sexta-feira, 31 de março de 2017

Conhecendo Efeitos nocivos do aripiprazol

cada vez mais usado em crianças, seja para quadros depressivos ou hiperativos...

Alexander C. Tsai, Harvard, antidepressivos, aripiprazol, Hospital Geral de Massachusetts, Abilify, discinesia tardia, acatisia, haldol, Marise Jalowitzki, Livro TDAH Crianças que Desafiam

Conhecendo efeitos nocivos do aripiprazol

Por Marise Jalowitzki
31.março.2017
http://tdahcriancasquedesafiam.blogspot.com.br/2017/03/conhecendo-efeitos-nocivos-do.html

Creio que uma das cenas mais terríveis que assisti foi ver uma pessoa amada sob efeito do Abilify (aripiprazol). Nada podia ser feito, disse o médico, a não ser esperar que a "crise" pasasse!! Eu já havia manifestado minha vontade CONTRA este uso, mas, o que fazer quando um ser humano doente "cai" nas mãos de um médico que parece querer "convencer" todos os demais que "sabe tudo" e que "parentes só atrapalham? Eu já havia lido, já havia visto videos, mas..."essas coisas de internet, nada a ver..." E ali estava a cena triste que presenciara nos videos. Neste caso, uma mordedura exagerada, incontrolável, os dentes machucando os lábios a ponto de sangrar. Olhos desesperados, sem nenhuma condição de articular palavras...

Hoje, quando sei de tantas mães que administram em seus pequenos filhotes também este psicotrópico, com uma naturalidade espantosa, muitas vezes apenas consequencia da "naturalidade" com que o médico passa a receita... vem a certeza de que é preciso continuar difundindo e divulgando...

PELO MENOS, pais e mães precisam estar cientes do que estão decidindo para seus pequenos!



"O Abilify (princípio ativo aripiprazol) é um medicamento originalmente prescrito para esquizofrenia que é agora um dos mais populares tratamentos para transtorno bipolar e outros quadros
depressivos. Desde que foi aprovado para o uso expandido pela Administração de Drogas e Alimentos (FDA) dos Estados Unidos, em 2005, as vendas do Abilify dobraram e a droga tornou-se a primeira linha de tratamento para um grupo inteiro de psiquiatras."


"Um dos maiores problemas é que o Abilify pode causar acatisia, uma condição nervosa que essencialmente faz com que seja impossível ficar parado.

Veja como ela é descrita por um pessoa que fez uso deste psicotrópico: “Eu comecei a andar e era incapaz de ficar parado. Eu literalmente caminhei pelos corredores por três dias seguidos. Eu estava desesperado por socorro e senti que para me manter seguro eu precisava permanecer hospitalizado”.
Basicamente, é uma versão medicamente induzida da Epidemia de Dança de 1518.

"Felizmente, para colocar um fim neste mal basta parar de usar o Abilify… exceto, é claro, nos casos em que os sintomas continuam, mesmo depois do remédio não estar mais no seu organismo."

É a chamada discinesia tardia, onde os tiques se repetem e a pessoa não consegue mais controlar os movimentos.

"Comerciais do Abilify tocam ligeiramente no assunto pedindo que o usuário “fale com o seu médico sobre movimentos musculares incontroláveis, pois estes podem se tornar permanentes”. É isso mesmo: não somente você pode ser incapaz de ficar parado, como isso pode continuar para sempre."

E outra pessoa comenta: "O que é pior, o Abilify não é nem mesmo muito bom no tratamento do transtorno bipolar. Durante o estudo que levou à aprovação da droga pela FDA, menos de um quinto dos participantes realmente fizeram o tratamento até o fim. Além disso, o estudo foi financiado pelo fabricante da droga e sua agência de marketing.




O psiquiatra e pesquisador de Harvard, Alexander C. Tsai se refere ao uso expandido da droga (uso off label - fora do recomendado-aprovado) como “uma vergonha para a profissão”...."


Departamento de Psiquiatria
Boston, MA, Estados Unidos


Há países onde este psicotrópico já foi proibido...especialmente usado em idosos, nas casas de repouso, no uso prolongado os estragos são notáveis, agora cresce o número de prescrições para crianças pequenas... Mães relatando tiques após curto espaço de tempo. Crianças que começam a ter trejeitos de "maluquinhos", "retorcidos" (espressões usadas pelas mães), são tidos como transtorno mental, quando, na verdade, são efeitos das drogas psiquiátricas!

Mães, procurem a homeopatia, a medicina antroposófica, a fitoterapia, os Florais de Bach (ou outras essencias florais), a MTC - medicina tradicional chinesa, a acupuntura, a quiropracia! Há tantas saídas saudáveis!!

 Marise Jalowitzki é educadora, escritora, blogueira e colunista. Palestrante Internacional, certificada pelo IFTDO - Institute of Federations of Training and Development, com sede na Virginia-USA. Especialista em Gestão de Recursos Humanos pela Fundação Getúlio Vargas. Criou e coordenou cursos de Formação de Facilitadores - níveis fundamental e master. Coordenou oficinas em congressos, eventos de desenvolvimento humano em instituições nacionais e internacionais, escolas, empresas, grupos de apoio, instituições hospitalares e religiosas por mais de duas décadas Autora de diversos livros, todos voltados ao desenvolvimento humano saudável. marisejalowitzki@gmail.com 

blogs:
www.compromissoconsciente.blogspot.com.br


LIVRO TDAH CRIANÇAS QUE DESAFIAM

Informações, esclarecimentos, denúncias, relatos e dicas práticas de como lidar 
Déficit de Atenção e Hiperatividade



TDAH, TDO, Dislexia, Disgrafia - Hoje meu filho se percebe alem das siglas, já ousa sair de trás delas para mostrar do que é capaz. Sua condição de ser tdah ou tdo é mais uma como ser canhoto, ser loiro ... RELATO DE MÃE


Vou enxugar até mesmo no orçamento doméstico, mas vou mudar pra melhor a vida de meu filho! Quero ajuda-lo a se reconstruir e se fortalecer!" Após três anos de medicação psicotrópica, mãe determinada a melhorar a qualidade de vida de seu filhote, muda de medicina e olha como está este menino agora!





31.março.2017
http://tdahcriancasquedesafiam.blogspot.com.br/2017/03/tdah-tdo-dislexia-disgrafia-hoje-meu.html


Começamos nossas conversas em maio de 2016. Marina já estava procurando saídas saudáveis para seu filhote. Tinha uma meta: já no início de 2017 queria seu filhote limpo dos psicotrópicos e livre para viver uma vida saudável! Assistiu muita coisa, leu muita coisa, sempre se surpeendendo de como a linha alopática e seus seguidores (medicina mais usual no Brasil) nunca mencionava os possíveis riscos dos medicamentos psicotrópicos. "Veja só, não vi em momento algum alerta sobre as consequências do uso de medicamentos" O garotinho estava tomando há 3 anos metilfenidato (ritalina) e aripiprazol!! Diagnosticado como TDAH e TOD... apresentava agitação, ansiedade e impulsividade...  Comentei, claro, sobre homeopatia, essências florais. A mãe compareceu em farmácia homeopática em busca de referências. Sabiamente ponderava: "Quero muito mudar a vida do meu filho, mas com cuidado, cautela. Ano que vem ele troca de escola e já quero que ele esteja usufruindo dos resultados do novo tratamento. Vou enxugar até mesmo no orçamento doméstico, mas vou mudar pra melhor a vida de meu filho! Quero ajuda-lo a se reconstruir e se fortalecer!"





Neste blog e no Compromisso Consciente já comentei muito sobre metilfenidato. Sobre o terrível aripiprazol, pode ser lido aquiConhecendo efeitos nocivos do aripiprazol








O pequeno já estava apresentando tiques, tinha gestos inesperados, mesmo quando estava calmamente assistindo a algum programa e, aí, subitamente, parava tudo!

A dúvida da mãe, naquele momento, era sobre a indicação do farmacêutcio que disse para "suspender tudo" e dar somente a homeopatia que ele estava indicando. Sim, era bastante arriscado, pois os psicotrópicos geram dependência e os riscos de uma suspensão súbita podem ser desastrosos! Enviei solicitação à homeopata infantil Vera Beatriz Telichevesky, que respondeu: "oi, Marise! acho imprudente suspender tudo de uma vezl, penso que deve suspender um de cada vez e aos poucos, tenho receio sim da abstinência!!!!  Escrevi mais algumas considerações para a Vera e ela respondeu: "Então o bom senso deve prevalecer. Claro que pode citar meu nome! Fala pra ela diminuir 1 medicamento por vez. Não há risco de interação com a homeopatia, a partir de 60CH. Começaria pelo aripriprazol. Depois a risperidona e por último o metilfenidato. Gratidão pela confiança!

E seguimos nossos comentários, enviei um exemplar do Livro TDAH Crianças que Desafiam, fiquei torcendo por um excelente tratamento com um profissional realmente compromissado. a mãe, esperançosa, declarando: "Sim, não vou desistir e ainda vou testemunhar nossa vitória com o seu apoio... e a mãe seguiu procurando um médico em quem pudesse confiar e em quem sentisse segurança e assertividade!
Marise Jalowitzki





Agora, olha o que chegou no dia de hoje:

Por Marina Barros:
"Esse textão é para quem tem filho com tdah, tdo, dislexia, disgrafia, tea, e outros tantos transtornos que interferem na aprendizagem, e também gostam da homeopatia ou tratamentos alternativos.

Sem entrar em muitos detalhes, em 2012 comecei a ter problemas com a escola do meu filho, então com 7 anos, ate que culminou com a transferência compulsória dele e, por pressão e desespero fui atrás de atendimento psiquiátrico. Mesmo em tratamento psiquiátrico, tomando a tão famigerada ritalina e alternando outro medicamento que pudesse fazê-lo se enquadrar em sala de aula, ainda assim, sofreu novamente outra transferência compulsória e todas as consequências danosas que tudo de isso acarreta numa criança.

Já em 2016, desesperada, desequilibrada, sem esperança e no ímpeto de evitar uma terceira transferência compulsória, busquei apoio legal no ministério público, onde consegui encaminhamento para psicólogo e pedagogo no Cemad. Senti pela primeira vez uma luz no fim do túnel, pois com profissionais capacitados, vi meu filho sendo tratado como uma criança cheia de potencialidades e não como um rótulo, fadado e viver em função dele.

Agora em 2017, levei-o a outro psiquiatra e neuropsicologa para uma segunda avaliação, onde foi confirmado tudo que já estava cansada de saber.

Buscando aprofundar o olhar holístico sobre meu filho, levei-o na dra. Rosivar Miguel dos Santos, onde foi levantado todo seu histórico biopsiquicossocial, realizado exame de bioressonancia, desintoxicacao rife e leitura de aura e tratamento energético pela Cleonice Matos.

Para quem acredita que o efeito de tratamentos homeopáticos e alternativos são lentos, só digo que a nota das primeiras provas para os simulados aumentaram praticamente todas, que os comportamentos desafiadores com colegas e professores diminuíram drasticamente, quase cessando, que os comportamentos de inquietude em sala de aula caíram pela metade, que o sono demasiado longo (+de 10 h, as vezes 12h), agora são de 9h, que ainda há de ser tratar a agitação do sono, a ansiedade, o copiar das atividades em sala de aula, mas nesses últimos três meses, observei melhoras, crescimento capacidades que não tinha observado em 4 anos.

Hoje meu filho se percebe alem das siglas, já ousa sair de trás delas para mostrar do que é capaz. Sua condição de ser tdah ou tdo é mais uma como ser canhoto, ser loiro ...

A dra. Rosivar está coordenando um projeto para ampliar esse atendimento via SUS, mas para isso necessita de apoio, mesmo assim, quem tiver a oportunidade de consultá-la ou outro profissional dessa área indico, apoio e acredito que também verá bons resultados!"

As terapeutas mencionadas neste artigo estão no 


Medicina e saúdeAnápolis, Goiás
https://www.facebook.com/institutosattwa/










BARRA DE ACCESS
Marina - É uma terapia energetica que ativa 32 pontos na cabeca, fazendo a energia do corpo fluir e reestabelecer seu fluxo.
Durante a aplicacao voce pode sentir seu corpo esquentar, formigar e voce pode dormir durante a sessao, que dura 45 a 60 minutos.

P - Em média após qtas sessões p perceber melhora nos casos ansiedade , agitação em crianças?


Marina - O trabalho e feito de 10 em 10 sessoes, reavaliando os resultados. Meu filho fez energizacao ( reequilibrio dos chacras ) e logo depois iniciou as barras, ja observei mudancas e melhoras no sono e na propria consciencia ja na terceira sessao. Mais uma forma de tratamento não invasiva, sem contra indicação e pode ser usada como terapia complementar a qualquer outro tratamento.


Marina Barros é de Anápolis, Goiás





 Marise Jalowitzki é educadora, escritora, blogueira e colunista. Palestrante Internacional, certificada pelo IFTDO - Institute of Federations of Training and Development, com sede na Virginia-USA. Especialista em Gestão de Recursos Humanos pela Fundação Getúlio Vargas. Criou e coordenou cursos de Formação de Facilitadores - níveis fundamental e master. Coordenou oficinas em congressos, eventos de desenvolvimento humano em instituições nacionais e internacionais, escolas, empresas, grupos de apoio, instituições hospitalares e religiosas por mais de duas décadas Autora de diversos livros, todos voltados ao desenvolvimento humano saudável. marisejalowitzki@gmail.com 

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LIVRO TDAH CRIANÇAS QUE DESAFIAM

Informações, esclarecimentos, denúncias, relatos e dicas práticas de como lidar 
Déficit de Atenção e Hiperatividade


segunda-feira, 27 de março de 2017

Encontrei maconha na mochila de meu filho de 14 anos. O que devo fazer?


Marise Jalowitzki - 27 março.2017
Uma mãe contata para pedir ajuda, após encontrar maconha na mochila do filho de 14 anos.
O que posso dizer a esta mãe? Que a situação não acontece da noite para o dia. Que os pais querem muito seguir os ditames sociais ditos n-o-r-m-a-i-s , que é deixar o adolescente com mais espaço, com mais independência, como uma fórmula para que crie autonomia. E, assim, acabam deixando até mesmo de saber com quem os filhos andam, o que fazem, o que consomem! Pra não parecer chatos ou atrasados, deixam de monitorar horário e tudo o mais!
Adolescentes, mesmo com toda o extravasamento temperamental, pedem limites, querem limites, precisam de limites. Amorosa e firmemente dados. Conversas (que eles chama de chatas), passeios (que eles dizem odiar)... o que não dá é deixar para os "amigos" o direito de dizer o que o filho(a) pode ou deve fazer, e o que não pode e o que não deve fazer!


Inadmissível é 'entregar' o filho ao grupo de "amigos", deixando que ele seja influenciado por ele a ponto de mudar seus valores.
Os pais precisam correr atrás deste espaço e tempo perdidos. Devem tentar reconquistar o filho!
Inadmissível é 'entregar' o filho ao grupo de "amigos", deixando que ele seja influenciado por ele a ponto de mudar seus valores.
Os pais precisam correr atrás deste espaço e tempo perdidos. Devem tentar reconquistar o filho!
Sei que não é fácil, pois ouvir críticas, por vezes bastante amargas, dos próprios filhos, que rechaçam a vigilância, não é fácil! Além do que, passar pela gozação do grupo de amigos e até mesmo de alguns dos pais dos amigos, não é 'café pequeno'... mas é preciso!
Na verdade, no caso específico do garoto, muita coisa já deve estar rolando, há mais tempo. E me perdoem os adeptos da liberação da maconha, mas maconha pode causar dependência, sim,. Maconha é porta de entrada para outros vícios, sim. Os dados da Cruz Vermelha estão aí, para quem quiser ver. Tenho esra formação desde a década de 80 e minhas primeiras palestras versaram sobre este tema.
À época (1985), publiquei até um pequeno livro "Droga de Vida! Vida de Droga", que foi impresso pela área de RH da empresa onde trabalhei com vínculo emprecatício por mais de duas décadas. Maconha para uso medicinal é outra coisa, é supervisionada, a composição não é esta que está nos 'baseados', que tem até cocô de cavalo e querosene, entre outras m...

Providências
Conversar com o filho vai ser sempre a melhor (e única) opção a ser tomada pelos pais. Sem xingamentos, sem dramas. Explicar e explicar sempre de novo! Mostrar os riscos. Mostrar o caminho denso que representa o mundo das drogas.
Na adolescência de minha filha - onde fumar baseado era o 'portal de passagem' como na minha adolescência ainda era fumar cigarro "comum" - a minha orientação foi bem neste sentido.
E, com calma, afirmei que, se a curiosidade fosse maior, e quisesse mesmo experimentar, que fosse dentro de casa, em seu quarto, para que pudesse ser ajudada caso desse algum problema ou incômodo.
Décadas após, este rapazote já deve ter experimentado na rua.
Mas, um bom sinal é o fato de trazer na mochila. Poderia ter escondido. Poderia ter deixado fora de casa. De certa forma, ele está "pedindo" que os pais descubram, que lhe dêem uma bronca, quer confrontar os argumentos da rua com os argumentos dos pais.
Mais tarde, sim, ele vai decidir o que quiser fazer.
AGORA, em que está vivendo na casa dos pais, na dependência financeira destes, é mostrar mãos, braços e coração firme e, simplesmente, dizer Não! Se fizer escondido, bom, aí vai arcar com as consequencias.
Sei que muitos pais relaxam nesta questão - ou até mesmo incentivam - mas, como me foi perguntado, é a minha versão sobre os fatos que apresento.
Como todo mundo, também tenho parentes que passaram por esta triste decisão.
Tive mesmo um namorado, relação que não deu para levar adiante pela mudanças de personalidade que tinha ao consumir!
E, um conselho valioso: Leiam o livro "Pais ocupados, Filhos Distantes - Investindo no Relacionamento" - de Gordon Neufeld, Gabor Maté. A cada página uma lição de como reconquistar seu filho. Bjs
Resenha do Livro:
A correria do dia-a-dia é tanta que às vezes as coisas mais importantes e significativas ficam de lado, esperando sua vez. Mas, quando se trata do seu filho, ele pode cansar de esperar sua atenção, não é mesmo? E o que acontece então? Em 'Pais ocupados, filhos distantes', os autores explicam o que os pais podem fazer para melhorar o relacionamento com os filhos distantes, desobedientes ou agressivos. Soluções práticas e exemplos concretos mostram como adultos responsáveis podem, com intuição e afetividade, guiar seus filhos a um amadurecimento emocional saudável. Um trabalho cuidadoso e provocador, baseado em mais de trinta anos de experiência clínica, que vai surpreender pais, psicólogos e profissionais da educação. (Melhoramentos, 2006)

Querendo, veja também:



A incompreensão familiar, a intolerância social e a fragilidade da juventude abortando mais uma vida, ainda que de um gênio.
Pais, não tentem "resolver" os problemas com seus filhos através de psicotrópicos!













Abilify (Aripiprazol) e Depakote (Valproate - Ácido Valpróico) http://compromissoconsciente.blogspot.com.br/2016/11/exemplos-de-drogas-perigosas-e-efeitos.html
Conheça também o Blog: TDAH CRIANÇAS QUE DESAFIAM


terça-feira, 14 de março de 2017

TDAH - Liberando o filho dos psicotrópicos - A importância da Escola Acolhedora - Relato de Mãe

Mais tempo para estar com nossos filhos! O nosso corre corre do trabalho, associado ao corre corre para as terapias, também adoecem nossas crianças, e a nós também.

"Suponhamos que a criança tem sete anos e não lê bem, mas joga muito bem. Temos aqui um problema? Os pais ficam com medo e começam a  pensar que seu filho é estúpido ou preguiçoso. Os professores cobram. Eles levam o filho a psicólogo, terapeuta... Entretanto, não existe no mundo nenhum método que ensine a criança a ler, se ela ainda não está pronta.” (Remo H. Largo, médico e escritor em Zurique. Dirigiu durante quase três décadas o Departamento de Crescimento e Desenvolvimento no Hospital Infantil da Universidade de Zurique - pág 32 - A necessária desaceleração - Livro TDAH Crianças que Desafiam)

Relato de Mãe para dar Esperança às mamães que hoje estão com o cabelo em pé com seus filhotes e as cobranças da escola!



Por Dani Lourinho


Para acalmar a alma
Olá queridos amigos do grupo TDAH Crianças que Desafiam.
Quero dar o meu depoimento das vitórias que temos alcançado.
Tenho um filho de 9, diagnosticado aos 4 TDAH, depois de eu excluir todas as outras possíveis coisas, dpac, visão, espectro, inclusive o processo natural de alfabetização . 

OK...Foi muita luta.. muita tristeza ...muitos desafios...Parecia estar num pesadelo. Meu filho era convidado a se retirar, a sair da turma do karatê, do futebol, da capoeira, de tudo que tentei, teve sua matrícula negada numa escola porque eu tinha uma tutora da minha confiança . Passei a medicá- lo com ritalina 20mg e quando a escola sinalizou que não dava conta quando o efeito passava, passamos ao uso da Ritalina LA de 8h. Meu filho virou um zumbi. Retirei e voltei pra de 20. Por longos 3 anos. Mudando de escola.... Em um ano foram 4 escolas... Tentando terapias...Psicólogos, comportamental. Tentamos o neurofeedback com um avanço, mas ele era muito criança ...Foi difícil...
Nunca estive tranquila quanto ao uso de remédio. 
Marise Jalowitzki sempre ciente de tudo. 
Dificuldade para dormir, a neuro quis inserir mais outro medicamento. Foram 3 neuros. A última nem olhava meu filho. 


Essencial conseguir uma escola que entenda meu filho!

Com muita luta ...Consegui uma escola que soube compreender as especificidades de meu filhote e soube então trabalhar com Amor. Uma escola pequena, familiar. As grandes, caras e famosas, não serviram. Uma com Sistema Positivo de ensino foi a pior (Merece um post)...Com sistema de copiação e não de alfabetização. 

Como sou professora, eu soube conduzir esse processo ao meu filho, que, sem pressa e sem cobrança, foi alfabetizado entre 7, quase 8 anos. 





O tempo de cada um

Esse é um ponto que mães e escolas precisam entender ...E é fundamental para excluir falsos diagnósticos. 
Hoje, a cada dia uma vitória ...Sorrisos, abraços , elogios..
Dizem que ele é outra criança.










A força do Amor

Está sem medicação, sem tutora, relação com colegas estabelecida com afetividade (trazíamos os colegas para lanches em casa). E exclui todas as terapias ...que me tiravam um tempo precioso com meu filho. O brincar, o assistir tv, o ensinar com paciência , foram mais importantes do que as terapias. O nosso corre corre do trabalho, associado ao corre corre para as terapias, também adoecem nossas crianças, e a nós também. 




Auto regulação
Quero lembrar ainda que há o que chamamos de auto regulação do TDAH que é um processo também a ser trabalhado...A criança por seu processo de maturidade, bem conduzida e amparada, como fiz, começa a se perceber e a perceber suas ações frente aos demais. Ele estava com a autoestima destruída devido a tanto "fracasso escolar" . Quando a escola passa a trabalhar suas diferenças e ele passa a se controlar , há o crescimento, amadurecimento e aumento de autoestima...Pois ele começa a se perceber capaz. É reconfortante pra eles e pra nós. É importante diminuir cobranças e exigências . Ele não consegue fazer uma lauda inteira de uma atividade dá escola sem se levantar.. aceite isso. Tenha um tempo maior para estar ali. O mesmo a escola.. se ele fizer uma lauda numa aula...Esse é seu ganho.
Por escolas mais humanas!

Percebo sempre que a maioria das escolas não incluem ninguém. E nem tampouco contribuem para que as crianças tenham seu ritmo próprio respeitado.

Há muitos professores que não sabem o real objetivo de sua profissão, que é educar para a Vida. Não conseguem cumprir com o conteúdo ortodoxo em sala e enchem a criança também de atividades para casa. 99% de metodologia centrada no livro didático. Péssimo pra um TDAH.

Uma das escolas fazia todas as recomendações que eu pedia...porque, de certa forma, fiz meu nome na educação da minha cidade. Mas eles estavam perdidos. E não tinham noção de como incluir. Escola de grande porte, classe média alta e não queria pagar por uma psicopedagoga...ou psicóloga que ajudasse na orientação das professoras. Decidi trocar...por uma escola de bairro familiar...sem o tal sistema. Humana e atenta às necessidades.

E o GRANDE DIFERENCIAL, eles programam duas vezes na semana aula de natação no próprio turno. O que dá uma quebra no dia e na semana pesada.

Desde o início achei que seria bom. Muito do que se precisa. Serotonina adquirida pela atividade física e pelo sol da manhã, ajudando a combater o cortisol que provoca a ansiedade, desatenção e estresse..liberados na escola. Cansamos de nos perguntar porque nossos TDAH ficam bem nas férias.

Essa é mais do que uma explicação plausível. Pra encerrar. Meu filho está bem ...feliz...calmo...mais atento e motivado.


O caminho é o do Amor, da Esperança e da Aceitação.





   
Dani Lourinho
é mãe e educadora em Belém - Pará



Poderá também gostar de:

TDAH - O Tempo de cada um para a aprendizagem  - Nossas velhas maneiras de ver as coisas e os novos jeitos de usufruir a vida





Déficit de Atenção. Hiperatividade. A revisão do Estilo de Vida, do que estamos oferecendo à criança, e de como concebemos Felicidade, tudo isso precisa acontecer! Não vale pensar apenas em "moldar" a criança, achatando-a, rotulando e estereotipando! É preciso rever o jeito de ser das pessoas adultas, de como elas lidam e tratam os menores, revisar os modelos severos e engessados dos adultos!

TDAH - O Tempo de cada um para a aprendizagem  - Nossas velhas maneiras de ver as coisas e os novos jeitos de usufruir a vida

Por Marise Jalowitzki
http://compromissoconsciente.blogspot.com.br/2014/04/tdah-nossas-velhas-maneiras-de-ver-as.html



Conheça:

TDAH - RELAÇÃO DE ESCOLAS ACOLHEDORAS, QUE PRATICAM A ACEITAÇÃO, A COMPREENSÃO, A INCLUSÃO - BRASIL



   

Pais, Mães, Profissionais que queiram enviar o nome de instituições para incluir na Relação podem manifestar aqui, nos comentários, por e-mail - marisejalowitzki@gmail.com ou pelo facebook, inbox ou no grupo TDAH Crianças que Desafiam