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quinta-feira, 12 de julho de 2018

FLORAIS DE BACH PARA TRATAR TAB - TRANSTORNO AFETIVO BIPOLAR






Por Marise Jalowitzki
12.julho.2018 - https://tdahcriancasquedesafiam.blogspot.com/2018/07/florais-de-bach-para-tratar-tab.html

Após a leitura do artigo mencionado ao final desta página, uma mãe contata para saber quais os Florais de Bach paa tratar TAB. Respondendo à pergunta de Suely G.M.
Apreciei receber a tua pergunta. Fui pesquisar, encontrei informações da Monas (site oficial do Bach Centre no Brasil). Vou inserir no meu artigo (topo) lá no Blog. Gratidão! O composto oferecido para tratar TAB - Transtorno Afetivo Bipolar, contêm: Vervain, Scleranthus, Mustard - Com Brandy 30%
(Tem um já pronto, comercializado pela Botica Alternativa - deixo site ao final -. As farmácias de manipulação homeopática também o fazem.
Lembrando que é sempre bem importante o acompanhamento de um terapeuta floral, pois nossas emoções (cerne dos problemas que apresentamos) vão se modificando com o uso das essências dos Florais de Bach, exigindo adequações e ajustes.
No site onde pesquisei diz:"O floral de Bach para tratamento auxiliar do transtorno afetivo bipolar (TAB), mais comumente conhecido como bipolaridade (que é a oscilação dos estados de entusiasmos e depressão) é um tratamento natural que auxilia nas fases de depressivas e de euforia, auxiliando na retomada do equilíbrio emocional.
Posologia: Tomar 4 gotas 4x ao dia, sublingual.
Obs: Os Florais de Bach não se destinam a substituir o tratamento médico, mas é um suporte valioso na espera por ajuda médica numa emergência. É natural, inteiramente seguro e suave, não cria dependência e não interfere com qualquer outro tratamento médico, e sim o complementa."
Site que comercializa o composto para TAB: https://www.boticaalternativa.com.br/roo8u54hd-floral-de-bach-transtorno-afetivo-bipolar-tab-30ml
Do site Monas Flower - a descrição das essências do composto para TAB:

Vervain



...Para pessoas perfeccionistas com um apurado sentido de justiça. Os Vervain são dotados de uma intensa energia mental que eles investem de boa vontade nas causas em que acreditam.

O entusiasmo Vervain pode ser contagioso e eles sentem uma necessidade enorme de persuadir os outros com seus pontos de vista. Porém, levado ao extremo, eles correm o risco de se tornar fanáticos, incapazes de escutar diferentes pontos de vista. Podem colocar-se a si mesmos em grandes estados de estresse pois têm uma enorme dificuldade de desconectar e se relaxar.

A descrição de Dr. Bach

edbach2.jpgPara aqueles que têm princípios fortes e ideias rígidas que consideram certos e que muito raramente são mudados. Possuem o grande desejo de converter todos os que estão ao seu redor a sua própria maneira de ver a vida. Têm força de vontade e muita coragem quando estão convictos daquilo que desejam ensinar. Na doença, continuam a lutar, enquanto muitos já teriam desistido de suas obrigações.


Scleranthus


...É o remédio para pessoas que têm dificuldades em se decidir. Por vezes existem 2 opções, outras até mais, e a indecisão Scleranthus afeta tanto as pequenas decisões como as não tão pequenas: «Devo-me casar com Joe ou com Peter?» e «Compro o caderno vermelho ou o azul?» são ambos estados Scleranthus. (Contudo, se tratando de escolhas decisivas em nossas vidas nas quais não conseguimos distinguir facilmente as possibilidades, Wild Oat é também recomendável.)
Por vezes, a incerteza crónica de Scleranthus se manifesta de outras formas. Pode, por exemplo, se revelar em alterações bruscas de humor ou enjoos em viajem. Esses sintomas não são, no entanto, sinais infalíveis de um estado Scleranthus mas sua existência sugere que este floral seja considerado.
Tomar este remédio nos ajuda a conhecer-nos e a saber o que queremos. Ajuda-nos também a reconectar com nossa intuição e a nos tornarmos capazes de escolher de forma simples e assertiva.

A descrição de Dr. Bach

Aqueles que sofrem muito por serem incapazes de decidir entre duas coisas, ora consideram uma, ora consideram a outra. Em geral, são pessoas quietas, que carregam suas dificuldades sozinhas, pois não estão dispostas a discutir sobre elas com os demais. "Scleranthus caminha seguro de si próprio"
- Dr Edward Bach, 1934

Mustard



...É o remédio para a depressão e para a tristeza profunda que se aloja sem causa aparente, como se caída do céu.
As pessoas neste estado estão capazes de enumerar (e frequentemente enumeram) todas as razões pelas quais deveriam estar felizes e satisfeitas, porém tudo lhes parece cinzento e sem esperança.
Este floral dissipa as nuvens negras que se apoderam de nós para que possamos de novo apreciar a alegria e a paz de nossas vidas.



A descrição de Dr. Bach

Para aquelas pessoas que estão suscetíveis a períodos de melancolia e até de desespero, como se pairasse sobre elas uma nuvem escura que as encobre e esconde a luz e o prazer de viver. Pode não ser possível dar alguma razão ou explicação para tais crises. Sob tais condições, é quase impossível se mostrarem felizes ou animadas.
(https://www.bachcentre.com/pt/florais_bach/38/mustard.php)

Mais sobre o tema (TAB), querendo, leia o artigo:

TDAH, Bipolar, Agressividade e Depressão - o Coquetel de Psicotrópicos em Crianças - Uso off-label - Quem segura o que vem por aí?

Dr.Peter C. Gotzsche - Universidade de Copenhagen - Denmark - 
quando perguntado em uma de suas palestras sobre o que fazer para suspender os psicotrópicos. Ele disse:
"Eu nunca usaria nenhum deles em mim! Não teria coragem! Deve-se usar o mínimo possível. A caminhada é longa e os médicos precisam esclarecer os pacientes disso. É como a tentativa de parar de tomar drogas ilícitas!" 


Mais sobre os Florais de Bach:

Bate-papo sobre Florais de Bach - Encontrando as melhores essências para seu filho


Essência Larch - dissolve o sentimento de inferioridade e o medo do fracasso - e é um dos florais específicos para déficit de atenção.


 Marise Jalowitzki é educadora, escritora, blogueira e colunista. Palestrante Internacional, certificada pelo IFTDO - Institute of Federations of Training and Development, com sede na Virginia-USA. Especialista em Gestão de Recursos Humanos pela Fundação Getúlio Vargas. Criou e coordenou cursos de Formação de Facilitadores - níveis fundamental e master. Coordenou oficinas em congressos, eventos de desenvolvimento humano em instituições nacionais e internacionais, escolas, empresas, grupos de apoio, instituições hospitalares e religiosas por mais de duas décadas Autora de diversos livros, todos voltados ao desenvolvimento humano saudável. marisejalowitzki@gmail.com 

blogs:
www.compromissoconsciente.blogspot.com.br


LIVRO TDAH CRIANÇAS QUE DESAFIAM
Informações, esclarecimentos, denúncias, relatos e dicas práticas de como lidar 
Déficit de Atenção e Hiperatividade

domingo, 26 de fevereiro de 2017

Transtorno Bipolar ou apenas infância


Por Jacob Azerrad, Ph.D. - psicólogo clínico, em Lexington, Massachusetts.
Excerto em tradução livre por Marise Jalowitzki
26.fevereiro.2017

Crianças pré-escolares, algumas com apenas 2 anos de idade, estão sendo drogadas com poderosas drogas antipsicóticas não testadas. Os efeitos colaterais incluem tiques, salivação excessiva e incessante vontade de comer. Algumas crianças ganharam até 100 libras de peso e muitas vezes o quadro evolui e elas se tornam diabéticas. O que costumava ser chamado de "época dos dois primeiros anos terríveis" - que é quando a criança começa a contestar os limites que recebe dos pais, agora está sendo visto como os primeiros sinais de distúrbio mental!
Autoproclamados "especialistas" em criação de filhos, repetidamente desaconselham estes pais para não segurar, acalmar, confortar ou falar com uma criança que morde, bate, grita, joga ou quebra coisas, ignora ou recusa pedidos dos pais ou se comporta de maneiras desagradáveis, infantis. Muitos dos livros educativas mais populares estão cheios de tal absurdo, destituindo os pais da verdadeira missão que eles tem, que é educar e conduzir seus filhos. E cada vez mais os pais seguem este conselho, por pior que seus filhos se tornem.
O senso lógico comum e um caminhão de pesquisas contra argumentam solidamente estes 'aconselhamentos" de nada fazer para orientar e educar o filho. Os peritos estão ignorando o fato bem estabelecido que as crianças fazem o que é notado, que a atenção de adultos geralmente faz com que o comportamento (desejado ou indesejado) se torne mais provável de ocorrer (e não menos!) quando não é orientado. E, assim, o mau comportamento piora. Por qualquer coisa o filho grita, se atira no chão, bate ou se bate.
Quando o mau comportamento piora, os pais estão convencidos de que o mau comportamento é um sintoma de uma doença que "precisa" de reequilíbrio químico. Em seguida é dado à criança um diagnóstico, como Transtorno Bipolar Infantil e um punhado de medicamentos antipsicóticos perigosos.
O aumento do uso de antipsicóticos está diretamente ligada ao aumento da incidência de um determinado diagnóstico, o transtorno bipolar. Especialistas estimam que o número de crianças com este diagnóstico está agora mais de um milhão e está crescendo, tornando-se mais comum que autismo e diabetes combinados. Como tratamento, os médicos estão a administrar medicamentos que ainda têm de ser aprovados para as crianças. Os pais concordam em medicar suas crianças de dois anos com Risperdal para acalmar seus acessos de raiva, Trileptal para estabilizar os seus humores, e clonidina para ajudá-los a dormir.

Em 04 de setembro de 2007, The New York Times afirmou que os estudos nos anos 1970 e 80, concluíram que Transtorno Bipolar era raro em crianças, mas entre 1994 a 2003, houve um surpreendente aumento de 40 vezes no número de crianças diagnosticadas com transtorno bipolar . 

Em 19 de novembro de 2008, The New York Times informou que 31 crianças que foram diagnosticadas com Transtorno Bipolar Infantil, e que receberam como tratamento para suas birras, o medicamento Risperdal (Risperidona) para birras morreram, e 1176 sofreram graves efeitos colaterais.


Em um futuro não muito distante, a maioria das crianças da América estará usando algum tipo de droga, administrada com a finalidade supostamente altruísta de ajudá-los a "funcionar" de forma mais eficaz!
Segmentos industriais têm sido criados para fazer exames cerebrais em crianças com a finalidade de identificar aqueles que poderiam se tornar bipolar antes dos sintomas aparecerem.
Este é um crime contra a infância. Isso mina o papel parental tradicional que as crianças exigem desesperadamente: as crianças precisam de pais, e não pílulas!
Todas as crianças apresentam problemas de disciplina, isto é natural na fase de crscimento. Atualmente, porém, ao invés de ensiná-las e conduzi-las, elas recebem um diagnóstico que resulta em drogar crianças pequenas a um grau sem precedentes na nossa história. Praticamente nada se sabe sobre o impacto a longo prazo destes medicamentos em crianças. E ninguém parece se importar. Certamente não as empresas farmacêuticas empurrando essas drogas, nem os médicos que foram coagidos pela indústria farmacêutica e pais em pânico, consentindo para prescrevê-los.
Birras
Poderia a causa real, que é ser que a criança é, pela primeira vez, tornar-se auto-consciente e, exercendo a sua independência, dizer "Não" e "você não é meu chefe"? Poderiam elas ser simplesmente crianças com uma espinha dorsal que apenas quer crescer? Pelo sistema natural de vida, logo cedo, toda criança pequena, ao ouvir os primeiros "nãos" bem incisivos, ao ter sua independência restrita, descobre que tem na birra uma possível aliada para conseguir o que quer.
Poderiam os pais ver que se trata apenas de um serzinho saudável, se esforçando para ser mais adulto e independente, e, então, os pais orientá-lo e conduzi-lo? Ao invés disso, muitos pais apenas enxergam seu comportamento como o resultado de um problema que precisa de medicação...

O trabalho de um pai não é alimentar comportamentos negativos de um filho, deixando-o fazer o que quer, ou recebendo castigo físico por isso. O trabalho de um pai é mostrar, ensinar o que realmente significa ser independente no tempo certo e as estratégias corretas para chegar até lá. O compromisso do adulto é cuidar da integridade da criança e mostrar e ensinar a ela como lidar com a decepção com calma, e ter autocontrole, não bater, morder, ou jogar coisas com raiva.
Nossas crianças pré-escolares são muito jovens para saber se defender. Cabe aos pais dizer "Não às drogas" e ensinar a seus filhos que a vida é para ser aprendida aos poucos, ir lidando com a experiencia de cada dia e não acreditar que tudo se resume em uma pílula a ser engolida!
Jacob Azerrad, Ph.D. é um psicólogo clínico, na prática privada em Lexington, Massachusetts. Ele é o autor de "De Difícil a Delicioso em apenas 30 dias" (McGraw Hill) e "Qualquer um pode ter uma criança feliz" (Warner Books.)
Fonte: http://www.metrowestdailynews.com/x719609231/Azerrad-Childhood-bipolar-disorder-or-just-childhood


Link deste artigo, neste blog: 
http://tdahcriancasquedesafiam.blogspot.com.br/2017/02/transtorno-bipolar-ou-apenas-infancia.html

 Marise Jalowitzki é educadora, escritora, blogueira e colunista. Palestrante Internacional, certificada pelo IFTDO - Institute of Federations of Training and Development, com sede na Virginia-USA. Especialista em Gestão de Recursos Humanos pela Fundação Getúlio Vargas. Criou e coordenou cursos de Formação de Facilitadores - níveis fundamental e master. Coordenou oficinas em congressos, eventos de desenvolvimento humano em instituições nacionais e internacionais, escolas, empresas, grupos de apoio, instituições hospitalares e religiosas por mais de duas décadas Autora de diversos livros, todos voltados ao desenvolvimento humano saudável. marisejalowitzki@gmail.com 

blogs:
www.compromissoconsciente.blogspot.com.br 


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segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

Drogar crianças em idade pré-escolar - um crime contra a infância



Por Jacob Azerrad, Ph.D
tradução livre: Marise Jalowitzki
13.dezembro.2016

Desta vez, as vítimas são as  nossas crianças muito pequenas, na casa dos milhões. Hoje, para inocentes crianças a partir dos 2 anos, estão sendo prescritos medicamentos anti-psicóticos poderosos. Os efeitos colaterais incluem tiques, salivação excessiva, e incessante compulsão a comer. Algumas crianças ganharam até 100 libras ( o equivalente a 45kg!) e muitas vezes evoluem para se tornarem diabéticas.
Praticamente nada se sabe sobre o impacto a longo prazo destes medicamentos. E ninguém parece se importar. Certamente que não serão as empresas farmacêuticas a se importar, já que tudo que fazem é ficar empurrando essas drogas; nem os médicos que foram coagidos pela indústria farmacêutica e que estão colocando pais em pânico para que usem em seus filhos. O aumento no uso de anti-psicóticos está diretamente ligado ao aumento da incidência de um determinado diagnóstico, o transtorno bipolar. Especialistas estimam que o número de crianças com este diagnóstico está agora mais de um milhão e está crescendo, tornando-se mais comum em quadros de autismo e diabetes combinados. Para tratá-la, os médicos estão a administrar medicamentos que ainda têm de ser aprovados para as crianças. As mães são legalmente "autorizadas" a medicar suas crianças de dois anos com Risperdal-Risperidona (¹) para acalmar seus acessos de raiva, Trileptal-Oxcarbazepina (²) para estabilizar os seus humores, e clonidina -Atensina (³) para ajudá-los a dormir.

Esta não é a "velha história" sobre DDA ou TDAH e o uso de Ritalina ou outras drogas aprovadas e em uso desde a década de 1970. Não se trata de "ajudar" a criança agitada e que não consegue se concentrar em sua sala de aula na escola primária. (Ainda pior!*)Trata-se de dezenas de milhares de crianças de 3 e 4 anos, cheias de energia, com pique, saudáveis e normais e que só param quietas e vão sentar-se para assistir Mommy and Me.(¹) Trata-se daquelas crianças que já foram diagnosticadas com um novo e controverso diagnóstico: o Transtorno Bipolar na Infância.

Em 04 de setembro de 2007, The New York Times afirmou que os estudos nos anos 1970 e 80, concluíram que transtorno bipolar era raro em crianças, mas entre 1994 a 2003, houve um surpreendente aumento de 40 vezes no número de crianças diagnosticadas com transtorno bipolar!

Em um episódio de 2007 "60 Minutes", Katie Couric focou seu programa relatando sobre a curta vida de 4 anos de idade, da menina Rebecca Riley de Hull.   Diagnosticada com transtorno bipolar na idade de 28 meses, ela estava morta um ano depois de uma overdose de um coquetel de drogas psicotrópicas. 

Em um momento do episódio, Couric pede à mãe de Rebecca (que foi acusada de assassinato de sua filha) se ela achava que o comportamento de sua filha poderia ter sido normal. Que, na verdade, talvez Rebecca só estivesse exibindo um comportamento dos chamados "Comportamento dos Terríveis Dois Anos"... (²)
Em 19 de novembro de 2008, o New York Times informou que 31 crianças que foram diagnosticadas com Transtorno Bipolar Infantil e que receberam o medicamento Risperdal para birras morreram e 1.176 sofreram efeitos secundários graves.

Médico investigado 
Dr. Joseph Biederman, um proeminente psiquiatra infantil em Harvard, no Massachusetts General Hospital, e sua equipe são mais responsáveis ​​do que qualquer um por uma epidemia bipolar infantil varrendo a América (como nenhum outro país) em crianças de 2 anos, usando três a quatro drogas psiquiátricas. 
Biederman está sendo investigado por Iowa senador de Iowa, Charles Grassley, por não declarar mais de US $ 1 milhão de dólares por pagamentos recebidos de empresas farmacêuticas.
Em um artigo de 2008, o  Pediatra Dr. Lawrence Diller afirma: "A ciência de medicamentos psiquiátricos para crianças é tão insidiosa e a influência de Biederman é tão grande que basta ele mencionar apenas uma droga durante uma apresentação, que dezenas de milhares de crianças dentro de um ano ou dois vão acabar tomando essa droga ou combinação de drogas. A decisão baseia-se no marketing boca a boca entre os 7.000 psiquiatras infantis na América ."
A questão-chave é o uso indevido de rótulos diagnósticos psiquiátricos para explicar o mau comportamento em crianças. Isso resultou em drogar crianças pequenas a um grau sem precedentes na nossa história. Diagnosticar crianças de 2 anos de idade como bipolar, por exigir delas padrões adultos, é uma loucura.
O comportamento de uma crianças com 2 anos de idade é inquieto, a criança está cheia de curiosidade sobre tudo e qualquer coisa. A criança tem labilidade extraordinária em termos de emoções e cognições. Elas podem ficar muito aborrecidas, muito rapidamente, muito irritadas, muito deprimidas, porque suas emoções são tão fluidas, típico da idade. 
Crescer não é uma condição. Infância não é uma doença. 
As crianças agem e desafiam a autoridade e elas precisam de adultos para ensiná-las a lidar com sentimentos difíceis e lidar com a decepção de forma adequada.
Existem maneiras para os pais fazer isso, que são bastante eficazes e não envolvem drogas, mas estas maneiras exigem que os pais sejam os educadores e criar parcerias com os professores da escolinha. Nossas crianças pré-escolares são muito jovens para se defender. Cabe aos pais  dizer não às drogas e ensinar a seus filhos que a vida é para ser aprendida e experimentada, não apenas se limitar a engolir uma pílula. 

Os dois anos
Aos dois anos, a criança torna-se, pela primeira vez, auto-consciente e exerce a sua independência dizendo "não" e "você não manda em mim"! E quando essa independência é restrita, a criança descobre que com uma birra pode - provavelmente - conseguir o que quer.  Agora, porém, isto está sendo visto como primeiros sinais de transtorno mental! Na realidade, este comportamento precisa ser visto pelos pais e demais cuidadores como o resultado de uma tentativa saudável da criança, um esforço dela para ser mais adulta e independente, que não precisa de medicação.
Tais comportamentos são raramente o resultado de problemas de química do sangue. Os pais devem vê-los como um esforço saudável para a independência necessária. O desempenho do pai não é alimentar estes comportamentos negativosda criança e, sim, conversar muito, usar a "terapia da conversa", para ir ensinando a seu filho o que realmente significa ser adulto. Um adulto é cuidar, saber lidar com a decepção com calma, em oposição a ter acessos de raiva, e um adulto tem auto-controle, não bate, não morde (nem se morde), nem joga coisas com raiva. Exemplo e conversa.
Comportamentos indesejáveis
Muitos dos livros de educação infantil mais populares recomendam aos pais para manter-se firmes, acalmar, dar conforto e conversar com a criança que morde, grita, joga, quebra coisas, ou que se comporta de outras maneiras desagradáveis, infantis. 


O senso comum e um caminhão de pesquisa argumentam solidamente o uso destas práticas de aconselhamento, recomendações e exemplo dos adultos. No entanto, muitos especialistas parecem não ter conhecimento do fato bem estabelecido que o que a criança na verdade quer é ser notada e isto pode ser obtido sem comportamentos desagradáveis. Entretanto, como este equilíbrio no adulto deixa a desejar, o resultado acaba sendo um diagnóstico e, em seguida, muitas vezes, pílulas. A mais terrível das decisões.
Crianças precisam de pais, e não pílulas. Os pais precisam de novas ferramentas parentais. Temos que voltar a amar nossos filhos, mesmo que estejam a se comportar mal. Pílulas não podem ser vistos como  "consertos" rápidos, pois, embora estejam se tornando o caminho mais fácil, a quantidade de danos psíquicos, e a duração destes, são incalculáveis. 


Jacob Azerrad, Ph.D. é um psicólogo clínico, na prática privada em Lexington, Massachusetts. Ele é o autor de "De Difícil a Delicioso em apenas 30 dias" (McGraw Hill) e "Qualquer um pode ter uma criança feliz" (Warner Books).


*(observação da tradutora)
 (¹) Risperidona - Risperdal - é um neuroléptico - antipsicótico - Risperidona foi aprovada para tratamento de casos psicóticos em pacientes esquizofrênicos ou do espectro bipolar... Todo o demais é uso off label (fora do que foi aprovado pelos órgãos reguladores, isto é, não há pesquisas suficientes para comprovar a eficácia)... largamente usado no Brasil para agressividade, impulsividade, hiperatividade, tdah, asperger, autismo (inclusive em crianças com 2 anos de idade)!
(²) Trileptal - Oxcarbazepina – antiepiléptico, anticonvulsivante - não liberado pela ANVISA para tratamento de déficit de atenção
(³) Clonidina - Clonidin - Atensina – antidepressivo tricíclico - Derivado da imidazolina
(4) Mommy and Me - Mamãe e Eu - seriado TV
(5) Terrible Two's behavior - Comportamento dos Terríveis Dois Anos"... ( expressão bastante usual em inglês para explicar os comportamentos, especialmente de contestação, porque todas as crianças passam)

Texto original, completo: 
http://www.metrowestdailynews.com/x1602634540/Azerrad-Drugging-pre-school-children-A-crime-against-childhood 

Video: https://www.youtube.com/watch?v=BVaRi2RXDcsideo: https://www.youtube.com/watch?v=BVaRi2RXDcs

Link deste artigo: 
http://tdahcriancasquedesafiam.blogspot.com.br/2016/12/drogar-criancas-em-idade-pre-escolar-um.html

Sobre risperidona



Também pode ocorrer pelo uso de antidepressivos, tais como a fluoxetina (Prozac) e bupropion (Wellbutrin), bem como olanzapina (Zyprexa), outro antipsicótico

Indicado para tratar agressividade, impulsividade, hiperatividade, tdah, asperger e autismo, Risperidona é largamente usada no Brasil, sendo distribuída também gratuitamente pela rede pública (SUS). Seus efeitos colaterais nem sempre são esclarecidos aos pais. Em muitos países os processos se amontoam. Um rapaz nos EUA foi o primeiro a ser indenizado, por gynecomastia. Os casos onde as vítimas jovens passam por priapismo, ginecomastia, leukoderma e outros, muitas vezes definitivos, não são publicados no Brasil. No mínimo, não são facilmente encontrados pelo cidadão.
http://tdahcriancasquedesafiam.blogspot.com.br/2015/09/priaprismo-disfuncao-eretil-em-garoto.html




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