornos


Em mais de 80% das vezes não é necessário medicar uma criança.Só terapia. Por Marise Jalowitzki

http://tdahcriancasquedesafiam.blogspot.com.br/2015/12/diagnosticos-infantis-tdah-e-outros.html



Também:


"A psiquiatria está em crise." Por 

http://compromissoconsciente.blogspot.com.br/2016/08/doencas-mentais-nao-se-devem-alteracoes.html




Ritalina e a indução à psicose


Excerto de Entrevista a Robert Whitaker, autor do impressionante livro MAD IN AMERICA 

Por Marise Jalowitzki
http://compromissoconsciente.blogspot.com.br/2015/05/ritalina-e-inducao-psicose.html


 Marise Jalowitzki é educadora, escritora, blogueira e colunista. Palestrante Internacional, certificada pelo IFTDO - Institute of Federations of Training and Development, com sede na Virginia-USA. Especialista em Gestão de Recursos Humanos pela Fundação Getúlio Vargas. Criou e coordenou cursos de Formação de Facilitadores - níveis fundamental e master. Coordenou oficinas em congressos, eventos de desenvolvimento humano em instituições nacionais e internacionais, escolas, empresas, grupos de apoio, instituições hospitalares e religiosas por mais de duas décadas Autora de diversos livros, todos voltados ao desenvolvimento humano saudável. marisejalowitzki@gmail.com - Mãe e avó.
blogs:
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