segunda-feira, 21 de agosto de 2017

ANATOMIA DE UMA EPIDEMIA - Pílulas Mágicas, Drogas Psiquiátricas e o Aumento Assombroso da Doença Mental - Robert Whitaker




Marise Jalowitzki
21.agosto.2017
https://tdahcriancasquedesafiam.blogspot.com.br/2017/08/anatomia-de-uma-epidemia-pilulas.html


Considero SUPER importante que o Livro de Roberto Whitaker "ANATOMIA DE UMA EPIDEMIA - Pílulas Mágina, Drogas Psiquiátricas e o Aumento Assombroso da Doença Mental" tenha, finalmente, uma tradução em português. E mais: que a editora seja a FIOCRUZ.

Embora o destaque tenha acontecido em seminários, palestras, encontros (FIOCRUZ, ABRASCO, várias organizações de Direitos Humanos), a grande mídia não noticiou o lançamento (fácil de entender!). Mesmo tendo concedido uma entrevista a Globo, não há nenhuma menção ao lançamento do Livro. Era-é preciso muita publicidade, bem sabemos, face a gravidade do tema. Temos agora um compêndio fortíssimo como aliado, para continuar enfrentando esta situação tão triste, e devastadora, como é a medicalização da sociedade. E, o pior: em crianças sempre mais novinhas. Brasil ostenta o deplorável 2º lugar em uso de psicotrópicos no mundo, só ultrapassado pelos EUA.

Adquiri o meu exemplar ainda em julho.2017, quando Robert Whitaker esteve aqui no Brasil para o lançamento. Com destaque especial para a temática tdah em crianças e jovens, os capítulos 11 e 12 são destaque.

Há casos que, lendo, dá-se aquela parada para refletir, uma sensação de impotência toma conta, uma percepção de que o que se está fazendo é bem pouco frente ao gigantesco movimento de convencimento da população para o consumo de psicotrópicos. Sabemos quantas pessoas se deixam convencer, seja pelo médico (o medicamento é "inofensivo"), seja pela pressão da escola ("mãe, tem de dar o remedinho") e, mais tarde, ao perceber os efeitos nefastos, bate o desespero, pois muitos médicos, nem aí, quando os efeitos colaterais aparecem, explicam aos pais que as causas dos desajustes são consequencia das drogas psiquiátricas. E, nem aí, suspendem o uso! Casos de óbito chegam a acontecer e tudo fica encoberto!

Excertos da entrevista dada a Eliane Bardanachvili/CEE-Fiocruz

“Com a conivência da Psiquiatria, a indústria farmacêutica construiu a ideia de que na mente não há lugar para tristeza ou ansiedade, emoções que todos sabemos que são comuns nos seres humanos.”

“Psiquiatras e jornalistas ganharam muito dinheiro para dar palestras e defender essa ideia. São pessoas nas quais o público acredita”, denuncia Whitaker.

 “Se, no curto prazo, essas drogas suprimem os sintomas indesejados, no longo prazo o que o ocorre é diferente.”

Fica a indicação.




Livro premiado e traduzido em diversos idiomas, Anatomia de uma Epidemia aborda a contravertida questão das drogas e tratamentos psiquiátricos. O autor foi impulsionado a escrever sobre o que considera “um tremendo campo minado político” a partir de uma reportagem sobre maus-tratos em pesquisas com pacientes psiquiátricos, como, por exemplo, o uso de medicamentos para exacerbar sintomas em esquizofrênicos ou, ao contrário, para privá-los de antipsicóticos. Escrevendo uma série de reportagens sobre esses experimentos, Whitaker estava convencido de que novas drogas psiquiátricas eram desenvolvidas para ajudar a “equilibrar” a química cerebral e que seria antiético retirar a medicação dos pacientes experimentalmente. Ao se aprofundar na questão, no entanto, esbarrou com descobertas da Organização Mundial da Saúde, “que parecia haver encontrado uma associação entre os resultados positivos (no tratamento de esquizofrênicos) e a não utilização contínua desses medicamentos”. A partir daí dedicou-se a uma “busca intelectual” que originou esta obra. “Estas páginas falam de uma epidemia de doenças mentais incapacitantes induzidas pelos fármacos”. (FIOCRUZ)



E em relação ao Transtorno do Déficit de Atenção? Crianças e jovens estão sendo medicadas precocemente?

"Essa é uma preocupação dos pais em todo o mundo. Nos EUA, começamos a medicar jovens e crianças há mais de 30 anos, e não há nenhuma evidência de que eles têm melhor desempenho depois de adultos. Pelo contrário, depois de anos tomando esses remédios os jovens têm sintomas piores e começam a receber outros diagnósticos, como transtorno bipolar ou esquizofrenia. Ouvi relatos de que aqui no Brasil estão receitando Risperidona para crianças de três e quatro anos. É um remédio fortíssimo." (Globo)



Robert Whitaker: Jornalista, ganhou vários prêmios cobrindo medicina e ciência, entre eles o Prêmio George Polk para Escrita Médica; o da Associação de Escritores de Ciência para o melhor artigo de revista; e melhor jornalismo investigativo de 2010. Em 1998, co-escreveu uma série sobre pesquisa psiquiátrica para o Boston Globe, finalista para o Prêmio Pulitzer para o Serviço Público. Seu trabalho se volta para o fenômeno da medicalização, particularmente sobre a influência das drogas utilizadas na psiquiatria e seu benefício real no tratamento das doenças mentais. Sobre o tema, escreveu ainda “Mad in America: a má ciência, a má medicina e o mal-estar duradouro dos doentes mentais” (2001) e “Psiquiatria sob influência: corrupção institucional, lesão social e prescrições para a reforma” (2015).


Querendo, leia também: A Argumentação Científica contra os antipsicóticos

Pesquisas:
https://portal.fiocruz.br/pt-br/content/anatomia-de-uma-epidemia-pilulas-magicas-drogas-psiquiatricas-e-o-aumento-assombroso-da

https://oglobo.globo.com/sociedade/robert-whitaker-jornalista-escritor-industria-farmaceutica-capturou-psiquiatria-21604509

http://www.cee.fiocruz.br/?q=node/618

http://madinbrasil.org/2016/10/a-argumentacao-cientifica-contra-os-antipsicoticos/


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Em mais de 80% das vezes não é necessário medicar uma criança.Só terapia. Por Marise Jalowitzki

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Também:


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Ritalina e a indução à psicose


Excerto de Entrevista a Robert Whitaker, autor do impressionante livro MAD IN AMERICA 

Por Marise Jalowitzki
http://compromissoconsciente.blogspot.com.br/2015/05/ritalina-e-inducao-psicose.html


 Marise Jalowitzki é educadora, escritora, blogueira e colunista. Palestrante Internacional, certificada pelo IFTDO - Institute of Federations of Training and Development, com sede na Virginia-USA. Especialista em Gestão de Recursos Humanos pela Fundação Getúlio Vargas. Criou e coordenou cursos de Formação de Facilitadores - níveis fundamental e master. Coordenou oficinas em congressos, eventos de desenvolvimento humano em instituições nacionais e internacionais, escolas, empresas, grupos de apoio, instituições hospitalares e religiosas por mais de duas décadas Autora de diversos livros, todos voltados ao desenvolvimento humano saudável. marisejalowitzki@gmail.com - Mãe e avó.
blogs:
www.marisejalowitzki.blogspot.com.br 

LIVRO TDAH CRIANÇAS QUE DESAFIAM

Informações, esclarecimentos, denúncias, relatos e dicas práticas de como lidar 
Déficit de Atenção e Hiperatividade




terça-feira, 8 de agosto de 2017

TDAH, TOD e outros transtornos - Qual das Terapias Integrativas é mais aconselhável





Uma mãe pergunta qual das terapias integrativas seria aconselhável a uma criança de 5 anos.
Depende tanto da criança, da forma como ela se manifesta, como se relaciona, as respostas que tem ao contato de outra pessoa.
O Reiki costuma não tocar no corpo, só emite a energia (embora haja reikianos que colocam as mãos sobre determinadas áreas). Esta terapia é bastante indicad, especialmente nos casos de crianças inquietas. Integrando o Grupo TDAH CRIANÇAS QUE DESAFIAM (facebook) temos a Kamila Lopes, por exemplo, que faz um trabalho primoroso. Troquem figurinhas.
Terapia Crânio Sacral, aqui no grupo temos a Anna Paula Moreira que já fez maravilhas em um garoto filho de uma mamãe que também participa deste grupo. O menino é mais quieto, gentil, querido, não ofensor (por isso, também alvo de bullying).
Barra de Access é mais recente (no meu conhecimento). Temos a Marta Coronado, que, inclusive, está elaborando um artigo para publicar no blog e divulgar também aqui. São 32 pontos.
Pessoalmente, como tenho formação em kinesiocromoterapia e Do-In, muito apliquei (e aplico) em nosso círculo familiar - relaxamento e ativação. Efeitos imediatos.
Há crianças que respondem maravilhosamente com música, com desenhos, pinturas. No Grupo temos o arteterapeuta e psicopedagogo Edson Damiao que obtêm um resultado efetivo oportunizando para as crianças esta livre expressão.
Já assisti terapias com Meditação e Yoga com crianças MUITO hiperativas, sessões que começavam com muito agito, dança, pulos e, aos poucos, foram sendo conduzidas para movimentos mais brandos (ainda desafiantes, corporeamente falando) até que, por fim, ficavam quietinhas, meditando como vemos nas fotos.  Aqui no Grupo temos Hilarion Terapias YogaClarissa Krpá, entre outros.
Escotismo, natação, andar de bicicleta em grupo, aulas de circo, também são atividades que dão super certo.
Enfim, a Relação é extensa e TUDO é MUITO válido, tem de experimentar. Sempre levando em consideração o Bem Estar e as tendências individuais da criança. 
Bjs e Felicidades!
Marise Jalowitzki
Fundadora e uma das moderadores do Grupo TDAH CRIANÇAS QUE DESAFIAM
(Livro, Blog, Grupo e Página de igual título)






"Muitas crianças de hoje possuem, consciente ou subconscientemente, a noção clara de que o mundo que lhes é oferecido está cheio de graves incoerências e suas respostas a tudo isso se refletem em desatenção, em evasão, em tentar levar os outros para brincadeiras, tornando-se inconvenientes, desviando o foco da “chatice”, em casa ou em sala de aula, em uma situação de ensino que não lhes chama a atenção, onde não encontram significado nem utilidade. Apropriar-se do conhecimento para que, se não enxergam onde e como utilizá-lo? Sequer o assimilam!  

Desde sempre coisas desse teor já foram ditas e sentidas, só que se antes, em alguns casos, as instituições conseguiam abafar os mais irreverentes pela palmatória e outros castigos e exposições humilhantes, agora, com a legislação considerando a agressão infantil como crime (felizmente!), os adultos, na maioria sempre intolerantes e impacientes, procuram outra forma de silenciar as inssurreições, as desobediências: uma pílula, a Ritalina ou Concerta! Há uns trinta anos era o Gardenal. Tive uma colega de trabalho que tinha os olhos enormes, saltados (efeito colateral) e muita mágoa na alma pelo que fizeram com ela. As saídas pérfidas estão aí, há muito tempo, só que agora a sede por dinheiro, a ganância, fez com que alguns ramos da indústria farmacêutica aumentassem o fomento ao consumo, incluindo campanhas dentro das escolas, fazendo com que milhares e milhares de crianças entrassem nesta rota de fuga da realidade.

É hora de rever. De parar. De pensar nas consequências. De trazer mais felicidade para a vida de todos. De otimizar relações de convívio, seja em casa, escola, igreja, comunidade. De reinventar a maneira como se faz Educação. De ampliar conceitos de inclusão e convívio com as diferenças, temas tão alardeados por todos e ainda tão longe de ser uma prática.

Está aqui uma proposta para se debruçar sobre um cenário integrativo, que objetiva evidenciar que as diferenças entre os seres humanos existem para somar, nunca para dividir, que dirá, segregar ou excluir. A dicotomia presente em cada um de nós, onde, de um lado, queremos ser um “igual” conforme os ditames da pressão social, ser um “normal“ – obediente às normas e, assim, sentir-se integrado e incluído em determinados grupos (família, escola, amigos, trabalho, comunidade, etc.); e, por outro lado, e ao mesmo tempo, fazer “de um tudo” para ser (o que naturalmente somos): único, especial, diferente. Essa tentativa de querer mostrar que é único e diferente fica ainda mais forte entre os jovens e se manifesta no jeito especial de falar, a criação de “idiomas” específicos na Internet, gírias que mudam frequentemente, toques exclusivos nas roupas, o corte de cabelo, um estilo próprio de agir, a procura de um hobby radical ou atividade laboral; tudo leva para a diferenciação e o ineditismo. A procura e a conexão com o EU. Então, como assim, querer trabalhar a mente de uma criança para que ela se debruce sem questionar, nem ver mais nada, e apenas faça o seu dever de casa, sente direitinho, coma de um jeito educado, fale baixo e não transmita nada que possa ser interpretado com fora-da-casinha? Todas as invenções e inovações aconteceram quando alguém conseguiu olhar além da moldura!

Os distúrbios conhecidos como DDA (Déficit De Atenção), DDAH (Déficit De Atenção e Hiperatividade), agora tudo incluído como TDAH (Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade) constam na lista de doenças mentais (ver capítulo sobre DSM e OMS), o tarja preta à base de metilfenidato (no Brasil comercializado como Ritalina, Ritalina LA e Concerta). A divulgação ampla dos efeitos, advertências, riscos e alternativas de tratamento é necessária e premente. Duas correntes igualmente fortes atuam concomitantemente: de um lado, especialistas que defendem e incentivam o uso do fármaco; de outro, especialistas e institutos de saúde internacionalmente reconhecidos pela sua idoneidade e ética afirmam que os possíveis (e irreversíveis) danos que os efeitos colaterais podem conferir precisam ser mencionados aos pais ANTES da administração em crianças e adolescentes. E que haja criteriosa avaliação sobre os diagnósticos já emitidos.

É preciso rever, com seriedade e determinação, qual a sociedade que queremos, qual o mundo que vamos deixar para nossos filhos e netos e mais além, antes que tenhamos [des]construído uma sociedade que veio para nascer, viver, ser feliz, imortalizar-se (através da concepção) e morrer.  Uma humanidade robotizada e subserviente a alguns, é isso que desejamos? A chamada “Pílula da Obediência” está em xeque." (Livro TDAH CRIANÇAS QUE DESAFIAM - pág 14)

Felizmente. 



 Marise Jalowitzki é educadora, escritora, blogueira e colunista. Palestrante Internacional, certificada pelo IFTDO - Institute of Federations of Training and Development, com sede na Virginia-USA. Especialista em Gestão de Recursos Humanos pela Fundação Getúlio Vargas. Criou e coordenou cursos de Formação de Facilitadores - níveis fundamental e master. Coordenou oficinas em congressos, eventos de desenvolvimento humano em instituições nacionais e internacionais, escolas, empresas, grupos de apoio, instituições hospitalares e religiosas por mais de duas décadas Autora de diversos livros, todos voltados ao desenvolvimento humano saudável. marisejalowitzki@gmail.com - Mãe e avó.
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Déficit de Atenção e Hiperatividade

TDAH e outros transtornos - Crianças Diferentes, Crianças Especiais - Crianças...



Nossa obrigação e compromisso, enquanto adultos, é proteger TODAS as crianças. Elas são frágeis, sejam impulsivas, agressivas e-oou retraídas. Aportaram em nossos caminhos para que aprendamos junt@s! Elas precisam de Amor e Acolhimento para se sentirem confiantes.
Vamos fazer a nossa parte, elogiando-as, reforçando-as nas suas qualidades. É isto que fortalece!




"Muitas crianças de hoje possuem, consciente ou subconscientemente, a noção clara de que o mundo que lhes é oferecido está cheio de graves incoerências e suas respostas a tudo isso se refletem em desatenção, em evasão, em tentar levar os outros para brincadeiras, tornando-se inconvenientes, desviando o foco da “chatice”, em casa ou em sala de aula, em uma situação de ensino que não lhes chama a atenção, onde não encontram significado nem utilidade. Apropriar-se do conhecimento para que, se não enxergam onde e como utilizá-lo? Sequer o assimilam!  

Desde sempre coisas desse teor já foram ditas e sentidas, só que se antes, em alguns casos, as instituições conseguiam abafar os mais irreverentes pela palmatória e outros castigos e exposições humilhantes, agora, com a legislação considerando a agressão infantil como crime (felizmente!), os adultos, na maioria sempre intolerantes e impacientes, procuram outra forma de silenciar as inssurreições, as desobediências: uma pílula, a Ritalina ou Concerta! Há uns trinta anos era o Gardenal. Tive uma colega de trabalho que tinha os olhos enormes, saltados (efeito colateral) e muita mágoa na alma pelo que fizeram com ela. As saídas pérfidas estão aí, há muito tempo, só que agora a sede por dinheiro, a ganância, fez com que alguns ramos da indústria farmacêutica aumentassem o fomento ao consumo, incluindo campanhas dentro das escolas, fazendo com que milhares e milhares de crianças entrassem nesta rota de fuga da realidade.

É hora de rever. De parar. De pensar nas consequências. De trazer mais felicidade para a vida de todos. De otimizar relações de convívio, seja em casa, escola, igreja, comunidade. De reinventar a maneira como se faz Educação. De ampliar conceitos de inclusão e convívio com as diferenças, temas tão alardeados por todos e ainda tão longe de ser uma prática.

Está aqui uma proposta para se debruçar sobre um cenário integrativo, que objetiva evidenciar que as diferenças entre os seres humanos existem para somar, nunca para dividir, que dirá, segregar ou excluir. A dicotomia presente em cada um de nós, onde, de um lado, queremos ser um “igual” conforme os ditames da pressão social, ser um “normal“ – obediente às normas e, assim, sentir-se integrado e incluído em determinados grupos (família, escola, amigos, trabalho, comunidade, etc.); e, por outro lado, e ao mesmo tempo, fazer “de um tudo” para ser (o que naturalmente somos): único, especial, diferente. Essa tentativa de querer mostrar que é único e diferente fica ainda mais forte entre os jovens e se manifesta no jeito especial de falar, a criação de “idiomas” específicos na Internet, gírias que mudam frequentemente, toques exclusivos nas roupas, o corte de cabelo, um estilo próprio de agir, a procura de um hobby radical ou atividade laboral; tudo leva para a diferenciação e o ineditismo. A procura e a conexão com o EU. Então, como assim, querer trabalhar a mente de uma criança para que ela se debruce sem questionar, nem ver mais nada, e apenas faça o seu dever de casa, sente direitinho, coma de um jeito educado, fale baixo e não transmita nada que possa ser interpretado com fora-da-casinha? Todas as invenções e inovações aconteceram quando alguém conseguiu olhar além da moldura!

Os distúrbios conhecidos como DDA (Déficit De Atenção), DDAH (Déficit De Atenção e Hiperatividade), agora tudo incluído como TDAH (Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade) constam na lista de doenças mentais (ver capítulo sobre DSM e OMS), o tarja preta à base de metilfenidato (no Brasil comercializado como Ritalina, Ritalina LA e Concerta). A divulgação ampla dos efeitos, advertências, riscos e alternativas de tratamento é necessária e premente. Duas correntes igualmente fortes atuam concomitantemente: de um lado, especialistas que defendem e incentivam o uso do fármaco; de outro, especialistas e institutos de saúde internacionalmente reconhecidos pela sua idoneidade e ética afirmam que os possíveis (e irreversíveis) danos que os efeitos colaterais podem conferir precisam ser mencionados aos pais ANTES da administração em crianças e adolescentes. E que haja criteriosa avaliação sobre os diagnósticos já emitidos.

É preciso rever, com seriedade e determinação, qual a sociedade que queremos, qual o mundo que vamos deixar para nossos filhos e netos e mais além, antes que tenhamos [des]construído uma sociedade que veio para nascer, viver, ser feliz, imortalizar-se (através da concepção) e morrer.  Uma humanidade robotizada e subserviente a alguns, é isso que desejamos? A chamada “Pílula da Obediência” está em xeque." (Livro TDAH CRIANÇAS QUE DESAFIAM - pág 14)

Felizmente. 






 Marise Jalowitzki é educadora, escritora, blogueira e colunista. Palestrante Internacional, certificada pelo IFTDO - Institute of Federations of Training and Development, com sede na Virginia-USA. Especialista em Gestão de Recursos Humanos pela Fundação Getúlio Vargas. Criou e coordenou cursos de Formação de Facilitadores - níveis fundamental e master. Coordenou oficinas em congressos, eventos de desenvolvimento humano em instituições nacionais e internacionais, escolas, empresas, grupos de apoio, instituições hospitalares e religiosas por mais de duas décadas Autora de diversos livros, todos voltados ao desenvolvimento humano saudável. marisejalowitzki@gmail.com 

blogs:
www.compromissoconsciente.blogspot.com.br


LIVRO TDAH CRIANÇAS QUE DESAFIAM

Informações, esclarecimentos, denúncias, relatos e dicas práticas de como lidar 
Déficit de Atenção e Hiperatividade



sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Antidepressivos aumentam risco de violência e criminalidade em jovens, aponta estudo

A análise inicial descobriu que o risco de uma condenação por crime violento era 19% maior quando as pessoas estavam tomando antidepressivos do que quando não estavam sob tratamento de antidepressivos. O aumento de risco foi essencialmente o mesmo quando os pesquisadores levaram em conta a influência de outras drogas psicotrópicas.

A Food and Drug Administration (FDA) aprovou estes SSRIs para tratar a depressão:
  • Citalopram (Celexa)
  • Escitalopram (Lexapro)
  • Fluoxetina (Prozac)
  • Paroxetina (Paxil, Pexeva)
  • Sertralina (Zoloft)
  • Vilazodona (Viibryd)




Por:  Contato Repórter
publicado neste blog em 05.agosto.2017
https://tdahcriancasquedesafiam.blogspot.com.br/2017/08/antidepressivos-aumentam-risco-de.html

Pesquisadores identificaram um efeito colateral preocupante de uma classe de antidepressivos amplamente recomendada - eles podem tornar alguns pacientes mais propensos a cometer crimes violentos.
Os dados mostram que os jovens adultos com idades entre os 15 e os 24 que haviam preenchido prescrições para os medicamentos eram mais propensos a serem condenados por homicídio, assalto, roubo, incêndio criminoso, seqüestro, ofensa sexual ou outro crime violento quando estavam tomando o Medicamentos do que quando não eram. Os pesquisadores não encontraram nenhuma ligação entre o uso de antidepressivos e atividades criminosas para pacientes mais velhos.
SSRIS e Tendências Suicidas em crianças e jovens
As descobertas , publicadas em 15 de setembro.2015 na revista PLOS Medicine, compõem outras evidências de que os antidepressivos - conhecidos como  inibidores seletivos da recaptação da serotonina , ou SSRIs - funcionam de forma diferente no cérebro de adolescentes e adultos. Por exemplo, vários estudos mostraram que as drogas realmente  aumentam o risco de pensamentos suicidas em crianças, adolescentes e adultos jovens, mas não em adultos mais velhos.
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Os SSRIs aliviam a depressão ao aumentar os níveis de serotonina no cérebro. A serotonina é um dos mensageiros químicos (neurotransmissores) que transportam sinais entre células cerebrais. Os SSRIs bloqueiam a reabsorção (recaptação) da serotonina no cérebro, disponibilizando mais serotonina. Os SSRIs são chamados de seletivos porque parecem afetar principalmente a serotonina, e não outros neurotransmissores.
Os SSRI também podem ser usados ​​para tratar outras condições além da depressão, como distúrbios de ansiedade.

SSRIs aprovados para tratar a depressão

A Food and Drug Administration (FDA) aprovou estes SSRIs para tratar a depressão:
  • Citalopram (Celexa)
  • Escitalopram (Lexapro)
  • Fluoxetina (Prozac)
  • Paroxetina (Paxil, Pexeva)
  • Sertralina (Zoloft)
  • Vilazodona (Viibryd)
Fluvoxamina, um SSRI que é aprovado pela FDA para tratar transtorno obsessivo-compulsivo, às vezes é usado para tratar a depressão.
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A ligação entre SSRIs e crime é menos clara. Uma análise das tendências nos EUA descobriu que o "grande declínio do crime americano" que começou na década de 1990  coincidiu com o surgimento de SSRIs, incluindo Prozac, Celexa, Paxil e Zoloft. Mas as  revisões dos dados de segurança submetidos à Food and Drug Administration descobriram que o uso de SSRI estava associado a um risco aumentado de comportamento violento.






Os SSRIs  ajudam as células do cérebro a se comunicar uns com os outros fazendo um melhor uso de um produto químico chamado serotonina. Este produto químico é necessário para enviar uma mensagem de uma célula cerebral para outra. Os cientistas acreditam que, com mais serotonina disponível, os circuitos cerebrais que controlam o humor têm melhores chances de funcionar corretamente.
Para obter uma imagem mais clara dos riscos potenciais associados aos SSRI, pesquisadores do Instituto Karolinska em Estocolmo e da Universidade de Oxford, na Inglaterra, voltaram-se para dados nacionais da Suécia, onde o governo acompanha as prescrições que são preenchidas e as condenações por crimes .
Na Suécia, o sistema de justiça criminal trata as pessoas como adultos uma vez que completam os 15 anos. Assim, os pesquisadores examinaram os registros de cerca de 8 milhões de suecos com pelo menos 15 anos em 2006. Eles descobriram que mais de 850 mil deles receberam um SSRI por algum tempo Entre 2006 e 2009. Isso representou 14,1% de todas as mulheres suecas e 7,5% de todos os homens suecos.
Entre todas as pessoas que obtiveram prescrições para SSRIs, 1% deles foi condenado por ter cometido algum tipo de crime violento entre 2006 e 2009. Os pesquisadores se concentraram nessas 8.377 pessoas e compararam suas atividades criminosas quando tiveram uma prescrição SSRI nos períodos.
A análise inicial descobriu que o risco de uma condenação por crime violento era 19% maior quando as pessoas estavam tomando antidepressivos do que quando não estavam sob tratamento de antidepressivos. O aumento de risco foi essencialmente o mesmo quando os pesquisadores levaram em conta a influência de outras drogas psicotrópicas.
Quando eles quebraram os números de acordo com a idade, eles descobriram que o risco estava concentrado entre o grupo mais jovem. Para adultos com idade entre 15 e 24 anos, o risco de ser condenado por um crime violento foi 43% maior quando eles estavam tomando um SSRI do que quando não estavam sob tratamento.
Então os pesquisadores consideraram os homens nesta faixa etária separadamente das mulheres. Entre os homens, tomar SSRIs estava associado a um risco aumentado de 40% de ser condenado por um crime violento. Entre as mulheres, o risco aumentou 75%, de acordo com o estudo.
O estudo não prova que os SSRIs foram responsáveis ​​pelo aumento observado na violência criminal entre adolescentes e jovens adultos, disseram os pesquisadores. No entanto, ele acrescenta à evidência de que "o cérebro adolescente pode ser particularmente sensível à interferência farmacológica", escreveram.
Mesmo que se verifique que os antidepressivos tornam os jovens mais propensos a cometer crimes violentos, isso significa que os médicos devem parar de prescrevê-los? A resposta não é óbvia, escreveram os pesquisadores. Os ISRS podem fazer com que a violência caia, mas os suicídios podem subir. "Do ponto de vista da saúde pública", eles declararam, "pode ser melhor continuar usando as drogas, desde que os riscos potenciais sejam divulgados". (http://www.latimes.com/science/sciencenow/la-sci-sn-antidepressant-ssri-violent-crime-risk-20150915-story.html)

Excertos de outro artigo sobre o tema:
Os medicamentos antidepressivos podem causar comportamentos violentos
Isso é o que a imprensa tradicional, como o LA Times e a Reuters, estão relatando, com base em um novo estudo publicado em uma revista médica respeitada, o PLOS Medicine , que encontrou jovens adultos com idades entre 15 e 24 anos, eram quase 50% mais propensos a serem condenados De um homicídio, assalto, incêndio assalto, sequestro, ofensa sexual e outros crimes violentos ao tomar o antidepressivo do que quando não estavam tomando a droga psiquiátrica.
O testemunho dos pais, sobre as violentas mortes auto-infligidas de suas crianças pequenas, foi dolorido. No entanto, apesar dos dados esmagadores fornecidos por especialistas e das contas de primeira mão sobre o suicídio e a violência causados ​​por antidepressivos, o Comitê Consultivo da FDA - muitos dos quais teve conflitos de interesse financeiros com as empresas farmacêuticas - recusou-se a avisar o público sobre o vínculo entre suicídio e antidepressivos, e não considerou se os antidepressivos podem ser responsáveis ​​por outros comportamentos violentos.

Mas, como era esperado, um número crescente de suicídios e outros atos violentos continuaram a aumentar e, finalmente, mais de uma década depois, em 2004, a FDA foi novamente forçada a enfrentar o problema. Desta vez, os dados fornecidos por denunciantes dentro da indústria não poderiam encolher os ombros. Mais de uma década depois que a agência federal conheceu as consequências mortais associadas aos SSRI, um aviso de "caixa negra" para ideação e comportamento suicida foi finalmente emitido em todos os antidepressivos. No entanto, a conexão com violência e homicídio continuou sendo ignorada.

Até esta data, 35 tiroteios em escolas e / ou atos de violência relacionados à escola foram cometidos por aqueles que tomavam ou se retiraram de drogas psiquiátricas e, entre 2004 e 2012, houve cerca de 15.000 relatórios ao sistema MedWatch da FDA em drogas psiquiátricas causando violência como efeito colateral.

Coincidentemente, o estudo que liga os antidepressivos com o comportamento violento vem ao lado de outro relatório recente expondo a pesquisa fraudulenta do antidepressivo GlaxoSmithKline, Paxil . De acordo com uma revisão dos dados utilizados para a aprovação do antidepressivo, Paxil não é eficaz no tratamento de crianças e existe um risco significativo de suicídio associado a ele.

Ver também: 27 avisos sobre violência e crimes pelo uso de antidepressivos
Também este: Relação de crimes e nominata de medicamentos usados pelos atiradores jovens
https://www.cchrint.org/2012/07/20/the-aurora-colorado-tragedy-another-senseless-shooting-another-psychotropic-drug/
E este: https://www.cchrint.org/2015/09/22/new-study-confirms-cchr-antidepressants-cause-violence/