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sexta-feira, 28 de julho de 2017

JOGO DO SILÊNCIO, CONCENTRAÇÃO E RELAXAMENTO

Mais uma forma de auxiliar as crianças a sintonizar com suas emoções, a autorregular seu comportamento e ação. Muito bom! 



Melissa Diniz
Do UOL, em São Paulo
Quem acha que toda brincadeira infantil tem de ser barulhenta precisa conhecer o Jogo do Silêncio, atividade que estimula a criança a permanecer por um tempo –em geral, um minuto– sem fazer nenhum ruído, para que possa prestar atenção ao próprio corpo e ao ambiente ao redor.
Em um mundo cheio de estímulos sonoros, parece inacreditável que a proposta funcione, mas Paige P. Geiger, diretora do Centro de Educação Montessori de São Paulo, afirma que as crianças adoram participar da brincadeira, que traz benefícios como o aumento da concentração, da disciplina, da tranquilidade e do autocontrole.
“O senso comum parece acreditar que uma criança feliz seja necessariamente barulhenta e bagunceira, mas isso não é verdade. Quando convidamos as crianças ao silêncio, elas se sentem muito bem, pois percebem que são capazes de se controlar e de ouvir sons que antes não ouviam, e isso gera prazer.”
O jogo foi desenvolvido pela pedagoga italiana Maria Montessori, que, no século 20, criou um método educacional conhecido por valorizar a individualidade e a liberdade da criança e estimular suas percepções sensoriais e motoras.
“Maria Montessori gostava de experimentar e, certa vez, mostrou a seus alunos como era quieto um bebê de quatro meses, desafiando-os a fazerem o mesmo. O resultado foi bastante satisfatório e, desde então, a técnica vem sendo aplicada nas escolas que seguem sua linha pedagógica em diversos países do mundo.”
Segundo Paige, a reflexão e o silêncio estão muito presentes na filosofia montessoriana. “O jogo é praticado todos os dias, às vezes, mais de uma vez. Trata-se de um momento de paz e de reflexão, que contribui para a formação de um ser humano calmo, equilibrado e focado.”
A criança tem uma percepção temporal diferente do adulto, por isso a atividade, que lembra um exercício de meditação em menor escala, dura apenas um minuto. Durante esse período, elas podem permanecer de olhos fechados, se conseguirem, ou contemplando um objeto, como uma vela ou planta.
Paige diz que, no início, a atividade pode exigir algum esforço das crianças menores, mas logo elas se acostumam e passam a gostar. “É importante frisar que o exercício não é usado para acalmar a classe, muito menos como medida disciplinar. Trata-se de uma das diversas práticas realizadas em sala de aula. Há também o tempo de cantar e de se movimentar.”
Para dar início à atividade, os professores –ou mesmo os pais– podem usar uma placa na qual se lê a palavra silêncio. “As crianças vão se aquietando, sentam-se calmamente e passam a seguir os movimentos do adulto que pode, por exemplo, apontar algumas partes do corpo, para que os alunos treinem a consciência corporal. Depois de algum tempo, nós sussurramos cada nome para que se aproximem devagar, treinando sua percepção auditiva.”
Quando o exercício utiliza uma vela, após o sussurrar o nome da criança, ela pode assoprá-la, como acontece no vídeo acima.
Paige afirma que, em um primeiro momento, as crianças prestarão mais atenção ao próprio corpo, sentindo e entendendo seus movimentos. “Aquelas que já desenvolveram essa percepção, começam a sentir o ambiente externo.”

Assim que o jogo termina, as crianças experimentam uma sensação de bem-estar e relaxamento. “Com a prática, naturalmente, elas passam a fazer menos barulho em sala de aula e também em casa, além de demonstrarem grande respeito pelo ambiente e pelos outros.”
Veja também o video em: https://estilo.uol.com.br/gravidez-e-filhos/noticias/redacao/2016/02/23/jogo-do-silencio-ensina-criancas-a-terem-calma-e-concentracao.htm



sexta-feira, 27 de novembro de 2015

Atividades mamãe-bebê e a autorregulação em crianças



Para todas as crianças, hiperativas ou não, atividades lúdicas são tudo de bom e auxiliam na autorregulação da criança. Pais são tão parceiros quanto as mamães. (Observem a carinha atenta do baby!)


Pilates é uma delas.


Por Marise Jalowitzki
27.novembro.2015
http://tdahcriancasquedesafiam.blogspot.com.br/2015/11/atividades-mamae-bebe-e-autorregulacao.html


A autorregulação, também chamada de 'esforço de controle' é aquela capacidade que desenvolvemos em seguir regras, disciplinar a vontade, fazer as coisas que precisam ser feitas, conseguir não dizer as coisas de forma áspera, ou seja, a habilidade de se concentrar no foco e realizar uma ação concreta o mais assertivamente possível.

Quanto mais cedo aprendermos, melhor. E quanto mais este aprendizado acontecer de forma natural, interativa, prazerosa, melhor. 




O bebê tem muita dificuldade nisso e é notadamente no 3º ano de idade que começa a demonstrar o desenvolvimento de se autorregular, isto é, controlar impulsos (não berrar tanto, não bater tanto, não interromper os outros, saber esperar a sua vez, etc.). Isto pode e deve ser estimulado desde cedo pela mãe (e pai, sempre que possível) pois, quando feito com prazer, a autorregulação é exercitada com naturalidade e não apenas "porque mamãe - ou papai - mandou". 





A qualidade da relação afetiva, da interação entre a mãe, o pai e seu filhotinho vão fazer toda a diferença ao longo da infância, adolescencia e mesmo na maturidade. Ao invés de ordenar, apresentar a tarefa tipo "Eu estou mandando"... realizar atividades lúdicas como "O Mestre mandou", alternando os papéis, é tudo de bom e produzem níveis mais elevados do esforço de controle. 

Em um video que continua circulando, mamãe e bebê (que está aprendendo a engatinhar), realizam exercícios sincronizados lindos! Observem que, no início do video, o pequeno segue o que a mãe faz (inclusive olha para trás, para ver o movimento das pernas e imitar). Depois, há momentos em que ele toma a iniciativa e a mãe o segue. Alternam-se os papéis. Parceria-Amor. 



A identificação, em atividades conjuntas, constitui mais
um reforço à autoestima


"Embora quase todas as crianças apresentem grandes progressos em relação ao esforço de controle – e, consequentemente, em sua autorregulação – ao longo dos primeiros cinco anos de vida, há grandes diferenças individuais. Como comprovado por outros aspectos do temperamento, acredita-se que diferenças individuais de esforço de controle ocorrem por fatores biológicos – fatores hereditários e constitucionais, tais como o ambiente pré-natal – e por influências ambientais – por exemplo, atendimento pré-natal –, e podem ser afetadas por influencias ambientais também durante a infância. Acredita-se que o esforço de controle envolva capacidade de atenção executiva e pode estar vinculado à atividade no giro anterior do cíngulo (parte do sistema límbico no cérebro). Foi demonstrado que o esforço de controle, como parte da atenção executiva, está envolvido no controle voluntário de pensamentos e sentimentos, na resolução de conflitos em relação a informações discrepantes, na correção de erros e no planejamento de novas ações." (Posner MI, Rothbart MK. Attention, self-regulation and consciousness. Philosophical transactions of the Royal Society of London Series B-Biological Sciences 1998;353(1377):1915-1927.)



Autorregulação é assim!
Disciplina e entretenimento = Saúde!
Para assistir o video, clique: https://www.facebook.com/MamaeFitnesss/videos/1030319550345876/
7.793.984 visualizações


Diferenças individuais no esforço de controle, que surgem durante os primeiros cinco anos de vida, foram associadas a níveis mais altos de ajustamento, competencia social, obediencia adequada e consciencia, simultanea e posteriormente.

Implicações
"Os períodos de 1 a 3 anos de idade e pré-escolar constituem um momento no qual o esforço para controlar o temperamento surge rapidamente e fornece a base para o desenvolvimento da auto-regulação, que é essencial, uma vez que afeta a  qualidade das interações sociais da criança e sua capacidade de aprendizagem. Uma vez que se espera cada vez mais que a criança apresente auto-regulação ao longo de seu processo de crescimento, os adultos tendem a reagir negativamente a crianças que não desenvolveram níveis normativos de auto-regulação.

Embora diferenças individuais sejam parcialmente atribuídas à hereditariedade, é provável que os indivíduos responsáveis pela socialização da criança possam influenciar o desenvolvimento de seu esforço de controle. Uma vez que a qualidade das práticas parentais está associada a níveis mais elevados do esforço de controle, é importante que pais e outros cuidadores sejam estimulados a interagir com a criança de forma a favorecer o desenvolvimento desse tipo de controle. De fato, a relação entre o estilo das práticas parentais e uma gama de resultados do desenvolvimento é provavelmente causada, em parte, pelos efeitos dessas práticas sobre a auto-regulação das crianças. Devido à relação entre esforço de controle e desenvolvimento psicológico e sócio-emocional saudável, os provedores de serviços e os formuladores de políticas deveriam implementar procedimentos que favoreçam práticas parentais apoiadoras e interações entre professor e criança." (Eisenberg Nancy, Cumberland A, Spinrad TL. Parental socialization of emotion.  Psychological Inquiry1998;9(4):241-273.)
(As citações 'entre-aspas' integram uma pesquisa financiada pelo NIDA-National Institute on Drug Abuse e pelo NIH-National Institute of Health. Correspondências relativas deverão ser endereçadas a Dra. Nancy Eisenberg: Psychology, Arizona State University, Tempe, AZ 85287-1104. nancy.eisenberg@asu.edu - Enciclopedia Criança)




A vida está plena de compromissos e cláusulas. Mesmo que não se concorde com todo esse engessamento social é preciso ensinar aos pequenos a melhor forma de cumprir o instituído-necessário. 

Proporcionar o encontro com as satisfações dentro de um contexto não desejado pela criança é auxiliá-la na resiliência (capacidade para enfrentar, lidar e superar conflitos), fator imprescindível para viver bem, afastando, inclusive, males como sensação de fracasso, diminuição da auto estima, stress e até depressão. 

Coisa que acomete cada vez mais as crianças de hoje, especialmente por não verem perspectivas de uma vida mais plena.


Para saber mais:













Por Marise Jalowitzki
http://compromissoconsciente.blogspot.com.br/2015/05/as-cinco-etapas-emocionais-de-criancas.html















O monitoramento do quadro
é mais uma ação necessária




http://compromissoconsciente.blogspot.com.br/2015/04/tdah-e-acordos-quadro-de-tarefas-perdas.html











 Marise Jalowitzki é educadora, escritora, blogueira e colunista. Palestrante Internacional, certificada pelo IFTDO - Institute of Federations of Training and Development, com sede na Virginia-USA. Especialista em Gestão de Recursos Humanos pela Fundação Getúlio Vargas. Criou e coordenou cursos de Formação de Facilitadores - níveis fundamental e master. Coordenou oficinas em congressos, eventos de desenvolvimento humano em instituições nacionais e internacionais, escolas, empresas, grupos de apoio, instituições hospitalares e religiosas por mais de duas décadas Autora de diversos livros, todos voltados ao desenvolvimento humano saudável. marisejalowitzki@gmail.com 



LIVRO TDAH CRIANÇAS QUE DESAFIAM
Informações, esclarecimentos, denúncias, relatos e  dicas práticas de como lidar 
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Contra o uso indiscriminado de metilfenidato - Ritalina, Ritalina LA, Concerta



http://tdahcriancasquedesafiam.blogspot.com.br/

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