quarta-feira, 13 de julho de 2016

Exitoso Projeto em Boa Vista, Roraima - Família que Acolhe - Escola de Pais - Universidade do Bebê

Ação efetiva - Projeto Família Que Acolhe contempla condições amplas para o desenvolvimento integral da criança, desde os 0 aos 6 anos

Ações desta natureza precisam ser disseminadas em cada município brasileiro!
Divulgue!



(publicado neste blog em 14.julho.2016)
http://tdahcriancasquedesafiam.blogspot.com.br/2016/07/exitoso-projeto-em-boa-vista-roraima.html

Uma sofisticada política pública de proteção à primeira infância – do ventre materno até os 6 anos. Assim é o Família que Acolhe, programa que foi transformado em lei em 2013 e que garante direitos, implementa e transcende o que existe de mais avançado no setor.

O FQA integrou todos os serviços básicos necessários para mãe e filho, garantindo de uma só vez a marcação e acompanhamento de todas as consultas, exames e procedimentos médicos. Ao mesmo tempo, desburocratizou o acesso à educação – antes mesmo do nascimento, a criança já tem sua matrícula efetivada na creche e na escola até os 6 anos de idade, quando inicia o Ensino Fundamental.

Com base no conceito de uma “escola de pais”, na sede do FQA foi criada a Universidade do Bebê. Lá, as gestantes, novas mães e seus familiares se encontram com profissionais e têm acesso a informações sobre o desenvolvimento psicossocial das crianças. As famílias também participam de oficinas de musicalização, coral e leitura. 

O Família que Acolhe atende, atualmente, mais de 3 mil mães, mas caminha para ampliar este número para 5 mil ainda em 2016. O FQA é multissetorial, gerido pelo gabinete da prefeita e secretários de Gestão Social, Saúde, Educação, Comunicação e Finanças, que participam do projeto ativamente, garantindo a integração dos serviços.  Uma das metas do FQA é promover o hábito da leitura desde o berço, fundamental para o desenvolvimento psicossocial da criança.

http://www.boavista.rr.gov.br/canal-do-cidadao-projetos/familia-que-acolhe-fqa


LEIA TAMBÉM:
Importante video para entender a abrangencia da Lei
recém aprovada. Na foto: Rubens Bias (e) entrevista
Fábio Paes, presidente do CONANDA -
Conselho Nacional de Direitos da Criança e Adolescente

12.julho.2016


Querendo, leia também:

TDAH - Diário Oficial publica Resolução do CONANDA sobre o direito de crianças e adolescentes a não serem excessivamente medicalizadas - Por Rubens Bias

Art. 2º A criança e o adolescente têm direito à proteção integral, particularmente ao acesso a alternativas não medicalizantes para seus problemas de aprendizagem, comportamento e disciplina que levem em conta aspectos pedagógicos, sociais, culturais, emocionais e étnicos, e que envolvam a família, profissionais responsáveis pelos cuidados de crianças e adolescentes e a comunidade. RESOLUÇÃO Nº 177, DE 11 DE DEZEMBRO DE 2015




E mais:


terça-feira, 12 de julho de 2016

Entendendo o marco legal da primeira infância - 4º Seminário aconteceu neste mês de julho



Importante video para entender a abrangencia da Lei recém aprovada. Na foto: Rubens Bias (e) entrevista Fábio Paes, presidente do CONANDA - Conselho Nacional de Direitos da Criança e Adolescente

Entendendo o Marco Legal da Primeira Infância
Políticas Públicas de Proteção à Primeira Infância

106 crianças morrem por dia no Brasil
Mais de 8 milhões de crianças e adolescentes vivem em situação de extrema pobreza
54 gestantes morrem a cada 100 mil nascimentos
Mais de 8 milhões de crianças de 0 a 3 anos estão fora das creches
Fonte: Fundação Abrinq

A cada 10 minutos uma criança é vítima de violência
Uma, a cada quatro crianças envolvidas em casos de violência sexual infantil, tem menos de 1 ano


Fonte: Viva

Importante video para entender mais do que está sendo construído em termos de políticas públicas.
No minuto 6 (do video), há explicação sobre a funcionalidade e responsabilidade dos municípios, que é onde o cidadão precisa estar também atento e onde também pode intervir.


"É PRECISO UMA ALDEIA INTEIRA PARA EDUCAR UMA CRIANÇA!"
(provérbio africano)


O Marco Legal é amplo e, por vezes, complexo. Este video explica pontos BEM importantes:
- Abrange o pré-natal até os 6 anos
- O papel do pai na criação e acompanhamento do filhote
- Intervir na publicidade infantil
- Qual o papel de todos os cidadãos, já que somos todos responsáveis
- Necessidade de um debate intersetorial e multiprofissional
- Responsabilidade dos municípios, estado e federação, revendo as diferenças regionais ("Não pode ter uma régua única)
- Violência Infantil - necessidade de mudanças estruturais e de concepção. Punir não educa!
- Qualificação em todas as áreas


"Países ricos são os que mais aplicam em políticas públicas de abrangencia social."
"Nós temos ótimos projetos, ótimas leis, ótimos programas, mas a execução, em virtude do Pacto Federativo, emperra."
"Um bom acompanhamento na primeira infância é ter uma população adulta exemplar."

"Falamos agora na primeira infância, vamos falar agora da outra infância e da adolescência. Uma Ação conjunta! Um Sistema de Garantia e Direitos para Crianças e Adolescentes" (Pres, CONANDA)


Entrevistador: Rubens Bias - CONANDA

Video publicado em 18 de mar de 2016
Entenda um pouco sobre a primeira infância.

Entrevistados:
:: Fábio Paes - presidente do Conanda
:: Rodrigo Torres - Secretário Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente
:: Vital Didonet - Assessor Legislativo da Rede Nacional pela Primeira Infância
:: Aurélio Araújo - Secretário da Criança, Adolescente e Juventude GDF
:: Mariza Abreu - Consultora em Educação da Confederação Nacional dos Municípios
:: Perla Ribeiro - Subsecretária de Política da Criança GDF

Este vídeo foi produzido por ocasião da avaliação final da disciplina Economia do Setor Público do curso de Administração Pública da Fundação Getúlio Vargas - Brasília - CIPAD sob orientação do professor 
Istvan karoly kasznar, PHD

https://www.youtube.com/watch?v=omU4R2uOiKA




Em julho 2016, as tratativas seguem:

Seminário sobre marco legal da primeira infância reúne esforços para viabilizar lei


http://www12.senado.leg.br/noticias/materias/2016/07/05/seminario-sobre-marco-legal-da-primeira-infancia-reune-esforcos-para-viabilizar-lei

Video 4º seminário: https://www.youtube.com/watch?v=qzogqUUY0yo



Projeto Roraima FAMÍLIAS QUE ACOLHEM


Projeto Família Que Acolhe desenvolvimento integral
da criança, de 0 aos 6 anos

Ações desta natureza precisam ser disseminadas em cada município brasileiro!
Divulgue!



(publicado neste blog em 14.julho.2016)
http://tdahcriancasquedesafiam.blogspot.com.br/2016/07/exitoso-projeto-em-boa-vista-roraima.html




Querendo, leia também:

TDAH - Diário Oficial publica Resolução do CONANDA sobre o direito de crianças e adolescentes a não serem excessivamente medicalizadas - Por Rubens Bias

Art. 2º A criança e o adolescente têm direito à proteção integral, particularmente ao acesso a alternativas não medicalizantes para seus problemas de aprendizagem, comportamento e disciplina que levem em conta aspectos pedagógicos, sociais, culturais, emocionais e étnicos, e que envolvam a família, profissionais responsáveis pelos cuidados de crianças e adolescentes e a comunidade. RESOLUÇÃO Nº 177, DE 11 DE DEZEMBRO DE 2015


E mais:
O Poder Público (e não as farmacêuticas, como vem acontecendo! Leia AQUI) é que irá promover orientação para familiares e capacitação para profissionais responsaveis pelos cuidados de crianças e adolescentes!

Que venham as Ações Práticas! Ponto!

Mamães, sabem o que isto significa??? Nenhuma mãe mais vai sair com um receita de psicotrópico e "diagnóstico" de TDAH na primeira consulta! Por maior cuidado com nossas crianças!!

Mamães, agora podem CONTESTAR quando algum médico estender a receita de ritalina (ou outro) na primeira consulta. Chega!




http://tdahcriancasquedesafiam.blogspot.com.br/2015/12/tdah-conanda-publica-resolucao-pelo-fim.html





TDAH - Palestras nas Escolas patrocinadas pela indústria farmacêutica
- Esta ação conta com o aval do MEC e do MSaúde?

Isto pode?  E o tempo da palestra está valendo como atividade complementar para a Graduação. Quem avalizou? No folder-convite há uma menção "Válido como Atividade Complementar de Graduação" - Então, tem a autorização do MEC?  e do Ministério da Saúde? Qual a posição da ANVISA? Precisamos saber!!

 Programa “Toda Atenção para uma vida mais completa”
Quais os objetivos?
- “Capacitação e Formação” de Educadores, antes mesmo da orientação do MEC e MS? 
- Ou incentivo ao aumento do consumo de psicotrópicos em crianças e jovens (Ritalina, Venvanse, Concerta, Aderall)? 


http://compromissoconsciente.blogspot.com.br/2015/08/tdah-palestras-nas-escolas-patrocinadas.html


Leia sobre - Recomendação da APA:


Inclusão e Inserção





"O metilfenidato é uma anfetamina que pode causar danos graves sim, e pior ainda quando administrada em pequenos, que ainda não tem capacidade de decisão sobre suas vidas. Hoje, pais se sentem lesados e traídos, exigem que sejam amplamente repassadas todas as informações, apresentados todos os riscos,antes de iniciar o tratamento farmacológico e que sejam acenados também os outros tipos de tratamento, onde o acompanhamento psicológico é o principal. E, com relação aos manifestos do segundo grupo, dos portadores dos sintomas que identificam o TDAH, e que querem ser reconhecidos como doentes (e não como ‘vagabundos’ ou  ‘retardados’) é um direito cidadão que lhes assiste, sem dúvida nenhuma. Os sintomas são notórios, os problemas e embaraços, também." 

Livro TDAH Crianças que Desafiam (págs. 10 e 11)

Lembrete de Marise Jalowitzki
Caso seu filhote já esteja na medicação continuada dos medicamentos controlados, e você está pensando em parar, não suspenda por conta própria. Leia este lembrete:


 Marise Jalowitzki é educadora, escritora, blogueira e colunista.Especialista em Desenvolvimento Humano, defensora de uma infância saudável, antimedicalização. Escritora, blogueira e colunista. Palestrante Internacional, certificada pelo IFTDO - Institute of Federations of Training and Development, com sede na Virginia-USA. Especialista em Gestão de Recursos Humanos pela Fundação Getúlio Vargas. Criou e coordenou cursos de Formação de Facilitadores - níveis fundamental e master. Coordenou oficinas em congressos, eventos de desenvolvimento humano em instituições nacionais e internacionais, escolas, empresas, grupos de apoio, instituições hospitalares e religiosas por mais de duas décadas Autora de diversos livros, todos voltados ao desenvolvimento humano saudável. marisejalowitzki@gmail.com 
blogs:
www.compromissoconsciente.blogspot.com.br


LIVRO TDAH CRIANÇAS QUE DESAFIAM
Informações, esclarecimentos, denúncias, relatos e dicas práticas de como lidar 
Déficit de Atenção e Hiperatividade



sexta-feira, 8 de julho de 2016

TDAH e neurofeedback





Por Marise Jalowitzki
08.julho.2016
http://tdahcriancasquedesafiam.blogspot.com.br/2016/07/tdah-e-neurofeedback.html

Muitos pais e mães possuem dúvidas e receios quanto ao uso do neurofeedback em crianças. Sim, e eu concordo com a necessidade do cuidado, pois facilmente, em mãos de terapeutas pouco criteriosos, pode ser altamente manipulativo. Mas nunca comparável com o estrago que um psicotrópico pode realizar, especialmente em tratamentos químicos prolongados. Importante aliar o neurofeedback à terapia psicológica, pois, além do ajuste de frequencia cerebral, a criança-adolescente-adulto precisa conhecer-se, entender seus mecanismos.

Até bem pouco tempo os games eram vistos como "dispersores" de uma instrução chata e tradicional (é óbvio). Agora, os orgãos internacionais reconhecem os benefícios. Isto percebi em um querido meu, há anos... tido como disperso, e altamente concentrado em jogos...como assim? então, é preciso adaptar os métodos de ensino!! Muito de meu trabalho está voltado a isso.

No neurofeedback, o joystick (no caso de jogos em monitor de tv) ou o teclado (no caso dos notes e cel) são substituídos pelos comandos cerebrais, monitorados em tela. Leia descrição a seguir, contida no Livro TDAH CRIANÇAS QUE DESAFIAM.

"Neurofeedback
Determinados estudos evidenciam que a principal característica neurológica do TDAH é um excesso de ondas de baixa frequência (ondas lentas) no córtex frontal, não permitindo a transmissão adequada de impulsos nervosos entre os neurônios. As descargas elétricas são a base de transmissão de informação entre os neurônios, responsáveis pelo funcionamento do cérebro. Sendo o córtex pré-frontal o responsável pelas funções de controle voluntário da atenção, planejamento, julgamento, tomada de decisão, autocontrole, e outras, surgem então os sintomas do TDAH. 




Segundo o EEG Spectrum Affiliate (República Tcheca) neurofeedback ou neurobiofeedback é um conjunto de procedimentos baseados no processo de reforçamento condicionado, no qual se aprende a controlar a frequência das ondas cerebrais. Esta alteração atua sobre a base biológica do transtorno, proporcionando então um efeito duradouro e não apenas momentâneo como os produzidos pelos psicoestimulantes (estimulação química). 

O treinamento de neurofeedback é um procedimento indolor, não invasivo. Um ou mais sensores são colocados sobre o couro cabeludo, e uma em cada orelha. As ondas cerebrais são monitoradas por meio de um amplificador e um instrumento baseado em computador, que processa o sinal e fornece a informação adequada. Isto é apresentado ao paciente, por meio de um jogo de vídeo, ou outro monitor de vídeo, juntamente com os sinais de áudio. O indivíduo é convidado a conduzir o jogo de vídeo com seu cérebro. 

Com o aumento da atividade de banda em frequência desejável, o jogo de vídeo se move mais rápido, ou alguma outra recompensa é dada. Com a atividade em aceleração diversa da banda, o vídeo game é inibido. Aos poucos, o cérebro responde convenientemente aos estímulos que estão sendo dados, e uma "aprendizagem" de novos padrões de ondas cerebrais ocorre. O novo modelo é mais próximo do que normalmente observado em indivíduos sem essas deficiências.

O tratamento pode durar de 30 a 60 sessões de, em média, 45 minutos (a primeira dura 2h). Essa é uma alternativa para pleitear uma redução da medicação ou até mesmo a extinção do tratamento medicamentoso (metilfenidato), uma vez que consiga, após o tratamento com neurofeedback, aumentar sua frequência cerebral. A durabilidade do tratamento, ao contrário dos medicamentos psicoestimulantes, acontece de uma maneira duradoura e sustentada.


No caso do TDAH, a impulsividade, distração e hiperatividade podem todos responder ao treinamento. Isso pode levar a muito mais bem sucedido desempenho escolar. As funções cognitivas podem melhorar bem. Em vários estudos controlados, foram encontrados aumentos de 10 e mais pontos no QI de um grupo representativo de crianças com TDAH. O comportamento pode ser modificado em outros aspectos também: Se a criança é muito birrenta, é beligerante, e até mesmo violenta ou cruel, esses aspectos de comportamento podem ficar controlados na criança... Aqui também cabe ponderar..." (pág 121 e 122 - Livro TDAH CRIANÇAS QUE DESAFIAM de Marise Jalowitzki)


 Marise Jalowitzki é educadora, escritora, blogueira e colunista. Palestrante Internacional, certificada pelo IFTDO - Institute of Federations of Training and Development, com sede na Virginia-USA. Especialista em Gestão de Recursos Humanos pela Fundação Getúlio Vargas. Criou e coordenou cursos de Formação de Facilitadores - níveis fundamental e master. Coordenou oficinas em congressos, eventos de desenvolvimento humano em instituições nacionais e internacionais, escolas, empresas, grupos de apoio, instituições hospitalares e religiosas por mais de duas décadas Autora de diversos livros, todos voltados ao desenvolvimento humano saudável. marisejalowitzki@gmail.com 

blogs:
www.tdahcriancasquedesafiam.blogspot.com.br


LIVRO TDAH CRIANÇAS QUE DESAFIAM
Informações, esclarecimentos, denúncias, relatos e dicas práticas de como lidar 
Déficit de Atenção e Hiperatividade


sábado, 2 de julho de 2016

TDAH - Como criar um filho façam-por-mim



Se pais muito zelosos, desde cedo, impedem que um infante corra e caia, na tentativa de que ele não se machuque, ou não querem ver um joelho sangrando, na verdade não estão ajudando, acabam incutindo nele o medo, a insegurança e a acomodação. (Pág 154 - Livro TDAH CRIANÇAS QUE DESAFIAM  Foto: Anna Radchenko



Por Marise Jalowitzki

"Muitos pais têm planos para seus filhos, geralmente aqueles que foram os seus planos, os seus sonhos, que não conseguiram realizar, e agora torcem para que os filhos realizem. Todos os pais fazem planos para o futuro de seus filhos. Todos os pais desejam que seus filhos sejam felizes e que sofram o menos possível. Poucos são aqueles que, com o passar do tempo, entendem que o caminho de cada ser humano é único e será trilhado de acordo com suas possibilidades. É necessário que pais sinalizem caminhos do bem, que a escola sinalize, a sociedade sinalize, entretanto, sinalizar não significa obrigar a seguir.

A adolescência é, por excelência, a idade de sonhar. Por vezes, os pais se assustam com os sonhos mirabolantes de seus filhos e, na tentativa de evitar que ele se frustre logo adiante, vendo que seus sonhos não hão de ser realidade, tentam puxá-los para o chão. Isso só gera inconformidade e ressentimento contra a figura dos genitores. “Ele tem de começar a pensar como gente grande! Não é mais uma criancinha de colo!”, pensam os pais, mas é preciso deixá-los voar, pois isso reforça sua autoestima. E é justamente nesta idade que se definem os escritores, os romancistas, os atores, os bailarinos, cantores, músicos, poetas, artistas plásticos, os estilistas. O pensamento livre não pode assustar. Sonhar não significa fazer e, muitas vezes, só o fato de poder externar seus sonhos mégalos já sossega a alma e deixa o jovem sereno. 

Uma garota declara: 
“- Quero ser como a Beyoncé! Linda, charmosa, famosa! Adoro as roupas dela! Adoro ela” O pai, profissional da construção civil, diz: 
“- Menos, filha, menos!” A menina já diminui o sorriso, mas continua: 
“- Ela canta e dança bem, todo mundo gosta dela!” A mãe intervém: 
“- Ela é de outro mundo do nosso, filha!” A garota: 
“- Quem disse que eu não posso subir também?” O pai: 
“- Quem sabe você se matricula no curso de corte e costura aqui na ONG da comunidade, pra poder aprender a fazer vestidos.” A mãe completa: 
“- E, um dia, pode ser uma boa costureira e, assim, ficar mais perto de gente famosa!” A menina se levanta e sai, batendo a porta: 
“- Vocês não me entendem mesmo!” A tentativa dos pais em trazer dados da realidade dela apenas produziu uma revolta enorme na garota que estava, naquele momento, vendo-se no palco e não nos bastidores! Help! Quem pode ajudar da melhoria da comunicação de quem se ama e não se entende? Quem sabe onde fica o endereço da Escola para Pais? 

Como lembra Renato Russo, pais “...são crianças como você! O que você vai ser quando você crescer!” Deixar o filho sonhar não pode apavorar! Os sonhos possíveis vêm com o tempo. É o excesso de zelo, o cuidado para que o filho não se machuque, não se decepcione, não se frustre... e o filho achando que o pai tá só cortando o barato!




As tentativas, assim como o livre pensar, são de suma importância no desenvolvimento do adolescente. Importante deixar tentar, ainda correndo o risco de quebrar a cara. Se pais muito zelosos, desde cedo, impedem que um infante corra e caia, na tentativa de que ele não se machuque, ou não querem ver um joelho sangrando, na verdade não estão ajudando, acabam incutindo nele o medo, a insegurança e a acomodação, o “façam por mim”."  (Livro TDAH CRIANÇAS QUE DESAFIAM - págs. 153-154) 





 Marise Jalowitzki é educadora, escritora, blogueira e colunista. Palestrante Internacional, certificada pelo IFTDO - Institute of Federations of Training and Development, com sede na Virginia-USA. Especialista em Gestão de Recursos Humanos pela Fundação Getúlio Vargas. Criou e coordenou cursos de Formação de Facilitadores - níveis fundamental e master. Coordenou oficinas em congressos, eventos de desenvolvimento humano em instituições nacionais e internacionais, escolas, empresas, grupos de apoio, instituições hospitalares e religiosas por mais de duas décadas Autora de diversos livros, todos voltados ao desenvolvimento humano saudável. marisejalowitzki@gmail.com 

blogs:
www.tdahcriancasquedesafiam.blogspot.com.br


LIVRO TDAH CRIANÇAS QUE DESAFIAM
Informações, esclarecimentos, denúncias, relatos e dicas práticas de como lidar 
Déficit de Atenção e Hiperatividade