quinta-feira, 7 de novembro de 2019

Pais precisam de mais informação para, só então, tomar uma decisão sobre ministrar psicotrópicos em seus filhotes




Marise Jalowitzki 

Medicação prescrita na primeira consulta, sem nenhuma outra análise e-ou exame, medicação off label (drogas psiquiátricas com prescrição para a qual não foi liberada, nem há estudos suficientes) para casos que nem precisariam de psicotrópicos!! 
80% dos casos diagnosticados não precisam de medicação tarja preta, apenas orientação, terapia psicológica e outras intervenções das demais medicinas!
Defendo, sim, as crianças e divulgo informações que alguns fazem questão de não tornar públicas. 
Noutras vezes, as informações já aconstam na bula, mas, ou os pais não lêem, ou não entendem! E alguns, mesmo sabendo dos riscos, ficam rezando, pedindo a Deus que não aconteça nenhum destes efeitos colaterais em seus pequenos! 
MAS HÁ OUTRAS MEDICINAS! HÁ OUTROS TRATAMENTOS, NÃO INVASIVOS, a base de plantas, fitoterápicos aprovados por estudos comprovados (e publicados no NCBI (National Center for Biotechnology Information é uma secção da United States National Library of Medicine, um ramo dos National Institutes of Health) um dos mais sérios do mundo.
Até quando nossas crianças vão continuar se automutilando, tentando se suicidar, morrendo mesmo, e a midia ocultando tudo? Diariamente sabemos de algum jovem que se suicidou vítima da depressão, mas quase ninguém aborda há quanto tempo tomava os antidepressivos, ou as anfetaminas, que podem induzir a idéias suicidas e à suicidalidade em si.
Pais, quando vocês, mesmo sabedores dos efeitos e perigos dos tarja preta, e, ainda assim optarem por dar estes psicofármacos aos seus pequenos, atentem! Mesmo nos casos mais severos, o tratamento recomendado por médicos criteriosos é de um ano, máximo dois, especialmente para que os efeitos colaterais danosos não dominem, ou a dependência química não se instale de vez! 
Cada organismo tem suas próprias peculiaridades e precisa ser monitorado na sua singularidade.
Mas, e o que fazer quando, na maioria das vezes, os pais NÃO SABEM o risco a que estão expondo seus queridos filhotes???
Indignação!
Apelo por sensatez!!

DEIXO ALGUNS LINKS IMPORTANTES:

Apesar do diagnóstico em TDAH, mãe não desanimou - Florais, Nutrição saudável, Disciplina, Horários de Dormir e Mudanças na Rotina da Casa - http://tdahcriancasquedesafiam.blogspot.com.br/2015/12/sem-tdah-florais-nutricao-saudavel.html

TDAH - Ritalina, uma perigosa "facilidade" para os pais (importante declaração do psiquiatra Ranna) - http://tdahcriancasquedesafiam.blogspot.com.br/…/ritalina-u…

" O que é importante notar aqui é que Matthew não tinha qualquer condição cardíaca
pré-existente ou defeito." (Heather Smith - Pai de Matthew)

COMO o médico receita ritalina para uma criança agitada? Ritalina não é para agitação ou ansiedade!
"Não tome Ritalina® se você
sofre de ansiedade, tensão ou
agitação...
Segundo resultados de uma pesquisa publicada em maio de 2013, nos EUA, nove em cada dez médicos receitam psicotrópicos para crianças logo na primeira consulta - 
http://compromissoconsciente.blogspot.com/2014/08/quem-entende-ritalina-nao-e-para.html
Pais, exijam todas as informações e
exames necessários antes de medicar
seus filhos!

TDAH Sem Medicação - Não suspenda por conta própria uma droga psicotrópica - http://compromissoconsciente.blogspot.com.br/2015/02/tdah-sem-medicacao-nao-suspenda-por.html

A importância do acompanhamento médico na suspensão de psicotrópicos em crianças







Link deste post, neste blog: https://tdahcriancasquedesafiam.blogspot.com/2019/11/pais-precisam-de-mais-informacao-para.html

segunda-feira, 4 de novembro de 2019

4 ervas que aumentam a concentração e protegem o cérebro da depressão, ansiedade e doença de Alzheimer

"Há uma tendência crescente no uso de fitoterápicos, em vez de medicamentos, por isso é hora de dar mais atenção à aplicação do ginseng, o avô das plantas medicinais, das ciências básicas ao leito dos pacientes."

"O ginseng, Panax ginseng, tem sido usado para várias doenças e comprovou sua grande eficácia no gerenciamento de doenças do sistema nervoso central."  NCBI - National Center for Biotechnology Information - Centro Nacional de Informação Biotecnológica - 2019 -  
 https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/30513224




A medicina funcional, que usa fitoterápicos e-ou homeopatia, está sendo exercida principalmente por médicos formados pela medicina convencional (alopatia), QUE MIGRAM para novas formações e especializações, seja em MA - Medicina Antroposófica, MTC - Medicina Tradicional Chinesa, Naturopatia, etc.. Os resultados estão sendo cada vez mais promissores aos que se dispõem a não mais conviver pura e simplesmente com a medicação alopática, que é boa, sim, para situações de emergência (como os antibióticos, por exemplo), mas não para uso prolongado, pelo efeitos colaterais que traz.

Este post (bem como este blog) em nenhum momento aconselha abandonar o tratamento alopático que vem sendo usado, principalmente no que concerne ao uso de psicotrópicos, os famosos 'tarjados'. O que está sendo sugerido é procurar um médico destas outras medicinas e, com o devido acompanhamento, ir usando, conjuntamente, os fitoterápicos, espaçando as doses e, muitas vezes, obtendo o desmame dos medicamentos alopáticos, especialmente das drogas psicotrópicas, que causam dependência e tem efeitos colaterais danosos. 





Por David Wolfe (Em tradução livre de Marise Jalowitzki)

"Com todo o estresse com o qual lidamos no dia a dia e o fluxo constante de informações para o cérebro, às vezes, nossa mente pode precisar de um pequeno impulso. Quando se trata de saúde do cérebro, a natureza nos forneceu alguns dos melhores remédios. Existem várias ervas que têm o poder de reduzir o estresse e a ansiedade, protegendo nosso cérebro da demência e fornecendo outros benefícios surpreendentes à saúde de nossa mente, incluindo aumento da memória, foco e desempenho cognitivo. Se o seu cérebro precisa de um impulso, considere um remédio herbal natural que lhe é fornecido pela natureza."

Aqui estão quatro ervas que podem proteger seu cérebro:

1. Ginseng



"Estudos mostraram que o Ginseng é capaz de melhorar o humor e a função mental para ajudar a reduzir o estresse e a ansiedade. O ginseng também tem a capacidade de estimular as células do cérebro e melhorar a concentração. Um estudo descobriu que o ginseng pode funcionar como um tratamento natural da doença de Alzheimer. Os pesquisadores também descobriram que o ginseng possui poderosas propriedades anticâncer. Tem a capacidade de inibir o crescimento do tumor, o que sugere que ele pode funcionar como um tratamento natural do câncer." 

Estudos continuam.

Em 2019, os resultados de um novo estudo com Ginseng foi publicado, desta vez em relação ao AVC, isquemia cerebral global; hemorragia intracerebral; oclusão da artéria cerebral média; MCAO permanente; hemorragia subaracnóide; MCAO transitório.  Outro estudo, também de 2019: Ginseng no tratamento a AVC, Mal de Alzheimer, Mal de Parkinson, trouxe resultados promissores.



2. Ginkgo Biloba




"Como uma das espécies mais antigas de árvores vivas, o Ginkgo Biloba tem sido usado há séculos para tratar muitos problemas de saúde, incluindo fluxo sanguíneo deficiente e memória insuficiente. Também foi demonstrado que ajuda pacientes com demência aumentando o fluxo de oxigênio para o cérebro. O Ginkgo Biloba suporta células nervosas afetadas pela demência e pode ser benéfico na prevenção da doença de Alzheimer, graças aos antioxidantes que ela contém que combatem os radicais livres. Acredita-se que os flavonóides e terpenóides no Ginkgo Biloba ajudem a reduzir as chances de doenças cardíacas, câncer e Alzheimer."



3. Alecrim



"Um dos primeiros usos documentados de Alecrim (Rosemary, em inglês) foi como estimulante cognitivo. É capaz de aumentar a retenção de memória, melhorar a memória e aumentar o foco. A capacidade do Alecrim de estimular a atividade cognitiva pode ajudar a reduzir o risco de Alzheimer ou demência. O aroma doce de alecrim tem sido associado à melhora do humor e ao alívio do estresse naqueles que sofrem de ansiedade crônica ou desequilíbrios hormonais."

N.B.: Como em todas as recomendações, fica o alerta para o acompanhamento com um médico da medicina funcional (natural), que atente para a alimentação, combustível básico para nosso corpo e manutenção da saúde. Em um Grupo que mantenho no Facebook, uma mãe diz que usou "por conta" o Alecrim em seu menino pequeno (não especificou a dose). Ele teve refluxo, vomitando.Cada corpo tem suas próprias reações e é preciso observar estas reações, coisa que o médico especialista pode e deve fazer.


4. Hortelã-pimenta



"A hortelã-pimenta contém um fitonutriente conhecido como monoterpeno. Estudos em animais mostram que esse fitonutriente tem a capacidade de interromper o crescimento de tumores pancreáticos, mamários e hepáticos. Também foi demonstrado que ajuda a proteger contra o câncer no cólon, pele e pulmões. Os pesquisadores descobriram que o cheiro e o sabor da hortelã-pimenta podem ter efeitos profundos na função cognitiva. Estudos demonstraram que a hortelã-pimenta aumenta o estado de alerta, memória, resolução de problemas, julgamento e atenção."

Pessoalmente, costumo comer uma a duas folhinhas de hortelã pela manhã, cru, por vezes em jejum.

Transcrição (o que está entre aspas ("  ") : https://www.davidwolfe.com/4-herbs-protect-brain-depression-anxiety-alzheimers/
Em tradução livre por Marise Jalowitzki)


Fontes de pesquisa:


NCBI - National Center for Biotechnology Information - (Gingseng Panax - 29.janeiro.2019)
https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/30513224

NCBI - National Center for Biotechnology Information - (Gingseng Panax - 24.abril. 2019) 
https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/31068769

NCBI - National Center for Biotechnology Information - (Gingseng Panax - 2012) 
https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/22780999 

NCBI - National Center for Biotechnology Information - (Gingseng Panax - 2008)

https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/18580589 

The Healthy Food - http://thehealthy-food.com/4-herbs-that-can-protect-your-brain-from-alzheimers-depression-anxiety-and-more/ (4 ervas p melhorar a cognição-memória)

Dr. Axe - https://draxe.com/nutrition/ginseng-benefits/ (Benefícios do Gingseng)

Organic Facts - https://www.organicfacts.net/health-benefits/herbs-and-spices/rosemary.html (Alecrim)

The World’s Healthiest Foods - http://www.whfoods.com/genpage.php?tname=foodspice&dbid=102 (Hortelã-pimenta)

Natural Society - https://naturalsociety.com/mint-scent-improve-brain-cognition-memory/ (Hortelã-pimenta)




O ginseng processado a quente melhora a função cognitiva em pacientes com doença de Alzheimer moderadamente grave

Heo JH, Lee ST, Chu K, Oh MJ, Park HJ, Shim JY, Kim M.

Abstrato
OBJETIVOS:
Foi relatado que o ginseng melhora a função cognitiva em animais e em indivíduos saudáveis ​​e com problemas cognitivos. Neste estudo, investigamos a eficácia de uma forma de ginseng processada a quente que contém ginsenosídeos mais potentes do que o ginseng cru no tratamento de comprometimento cognitivo em pacientes com doença de Alzheimer moderadamente grave (DA).

MÉTODOS:
Quarenta pacientes com DA foram randomizados em um dos três grupos de doses diferentes ou no grupo controle da seguinte maneira: 1,5 g / dia (n = 10), 3 g / dia (n = 10) e 4,5 g / dia (n = 10) grupos ou controle (n = 10). A Escala de Avaliação da Doença de Alzheimer (ADAS) e o Mini-Exame do Estado Mental (MEEM) foram utilizados para avaliar a função cognitiva por 24 semanas.

RESULTADOS:
Os grupos de tratamento mostraram melhora significativa no MMSE e no ADAS. Pacientes com grupo de dose mais alta (4,5 g / dia) apresentaram melhorias no escore ADAS cognitivo, ADAS não cognitivo e no MEEM, já em 12 semanas, o que se manteve por 24 semanas de acompanhamento.

DISCUSSÃO:
Esses resultados demonstram a potencial eficácia de uma forma de ginseng processada termicamente na função cognitiva e nos sintomas comportamentais em pacientes com DA moderadamente grave.

PALAVRAS-CHAVE:
Doença de Alzheimer; Conhecimento; Ginseng
https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/22780999  



Heat-processed ginseng enhances the cognitive function in patients with moderately severe Alzheimer's disease.

Abstract

OBJECTIVES:

Ginseng has been reported to improve cognitive function in animals and in healthy and cognitively impaired individuals. In this study, we investigated the efficacy of a heat-processed form of ginseng that contains more potent ginsenosides than raw ginseng in the treatment of cognitive impairment in patients with moderately severe Alzheimer's disease (AD).

METHODS:

Forty patients with AD were randomized into one of three different dose groups or the control group as follows: 1.5 g/day (n = 10), 3 g/day (n = 10), and 4.5 g/day (n = 10) groups, or control (n = 10). The Alzheimer's Disease Assessment Scale (ADAS) and Mini-Mental State Examination (MMSE) were used to assess cognitive function for 24 weeks.

RESULTS:

The treatment groups showed significant improvement on the MMSE and ADAS. Patients with higher dose group (4.5 g/day) showed improvements in ADAS cognitive, ADAS non-cognitive, and MMSE score as early as at 12 weeks, which sustained for 24-week follow-up.

DISCUSSION:

These results demonstrate the potential efficacy of a heat-processed form of ginseng on cognitive function and behavioral symptoms in patients with moderately severe AD.

KEYWORDS:

Alzheimer disease; Cognition; Ginseng


As pesquisas com Gingseng continuam:


Em 2018, um estudo demonstrou resultados em situações de fadiga, sudorese, hipertensão. 
"Nossa revisão mostrou algumas evidências da utilidade do ginseng, o que sugere que ele tem potencial para ser usado no tratamento de sintomas relacionados à idade e fragilidade, como fadiga e hipertensão." (https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/30705884)





Ginseng e AVC

Em 2019, os resultados de um novo estudo com Ginseng foi publicado, desta vez em relação ao AVC, isquemia cerebral global; hemorragia intracerebral; oclusão da artéria cerebral média; MCAO permanente; hemorragia subaracnóide; MCAO transitório

 2019 Apr 24;13:294. doi: 10.3389/fnins.2019.00294. eCollection 2019.

Eficácia e Mecanismo do Panax Ginseng no Curso Experimental.
Liu L1, Anderson GA1, Fernandez TG1, Doré S1,2.
Informação sobre o autor
1
Departamento de Anestesiologia, Centro de Pesquisa Translacional em Doenças Neurodegenerativas e McKnight Brain Institute, Universidade da Flórida, Gainesville, FL, Estados Unidos.
2
Departamentos de Neurologia, Psiquiatria, Farmacêutica e Neurociência, Universidade da Flórida, Gainesville, FL, Estados Unidos.

Abstrato
O AVC é uma das principais causas de morte e incapacidade a longo prazo em todo o mundo. No entanto, abordagens terapêuticas eficazes ainda são limitadas. A interrupção do suprimento sanguíneo desencadeia eventos temporais e espaciais complicados que envolvem alterações hemodinâmicas, bioquímicas e neurofisiológicas, levando a distúrbios patológicos e diversos sintomas clínicos. O ginseng (Panax ginseng), uma erva popular distribuída no leste da Ásia, tem sido amplamente utilizada como suplementos medicinais e nutricionais para uma variedade de distúrbios em todo o mundo. Nos últimos anos, o ginseng mostrou efeitos benéficos atraentes em distintos distúrbios neurológicos, incluindo acidente vascular cerebral, envolvendo múltiplos mecanismos de proteção. Neste artigo, revisamos a literatura sobre estudos de ginseng no campo experimental do AVC, enfocando particularmente as evidências in vivo sobre a eficácia preventiva ou terapêutica e os mecanismos do ginseng e ginsenosídeos em vários modelos de AVC de camundongos e ratos. Também resumimos a eficácia e os mecanismos subjacentes ao ginseng e aos ginsenosídeos nos resultados de acidente vascular cerebral a curto e longo prazo.

PALAVRAS-CHAVE:
ginsenosídeos; isquemia cerebral global; hemorragia intracerebral; oclusão da artéria cerebral média; MCAO permanente; hemorragia subaracnóide; MCAO transitório
(https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/31068769)



Este também é de 2019: Ginseng no tratamento a AVC, Mal de Alzheimer, Mal de Parkinson

Potencial terapêutico do Panax ginseng e seus constituintes, ginsenosídeos e gintonina, em distúrbios neurológicos e neurodegenerativos: uma revisão de patentes.
Rajabian A1,2, Rameshrad M3, Hosseinzadeh H3,4.

Informação sobre o autor

1 - Centro de Pesquisa Farmacológica de Plantas Medicinais, Faculdade de Medicina, Universidade de Ciências Médicas Mashhad, Mashhad, Irã.

2 - Departamento de Farmacologia, Faculdade de Medicina, Universidade de Ciências Médicas Mashhad, Mashhad, Irã.

3 - Centro de Pesquisa Farmacêutica, Instituto de Tecnologia Farmacêutica, Universidade de Ciências Médicas Mashhad, Mashhad, Irã.

4 - Departamento de Farmacodinâmica e Toxicologia, Escola de Farmácia, Universidade de Ciências Médicas de Mashhad, Mashhad, Irã.

Abstrato
INTRODUÇÃO:
O ginseng, Panax ginseng, tem sido usado para várias doenças e comprovou sua grande eficácia no gerenciamento de doenças do sistema nervoso central.

ÁREAS COBERTAS:
Este artigo cobre o potencial terapêutico das patentes do ginseng e de seus constituintes ativos para desenvolver terapias para distúrbios neurodegenerativos e neurológicos, desde 2010. A revisão da literatura foi fornecida usando vários mecanismos de pesquisa, incluindo Google Patent, Espacenet e US Patent no campo de doenças neurodegenerativas, Doença de Alzheimer, doença de Parkinson, distúrbios cognitivos e neurológicos.

OPINIÃO DE UM 'EXPERT:
Os dados coletados representaram méritos notáveis ​​do ginseng no tratamento de distúrbios neurodegenerativos e neurológicos. Esses efeitos foram mediados por neurogênese, propriedades anti-apoptóticas e antioxidantes, inibição da disfunção mitocondrial, canais Ca2 + operados por receptores, agregação beta amilóide e ativação microglial, bem como modulação de neurotransmissores. No entanto, estes compostos têm aplicação clínica limitada para a prevenção ou tratamento de distúrbios neurodegenerativos e neurológicos. Isso pode dever-se a dados incompletos sobre suas propriedades clínicas farmacocinéticas e de toxicidade e a investimentos econômicos limitados. Há uma tendência crescente no uso de fitoterápicos, em vez de medicamentos, por isso é hora de dar mais atenção à aplicação do ginseng, o avô das plantas medicinais, das ciências básicas ao leito dos pacientes.

PALAVRAS-CHAVE:
Doença de Alzheimer; Panax ginseng; Mal de Parkinson; Patente; ginsenosídeo; neuroprotective
PMID:
  
30513224
  
DOI:
  
10.1080/13543776.2019.1556258

domingo, 3 de novembro de 2019

VENENOS EM NOSSO COTIDIANO AFETAM DESENVOLVIMENTO NEUROLÓGICO, ESPECIALMENTE EM CRIANÇAS





Marise Jalowitzki

Autismo, TDAH (transtorno de déficit de atenção com - ou sem - hiperatividade), dislexia, paralisia cerebral, TOD (transtorno opositivo desafiador), TOC (transtorno obssessivo compulsivo)... A lista de problemas neurológicos que afetam milhares de crianças, adolescentes e jovens em todo o mundo é tão extensa quanto as ameaças ocultas do cotidiano de todos nós.

Uma pesquisa denominada "Epidemia silenciosa" relaciona os produtos tóxicos que causam perturbações neurológicas infantis causadas pelo uso de produtos que podem deflagrar essas disfunções. O resultado da pesquisa aponta que  tais substâncias "corroem a inteligência e perturbam o comportamento" dos pequenos, já que seus corpinhos em formação são bastante frágeis e mais suscetíveis.

Gravíssimo!

Os autores do relatório, Dr. Philippe Grandjean, professor da Harvard School of Public Health, em Boston, e Dr. Philip Landrigan, da Mount Sinai School of Medicine, em Nova York, declaram que o número de causas químicas reconhecidas de desordens do desenvolvimento neurológico, tais como autismo, transtorno de déficit de atenção, dislexia, paralisia cerebral e outros, dobrou de seis para 12 nos últimos anos. Infelizmente, em paralelo, a lista não regulamentada de produtos químicos encontrados em produtos de uso diário, tais como brinquedos, móveis e roupas, e conhecidos por danificar o cérebro humano, expandiu e muito.


"São produtos químicos tóxicos que silenciosamente corroem a inteligência, perturbam o comportamento, e minam as conquistas futuras das crianças, principalmente nos países mais pobres, que têm pouca regulamentação a respeito dessas substâncias”, avaliam os autores do texto. Eles consideram que mesmo as atuais regulamentações dos químicos são insuficientes para proteger as crianças, cujos cérebros em desenvolvimento são particularmente vulneráveis aos produtos tóxicos presentes no ambiente.


Dr. Philippe Grandjean


A pesquisa relacionou os 17 piores itens. 


Conheça e saiba como driblar os efeitos em seu cotidiano:

      1-    Bisfenol A ou BPA
      2-    Dioxina
      3-    Bifenilos policlorados – PCBs
      4-    Clorpirifós e DDT (pesticidas)
      5-    Fluoreto
      6-    Ftalatos
      7-    Arsênio ou arsênico
      8-    Tolueno ou metilbenzeno 
      9-    Manganês
      10-  Compostos perfluorados (PFCs)
      11-  Atrazina
      12-  Chumbo
      13-  Mercúrio
      14-  Éteres de difenila polibromados (PBDEs)
      15-  Tetracloroetileno ou percloroetileno
      16-  Perclorato
      17-  Éter de glicol




1- Bisfenol A ou BPA


Bisfenol A ou BPA
O BPA é uma substância presente principalmente em embalagens de plástico feito de policarbonato. O BPA é utilizado na produção da maioria dos plásticos rígidos e transparentes, e também na produção da resina epóxi, que faz parte do revestimento interno de latas que acondicionam bebidas e alimentos.

Uma vez no organismo, o BPA imita a ação do estrogênio, um hormônio sexual feminino, interferindo diretamente no funcionamento de algumas glândulas endócrinas, podendo também aumentar ou diminuir a ação de vários hormônios. O bisfenol A vem sendo associado a alguns tipos de câncer, como o de mama, além de problemas de reprodução, obesidade, puberdade precoce e doenças cardíacas.

Em 2011, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) decidiu proibir, no Brasil, a venda de mamadeiras de plástico que tenham a substância. O BPA pode enganar o corpo e fazê-lo pensar que é hormônio estrogênio real. Na literatura médica, tem sido associado a diversos tipos de câncer e problemas reprodutivos, além de obesidade, puberdade precoce e doenças cardíacas.



Como evitar:
Preferir alimentos frescos e orgânicos, a enlatados; evitar embalagens de plástico para alimentos e bebidas que tenham o símbolo ‘PC’, que significa policarbonato, ou cujo símbolo de reciclagem leve os números 3 ou 7, que indicam a presença do BPA.


2 - Dioxina


Dioxina



A dioxina entra naturalmente no organismo dos animais pela alimentação (ração) ou pelo ambiente e se acumula na gordura.   Ingerir produtos animais é a maior fonte de contaminação.

 A dioxina é formada a partir da combustão que acontece com uma série de processos industriais. A dioxina está presente em muitos produtos alimentares. No corpo humano, ela afeta a sinalização dos hormônios sexuais tanto nos homens quanto nas mulheres. Uma pesquisa recente mostrou que o contato dessa substância ainda no útero materno e durante os primeiros anos de vida de um homem pode afetar de forma permanente tanto a qualidade quanto a concentração de espermatozoides no sêmen.

A incineração de lixo também libera dioxina (queima de plástico, de papel, de pneus e de madeira tratada com pentaclorofenol), pois muitos produtos são tratados com cloro em sua fabricação. Alguns exemplos de produtos que podem liberar dioxina são filtros de café, toalhas de papel e absorventes internos que passaram por processos de branqueamento.



Como evitar:
Reduzir o consumo de alimentos que são mais propícios a serem contaminados pela dioxina nas indústrias. 

São eles peixes, carnes vermelhas, leite, ovos e manteiga. Ou seja, comer menos ou parar definitivamente de ingerir produtos de origem animal (carne, bacon, salsichas, presunto, etc.. 

Quanto aos ovos, só se forem orgânicos, produzidos por galinhas livres. São mais caros, mas avalie quanto você vai economizar na compra de remédios, além do sofrimento evitado. 






3 - Bifenilos policlorados – PCBs


Bifenilos policlorados – PCBs



Esta família de produtos químicos tem sido rotineiramente associada à função cognitiva reduzida na infância. Muitas vezes, estão presentes em alimentos, principalmente peixes, carnes e lácteos contaminados, e podem ser repassadas ao bebê pelo leite materno. Essas substâncias também são encontradas em aparelhos elétricos velhos, onde agem como isolantes térmicos.


Como evitar: 
Reduzir o consumo de alimentos que são mais propícios a serem contaminados por estas substâncias. São eles peixes, carnes vermelhas, leite e seus derivados. Ou seja, comer menos ou erradicar de sua dieta produtos de origem animal (carne, bacon, salsichas, presunto, etc.)


4 - Clorpirifós e DDT (pesticidas)


Clorpirifós e DDT (pesticidas)


Estes inseticidas estão ligados a anormalidades no desenvolvimento neurológico em crianças. Eles são proibidos em muitas partes do mundo, mas ainda utilizados em muitos países de baixa renda. Estudos recentes também o relacionam à doença de Alzheimer. 

No Brasil, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu, em 2004, a industrialização, produção, distribuição, comercialização e entrega de inseticidas de uso doméstico e em ambientes coletivos à base do princípio ativo clorpirifós. 

O DDT foi banido nos EUA na década de 70, mas ainda é usado em alguns países. No Brasil, o uso do DDT foi proibido em 2009, mas ainda há registros de uso, por entrada clandestina em fronteiras.


Éster fosfato

A substância é frequentemente usada na produção de agrotóxicos. Ela já foi associada a danos no desenvolvimento cerebral, no comportamento e na fertilidade. Além disso, pode afetar negativamente a forma como a testosterona se comunica com as células do corpo.

Como evitar: 
Comprar mais produtos orgânicos, plantar sua própria hortinha, mesmo pequena (vasos em apartamento)... Tá valendo. 
Realizar um teste para saber o grau de iodo no corpo e, caso tenha insuficiência, equilibrar (consulte seu médico sobre Lugol). 
O iodo diminui os danos causados pelos agrotóxicos em nosso organismo.

------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
Conheça:

AGROTÓXICOS - Lavar os alimentos resolve?



(se você quiser saber mais sobre Iodo, aprender a fazer um teste seguro se precisa ou não, visite:
 http://www.docelimao.com.br/site/desintoxicante/simplesmente-saude/1852-iodo-um-nutriente-essencial.html )

------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------


5 - Fluoreto




O fluoreto é uma toxina que está presente em cremes dentais e anti-sépticos bucais para prevenir cáries, mas também é adicionado em inseticidas e venenos para ratos. 

Um dos usos que ganhou fama nos anos 1960 foi o de adicionar a substância em água, sob a crença de que a prática fortaleceria a saúde bucal. Mais de 27 estudos com crianças expostas a níveis elevados de fluor na água potável, sugerem um decréscimo médio de QI de cerca de sete pontos.

Como evitar: 
Sempre que possível, procure ingerir água pura (filtros de cerâmica ou ferver a água). 
Consuma alimentos adstringentes, como melancia, pepino e maçã.
Adquira cremes dentais sem flúor (fluoreto). São um pouco mais caros que os convencionais, mas o BEM que produzem ão tem preço!!! ATÉ OS CREMES DENTAIS INFANTIS CONVENCIONAIS, para crianças de ATÉ 2 anos POSSUEM FLÚOR (Fluoreto).
Atentem-se, mamães e papais!
Faça a sua própria pasta de dentes. 


Querendo, veja aqui:
Fazer a sua própria pasta de dentes.Você já havia pensado nisso?

6 - Ftalatos


Ftalatos - Depois de conquistar o planeta, o "mundo dos plásticos" mostra sua verdadeira face: VENENO!

Todo os dias, milhões de células no nosso corpo morrem, e isso é perfeitamente saudável. Estudos têm mostrado, no entanto, que químicos chamados ftalatos também podem desencadear a “sinalização da morte” em células testiculares, fazendo-as morrer mais cedo do que deveriam.
Comumente usados para dar mais flexibilidade aos plásticos, os ftalatos podem ser encontrados por todos os lados – na cortina do box do chuveiro, em cabos elétricos, na cobertura do chassi do carro e nos plásticos das portas. Outros estudos ligam os ftalatos a alterações hormonais, defeitos congênitos no sistema reprodutor masculino, obesidade, diabetes e irregularidades da tireoide.


Como evitar: 

Diminuir o contato com recipientes plásticos, brinquedos e produtos de higiene pessoal que contenham ftalatos e com objetos de plástico feitos de PVC, cujos rótulos levam o número 3 no símbolo da reciclagem. 

E, caso continue a usar, que seja na temperatura ambiente (nem gelar, nem colocar produtos quentes.



7 - Arsênio ou arsênico


arsênico

O arsênico é largamente empregado em processos de fundição de metais e na conservação de madeira e couro. Em seu estado elementar, é um material cinza sólido, frequentemente encontrado no meio ambiente combinado com outros elementos. Seus compostos geralmente formam um pó branco ou incolor que não tem cheiro ou sabor, o que dificulta identificação do tóxico em alimentos, na água ou na atmosfera.
Exposições pré-natal e pós-natal ao arsênico em água potável contaminada estão associados com déficits cognitivos em crianças com idade escolar e risco elevado de doença neurológica durante a vida adulta.


Como evitar: 
Usar filtros de água que consigam diminuir a concentração de arsênio.

Os velhos filtros de cerâmica, recebendo limpeza regular, ainda são os mais confiáveis. 

Você sabe quais alimentos possuem esta substância tóxica? 

https://www.drasimonetironi.com/single-post/2018/01/29/Ars%C3%AAnico---Voc%C3%AA-sabe-quais-alimentos-apresentam-essa-subst%C3%A2ncia-toxica

Fontes de alimentos com níveis de Arsênico elevados:
- Água para Beber contaminada com Arsenico 
-  Frutos do Mar: Peixe, camarão, mariscos e outros frutos do mar podem conter quantidades significativas de arsênico orgânico, a forma menos tóxica. No entanto, mexilhões e certos tipos de algas marinhas podem conter arsênico inorgânico.
- Arroz: Arroz acumula mais arsênico do que outros alimentos. De fato, é a maior fonte de alimento único de arsênico inorgânico, que é a forma mais tóxica.
Altos níveis de arsênico inorgânico foram detectados em muitos produtos à base de arroz, tais como:
- Leite de Arroz.
- Farelo de Arroz.
- Cereais de Arroz.
- Alimentos Compostos de Arroz.
- Biscoito de Arroz.
- Xarope de Arroz Marrom.
- Barras de Cereais que contêm arroz ou xarope de arroz marrom.

PROCURE USAR ARROZ INTEGRAL ORGÂNICO!!

Estudo Sugere que Água Engarrafada Contém Mais de 24 mil Substâncias Químicas 
https://www.noticiasnaturais.com/2013/12/estudo-sugere-que-agua-engarrafada-contem-mais-de-24-mil-substancias-quimicas/



8 - Tolueno ou metilbenzeno 


Tolueno

Esta substância caracteriza o que ficou popularmente conhecido no Brasil como cola de sapateiro, e foi (e, em muitos lugares, ainda é, utilizada como droga para matar a fome dos miseráveis... Também está presente em outros tipos de colas, como as utilizadas na marcenaria. Ela também é usada como solvente, em pinturas, revestimentos, borrachas e resinas, além dos esmaltes para unhas.

A toxicidade se transmite pela inalação (não por contato), afetando de forma grave o pulmão.

 A exposição materna ao tolueno tem sido associada a problemas de desenvolvimento cerebral e déficit de atenção na criança. 

Como evitar: 

Procure usar tinta à base d'água (já existentes no mercado e com excelente acabamento) ou tinta de terra e corantes vegetais. 


Querendo, leia sobre como fazer Tinta de Terra: http://compromissoconsciente.blogspot.com.br/2012/11/tinta-de-terra-pintando-e-mudando-as.html
Aprenda a fazer tinta de terra, colar tecido na parede, criar móveis novos. É possível renovar, sem trocar os móveis? Mudar a cor da casa sem gastar muito?  Final de ano, hora de renovar! Usando diferentes tipos de terra é possível criar tonalidades lindas!



9 - Manganês

Manganês

O benéfico papel metabólico do manganês é considerável: ativar numerosas enzimas implicadas na síntese do tecido conjuntivo, na proteção das células contra os radicais livres e nas atividades neuro-hormonais. (...) O ideal é uma ingestão moderada entre 1 a 5 mg por dia desse mineral, quantidade esta que se consegue através dos alimentos. As principais fontes de manganês são os grãos integrais, leguminosas, nozes e chás. As frutas e vegetais são fontes moderadas. (Brasil Escola - https://brasilescola.uol.com.br/quimica/manganes.htm_ )

Entretanto, quando da exposição direta, especialmente em áreas de mineração, ele é tão tóxico que pode ser letal. 

Um estudo feito em Quebéc, no Canadá, expôs uma relação forte entre a concentração de manganês nos cabelos das crianças e hiperatividade. 

Pequenos em idade escolar que viviam próximo a áreas de mineração e processamento do minério demonstraram diminuição da função intelectual, deficiência em habilidades motoras e redução da função olfativa.
Presente até mesmo na água potável, como em Bangladesh, por exemplo, este produto químico, usado para fabricação de aço, tem sido associado a baixo desempenho em matemática, função intelectual diminuída e déficit de atenção.

Usado em ligas principalmente na do aço e, também, para a produção de pilhas. Pilhas devem ser sempre descartadas em locais próprios de reciclagem (geralmente em urnas apostas na entrada de supermercados). Evite o contato com elas ao vazarem.




10 - Compostos perfluorados (PFCs)


Utensílios antiaderentes (teflon), forros de sofá, impermeabilizantes, embalagens de fast food...



Testes feitos nos Estados Unidos já mostraram que 99% dos americanos apresentam o composto no organismo. A exposição à substância é associada a uma pior qualidade do espermatozoide, baixo peso do bebê ao nascer, doenças renais e da tireoide, além de hipertensão. Diminuição do pênis e capacidade de ereção peniana.

Como evitar? 
Não usar panelas antiaderentes; evitar tecidos impermeáveis ou resistentes a manchas. Se estuver habituado a alimentar-se fora de casa, procure locais que oferecem embalagens orgânicas.



11 - Atrazina



A atrazina é um herbicida frequentemente utilizado em culturas de milho nos países do continente americano capaz de contaminar água potável. Pesquisadores descobriram que seu efeito hormonal é tão perigoso que pode até fazer com que sapos machos passem a ovular. A substância vem sendo associada a um maior risco de tumores na mama, puberdade tardia e inflamação na próstata entre animais, mas também há evidências de que ela possa estar ligada a câncer de próstata em seres humanos.

Como evitar: Consumir mais alimentos orgânicos; comprar um filtro de água certificando-se de que ele remove a atrazina (os tradicionais, de cerâmica, são os melhores).


12 - Chumbo




As principais formas de contaminação pelo chumbo se dão pela ingestão de alimentos ou água contaminados e por inalação de partículas de poeira da substância (o ar que respiramos)

A exposição ao chumbo na infância está associada ao desempenho escolar reduzido e com comportamento deliquente no futuro. 

Segundo o estudo, não existem níveis seguros de exposição a essa substância. O contato diminui a capacidade do corpo em lidar com problemas como hipertensão, depressão e ansiedade.

Como evitar: 

- Adquirir o mais possível os alimentos orgânicos. Ainda que, muitas vezes, eles sejam mais caros, faça a conta do quanto vai economizar em medicação, quando o corpo adoecer. Também o uso da cúrcuma (açafrão da terra) em todos os alimentos cozidos, ajuda a eliminar quase que totalmente os venenos. Crianças são as maiores vítimas, já que 20% dos alimentos infantis apresentam contaminação por chumbo, segundo a ANVISA. Estudos demonstraram que crianças que seguem uma dieta saudável absorvem menos chumbo.
Manter a casa limpa e conservada; não deixar tinta descascada nas paredes por muito tempo.
- Ter um bom filtro de água (os de cerâmica são os melhores).

 


13 - Mercúrio






A exposição ao metilmercúrio afeta o desenvolvimento neurológico do feto e prejudica em qualquer idade. Muitas vezes vem de ingestão de peixe que contém altos níveis de mercúrio. Além disso, é capaz de afetar a ação de um hormônio que regula o ciclo menstrual e a ovulação; também pode provocar diabetes.

O mercúrio (Thymerosal) ainda é utilizado como conservante em algumas vacinas em vários países. Também a amálgama usada para reparação de dentes, está plena de mercúrio e é altamente tóxica.

Mercúrio também pode ser encontrado na água, no ar, em baterias e tintas usadas em tatuagensEssa substância, em contato com mulheres grávidas, pode prejudicar o cérebro do feto. Além disso, é capaz de afetar a ação de um hormônio que regula o ciclo menstrual e a ovulação, além de danificar as células produzidas pelo pâncreas, o que pode levar ao diabetes.

Segundo o estudo, a vulnerabilidade do cérebro em desenvolvimento à toxicidade do metilmercúrio é muito maior que a do cérebro adulto. Os efeitos perduram por anos. Problemas apresentados por crianças aos sete anos de idade ainda eram detectáveis com a idade de 14 anos. Outros exames em pessoas expostas no pré-natal a quantidades excessivas de metilmercúrio mostraram ativação anormal de regiões do cérebro em resposta a tarefas de estimulação sensorial e motora.

Como evitar: 
- Consumir o mais possível alimentos orgânicos.
- Diminuir (ou erradicar) o consumo de peixes.
- Falar com o seu dentista sobre a condição das obturações antigas, caso existam. 
- Usar alguns suplementos específicos para quelar metais pesados ​​tais como a vitamina C. 
- Comer certos alimentos, como morangos, framboesas e chocolate (orgânicos, claro).
- Ao fazer uma tatuagem, certifique-se que a tinta e todos os demais produtos urtilizados sejam veganos.

14 - Éteres de difenila polibromados (PBDEs)







O grupo de compostos conhecidos como polibromados éteres difenil (PBDE) são amplamente utilizados como retardadores de chama, para proteger móveis, tapetes e roupas e podem ser neurotóxicos. Usado também em colchões. Evite usar estes produtos!

Os PBDEs são usados ​​em uma variedade de produtos, incluindo roupas, móveis e plásticos. Os cientistas encontraram evidências suficientes apoiando uma associação entre a exposição retardadora de chama no desenvolvimento e o QI reduzido. Outros estudos os vincularam a riscos reprodutivos e neurológicos, pois a exposição humana geralmente ocorre através da ingestão de alimentos e inalação. 

PBDEs se acumulam no sangue, leite materno e tecidos adiposos. Para as crianças, os PBDEs são um grande risco. Um estudo realizado pelo Environmental Working Group descobriu que os níveis médios de PBDEs no sangue em crianças eram 3,2 vezes maiores que suas mães. (https://childrenshealthdefense.org/known-culprits/flame-retardantspbdes/)

Estudos epidemiológicos na Europa e nos EUA têm mostrado déficits de desenvolvimento neurológico em crianças com aumento da exposição pré-natal a estes compostos.

'Os retardadores de chama são comumente encontrados na poeira doméstica e no ar interno, que é consideravelmente mais contaminado com esses produtos químicos do que o ar externo. Os pesquisadores descobriram que um aumento de 10 vezes nas concentrações de PBDE no início da gravidez, quando o cérebro fetal está se desenvolvendo, foi associado a um declínio de 4,5 QI, que é comparável ao impacto da exposição ambiental ao chumbo, de acordo com os autores.' (https://saferchemicals.org/2014/05/29/new-study-finds-flame-retardant-exposure-as-bad-as-lead-for-iq/)


Como evitar: É praticamente impossível evitar sozinho o contato com a substância – para isso, é preciso que leis ambientais sejam mais rígidas na hora de autorizar que certos produtos sejam vendidos. Algumas medidas, porém, podem ajudar. Usar filtros HEPA para aspiradores de pó, por exemplo, pode diminuir a poeira doméstica tóxica. Manter o ambiente bem ventilado. Limpar chão, paredes, vidros com bicarbonato de sódio e-ou vinagre. Além disso, ao comprar um novo tapete, o ideal é optar por um cujo revestimento de baixo não contenha PBDE.


15 - Tetracloroetileno ou percloroetileno







O tetracloroetileno é um líquido incolor e volátil à temperatura ambiente. É usado como desengraxante de peças metálicas, em lavagens a seco, na indústria têxtil, e produtos de limpeza e de borracha laminada.

Em Massachusetts, nos Estados Unidos, uma pesquisa com crianças que foram expostas no pré-natal ao percloroetileno em água potável mostrou tendência para deficiências na função neurológica e risco aumentado de diagnósticos psiquiátricos. 


Como evitar: Para sua limpeza doméstica, use produtos mais neutros, como sabão de glicerina, álcool, vinagre, bicarbonato de sódio, etc.. E evite lavagens de roupa a seco. Leia os componentes usados no fabrico têxtil e lave sempre as roupas novas, antes de usar.




16 - Perclorato



A substância é usada na fabricação de combustível para foguetes, mas também pode ser aplicada em fertilizantes e herbicidas, sendo capaz de contaminar a água, a produção de alimentos e o leite. 

Um estudo recente mostrou que a elevada exposição a perclorato durante a gravidez diminui os níveis da hormona tiroideia T4 (tiroxina), o que pode afetar o desenvolvimento cerebral do feto. (https://adti.pt/2017/11/15/exposicao-a-perclorato-durante-a-gravidez/)


Ao entrar em contato com o corpo humano, o perclorato compete com o iodo, nutriente necessário para que a glândula da tireoide produza hormônios. 


Ou seja, a exposição a grandes quantidades de perclorato pode alterar o equilíbrio hormonal do organismo e, consequentemente, afetar a regulação do metabolismo entre adultos e também o desenvolvimento cerebral e dos órgãos de crianças.


Como evitar: Prevenir o consumo de água que contenha perclorato é possível com o uso de filtros de osmose reversa. Como é praticamente impossível evitar o contato com perclorato por meio da alimentação, o ideal é que sejam consumidas quantidades recomendadas de iodo (Lugol é um medicamento barato. Pergunte ao médico funcional qual a dosagem ideal para cada pessoa. Geralmente são recomendadas 3 gotas/dia. Consulte o médico). Consuma o mais possível os alimentos orgânicos.




17 - Éter de glicol


Éter de glicol, ou Dietilenoglicol ou DEG é um produto químico de uso amplo. É comumente usado como solvente de tintas, também em produtos de limpeza, linhas para costura, tingimento de couros e pela indústria farmacêutica para extração medicinal. A União Europeia já classificou a substância como um possível fator de prejuízo à fertilidade das pessoas ou ao feto, além de um fator risco para alergias e asmas em crianças.

Como evitar: Evitar produtos que tenham na fórmula ingredientes como o 2-Butoxietano




Conheça as denúncias e os alertas dos especialistas.
Clique:

Venenos do Cotidiano e TDAH - Perturbações neurológicas infantis causadas por roupas, móveis, alimentos e brinquedos que contêm substâncias químicas danosas






TDAH - Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade, autismo, síndrome de Asperger, dislexia, paralisia cerebral - A "epidemia silenciosa" de toxinas químicas ferem nossos filhos





Fontes não relacionadas no post:
www.pnuma.org.br
theglobeandmail.com/life/health-and-fitness
nydailynews.com/life-style/
g1.globo.com
veja.abril.com.br/noticia/ciencia/
Environmental Working Group (EWG)
https://pt.wikipedia.org/wiki/Dietilenoglicol (Éter glicol)



Mais fontes com os links:
- http://www.pnuma.org.br/admin/publicacoes/texto/Inventario_Dioxinas_Furanos_web_-_ISBN978-85-7738-180-7.pdf
- http://www.theglobeandmail.com/life/health-and-fitness/health/the-silent-epidemic-of-chemical-toxins-hurting-our-children/article16893932/
- http://www.nydailynews.com/life-style/health/toxins-beauty-products-plastics-meats-harm-child-health-mt-sinai-experts-claim-article-1.987325
- http://g1.globo.com/Noticias/Mundo/0,,MUL916532-5602,00-CARNE+BOVINA+TAMBEM+ESTA+CONTAMINADA+COM+DIOXINA+DIZ+GOVERNO+DA+IRLANDA.html
http://www.noticiasnaturais.com/2014/02/12-substancias-ocultas-que-envenenam-o-cerebro-das-criancas/#ixzz3PEa95OLK
- http://veja.abril.com.br/noticia/ciencia/o-futuro-e-de-velhos-gordos-e-inferteis - Os desreguladores endócrinos mais perigosos à saúde
- Lista elaborada pela organização americana Environmental Working Group (EWG) 
https://exame.abril.com.br/estilo-de-vida/12-substancias-invisiveis-que-afetam-o-cerebro-das-criancas/
https://claudia.abril.com.br/saude/agentes-infiltrados-as-substancias-nocivas-que-ingerimos-sem-nem-suspeitar/


 Marise Jalowitzki é educadora, escritora, blogueira e colunista. Palestrante Internacional, certificada pelo IFTDO - Institute of Federations of Training and Development, com sede na Virginia-USA. Especialista em Gestão de Recursos Humanos pela Fundação Getúlio Vargas. Criou e coordenou cursos de Formação de Facilitadores - níveis fundamental e master. Coordenou oficinas em congressos, eventos de desenvolvimento humano em instituições nacionais e internacionais, escolas, empresas, grupos de apoio, instituições hospitalares e religiosas por mais de duas décadas Autora de diversos livros, todos voltados ao desenvolvimento humano saudável. marisejalowitzki@gmail.com