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terça-feira, 8 de agosto de 2017

TDAH, TOD e outros transtornos - Qual das Terapias Integrativas é mais aconselhável





Uma mãe pergunta qual das terapias integrativas seria aconselhável a uma criança de 5 anos.
Depende tanto da criança, da forma como ela se manifesta, como se relaciona, as respostas que tem ao contato de outra pessoa.
O Reiki costuma não tocar no corpo, só emite a energia (embora haja reikianos que colocam as mãos sobre determinadas áreas). Esta terapia é bastante indicad, especialmente nos casos de crianças inquietas. Integrando o Grupo TDAH CRIANÇAS QUE DESAFIAM (facebook) temos a Kamila Lopes, por exemplo, que faz um trabalho primoroso. Troquem figurinhas.
Terapia Crânio Sacral, aqui no grupo temos a Anna Paula Moreira que já fez maravilhas em um garoto filho de uma mamãe que também participa deste grupo. O menino é mais quieto, gentil, querido, não ofensor (por isso, também alvo de bullying).
Barra de Access é mais recente (no meu conhecimento). Temos a Marta Coronado, que, inclusive, está elaborando um artigo para publicar no blog e divulgar também aqui. São 32 pontos.
Pessoalmente, como tenho formação em kinesiocromoterapia e Do-In, muito apliquei (e aplico) em nosso círculo familiar - relaxamento e ativação. Efeitos imediatos.
Há crianças que respondem maravilhosamente com música, com desenhos, pinturas. No Grupo temos o arteterapeuta e psicopedagogo Edson Damiao que obtêm um resultado efetivo oportunizando para as crianças esta livre expressão.
Já assisti terapias com Meditação e Yoga com crianças MUITO hiperativas, sessões que começavam com muito agito, dança, pulos e, aos poucos, foram sendo conduzidas para movimentos mais brandos (ainda desafiantes, corporeamente falando) até que, por fim, ficavam quietinhas, meditando como vemos nas fotos.  Aqui no Grupo temos Hilarion Terapias YogaClarissa Krpá, entre outros.
Escotismo, natação, andar de bicicleta em grupo, aulas de circo, também são atividades que dão super certo.
Enfim, a Relação é extensa e TUDO é MUITO válido, tem de experimentar. Sempre levando em consideração o Bem Estar e as tendências individuais da criança. 
Bjs e Felicidades!
Marise Jalowitzki
Fundadora e uma das moderadores do Grupo TDAH CRIANÇAS QUE DESAFIAM
(Livro, Blog, Grupo e Página de igual título)






"Muitas crianças de hoje possuem, consciente ou subconscientemente, a noção clara de que o mundo que lhes é oferecido está cheio de graves incoerências e suas respostas a tudo isso se refletem em desatenção, em evasão, em tentar levar os outros para brincadeiras, tornando-se inconvenientes, desviando o foco da “chatice”, em casa ou em sala de aula, em uma situação de ensino que não lhes chama a atenção, onde não encontram significado nem utilidade. Apropriar-se do conhecimento para que, se não enxergam onde e como utilizá-lo? Sequer o assimilam!  

Desde sempre coisas desse teor já foram ditas e sentidas, só que se antes, em alguns casos, as instituições conseguiam abafar os mais irreverentes pela palmatória e outros castigos e exposições humilhantes, agora, com a legislação considerando a agressão infantil como crime (felizmente!), os adultos, na maioria sempre intolerantes e impacientes, procuram outra forma de silenciar as inssurreições, as desobediências: uma pílula, a Ritalina ou Concerta! Há uns trinta anos era o Gardenal. Tive uma colega de trabalho que tinha os olhos enormes, saltados (efeito colateral) e muita mágoa na alma pelo que fizeram com ela. As saídas pérfidas estão aí, há muito tempo, só que agora a sede por dinheiro, a ganância, fez com que alguns ramos da indústria farmacêutica aumentassem o fomento ao consumo, incluindo campanhas dentro das escolas, fazendo com que milhares e milhares de crianças entrassem nesta rota de fuga da realidade.

É hora de rever. De parar. De pensar nas consequências. De trazer mais felicidade para a vida de todos. De otimizar relações de convívio, seja em casa, escola, igreja, comunidade. De reinventar a maneira como se faz Educação. De ampliar conceitos de inclusão e convívio com as diferenças, temas tão alardeados por todos e ainda tão longe de ser uma prática.

Está aqui uma proposta para se debruçar sobre um cenário integrativo, que objetiva evidenciar que as diferenças entre os seres humanos existem para somar, nunca para dividir, que dirá, segregar ou excluir. A dicotomia presente em cada um de nós, onde, de um lado, queremos ser um “igual” conforme os ditames da pressão social, ser um “normal“ – obediente às normas e, assim, sentir-se integrado e incluído em determinados grupos (família, escola, amigos, trabalho, comunidade, etc.); e, por outro lado, e ao mesmo tempo, fazer “de um tudo” para ser (o que naturalmente somos): único, especial, diferente. Essa tentativa de querer mostrar que é único e diferente fica ainda mais forte entre os jovens e se manifesta no jeito especial de falar, a criação de “idiomas” específicos na Internet, gírias que mudam frequentemente, toques exclusivos nas roupas, o corte de cabelo, um estilo próprio de agir, a procura de um hobby radical ou atividade laboral; tudo leva para a diferenciação e o ineditismo. A procura e a conexão com o EU. Então, como assim, querer trabalhar a mente de uma criança para que ela se debruce sem questionar, nem ver mais nada, e apenas faça o seu dever de casa, sente direitinho, coma de um jeito educado, fale baixo e não transmita nada que possa ser interpretado com fora-da-casinha? Todas as invenções e inovações aconteceram quando alguém conseguiu olhar além da moldura!

Os distúrbios conhecidos como DDA (Déficit De Atenção), DDAH (Déficit De Atenção e Hiperatividade), agora tudo incluído como TDAH (Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade) constam na lista de doenças mentais (ver capítulo sobre DSM e OMS), o tarja preta à base de metilfenidato (no Brasil comercializado como Ritalina, Ritalina LA e Concerta). A divulgação ampla dos efeitos, advertências, riscos e alternativas de tratamento é necessária e premente. Duas correntes igualmente fortes atuam concomitantemente: de um lado, especialistas que defendem e incentivam o uso do fármaco; de outro, especialistas e institutos de saúde internacionalmente reconhecidos pela sua idoneidade e ética afirmam que os possíveis (e irreversíveis) danos que os efeitos colaterais podem conferir precisam ser mencionados aos pais ANTES da administração em crianças e adolescentes. E que haja criteriosa avaliação sobre os diagnósticos já emitidos.

É preciso rever, com seriedade e determinação, qual a sociedade que queremos, qual o mundo que vamos deixar para nossos filhos e netos e mais além, antes que tenhamos [des]construído uma sociedade que veio para nascer, viver, ser feliz, imortalizar-se (através da concepção) e morrer.  Uma humanidade robotizada e subserviente a alguns, é isso que desejamos? A chamada “Pílula da Obediência” está em xeque." (Livro TDAH CRIANÇAS QUE DESAFIAM - pág 14)

Felizmente. 



 Marise Jalowitzki é educadora, escritora, blogueira e colunista. Palestrante Internacional, certificada pelo IFTDO - Institute of Federations of Training and Development, com sede na Virginia-USA. Especialista em Gestão de Recursos Humanos pela Fundação Getúlio Vargas. Criou e coordenou cursos de Formação de Facilitadores - níveis fundamental e master. Coordenou oficinas em congressos, eventos de desenvolvimento humano em instituições nacionais e internacionais, escolas, empresas, grupos de apoio, instituições hospitalares e religiosas por mais de duas décadas Autora de diversos livros, todos voltados ao desenvolvimento humano saudável. marisejalowitzki@gmail.com - Mãe e avó.
blogs:
www.compromissoconsciente.blogspot.com.br


LIVRO TDAH CRIANÇAS QUE DESAFIAM

Informações, esclarecimentos, denúncias, relatos e dicas práticas de como lidar 
Déficit de Atenção e Hiperatividade

quinta-feira, 24 de novembro de 2016

Avalanche medicamentosa devido a transtornos neurológicos e mentais e uso de substâncias arrasa dados econômicos mundiais e alerta ONU

Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas 2015-30

Meditação, Yoga, Reiki, caminhadas ao ar livre, boa qualidade de sono, alimentação saudável, fazer o que gosta. Tudo são ajudas de melhoria. Cuidado com promessas de curas. Importante é manter o menos de stress possível, viver o mais tranquilamente possível, aprender a gerenciar conflitos, aprender a valorizar o que se tem, se importar menos com o que dizem os outros. Acreditar mais em si. Apostar em seu taco!






Marise Jalowitzki

Bem sabemos que a escalada de doenças mentais é enorme. Em todo o mundo, os investimentos em saúde mental são muito escassos, segundo dados de WHO's Mental Health Atlas 2014 (Guia de Saúde Mental 2014), levantamento da OMS. E geralmente apenas no campo da medicação (psicotrópicos alopáticos) e, quando necessário, afastamentos do trabalho e internações hospitalares. 

O tempo passa e o consumo de medicação psicotrópica alopática parece ser a única intervenção a aumentar!

O relatório publicado pela ONU em abril de 2016 analisou o impacto econômico dos transtornos mentais e incide especificamente sobre depressão e transtornos de ansiedade, como sendo essas as doenças mentais mais comuns. A taxa de prevalência global de transtornos de ansiedade é de 7,3%. Para a depressão é de 3,2% para os homens e 5,5% para as mulheres. Os resultados são interessantes - o relatório conclui que, em geral, para cada dólar gasto em tratamento de doença mental em pessoas com mais de quinze anos de idade, $ 2.30 a $ 3,00 são criados na produtividade.

"A OMS sugere que a maioria dos países de baixa renda e de renda média gasta menos de US $ 2 por ano por pessoa no tratamento e prevenção de transtornos mentais em comparação com uma média de mais de US $ 50 em países de alta renda . Como resultado deste investimento limitado em saúde mental pública, existe uma diferença substancial entre a necessidade de tratamento e sua disponibilidade. Esta grande diferença de tratamento afeta não apenas a saúde e bem-estar das pessoas com transtornos mentais e suas famílias, mas também tem consequências inevitáveis para empregadores e governos, como resultado da diminuição da produtividade no trabalho, taxas reduzidas de participação laboral, as receitas fiscais perdidas, e aumento de despesas em saúde e outras despesas de bem-estar. Achados de diversos estudos nacionais e internacionais têm mostrado o enorme desafio económico que esses transtornos representam para as comunidades e sociedade em geral como resultado de oportunidades de produção e consumo não recebidas, bem como as despesas de saúde e assistência social. 


"Em 2010, em todo o mundo, estima-se que houve uma perda de produção entre US $ 2,5 a 8,5 trilhões, atribuída a desordens mentais e neurológicas e ao uso de substâncias (legais e ilegais), dependendo do método de avaliação utilizado." 

"Esta soma é esperada para quase dobrar até 2030, se uma resposta acertada não for montada.  Diante dessa preocupação, a promoção da saúde mental e bem-estar foram explicitamente incluídas nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas 2015-30." 

Direitos Humanos


Paul Summergrad, MD, da Faculdade de Medicina da Universidade de Tufts, em Boston, Massachusetts, observou que a reunião conjunta da OMS / Banco Mundial representa "um passo inicial muito importante, mas apenas um predicado para a ação ousada e muito necessária . "O estudo Chisholm traz o rigor ao caso econômico, mas há muitas outras razões importantes para considerar o aumento do investimento na saúde mental global, entre as quais a justiça, a equidade, os direitos humanos e a redução do sofrimento."

Os benefícios econômicos e sociais de uma boa saúde mental incluem tanto seu valor intrínseco (melhoria da saúde mental e bem-estar) e também o seu valor instrumental, em termos de ser capaz de formar e manter relacionamentos, trabalhar ou prosseguir interesses de lazer, e para tomar decisões em seu dia a dia. Para avaliar o valor desses benefícios, primeiro o estudo estimou a população em necessidade em cada país, em seguida, estabeleceu os efeitos sobre a saúde da cobertura ampliada da intervenção eficaz e, finalmente, calculou o efeito económico da melhoria dos resultados de saúde mental em termos de participação de trabalho reforçada e produtividade

Foram excluídos os estudos em adolescentes, crianças e pacientes internados, e os ensaios de manutenção.  (The Lancet Psycriatryc 16,abril.2016)

Tudo isto justifica maior investimento em prevenção e tratamento e é o que pretende a ONU.


Já sabemos que apenas usar psicotrópicos bem pouco vai ajudar (quando não deixar as coisas ainda piores, em médio e longo prazo )... O que VOCÊ está fazendo para melhorar a SUA qualidade de Vida, proporcionar mais Tranquilidade e Bem Estar a si e aos seus, ao entorno?? Esta é, também, uma Ação e Decisão de todos nós!!! Não adianta só esperar que se promulguem leis!!!
Dicas de Harvard:

boosters (impulsionadores) de memória instantâneas

Você não tem que ir a uma clínica especial para começar a trabalhar no sentido de impulsionar seu cérebro e aumentar a sua memória. Experimente estes truques para lembrar:
  • Nomes. Quando você conhece alguém, associar o nome com uma imagem. Em seguida, use o nome da pessoa na conversa.
  • Onde você coloca as coisas. Sempre coloque itens do cotidiano, como chaves e óculos, nos mesmos lugares. Para outros, dizer em voz alta onde colocá-los.
  • Coisas que as pessoas lhe dizem. Peça que a pessoa fale devagar, para que possa concentrar-se melhor; repita para si mesmo o que a pessoa disse, e pense sobre o seu significado.
Para obter mais dicas, confira o Relatório sobre a Saúde Especial Harvard melhorar a memória ( www.health.harvard.edu/IM ).

As práticas Integrativas 

A OMS - Organização Mundial de Saúde recomenda também o uso das outras medicinas, que os governos dos paises-membros formulem políticas públicas "visando a integração de sistemas médicos complexos e recursos terapêuticos". (http://dab.saude.gov.br/portaldab/pnpic.php)


"O campo das práticas integrativas e complementares contempla sistemas médicos complexos e recursos terapêuticos, os quais são também denominados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) de medicina tradicional e complementar/alternativa (MT/MCA). 

Tais sistemas e recursos envolvem abordagens que buscam estimular os mecanismos naturais de prevenção de agravos e recuperação da saúde por meio de tecnologias eficazes e seguras, com ênfase na escuta acolhedora, no desenvolvimento do vínculo terapêutico e na integração do ser humano com o meio ambiente e a sociedade. Outros pontos compartilhados pelas diversas abordagens abrangidas nesse campo são a visão ampliada do processo saúde-doença e a promoção global do cuidado humano, especialmente do autocuidado.

Com a publicação da Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC)a homeopatia, as plantas medicinais e fitoterápicas, a medicina tradicional chinesa/acupuntura, a medicina antroposófica e o termalismo social-crenoterapia foram institucionalizados no Sistema Único de Saúde (SUS).
(...)
Assim, a Política Nacional de Atenção Básica preconiza que esse nível de atenção considera o sujeito em sua singularidade e inserção sociocultural, buscando produzir a atenção integral." (http://dab.saude.gov.br/portaldab/ape_pic.php)

Meditar ou tai chi pode aumentar a capacidade do cérebro para alternar entre diferentes tarefas. 
Image: Michael Carroll Fotografia / Thinkstock

Exercícios para o cérebro

Pode uma rotina de exercícios realmente ajudar a manter seus "músculos" mentais em boa forma?

(...)
Um programa típico para potencializar aptidão do cérebro incorpora o seguinte.
O exercício físico. "O exercício aumenta a atividade em regiões do cérebro que têm a ver com a função executiva e de memória e promove o crescimento de novas células cerebrais. Mas a maioria de nós não trabalha duro o suficiente para perceber o benefício. Você tem que empurrar-se e exige dedicação, monitorando sua freqüência cardíaca para uma determinada zona. é um ritmo cardíaco diferente para todos, e nós o supervisionamos ",  diz o neurologista Dr. Alvaro Pascual-Leone, diretor do Programa de cérebro Fit em Harvard-filiados Beth Israel Deaconess Medical Center..
Treinamento cognitivo. Este é o exercício de suas habilidades de pensamento que usa computador ou jogos de vídeo e empurra-o para afiar seus tempos de resposta e atenção. Funciona? "Estudos têm sido mistos. É difícil demonstrar que as áreas cerebrais melhoram apenas em um jogo, traduzindo para as atividades diárias", diz o Dr. Kirk Daffner, neurologista e editor médico da melhoria da memória Harvard Health Report especial.  "Sair-se bem em um jogo de computador não significa que você está melhorando. Se você fizer uma coisa, muitas vezes, você vai ficar melhor nesta uma coisa. Mas você quer ficar melhor na atividade diária, não apenas na clínica. Então ´é preciso conjugar as práticas", adverte Dr. Pascual-Leone.
Nutrição. Trata-se de uma consulta com um nutricionista para levar as pessoas em uma dieta mediterrânia, que parece promover a saúde do cérebro e diminuir o risco de desenvolver problemas de memória. A dieta apresenta grãos integrais, frutas e vegetais e gorduras saudáveis a partir de peixe (não contaminado), nozes e óleos. Adaptando a ingestão de calorias. "Há uma boa quantidade de pesquisas que sugerem que não comer o suficiente é ruim para o corpo e cérebro, mas comer em excesso também é uma coisa ruim. Assim, parece que comer tão pouco quanto possível para manter um peso saudável pode ajudar com a cognição", diz Dr. Pascual-Leone.
Sono melhor. "Pouco sono, ou sono de pouca qualidade pode prejudicar a cognição. A restauração do sono pode ajudar", diz Dr. Daffner. Programas de fitness do cérebro normalmente verificam se há causas subjacentes da perda de sono, como um efeito colateral de medicamentos, apneia do sono (quando uma das vias respiratórias bloqueadas durante o sono faz com que você pare de respirar periodicamente), ou uma bexiga hiperativa que interrompe o sono para várias idas ao banheiro.
Meditação. "A meditação ou exercícios como tai chi parece aumentar uma coisa chamada reserva cognitiva", diz Dr. Pascual-Leone. Essa é a capacidade do cérebro para alternar entre diferentes tarefas, alocar recursos e lidar com estressores inesperados de uma forma que nos torna mais capazes de lidar com a vida do dia a dia. "O aumento da reserva cognitiva pode permitir que o cérebro lide melhor com outros problemas neurológicos", diz Dr. Daffner.

Encontrar um programa

Hospitais e centros de pesquisa oferecem programas de aptidão do cérebro, e assim também ocorre em consultórios particulares. 


Meditação, Yoga, Reiki, caminhadas ao ar livre, boa qualidade de sono, alimentação saudável, fazer o que gosta. Tudo são ajudas de melhoria. Cuidado com promessas de curas. Importante é manter o menos de stress possível, viver o mais tranquilamente possível, aprender a gerenciar conflitos, aprender a valorizar o que se tem, se importar menos com o que dizem os outros. Acreditar mais em si, Apostar em seu taco!

Link deste artigo: http://tdahcriancasquedesafiam.blogspot.com.br/2016/11/avalanche-medicamentosa-devido.html


Querendo, veja também o artigo completo sobre o estudo publicado em: The Lancet Psycriatryc 16,abril.2016
http://www.thelancet.com/journals/lanpsy/article/PIIS2215-0366(16)30024-4/fulltext
Declaração de interesses Declaramos interesses conflitantes (Título do Artigo: O aumento do tratamento da depressão e ansiedade: um retorno global sobre análise de investimentos)
Bloom, DE, Cafiero, E, Jané-Llopis, E et al. The global economic burden of noncommunicable diseases. World Economic Forum, Geneva; 2011
·         View in Article

United Nations. Transforming our world: the 2030 agenda for sustainable development. United Nations, New York; 2015

·         View in Article 


(Tradução livre: Marise Jalowitzki)


 Marise Jalowitzki é educadora, escritora, blogueira e colunista. Palestrante Internacional, certificada pelo IFTDO - Institute of Federations of Training and Development, com sede na Virginia-USA. Especialista em Gestão de Recursos Humanos pela Fundação Getúlio Vargas. Criou e coordenou cursos de Formação de Facilitadores - níveis fundamental e master. Coordenou oficinas em congressos, eventos de desenvolvimento humano em instituições nacionais e internacionais, escolas, empresas, grupos de apoio, instituições hospitalares e religiosas por mais de duas décadas Autora de diversos livros, todos voltados ao desenvolvimento humano saudável. marisejalowitzki@gmail.com 

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quinta-feira, 8 de setembro de 2016

Meditação não apenas reduz estresse, ela muda o seu cérebro, diz neurocientista de Harvard

Que diferença fez em sua vida? "Tenho feito isso por 20 anos, então tem uma influência profunda em minha vida. Dá muito “chão” (ancoragem). Reduz o estresse.  Me ajuda a pensar mais claramente. É maravilhoso para interações interpessoais. Tenho mais empatia e compaixão pelas pessoas." (Sara Lazar, neurocientista)



"Muitas experiências e estudos científicos demonstram que práticas de meditação e atenção plena podem levar a um aprimoramento do equilíbrio subjetivo, ampliação do foco decisório, diminuição do estresse e melhoria dos níveis de atenção, aprendizagem e relacionamento, entre outros benefícios. Com a popularização destes conhecimentos, aos poucos, as técnicas vão adentrando diversos setores da sociedade, entre eles as escolas.

Mente Viva

“As crianças vivem o aqui agora de uma forma muito mais intensa do que nós e em algum momento, isso se perde, se transforma. O desenvolvimento faz com que incorporemos estratégias cognitivas mais avançadas e assim vamos perdendo essas características tão presentes na infância. Implementar a meditação mindfulness é uma tentativa de preservar essa qualidade”, conta a psicóloga Lucianne Valdivia, coordenadora do programa Mente Viva, que tem como meta principal promover um convívio mais humanizado e afetivo nas diferentes relações sociais. 
São mais de 254 escolas associadas em diversos estados do Brasil e em outros países, como Espanha e Portugal, com mais de 40 mil crianças, adolescentes e professores participando dos programas de meditação. Desse universo, cerca de 12 mil meditam diariamente. A metodologia utilizada é inspirada na meditação transcendental, na qual cada criança se concentra na respiração e utiliza as seguintes frases como “mantra”: eu estou em paz; minha família e meus amigos estão em paz; minha escola está em paz; meu bairro está em paz, e minha cidade está em paz." (NAMU - http://www.namu.com.br/materias/meditacao-conquista-escolas-brasileiras)
Na entrevista a seguir, a neurocientista Sara Lazar, do Hospital Geral de Massachusetts e da Escola de Medicina de Harvard, divulga que a meditação pode, literalmente, mudar seu cérebro. 


publicado neste blog em 08.setembro.2016

Ela explica:

Porque você começou a prestar atenção para a meditação, atenção plena e o cérebro?

Eu e uma amiga estávamos treinando para a maratona de Boston. Tive algumas lesões por esforço e procurei um fisioterapeuta, que me disse para parar de correr e apenas fazer alongamentos. Então comecei a praticar ioga como forma de fisioterapia. Percebi que era muito poderoso, que eu tinha benefícios reais, então fiquei interessada em saber como funcionava.
A professora de ioga usou de vários argumentos, dizendo que a ioga iria aumentar a compaixão e abrir o coração. E eu pensei: “ok,ok,ok, estou aqui para alongar”. Mas comecei a perceber que eu estava mais calma. Estava mais apta a lidar com situações mais difíceis. Estava mais compassiva e com o coração mais aberto, e capaz de ver as coisas pelo ponto de vista dos outros.
Pensei, talvez fosse apenas uma resposta placebo. Mas então fiz uma pesquisa bibliográfica da ciência, e vi evidências de que a meditação havia sido associada à diminuição do estresse, da depressão, ansiedade, dor e insônia, e ao aumento da qualidade de vida.
A essa altura, estava fazendo meu PhD em biologia molecular. Então simplesmente resolvi mudar e comecei a fazer essa pesquisa como um pós- doutorado.

Sara Lazar foi uma das primeiras cientistas a aceitar as subjetivas reinvindicações a respeito dos benefícios da meditação e atenção plena e a testa-los com o uso de tomógrafos computadorizados.

Como você fez essa pesquisa?

O Primeiro estudo avaliou meditadores de longa data versus um grupo controle. Descobrimos que os meditadores de longa data tem a massa cinzenta aumentada na região da ínsula e regiões sensoriais do córtex auditivo e o sensorial. O que faz sentido. Quando você tem atenção plena, você está prestando atenção à sua respiração, aos sons, a experiência do momento presente, e fechando as portas da cognição. É lógico que seus sentidos sejam ampliados.
Também descobrimos que eles tem mais massa cinzenta no córtex frontal, o que é associado à memória de trabalho e a tomada de decisões administrativas.
Já está provado que nosso córtex encolhe à medida que envelhecemos – se torna mais difícil entender as coisas e se lembrar das coisas. Mas nessa região do córtex pré-frontal, meditadores com 50 anos de idade tinham a mesma quantidade de massa cinzenta que pessoas de 25 anos.
Então a primeira pergunta foi, bem, talvez as pessoas com mais massa cinzenta no estudo já tivessem mais massa cinzenta antes de terem começado a meditar. Então fizemos um segundo estudo.
Pegamos pessoas que nunca tinham meditado antes, e colocamos um grupo deles em um programa de oito semanas de atenção plena com foco na redução de estresse.

O que você descobriu?

Descobrimos diferenças no volume do cérebro depois de oito semanas em cinco regiões diferentes dos cérebros dos dois grupos. No grupo que aprendeu meditação, encontramos um aumento do volume em quatro regiões:
  1. A diferença principal encontramos no giro cingulado posterior, o qual está relacionado às lembranças e auto- regulação.
  2. O hipocampo da esquerda, o qual dá suporte ao aprendizado, cognição, memória e regulação emocional.
  3. A junção temporoparietal, ou JTP, à qual está associada a tomada de decisões, empatia e compaixão.
  4. Uma área do tronco do cérebro chamada de Ponte, onde muitos neurotransmissores reguladores são produzidos.
amigdala, a parte do cérebro responsável pelo instinto de ataque ou fuga, e que é importante nos aspectos da ansiedade, medo e estresse em geral. Essa área ficou menor no grupo que participou do programa de oito semanas de atenção plena com foco na redução de estresse.
A alteração na amigdala também foi associada a uma redução nos níveis de estresse.

Por quanto tempo alguém precisa meditar até que comece a ver mudanças no seu cérebro?

Nossos dados mostram mudanças no cérebro após apenas oito semanas. Em um programa de atenção plena com foco na redução de estresse, nossos pesquisados participaram de uma aula por semana. Eles receberam uma gravação e foram solicitados a praticar por 40 minutos por dia em casa. E foi assim.

Então, 40 minutos por dia?

Bem, foi altamente variável no estudo. Algumas pessoas praticaram 40 minutos todos os dias. Algumas praticaram menos. Algumas apenas umas duas vezes na semana.
No meu estudo, a média foi de 27 minutos por dia. Ou em torno de meia hora por dia.
Ainda não existem dados suficientes sobre quanto alguém precise praticar para se beneficiar.
Professores de meditação lhe dirão, apesar de não existir absolutamente nenhuma base científica para isso, que comentários de estudantes sugerem que 10 minutos por dia podem trazer benefícios subjetivos. Ainda precisamos testar.
Nós estamos apenas começando um estudo que, com grande esperança, nos permitirá acessar quais são os significados funcionais dessas mudanças. Estudos de outros cientistas mostraram que a meditação pode melhorar a atenção e a habilidade de regular a emoção. Mas a maioria dos estudos não foi com neuroimagens. Então agora estamos esperançosos em trazer o aspecto comportamental e a ciência da neuroimagem para trabalharem juntos.

A partir do que já sabemos da ciência, o que você encorajaria os leitores a fazer?

Atenção plena é similar a um exercício. É uma forma de exercício mental, na realidade. E assim como o exercício melhora a saúde, nos ajuda a administrar melhor o estresse  e promove longevidade, a meditação se propõe a partilhar alguns desses mesmos benefícios.
Mas, assim como o exercício, não pode curar tudo. Então, a ideia é de ser útil como uma terapia de apoio. Não é uma coisa em separado. Já foi usado com muitos outros distúrbios e os resultados variam tremendamente – impactam alguns sintomas, mas não todos.  Os resultados são às vezes modestos. E não funciona para todos.
Ainda está muito cedo para se tentar concluir o que a meditação pode ou não fazer.

Então, sabendo-se das limitações, o que você sugeriria?

Lazar: A coisa mais importante, se você for tentar fazer, é encontrar um bom professor. Porque é simples, mas também é complexo. Você precisa entender o que está acontecendo na sua mente. Um bom professor não tem preço.

Você medita? E você tem um professor?

Sim e sim.

Que diferença fez em sua vida?

Tenho feito isso por 20 anos, então tem uma influência profunda em minha vida. Dá muito “chão” (ancoragem). Reduz o estresse.  Me ajuda a pensar mais claramente. É maravilhoso para interações interpessoais. Tenho mais empatia e compaixão pelas pessoas.

Qual a sua prática pessoal?

Altamente variável. Alguns dias pratico 40 minutos. Alguns dias cinco minutos.  Alguns dias não pratico nada. É muito parecido com exercício. Exercitar-se  três vezes por semana é maravilhoso. Mas se tudo o que você pode fazer é se exercitar um pouquinho todos os dias, isso também é uma coisa boa. Tenho certeza de que se praticasse mais me beneficiaria mais. Não tenho ideia se estou tendo mudanças no meu cérebro ou não.  E é isso que funciona para mim nesse momento.
este artigo: http://mandalaescola.org/neurocientista-da-harvard-meditacao-nao-apenas-reduz-estresse-aqui-esta-como-ela-muda-o-seu-cerebro/ 
Escola Caminho do Meio - escreva para: caminhodomeioescola@gmail.com
Ou ligue para: (51) 8514.0384
Texto original: Brigid Schulte
Tradução: Joann Schaly
Link neste blog: http://tdahcriancasquedesafiam.blogspot.com.br/2016/09/meditacao-nao-apenas-reduz-estresse-ela.html




Nota de Marise Jalowitzki
Caso seu filhote já esteja na medicação continuada dos medicamentos controlados, e você esteja querendo parar, não suspenda por conta própria. Leia este lembrete:






 Marise Jalowitzki é educadora, escritora, blogueira e colunista. Palestrante Internacional, certificada pelo IFTDO - Institute of Federations of Training and Development, com sede na Virginia-USA. Especialista em Gestão de Recursos Humanos pela Fundação Getúlio Vargas. Criou e coordenou cursos de Formação de Facilitadores - níveis fundamental e master. Coordenou oficinas em congressos, eventos de desenvolvimento humano em instituições nacionais e internacionais, escolas, empresas, grupos de apoio, instituições hospitalares e religiosas por mais de duas décadas Autora de diversos livros, todos voltados ao desenvolvimento humano saudável. marisejalowitzki@gmail.com 

blogs:
www.compromissoconsciente.blogspot.com.br


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