terça-feira, 21 de junho de 2016

TDAH - Relato de Mãe - Ele até recebeu um incentivo da professora de Taekwondo, um prêmio por Disciplina e Comportamento! Logo o meu pequeno, que sempre foi sinônimo de desatento, agitado e bagunceiro....


Mais um relato emocionante de uma querida mamãe que apostou no Amor como melhor estrategia para conduzir seu pimpolho!
Renata e eu trocamos algumas msgs e ela leu, confiante, os artigos sugeridos e o livro TDAH CRIANÇAS QUE DESAFIAM.
"...estou tendo minhas esperancas renovadas.....estou muito cansada de todo esse circulo vicioso ensina- erra- frustra-ataque de furia- ensina novamente.... mas agora sei que nao estou sozinha e que existem meios de suavizar a caminhada , que sei sera para toda a vida dele.... "

VITÓRIA DO AMOR! VIVA!!!




Por Renata Simone Almeida
21.junho.2016
http://tdahcriancasquedesafiam.blogspot.com.br/2016/06/tdah-relato-de-mae-ele-ate-recebeu-um.html

"Boa noite Marise, gostaria de te agradecer, do fundo da minha alma, pelo livro MARAVILHOSO que leio e releio....e pelos artigos sempre maravilhosos e oportunos....

Seguindo seus aconselhamentos, estou aceitando e amando mais o meu filho, não importa se todos acham ele agitado, terrível....ele é meu e eu o amo do jeito que Deus o fez e me confiou.... tenho sido mais assertiva com ele (criticar menos e ficar falando menos na cabecinha dele, ensinando e colocando limites firmes...sem aquela "queda de braço" que acontecia entre a teimosia e o enfrentamento dele e a minha falta de paciência e limites elásticos)...

Errei muito tentando acertar, mas o amor e atitude foi crucial para o começo de uma boa e necessária mudança.
Coloquei meu pequeno no Taekwondo, ele está com 4 anos, as aulas são mais brincadeiras que luta, mas gastam bastante energia e o deixa com a estima melhor ( m lugar onde suas piruetas e pulos são bem vindos e até incentivados). Estou dando os florais Rescue Kids (*) , white chesnut (para o sono agitado, pesadelos e sonambulismo) e uma fórmula já pronta para Teimosia da Bioflorais.. 4 gotinhas 3 vezes ao dia... E também o Quadro de Recompensas e Combinados para ajudá-lo a seguir é se lembrar mais facilmente das regras da casa..

São coisas simples, que aos poucos estão dando resultado.. estou feliz por ver mudanças reais SEM o uso de medicamentos e por estar dando a chance ao meu pequeno de viver plenamente sua infância...


Linda família, Carinho e Entendimento!

Antes, estava presa em um círculo vicioso maldito, de ficar comparando meu pequeno com as outras criancas, de ficar ouvindo e aceitando as milhares de críticas contra seu comportamento, de ficar nervosa e impotente com tanta cobrança, de tentar replicar com ele o tipo de educação que eu tive (estilo militar) e que simplesmente não funcionava e deixava nós dois tristes, frustrados e magoados...

Não me esqueço de uma frase que ele me disse, após um perrengue, ele tão pequeno no meu colo, na hora de dormir, depois de um dia especialmente péssimo em que ele só faltou colocar fogo na casa....eu perguntei porque ele fazia isso, se gostava de ver a mamãe triste...então, ele me pediu desculpas e disse que ele queria muito obedecer e fazer tudo certinho, mas que ele não conseguia nunca. Aquilo me deixou muito triste, pois vi que ele se esforçava, mas não conseguia e que tinha plena consciência do que o seu comportamento estava fazendo com nós dois....daí, percebi o quanto a minha própria cobrança, minha pressão em fazê-lo se ajustar ao ideal dos outros, estava atrapalhando a vidinha dele e o magoando! 

Entao decidi mudar o foco , esquecer os padrões dos outros, amá-lo do jeitinho desatento e bagunceiro que é e investir no meu relacionamento com o meu filho, dar mais amor, mais atenção, criticar e focar falando menos (eu falava demais), colocar limites firmes nas questões que realmente importam para mim (coisas como alimentação, segurança e bons modos) e deixá-lo mais livre para as outras coisas, deixá-lo ser mais criança....

Agora, passados 3 meses, ele tem recebido elogios da professora, declarando que ele tem feito as atividades e prestado mais atenção às aulas (está no infantil 1). Ele até recebeu um incentivo da professora de Taekwondo, um prêmio por Disciplina e Comportamento! Logo o meu pequeno, que sempre foi sinônimo de desatento, agitado e bagunceiro....

Agradeço a Deus por sua ajuda e por ter sido a "luz no fim do túnel" da nossa história...sei que estamos no início de uma longa caminhada, mas o importante é que já nos decidimos a caminhar....e estamos caminhando JUNTOS!
O presente foi ter descoberto vc em nossas vidas! Um super beijo de todos nós!!!

Esse é o Jorginho, exibindo suas conquistas, pontinha vermelha e preta na faixa, simbolizando reconhecimento por Disciplina e Comportamento....obrigado, Marise!










Renata Simone Almeida é do Rio de Janeiro



Que coisa mais linda tudo que li, querida Renata!! E, ao final, esta linda carinha, cheinha de autoconfiança!! Que presentaço para meu início de semana!!! Parabéns!! Muitas e Muitas Bençãos a tod@s!!
Emocionei!!
Persevera,amiga, que os dias em que o tempo fecha serão cada vez mais esparsos!!
Desejo sempre Muitas Felicidades!!

Referências:
(*) - Rescue Remedy Kids - Ele serve para situações de ansiedade, medo, nervosismo, precipitações, impulsividade. E as agressividades, que geralmente são uma defesa quando o pequeno (ou grande) se sente atacado (o que inclui humilhação, destaque negativo me grupo, bullying) - Mais aqui: http://compromissoconsciente.blogspot.com.br/2015/06/rescue-floral-das-emergencias-do.html

TDAH - Massagem com óleo de Camomila - Técnicas de Aconchego para ansiosos, hiperativos, depressivos e hiperativos de qualquer idade
(**) Quadro de Tarefas - Acordos, Perdas e Ganhos - publicado originalmente aqui: http://compromissoconsciente.blogspot.com.br/2015/04/tdah-e-acordos-quadro-de-tarefas-perdas.html

Em novembro 2016, a amiga Renata coloca um novo e enriquecedor comentário sobre Persistencia e Perseverança:
"Oi Marise Jalowitzki , o meu pequeno, entrou no Taekwondo com um mestre normal e no começo foi meio difícil mesmo, pois como não parava quieto, passou o primeiro mês inteirinho, sentado ao lado do tatame só observando os outros treinarem, por não ter obedecido ao mestre ou pq não parava quieto.
É duro, como mãe, vc ver seu filho ser disciplinado na sua frente, mas valeu a pena...DISCIPLINA é algo a ser aprendido e ele, ao ver que estava perdendo de treinar, aos poucos foi se autocontrolando, se regulando internamente e hoje não apenas participa ativamente, como mudou de faixa no Taekwondo. Mesmo sendo tão pequeno (tem 4 anos e 8meses) está conseguindo seguir os demais....
Se a mãe não encontrar alguém especializado, eu indico colocá-lo mesmo que seja com um mestre normal, pois os benefícios são muitos e eles respondem bem à Disciplina , se deixarmos e darmos tempo para eles se ajustarem a novidade e suas regras..."


Pegando o certificado da passagem da faixa branca para a faixa ponta amarela....uma alegria sem fim estampada em seu rostinho por sua conquista e esforço!

E Viva a Vida Saudável!!

 Marise Jalowitzki é educadora, escritora, blogueira e colunista. Palestrante Internacional, certificada pelo IFTDO - Institute of Federations of Training and Development, com sede na Virginia-USA. Especialista em Gestão de Recursos Humanos pela Fundação Getúlio Vargas. Criou e coordenou cursos de Formação de Facilitadores - níveis fundamental e master. Coordenou oficinas em congressos, eventos de desenvolvimento humano em instituições nacionais e internacionais, escolas, empresas, grupos de apoio, instituições hospitalares e religiosas por mais de duas décadas Autora de diversos livros, todos voltados ao desenvolvimento humano saudável. marisejalowitzki@gmail.com 

blogs:
www.tdahcriancasquedesafiam.blogspot.com.br


LIVRO TDAH CRIANÇAS QUE DESAFIAM
Informações, esclarecimentos, denúncias, relatos e dicas práticas de como lidar 
Déficit de Atenção e Hiperatividade

quinta-feira, 16 de junho de 2016

O MITO DA NORMALIDADE - Gabor Maté fala sobre circuitos neurais, dependência química e afeto - Quais são as nossas reais Necessidades Básicas






Por Marise Jalowitzki
publicado neste blog em 17.junho.2016
http://tdahcriancasquedesafiam.blogspot.com.br/2016/06/o-mito-da-normalidade-gabor-mate-fala.html

Uma das pessoas que mais prezo neste mundo é Gabor Maté. Pelo seu conhecimento, pela sua humildade, pela simplicidade com que aborda o completo mundo da Inclusão e da Exclusão Social, pelas premissas que elenca com naturalidade e certeira definição. Não há como não entender com o coração, aceitar e professar. Ele se desvenda como um ser humano como todos, apresenta suas adições (addict) sem nenhum entrave. Realiza, com suas palavras, a construção (para os despertos) de um mundo de compreensão e acolhimento.

O texto a seguir consta de um video (link ao final) e fala sobre o MITO DA NORMALIDADE
E sobre quais são as nossas reais Necessidades Humanas.

"Em uma sociedade onde se incentiva a competição e, muito frequentemente, a desapiedada exploração de um ser humano por outro, para obter ganhos a partir da exploração dos problemas deste outro e, alem disso, a criação de problemas com o propósito de obter proveito financeiro disto, a ideologia dominante costuma justificar estes comportamentos, apelando para justificativas como “natureza humana fundamentalmente inalterável”.

Assim, o mito em nossa sociedade é: que todos somos competitivos por natureza, que somos individualistas e egoístas na gênese. A verdadeira realidade é totalmente o oposto!

Temos certas necessidades humanas. E a única forma em que se pode falar sobre necessidades humanas, concretamente, é reconhecendo que há certas necessidades humanas de companhia e de contato próximo, de ser amados, incluídos e aceitos, de ser vistos, de ser recebidos e tratados como nós somos! Se estas necessidades estão contempladas, nos convertemos em pessoas compassivas, colaboradoras e que sentem empatia por outras pessoas.


Somos uma sociedade onde a maioria das pessoas não possuem estas necessidades básicas contempladas." (Excerto de video que pode ser visto AQUI )



Circuitos neurais, dependência química e afeto

"Hoje sabemos que o desenvolvimento de circuitos cerebrais relacionados aos incentivos e à motivação, ao prazer, ao alívio da dor e ao amor – ativados pelos neurotransmissores dopamina e endorfina –, assim como dos circuitos que regulam nossos níveis de estresse e de intensidade emocional, depende muito das condições sociais, afetivas e cognitivas da primeira infância, especialmente dos primeiros três anos de vida, e até mesmo dos níveis de estresse da mãe durante a gravidez.

Podemos comparar as variações no desenvolvimento desses circuitos neuronais ao trajeto de um rio. Quanto mais perto da nascente se coloca um obstáculo, maior a mudança no curso do rio.

Quanto mais cedo a criança é submetida a altos níveis de estresse, indiferença, solidão, violência, maiores os prejuízos para o desenvolvimento desses circuitos, cujo mal funcionamento predispõe a problemas físicos e mentais, e ao vício.

Evidencias científicas:

Filhotes de rato que não são lambidos por suas mães logo depois do parto têm seu desenvolvimento cerebral prejudicado. Como o acolhimento do humano recém-nascido pela mãe, para os ratos as lambidas pós-parto são, sobretudo, um ritual de vínculo. Dura só alguns minutos e tem efeitos para toda a vida.

Nos humanos, alguns traumas precoces têm impactos tão importantes na química e estrutura do cérebro que é possível, por exemplo, identificar vítimas de abuso sexual na infância por meio de exames de mapeamento cerebral realizados décadas mais tarde.

Meninas de quatro anos de idade com alto nível de estresse (medido pela quantidade de cortisol na saliva) chegam aos 18 com os mesmos tipos de alteração cerebral, também identificáveis por exames de imagem.

Apenas analisando o eletroencefalograma de um bebê é possível saber se sua mãe está sofrendo de depressão.

Filhotes de macaco separados das mães sofrem rápidas quedas de seus níveis de dopamina, hormônio da motivação.

Cobaias geneticamente manipuladas para não desenvolver receptores de dopamina se alimentam quando recebem comida diretamente na boca, mas, se a comida é deixada a centímetros de distância, elas não tem motivação suficiente para se mover e comer, e morrem de fome.

Para o desenvolvimento satisfatório dos circuitos da dopamina, os mamíferos, e sobretudo humanos, precisam de contato e laços sociais, suporte emocional, em ambientes suficientemente seguros e tranquilos.

Os problemas havidos na infância, o trauma e a dor que estes problemas produziram, faz o indivíduo procurar encontrar uma forma de aliviar esta dor. Que pode ser pela dependência terapêutica, pode ser pela dependência medicamentosa (drogas lícitas), tanto quanto pelo uso de drogas ilícitas, que levam ao vício.  Vício não é uma escolha moral errada nem resultado de determinação genética, é o sintoma de um problema anterior. e não é ao acaso que a maioria das drogas relacionadas ao vício, inclusive o álcool, são anestésicas!

Gabor Maté Nascido na Hungria, numa família judia, durante a ocupação nazista, o médico canadense Gabor Maté é um sobrevivente do Holocausto. Seus avós maternos foram mortos em Auschwitz, e ele passou seu primeiro ano de vida em um gueto.
Décadas depois, radicado no Canadá, teve de lidar com sua própria tendência para comportamentos compulsivos – trabalho e compras eram suas drogas favoritas – e foi diagnosticado com transtorno de déficit de atenção (TDA). Médico especializado no estudo e tratamento de vícios e TDAH, Maté compreende esses distúrbios como “sintomas” de problemas anteriores, gerados por condições sociais e psicológicas, que influenciam o desenvolvimento cerebral. Teórico reconhecido internacionalmente, com grande experiência no tratamento de dependentes, é autor de quatro livros sobre seus temas de pesquisa. Um deles, “Pais Ocupados, Filhos Distantes”, foi publicado no Brasil pela Melhoramentos.
Seu último livro, “In The Realm of Hungry Ghosts:  Close Encounters With Addiction” (No reino dos fantasmas famintos: contatos Imediatos com o vício) ainda não traduzido para o português."(excerto de artigo fonte que pode ser lido AQUI.)

Videos riquíssimos:
Como seria uma sociedade de indivíduos saudáveis? por Gabor Maté

https://www.youtube.com/watch?v=ApHDQDgLlvo (42 min)








Natureza Humana - O Mito da Normalidade

https://www.youtube.com/watch?v=nt8dgbNEQKE (4 min)










terça-feira, 14 de junho de 2016

A Miragem em São Francisco de Paula - RS - Mais um ponto físico para adquirir o Livro TDAH CRIANÇAS QUE DESAFIAM



Endereço: Av. Júlio Castilhos, 811 - Centro, São Francisco de Paula - RS, 95400-000
Telefone:(54) 3244-3592



Por Marise Jalowitzki
15.junho.2016
http://tdahcriancasquedesafiam.blogspot.com.br/2016/06/a-miragem-em-sao-francisco-de-paula-rs.html


Há alguns recantos que, sem alarde, se impõem pela beleza! Como este: Um lugar surreal, incrustado entre os morros, bem no centro de São Francisco de Paula, na serra gaúcha. 





O nome da Livraria? Não podia ser outro que MIRAGEM! 



O sonho de uma mulher tornado realidade, que resgata a nossa historia e difunde cultura.



Para quem passar por lá, inverno ou verão, vale por demais a visita!  



Um ponto turístico cheinho de cantos encantados. 



O sonho de uma professora de Historia que hoje oferece a todos os que por lá passam, momentos de lazer, entretenimento, conhecimento, bem estar.



 Parabéns, professora Luciana por ter construído, com tanto esmero, com tanto cuidado e Amor, cada pedacinho desta Miragem!



 Lugar lindo, aconchegante! Cultura e Beleza! Felicidades!


Gratidão, Dizy Ayala, por oportunizar a inserção!









A Livraria Miragem é um acervo literário para São Francisco de Paula, essa foi a maneira da professora de História Luciana Olga Soares presentear a pequena cidade com cerca de 20 mil habitantes, localizada a 112 quilômetros de Porto Alegre.
A arquitetura do local foi projetada de acordo com o gosto da proprietária, que acompanhou tudo de perto, os móveis do espaço, onde é possível parar e se deliciar entre uma leitura e outra são feitos de madeira de demolição, antes desprezados nos fins de reformas. E o que era um simples entulho, Luciana transformou em arte.
Entre os livros o local apresenta obras de arte como quadros, peças para decoração e outros.
O local dispõe de uma Casa de Chá dentro dos 2 mil metros quadrados da livraria, onde oferece pratos vegeterianos, sorvetes artesanais, queijos e outros. (https://www.hagah.com.br/livraria-miragem-julio-de-castilhos-603)

livrariamiragem.blogspot.com



OUTROS PONTOS DE AQUISIÇÃO DO LIVRO TDAH CRIANÇAS QUE DESAFIAM (FÍSICOS E VIRTUAIS) CLIQUE: http://tdahcriancasquedesafiam.blogspot.com.br/2014/02/livro-tdah-criancas-que-desafiam.html

Livro

TDAH CRIANÇAS QUE DESAFIAM

Como Lidar com o Déficit de Atenção e a Hiperatividade na Escola e na Família

EM PROL DE UMA MAIOR CONSCIENTIZAÇÃO DOS PAIS, EDUCADORES E TERAPEUTAS
Contra o uso indiscriminado do metilfenidato (Ritalina, Concerta, Venvanse e outros)

Segue via correios, serviço registrado especial para livros.
Prazo médio de entrega: 5 dias úteis




 Marise Jalowitzki é educadora, escritora, blogueira e colunista. Palestrante Internacional, certificada pelo IFTDO - Institute of Federations of Training and Development, com sede na Virginia-USA. Especialista em Gestão de Recursos Humanos pela Fundação Getúlio Vargas. Criou e coordenou cursos de Formação de Facilitadores - níveis fundamental e master. Coordenou oficinas em congressos, eventos de desenvolvimento humano em instituições nacionais e internacionais, escolas, empresas, grupos de apoio, instituições hospitalares e religiosas por mais de duas décadas Autora de diversos livros, todos voltados ao desenvolvimento humano saudável. marisejalowitzki@gmail.com 

blogs:
www.tdahcriancasquedesafiam.blogspot.com.br


LIVRO TDAH CRIANÇAS QUE DESAFIAM
Informações, esclarecimentos, denúncias, relatos e dicas práticas de como lidar 
Déficit de Atenção e Hiperatividade




quinta-feira, 9 de junho de 2016

Nossa Relação com o TDAH - O que é Inclusão? Relato de Pai

Ser um desatento, impulsivo, hiperativo não é ser irresponsável ou imaturo, todos somos especiais; pra ocasiões diferentes é preciso resoluções diferentes, é preciso que todos façamos nossa parte.


Por Roseverto Teixeira
09.junho.2016
http://tdahcriancasquedesafiam.blogspot.com.br/2016/06/nossa-relacao-com-o-tdah-o-que-e.html




Em março de 2009 fui convidado por uma professora a ir até a escola que minha filha Camila estuda; escola particular, como a maioria dos pais soube que minha filha tinha TDAH pelos gestores da escola... Na época não acreditei, eu não entendia muito bem o conceito, o que era TDAH? me falaram que era um transtorno, o mesmo diminuía a capacidade de retenção e memorização do conteúdo na escola e causava alguns desconfortos na vida social; e que passava de pai pra filho, será que eu também tenho? ou é minha esposa que tem? pesquisei muito o assunto, buscando aprender bastante, eu precisava ajudá-la. 

Antes de aceitar esse julgamento, passei quatro meses observando tudo que acontecia ao redor da minha filha Camila. Realmente ela tinha os chamados traços que poderiam diagnosticar, dependendo da consistência e o grau como estas características estavam presentes, conclui que ela se encaixava na maioria das características, minha filha como a maioria das meninas não era o tipo hiperativo, havia uma predominância da desatenção, no colégio observei que ela era constantemente evitada pelas coleguinhas, isso me partiu o coração, o caderno da Camila não era organizado, na mochila amontoados de papeizinhos amassados, canetas sem tampa e lascas de lapís; na conversa ela dava voltas em torno de um assunto antes de conseguir chegar ao ponto, tinha tendência a tropeçar, cair e derrubar objetos e sua noção de tempo não correspondia ao tempo real, então comecei a aceitar o fato.

Eu tive que voltar a estudar depois de 20 anos, precisava fazer alguma coisa que pudesse ajudá-la, fiz o enem, passei, escolhí psicologia, como na minha cidade não tinha o curso, optei por fazer pedagogia, sou monitor da disciplina de Psicologia da Educação na universidade, sou mais pesquisador do que estudante, venho desenvolvendo alguns projetos com relação à inclusão e à desmedicalização da educação. Nos estágios é facil perceber o despreparo da maioria dos professores com relação à inclusão e tratamento dos alunos chamados especiais, isso é fato, é indiscutível. 

Lembro-me com tristeza quando minha filha pediu pra participar da quadrilha junina do colégio, os professores não queriam aceitar com a alegação que a mesma não acompanhava o ritmo dos colegas, fiquei chateado, aquilo era o contrário do que podemos chamar de inclusão, minha filha foi pesada, medida e julgada como incapaz, chamei a coordenação, falei poucas e boas, resolveram colocá-la. O mais triste estaria por vir, no dia da apresentação da quadrilha, vejo ela dançar quadrilha sem o par, nunca tinha visto isso! Ela dançava só, e não acompanhava o ritmo dos colegas, minha filha não era boa o suficiente para o colégio? me emociono quando lembro... Alguns colégios são reprodutores de ações que fazem com que as coisas piorem. Isso ficou claro, precisava me tornar um educador, no sentido mais amplo da palavra. 

O papel de uma escola é ajudar a formar para a Vida, não criar divisões, segregações. Os esportes, as apresentações, o teatro, os musicais da escola não deve ser o espetáculo que a escola espera que seja deslumbrante, a função é de formar cidadãos e de criar interação e integração e não deve privar nenhuma criança em detrimento do espetáculo.

As escolas não dão conta de ensinar os alunos de hoje, eles são diferentes, mais ativos e muito mais questionadores, temos um sistema educacional ultrapassado onde os educadores e demais responsáveis não assumem o despreparo em educar, culpando os alunos pela não aprendizagem. Ao se colocar o aluno como o "culpado" pela não aprendizagem é mais fácil se eximir da culpa de não ter se especializado. 

Trabalho em um projeto lúdico com crianças e sei que se o ensino for diferente, agradável, elas progridem muito, estamos falando de crianças amorosas e criativas, chega de crianças enfileiradas, uma atrás das outras, crianças devem ser tratadas e ensinadas como crianças, a inclusão só acontece se as crianças forem bem aceitas a ponto delas sentirem prazer em estudar. As disciplinas de hoje são as mesmas de 50 anos atrás, são engessadas, pouco criativas diante de uma nova demanda de alunos inquietos, questionadores, que não gostam e não aceitam ficarem calados e manipulados como  antes (onde os insurgentes levavam palmatoria ou o "chapéu-de-burro", olhando pra parede...

Incluir não é apenas colocar uma cadeira a mais no fundo da sala, incluir é ter resiliência, capacidade de se colocar no lugar do outro, aceitar que todos somos diferentes, considerar o nosso tempo, ter afetividade, amar e ser amado, ajudar da melhor forma, trabalhar no sentido positivo, considerando as limitações e diferenças, exigindo dos outros somente o que eles podem dar. 

Ser um desatento, impulsivo, hiperativo não é ser irresponsável ou imaturo, todos somos especiais; pra ocasiões diferentes é preciso resoluções diferentes, é preciso que todos façamos nossa parte, educar é responsabilidade de todos, precisamos rever nossas práticas pedagógicas, esta em sua maioria não inclui, as vezes exclui, mas tenho perseverança e fé que as coisas melhorem, vamos cada um fazer a sua parte, obrigado e um bom dia queridos amigos.









Roseverto Teixeira é educador, pesquisador e monitor da disciplina de Psicologia da Educação na Universidade Estadual do Piauí



e aí, vem sempre a questão: são as crianças que rejeitam?? ou são os adultos que semeiam o preconceito? quem sabe de um projeto antipreconceito, pra valer, em alguma escola, sendo capitaneado por professores e pais, disseminando na escola uma filosofia inclusiva? (Marise Jalowitzki)

Para Roseverto Teixeira e tod@s pais e mães: levem um vdeo como este e mostrem para a orientadora da escola.
"A Inclusão é um direito de todos!!!
Olhar humanizador é o que precisa acontecer!"
https://www.facebook.com/marcelo.herrig/videos/10204484006164663/ 

Roseverto Teixeira Marise Jalowitzki esse vídeo é maravilhoso, é exatamente essa inclusão pela qual lutamos, uma inclusão que respeite todas adversidades, destituída de ignorância e preconceito, que respeite e leve em consideração a educação humanizada,que seja acolhedora, carinhosa e exemplar, obrigado pela dedicação, sou grato a você e a todos do grupo.


Querendo, leia também:






Não tenham medo de enfrentar as escolas onde a falta de preparo para lidar com as diferenças impera, onde os profissionais acreditam que seres humanos devem seguir um padrão.
Por Andre Bax
29.abril.2016
http://tdahcriancasquedesafiam.blogspot.com.br/2016/04/tdah-relato-de-pai-nossos-filhos-devem.html





Medicação não substitui Amor

O Social no contemporâneo

Medicação não substitui Amor, Carinho, Compreensão, Companhia, Entendimento, Aceitação.

28.abril.2016
http://compromissoconsciente.blogspot.com.br/2016/04/o-social-no-contemporaneo.html
http://marisejalowitzki.blogspot.com.br/2016/04/o-social-no-contemporaneo.html








 Marise Jalowitzki é educadora, escritora, blogueira e colunista. Palestrante Internacional, certificada pelo IFTDO - Institute of Federations of Training and Development, com sede na Virginia-USA. Especialista em Gestão de Recursos Humanos pela Fundação Getúlio Vargas. Criou e coordenou cursos de Formação de Facilitadores - níveis fundamental e master. Coordenou oficinas em congressos, eventos de desenvolvimento humano em instituições nacionais e internacionais, escolas, empresas, grupos de apoio, instituições hospitalares e religiosas por mais de duas décadas Autora de diversos livros, todos voltados ao desenvolvimento humano saudável. marisejalowitzki@gmail.com 

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