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sexta-feira, 23 de setembro de 2016

TDAH, Bullyng, agressão física e a certeira intervenção dos pais


Todos contra a violência, seja física ou verbal. Todos a favor da Paz!! 





Por Carla Pereira


Olá mães e amigas do grupo, venho aqui mais uma vez compartilhar um pouquinho da nossa história.
Meu filho foi diagnosticado aos 5 anos com TDAH. Por 2 anos ele tomou ritalina e eu achava que estava fazendo o melhor para o meu filho. Toda a informação a que eu tinha acesso na época me direcionava pra isso. Inconformada com a situação, com o resultado do medicamento e com o que estava escrito na bula, continuei minha busca por informações, até encontrar esse grupo, Marise Jalowitzki, seu Livro e toda a informação contida aqui. Eu acreditei e nosso destino foi mudado.
Sem ritalina há quase 2 anos, meu querido filho se tornou um novo menino, mas algumas queixas da escola sempre persistiam: 
"chega do recreio emburrado e não quer copiar..."
"faz gracinhas pra chamar a atenção..."
"some e vão encontrá-lo isolado num canto da escola..."

Bullying e agressão fisica
O relato do garoto, a intervenção da mãe e a omissão da escola

Quando eu conversava com ele sobre os problemas apontados, ele sempre reclamava que um colega o excluía das brincadeiras e outro, sempre o agredia: ora com chutes, empurrões e bilhetinhos ofensivos. Eu sempre acreditei no meu filho e questionava a escola sobre o que acontecia na hora do recreio pra que ele chegasse emburrado em sala. A escola não me dava uma resposta exata. Eu já sabia: ele era excluído e apanhava. Com isso, chegava do recreio mostrando sua insatisfação, do jeito que conseguia mostrar. Pra escola, ele sempre era o culpado. Até que em 10 de julho, esses 2 colegas mais outro, ou seja, 3 colegas de sala, bateram nele com socos, chutes, e bateram muito sua cabeça na escada! A escola não me informou nada sobre o ocorrido, nem comunicaram aos outros pais para que intercedessem junto a seus filhos. Isso foi numa sexta, mas só fomos saber na segunda à noite, quando descobrimos um grande hematoma na barriga dele e perguntamos o que era aquilo. Tínhamos notado já algo estranho no comportamento dele, pois não queria dormir em seu quarto, e fez xixi na cama aqueles dias. Mas ele não queria contar. 
Durante toda a semana seguinte, conversamos na escola para que tomassem alguma atitude. Ele não queria ir pra aula, mas insistimos nessa semana. Entraram as férias, e o quadro continuou o mesmo: dormindo no meu quarto e fazendo xixi todos os dias na cama. Ele se referia a um dos garotos, o que sempre batia nele, como "monstro". 

A orientação da psicóloga e a troca de escola

Meu menino continua realizando terapia psicológica. A orientação da psicóloga era pra que mudasse de escola. As aulas voltaram e tentamos novamente,na mesma escola, mas ele não queria ir. A instituição não tomava atitude, nem tinha comunicado aos outros pais e já havia passado mais de um mês da agressão!! Num ato de desespero levei-o para outra escola por 3 dias. Mas ele pediu pra voltar. No dia que ele voltou, o colega agressor o agrediu verbalmente e depois, em sala, sem que ninguém intervisse. Num momento de fúria, meu filho se levantou e bateu com o caderno no rosto do colega. Pela primeira vez, ele agrediu. Mas a escola tentando acobertar tudo, principalmente sua incompetência, coloca-o como culpado. A vítima é a culpada pela agressão! O sofrimento dele era enorme. Víamos a cada dia seu sofrimento e sofríamos junto. Eu estava em frangalhos e chorava muito. Decidimos de uma vez por todas transferí-lo, tirá-lo dessa escola que nunca deu atenção a ele e que sempre achou que ele era o problema. Com muita insistência é contando tudo o que estava acontecendo com ele, conseguimos uma vaga numa escola estadual, perto de casa. No primeiro dia ele não quis fazer nada e pedia pra ir embora e voltar pra antiga  escola. Conversamos muito com ele, mostrando o quanto a mudança era boa, que a professora o estava acolhendo com amor e que ele iria fazer novas amizades. Agora, ele já está há quase 1 mês na nova escola e querem saber o que aconteceu?

A mudança saudável

Sabe aquele menino que voltava do recreio sempre emburrado, sem vontade de copiar, que fazia gracinhas, que jogava o material no chão pra chamar a atenção? 
Aquele que era excluído das brincadeiras, que irritava os colegas, que mesmo respondendo tudo o que a professora ensinava e tirando notas acima de 90% era expulso de sala de aula porque não queria fazer as atividades, e que a professora chegou a "receitar" um psicotrópico pra ele? 
Aquele que, devido ao bullying que recebia, não dormia mais em seu quarto e que passou a fazer xixi na cama todos os dias e que mesmo assim a escola não admitiu que ele estava sofrendo bullying e que apanhou dos colegas porque ele os tinha irritado? Tudo isso pra encobrir a incompetência dos seus profissionais? Você se lembra, né? Pois entao, esse menino sumiu, desapareceu!!!! 

Na nova escola está um menino alegre, participativo e que copia tudo, querido por todos os colegas, que recebe elogios da professora e foi até escolhido pra anotar os nomes dos colegas que fazem bagunça na hora que a professora sai de sala e está se sentindo o máximo. 

Um menino que desde que está na nova escola, voltou a dormir todos os dias no seu quarto e não faz mais xixi na cama. Um menino que disse que antes estava nas trevas, porque sofria bullying todos os dias, há muitos anos e que agora está no céu!! Que a professora atual é a melhor tia que já teve. E acima de tudo está se sentindo feliz!!! Isso tudo vem reafirmar tudo o que discutimos no grupo.


As escolas precisam mudar!

As escolas precisam mudar. Uma escola arcaica com Profissionais da educação que rotulam, "diagnosticam" e "receitam" e que enchem a boca pra dizer que tem 25 anos de experiência, como se isso lhes desse o direito a um diploma em medicina ou o direito de definir o futuro de cada um. Não respeitam o indivíduo, querendo que todos sejam iguais. Mais fácil acusar a criança, do que admitir sua incompetência. Mães, acreditem em seus filhos!!! É muito bom compartilhar isso com vocês! Cada depoimento que li, me encorajou cada vez mais. É muito bom saber que não estamos sós, e que tem mais gente que pensa como a gente! Meu muito obrigado e gratidão sempre à Marise e à terapeuta crânio sacral Ana Paula Moreira que sempre nos socorrem nos momentos mais difíceis!

Carla Cristina é empresária, em Minas Gerais


"Fico MUITO FELIZ, querida Carla, que tenhas conseguido escrever tudo, com emoção e realismo tudo que aconteceu com teu pequeno. Sim, é preciso denunciar cada vez mais e sempre, até aconecer a mudança necessária nas escolas, seja ao ministrar conteúdos, seja na gestão de conflitos!
Cada vez mais recebo relatos de escolas particulares que deixam a desejar! Sim, as escolas públicas também tem sérios problemas, mas, parece que alguns dos professores, verdadeiros guerreiros-anjos, também estão lá!!! Fico feliz que tenham encontrado uma dessas profissionais! E torcendo para que tudo seja cada vez melhor!! Quando conversamos, senti um aperto muito grande pelo teu garoto! Quanto aos agressores, covardia com o aval da escola!! E ainda dizem que trabalham antibullying!! Vocês todos deram a volta por cima e é isto que vale mais que tudo! Mamães como tu é que transformam os obstáculos e desafios de um pequeno em lições de energia e fortalecimento! Que bom que o pai está junto nessa!! Bençãos e Bençãos, amiga!  E um abraço especial no querido filhote!" (Marise Jalowitzki - educadora e especialista em Desenolvimento Humano e autora de vários livros, entre eles TDAH Crianças que Desafiam)


Anna Paula Moreira, terapeuta crânio sacral

"Carla, Estou muito feliz! 
Não sei como essa escola funciona até hoje, fui aluna dela e tbem sofri muito, mas na época meus pais eram chamados; porque eu era burra tirava notas ruins se fosse hoje era TDHA. Passado o tempo, não queria para escola, me sentia burra, infeliz, ninguém conversava comigo, não adiantava falar em casa eles não acreditavam, até que um dia meu pai queria mudar de cidade e mandou eu e meu irmão na frente, me matriculou no Santa Terezinha em vila velha onde eu fui bem acolhida, Gostei tanto que eu queria, Estudar no Marista, Na época só entrava por processo avaliativo, sabe a burra do colégio, passou em oitavo lugar......Só que a maioria das vezes os pais escutam é o que o professor diz e não o filho, tem muita mãe perdida e filhos infelizes e desanimados em escolas arcaicas que não acompanha a mudança do mundo." (
Anna Paula Moreira - terapeuta crânio sacral, é a especialista que atende o filho da nossa amiga Carla, em Minas Gerais)



Conheça algumas dicas de intervenção:
http://compromissoconsciente.blogspot.com.br/2015/01/tdah-meu-filho-tem-15-anos-e-uma.html


video:https://www.youtube.com/watch?v=tcZ7WM12-l8 

Querendo, leia também:



O que precisa ser revisto e aprimorado: os seres desadaptados e desajustados ou o sistema, o meio social vigente e o conteúdo escolar?


MINISTÉRIO DA SAÚDE PUBLICA RECOMENDAÇÕES SOBRE O USO ABUSIVO DE MEDICAMENTOS NA INFÂNCIA - 01.outubro.2015

Por Marise Jalowitzki





TDAH e Lei Anti-Bullying
Pais precisam se posicionar para coibir esta prática! Sim, a revolta não pode paralisar! Tem de levar a uma ação efetiva! LEI Nº 13.185, DE 6 DE NOVEMBRO DE 2015





Eduardo Cordeiro morreu após ser espancado na escola.
Foto: Divulgação-Arquivo Pessoal



Por Marise Jalowitzki
31.agosto.2016
http://tdahcriancasquedesafiam.blogspot.com.br/2016/08/bullying-menino-de-12-anos-e-espancado.html












Violência e Estresse - Imagem Instituto Nacional de Saúde
Como fica a criança que é submetida à pressão, à humilhação, à exposição e cobrança constantes, seja na escola, pela professora-orientadora, seja pelo bullying dos coleguinhas, seja pela exigencia dos pais pressionados?




Por Justine Alford
Tradução livre: Marise Jalowitzki
publicado neste blog em 27.outubro.2015

http://tdahcriancasquedesafiam.blogspot.com.br/2015/10/dna-de-uma-crianca-pode-ser-afetado.html


Para saber mais ações antibullying, eis aqui um blog específico: http://sinepecontraobullying.blogspot.com.br/p/noticias_3.html



 Marise Jalowitzki é educadora, escritora, blogueira e colunista.Especialista em Desenvolvimento Humano, defensora de uma infância saudável, antimedicalização. Escritora, blogueira e colunista. Palestrante Internacional, certificada pelo IFTDO - Institute of Federations of Training and Development, com sede na Virginia-USA. Especialista em Gestão de Recursos Humanos pela Fundação Getúlio Vargas. Criou e coordenou cursos de Formação de Facilitadores - níveis fundamental e master. Coordenou oficinas em congressos, eventos de desenvolvimento humano em instituições nacionais e internacionais, escolas, empresas, grupos de apoio, instituições hospitalares e religiosas por mais de duas décadas Autora de diversos livros, todos voltados ao desenvolvimento humano saudável. marisejalowitzki@gmail.com 
blogs:
www.compromissoconsciente.blogspot.com.br


LIVRO TDAH CRIANÇAS QUE DESAFIAM
Informações, esclarecimentos, denúncias, relatos e dicas práticas de como lidar 
Déficit de Atenção e Hiperatividade







quarta-feira, 31 de agosto de 2016

Bullying - Menino de 12 anos é espancado até a morte em escola

Eduardo Cordeiro morreu após ser espancado na escola. Foto: Divulgação-Arquivo Pessoal


Por Marise Jalowitzki
31.agosto.2016
http://tdahcriancasquedesafiam.blogspot.com.br/2016/08/bullying-menino-de-12-anos-e-espancado.html

Este pobre menino já havia alertado os responsáveis que não queria mais ir à escola! Já havia levado uma surra de colegas pouco tempo atrás!! COMO todos os adultos envolvidos deixaram este pobre garoto sozinho pra lidar com um mundo cruel, desumano e omisso?
Como isto aconteceu nos pátios da escola?
Se não foi a primeira vez, quais as ações preventivas da instituição para inibir tais práticas?
E a diretora, ao 'receber' o menino todo batido, como não chamou a ambulância no mesmo instante, já que o caso era de emergência, esperando pela chegada dos familiares?

POR FAVOR, SOCIEDADE DOENTE, LEVE A SÉRIO O QUE DIZEM SUAS CRIANÇAS!!
É disso que falo sempre: mais escuta, mais diálogo, mais ação efetiva!! Pais, cuidadores, responsáveis pela criança, ESCUTEM SUAS CRIANÇAS! Se eles falam que não querem mais ir à aula, vejam as razões! Sabendo das razões, como no caso deste pobre garoto, não sejam omissos!! Façam alguma coisa!! Interfiram junto à Escola, procurem a Delegacia ENQUANTO ELE ESTÁ VIVO, não julguem que é brincadeira, 'coisa de moleque', 'preguiça de estudar', 'falta de interesse'!!!

Agora, a ida à Delegacia aconteceu, para pedir 'providencias' e investigar as causas da morte! Aqui não estou 'atirando pedras' em ninguém dos que deixaram o menino à deriva, mais uma vez uma criança pediu socorro e não recebeu!
Falharam os cuidadores em não retirar o menino da área de risco (quem sabe até acompanhá-lo às aulas), depois da primeira surra. Tragedia anunciada! É sabido que, após uma investida "de sucesso", onde "não dá nada", os agressores voltam a atacar a vítima escolhida!!!
Falhou a escola que não tem política anti bullying eficiente.
Falharam os pais dessas crianças agressoras e criminosas - pais que, mais uma vez, ficarão impunes - pois, sim, é dentro dos lares que nascem os exemplos e perpetuação da violência. Mesmo que um lar não seja considerado 'violento', um pai que usa centenas de palavrões ultra ofensivos ao assistir um único jogo de futebol PELA TV, que exemplo está dando? Fora todos os xingamentos do dia a dia no trânsito, a vizinhos, etc. e etc. ...
Falhamos nós, que nos abstemos de comentar e divulgar fatos como este, que não tomamos atitudes DIÁRIAS para inibir esta criminosa prática! Sim, pois são ações pequenas, cotidianas, que inibem socialmente e mostram uma visão pacífica de vida.
Por menos violência, por mais Amor!!

E que este pobre menino possa ter uma vidinha mais amena e amorosa em outro Plano! Amém!

POLÍCIA INVESTIGA MORTE DE MENINO DE 12 ANOS ESPANCADO EM COLÉGIO NO PA

31/08/2016 10h28 - Atualizado em 31/08/2016 10h59

Criança estava desmaiada e com hematomas quando família o encontrou.
Parentes afirmam que menino sofria bullying e que escola foi omissa.

Do G1 PA
A Polícia Civil investiga nesta quarta-feira (31) o caso do menino Eduardo Souza Cordeiro, 12 anos, que morreu durante esta madrugada no Pronto Socorro Municipal Mario Pinotti, em Belém. A família afirma que a criança foi espancada dentro da Escola Estadual Santo Afonso, no bairro do Telégrafo, e não resistiu.
“Ele ficou muito machucado, foi muito violento, sem explicação”, conta Natália Leal, prima da vítima. O G1 entrou em contato com a Secretaria de Estado de Educação (Seduc), para saber se alguma providência será tomada no colégio, mas ainda não recebeu resposta.
Eduardo morava com a avó e uma tia. Segundo familiares, na tarde de terça-feira (30) o menino foi para a escola, onde estudava no turno da tarde. No final da tarde, a família foi avisada por um vizinho que Eduardo havia sido espancado.
“Quando meu sobrinho chegou, ele [Eduardo] estava todo batido, na sala da diretora. Ela não deu nenhuma explicação. Meu irmão acha que deram pauladas nele. Chegamos a levar ele pra casa, mas ele tinha muitos hematomas, ficou roxo. Levamos pro Pronto Socorro, fizeram exames, tentaram reanimar. Umas três horas [da madrugada] ele teve cinco paradas cardíacas e morreu às 4h”, afirma Rosilene Leal, tia da vítima.
Bullying
A tia conta ainda que Eduardo vinha sofrendo bullying e que a família já havia procurado a escola por causa do problema. “Ele era um menino diferente, branquinho, franzino. Ele tinha medo de falar. No mês de junho, um moleque deu uma surra nele”, diz ainda a tia.
“Ele estava com uma rejeição e ir pra escola. Minha mãe, minha avó já tinham ido lá. Ele falou que não queria mais ir pra aula”, lembra a prima de Eduardo.
A família registrou um boletim de ocorrência no posto policial do hospital. Os parentes querem explicações sobre o que aconteceu com Eduardo na escola.
“Como a escola é uma área fechada, por que nenhuma servente, uma secretária, ninguém viu esses moleques? Por que não nos avisaram o que tinha acontecido?”, questiona a tia da vítima.
O corpo de Eduardo de Souza Cordeiro foi levado parao Instituto Médico Legal e passa por perícia na manhã desta quarta-feira (31). O velório do menino será na casa da família, na rodovia Arthur Bernardes, em Belém.
Fonte: G1 PA
Não precisamos apagar a luz do próximo para que a nossa brilhe - Gandhi

Nota de Marise: Caso simples onde evitei uma briga
O porque desta frase do Gandhi diz diretamente daquilo que se tem falado sempre: que o agressor-valentão não passa de um carente querendo se afirmar. Só que os danos que ele causa são, como neste caso do pequeno Eduardo, irreversíveis!
Assim, tenha você em casa um pequeno inibido ou destemido, preste atenção, dê bons conselhos, não deixe que fatalidades tenham de acontecer para você se sacudir e tomar uma providencia, nem sempre a mais indicada, já que lida apenas com as consequencias. AJA PREVENTIVAMENTE! 
Que mais este triste fato sirva de motivação para ações efetivas por parte de TODOS os cidadão do Bem. Para que se inibam os atos violentos sempre, sempre, sempre. Políticas de prevenção, políticas cotidianas, repassando mensagens e filosofias de não-violência, são estas as ações que podem formatar uma sociedade compassiva e solidária com as diferenças!!
Deixo uma pequena ação que resultou em não-violência, e onde fui protagonista instantânea, noutro dia.
Eu voltava pra casa e uma garota estava insultando um menino. Estavam entre quatro. Ele estava respondendo educadamente, apesar de já meio irritado. Aí, ela veio com o clássico: 
"-Tu não é homem pra isso!" Ele envermelhou, cerrou os punhos e disse: 
"- Repete! Repete!", se aproximando dela. Ela ainda encarou:
"- Foi isso que tu ouviu!"
Naquele momento, eu, que vinha na direção de todos, continuei meu passo no mesmo ritmo e disse, em tom mais baixo que o deles, mas plenamente audível:
"- Deixa passar! Não vale a pena!" - e continuei andando. O outro rapazote, pouco adiante, ouviu e mesma frase, que repeti, sorrindo, pra ele. Ele sorriu também, meio se divertindo com tudo que estava acontecendo. O garoto agredido-com-palavras-e-quase-se-tornando-um-agressor-físico, pareceu sair do transe (sim, o transe da ira) ao escutar-registrar-na-mente a minha frase. Meio demonstrando surpresa, voltou-se rapidamente em minha direção (que já estava passando) e viu o amigo sorrindo. O que ele respondeu?
"- É mesmo, não vale a pena!" ´e saiu andando, indo embora com o amigo!


Querendo, leia também:




Quando os problemas surgem em família envolvendo o comportamento do filho...


Assim, famílias que costumam: "Utilizar apelidos pejorativos e xingamentos nos momentos de raiva" Devem tentar hábitos mais positivos como: "Expressar raiva sem usar palavras que possam ferir, humilhar ou rotular". (pág 174 - Livro TDAH Crianças que Desafiam)




O que é ser 'diferente'? Posso resumir em uma única palavra: sensibilidade



TDAH e Lei Anti-Bullying
Pais precisam se posicionar para coibir esta prática! Sim, a revolta não pode paralisar! Tem de levar a uma ação efetiva! LEI Nº 13.185, DE 6 DE NOVEMBRO DE 2015




Marise Jalowitzki
Compromisso Consciente
Escritora, Educadora, blogueiro e colunista
Idealizadora e Coordenadora do Curso Formação para Coordenadores em Jogos e Vivências para Dinâmica de Grupos,
Especialista em Gestão de Recursos Humanos pela FGV,
Facilitadora de Grupos em Desenvolvimento Humano,
Ambientalista de coração, Vegana.
Certificada como International Speaker pelo IFTDO-VA-USA
Por uma infância sempre mais saudável!



Livro: TDAH Crianças que desafiam 
Como Lidar com o Déficit de Atenção e a Hiperatividade na Escola e na Família
Contra o uso indiscriminado de metilfenidato - Ritalina, Ritalina LA, Concerta

Para conhecer mais e adquirir, acesse: 


TDAH Crianças que Desafiam - Como Lidar com o Déficit de Atenção e a Hiperatividade na Escola e na Família





terça-feira, 24 de maio de 2016

TDAH e Lei Anti-Bullying

Pais precisam se posicionar para coibir esta prática! Sim, a revolta não pode paralisar! Tem de levar a uma ação efetiva! LEI Nº 13.185, DE 6 DE NOVEMBRO DE 2015



Por Marise Jalowitzki
24.maio.2016
http://tdahcriancasquedesafiam.blogspot.com.br/2016/05/tdah-e-lei-anti-bullying.html

Sim, a revolta não pode paralisar! Tem de levar a uma ação efetiva! Sim, a educação começa em casa! Mas, se a ocorrencia vexatória em relação a uma criança ocorrer dentro de uma instituição educacional ou formativa, tem de ser alvo de reuniões e ações generalizadas dentro da instituição!

Uma amiga comentou sobre a agressão moral e emocional que seu filho sofreu em uma academia. Garoto diagnosticado como tendo tdah, foi exposto frente a todos os colegas de turma, tendo tirada sua roupa à força, em flagrante humilhação. A mãe, indignada, foi procurar os colegas e perguntar porque eles fizeram aquilo com seu filho.
“- É brincadeira, tia!” – eles disseram, rindo.  Indignada, revoltada mesmo, ela postou um desabafo na web. “Meu filho tem TDAH, e se ele tem qualquer atitude dita “não padrão", sou chamada, me falam, se queixam, olham ele torto etc...  Aí, por essas e outras, ele tem acompanhamento de vários profissionais ! 
(...)Então, eu lutando para que ele seja mais tranquilo, brincadeiras mais saudáveis, aí vem "o normal " e diz que isso é bacana!??? 
Meu filho ficou arrasado!!! E, por mais que quem esteja lendo diga que isso é coisa de moleque, OK EU TAMBÉM ACHO SINCERAMENTE!!! 
Mas, e que até o fato dele levantar a blusa dele em sala de aula, em um momento que a turma estava na maior descontração (porque estava feliz), brincando, já foi motivo de reclamações, é que desabafo: isto não está certo!” (* Mãe Angelita e Matheus)

Vários comentários se seguiram. Li todos. E em todos senti a revolta e a tristeza pelo uso da violência moral de que o filhote foi alvo.

- Li sobre crenças religiosas (que também aprendi em criança), que falam sobre o aguentar quieto e sobre o não revide. Também me arrependo, como a mãe que disse que "hoje faria diferente e defenderia seu filho".

- Li sobre "dar o troco-revide", “diz pra ele bater também!”. E, mesmo respeitando o parecer de quem pensa assim, hoje tenho certeza que esta não é uma prática válida, pois violência apenas gera mais violência e é de violência, agressão e uso da força que nosso mundão está cheio! E olha no que já deu! E até porque, uma criança sem o instinto do revide, uma criança que não gosta de violência, que "não é de briga" (muitos tem queridos assim em seu círculo familiar, felizmente!), crianças assim nunca vão conseguir aprender a se defender no mesmo nível de baixaria. E, em que se transformaria a sociedade se todos adotassem esta prática, sociedade já naturalmente tão "olho-por-olho"?

- Li sobre "na nossa época era brincadeira"... Eu passei por bullying na infância (como quase todo mundo) e não gostei, vi irmãos e colegas passarem por humilhações e não achei justo, nem bonito, nem nunca participei. Gostaria, sim, que o adulto (pai, mãe, professor, diretora) tivessem defendido, intercedido. Houve ocasião em que pedi para a “madre superiora” me ajudar e ela nada fez! Quando adulta, em mais de 20 anos de consultoria em empresas e instituições diversas, trabalhando conflitos no trabalho e nas relações sociais, vi o quanto de sofrimento há, ainda hoje, na alma dos que foram alvo das humilhações dos outros. Não, o tempo não apaga! Não, não foi moleza para o atingido! Quem fez a brincadeira, talvez ainda lembre como uma peraltice. Mas, a maioria dos que foram o alvo da brincadeira-violência, se tornaram seres achatados, que não possuem condições de "botar-a-boca" ainda hoje e dar limites.

O bullyng precisa ser reprimido, sempre! A Lei Anti-Bulling - Lei nº 13.185, de 6.11.2015 - que combate a "intimidação sistemática" - bullying - foi aprovada para isto mesmo! Acabar com as exposições vexatórias, que envergonham e arranham a auto estima! Não deixem passar, mamães! Procurem os responsáveis, citem a Lei, não aceitem como "coisa normal", lembrem os encarregados que, como o caso aconteceu DENTRO DA INSTITUIÇÃO,  é o nome da instituição que eles precisam preservar como responsáveis, e que chamem todos os pais em uma reunião e recomendem que brincadeiras deste tipo não devem mais acontecer, nem serão toleradas. E, caso eles (responsáveis) não levarem a sério (ou, pior, até rirem - sim, pois "mãe histérica" é a primeira coisa que gostam de taxar...), ameacem de ir à midia. Um repórter há de estar ávido em fazer esta reportagem! Avante! No caso desta mãe, quando ela disse pro seu pequeno: “- Não leva a sério, é uma brincadeira normal!” – ele respondeu: “Então, se eu tirar a roupa de um colega e deixar ele pelado, tu vai achar normal, mãe?” – disse o menino, revoltado que a mãe não o defende! E ele está certo! Defenda-o, mãe! E é o que ela está disposta a fazer! Parabéns! É pelo bem de tod@s! Coibir a violência, a maledicência, o dolo moral e emocional é responsabilidade de tod@s!

Brincadeira onde somente um dos lados da situação se diverte, não é brincadeira! É bullying. Brincadeira onde um dos "participantes" sofre, não é brincadeira, é humilhação! E precisa ser denunciada!

(*) O texto transcrito da postagem da mãe Angelita foi devidamente autorizado por ela.



A seguir, deixo o teor da Lei nº 13.185, que entrou em vigor em 06.fevereiro.2016 (http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13185.htm#art8)

Presidência da República
Casa Civil
Subchefia para Assuntos Jurídicos
Institui o Programa de Combate à Intimidação Sistemática (Bullying).
A PRESIDENTA DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:
Art. 1o  Fica instituído o Programa de Combate à Intimidação Sistemática (Bullying) em todo o território nacional.
§ 1o  No contexto e para os fins desta Lei, considera-se intimidação sistemática (bullying) todo ato de violência física ou psicológica, intencional e repetitivo que ocorre sem motivação evidente, praticado por indivíduo ou grupo, contra uma ou mais pessoas, com o objetivo de intimidá-la ou agredi-la, causando dor e angústia à vítima, em uma relação de desequilíbrio de poder entre as partes envolvidas.
§ 2o  O Programa instituído no caput poderá fundamentar as ações do Ministério da Educação e das Secretarias Estaduais e Municipais de Educação, bem como de outros órgãos, aos quais a matéria diz respeito.
Art. 2o  Caracteriza-se a intimidação sistemática (bullying) quando há violência física ou psicológica em atos de intimidação, humilhação ou discriminação e, ainda:
I - ataques físicos;
II - insultos pessoais;
III - comentários sistemáticos e apelidos pejorativos;
IV - ameaças por quaisquer meios;
V - grafites depreciativos;
VI - expressões preconceituosas;
VII - isolamento social consciente e premeditado;
VIII - pilhérias.
Parágrafo único.  Há intimidação sistemática na rede mundial de computadores (cyberbullying), quando se usarem os instrumentos que lhe são próprios para depreciar, incitar a violência, adulterar fotos e dados pessoais com o intuito de criar meios de constrangimento psicossocial.
Art. 3o  A intimidação sistemática (bullying) pode ser classificada, conforme as ações praticadas, como:
I - verbal: insultar, xingar e apelidar pejorativamente;
II - moral: difamar, caluniar, disseminar rumores;
III - sexual: assediar, induzir e/ou abusar;
IV - social: ignorar, isolar e excluir;
V - psicológica: perseguir, amedrontar, aterrorizar, intimidar, dominar, manipular, chantagear e infernizar;
VI - físico: socar, chutar, bater;
VII - material: furtar, roubar, destruir pertences de outrem;
VIII - virtual: depreciar, enviar mensagens intrusivas da intimidade, enviar ou adulterar fotos e dados pessoais que resultem em sofrimento ou com o intuito de criar meios de constrangimento psicológico e social.
Art. 4o  Constituem objetivos do Programa referido no caput do art. 1o:
I - prevenir e combater a prática da intimidação sistemática (bullying) em toda a sociedade;
II - capacitar docentes e equipes pedagógicas para a implementação das ações de discussão, prevenção, orientação e solução do problema;
III - implementar e disseminar campanhas de educação, conscientização e informação;
IV - instituir práticas de conduta e orientação de pais, familiares e responsáveis diante da identificação de vítimas e agressores;
V - dar assistência psicológica, social e jurídica às vítimas e aos agressores;
VI - integrar os meios de comunicação de massa com as escolas e a sociedade, como forma de identificação e conscientização do problema e forma de preveni-lo e combatê-lo;
VII - promover a cidadania, a capacidade empática e o respeito a terceiros, nos marcos de uma cultura de paz e tolerância mútua;
VIII - evitar, tanto quanto possível, a punição dos agressores, privilegiando mecanismos e instrumentos alternativos que promovam a efetiva responsabilização e a mudança de comportamento hostil;
IX - promover medidas de conscientização, prevenção e combate a todos os tipos de violência, com ênfase nas práticas recorrentes de intimidação sistemática (bullying), ou constrangimento físico e psicológico, cometidas por alunos, professores e outros profissionais integrantes de escola e de comunidade escolar.
Art. 5o  É dever do estabelecimento de ensino, dos clubes e das agremiações recreativas assegurar medidas de conscientização, prevenção, diagnose e combate à violência e à intimidação sistemática (bullying).
Art. 6o  Serão produzidos e publicados relatórios bimestrais das ocorrências de intimidação sistemática (bullying) nos Estados e Municípios para planejamento das ações.
Art. 7o  Os entes federados poderão firmar convênios e estabelecer parcerias para a implementação e a correta execução dos objetivos e diretrizes do Programa instituído por esta Lei.
Art. 8o  Esta Lei entra em vigor após decorridos 90 (noventa) dias da data de sua publicação oficial.
Brasília,  6  de novembro de 2015; 194o da Independência e 127o da República.
DILMA ROUSSEFF
Luiz Cláudio Costa
Nilma Lino Gomes
Este texto não substitui o publicado no DOU de 9.11.2015  



  Marise Jalowitzki é educadora, escritora, blogueira e colunista. Palestrante Internacional, certificada pelo IFTDO - Institute of Federations of Training and Development, com sede na Virginia-USA. Especialista em Gestão de Recursos Humanos pela Fundação Getúlio Vargas. Criou e coordenou cursos de Formação de Facilitadores - níveis fundamental e master. Coordenou oficinas em congressos, eventos de desenvolvimento humano em instituições nacionais e internacionais, escolas, empresas, grupos de apoio, instituições hospitalares e religiosas por mais de duas décadas Autora de diversos livros, todos voltados ao desenvolvimento humano saudável. marisejalowitzki@gmail.com 

blogs:


Informações, esclarecimentos, denúncias, relatos e dicas práticas de como lidar 
Déficit de Atenção e Hiperatividade
Mais sobre o tema:


Que os professores não sejam os protagonistas em acabar com o interesse do aluno em estudar!!
Sensibilidade para orientar!
Tolerância e Compreensão!
Manter a motivação, o interesse da criança no estudo é bem mais importante do que exigir desempenho no "tempo programado"!!

"TODOS sabem que, para provocar interesse é preciso apresentar um motivo que desperte interesse, criar a necessidade para sair em busca de resultados satisfatórios e realizar algo que faça sentido. A motivação, sempre tão desejada, só aparece quando o “motivo” está claramente definido. Não serão alguns semestres de psicologia (muitas vezes abordados apenas em informações históricas) que irão capacitar o educador para lidar com características individuais de crianças, adolescentes e adultos com mais propriedade e leveza. (...)

Mesmo pessoas mais calmas e adaptáveis sentir-se-ão bastante estimuladas à reflexão de conteúdos abordados de forma vivencial, onde o experimento também ocupa um lugar de destaque, ao invés de apenas ouvir, ler e internalizar (ou, simplesmente, decorar).(pág 197 - Motivação e Trabalho Vivencial - Livro TDAH Crianças que Desafiam)

Cada criança tem seu ritmo próprio, seu tempo próprio.
Respostas "mais longas" ou "mais curtas" são apenas formas diferentes de entender e transmitir!
Por que tanta necessidade de padronizar comportamentos???


Por Marise Jalowitzki



Aceitação das diferenças se aprende em casa e se pratica a vida inteira - Crianças, Pais, Alunos, Professores, todos precisam exercitar!
Por Marise Jalowitzki - 12.fevereiro.2016
http://tdahcriancasquedesafiam.blogspot.com.br/2016/02/tdah-e-exclusao-por-marise-jalowitzki-12.html






Análise Crítica do livro Mamãe Botou um Ovo - 
Por vezes situações acontecem sem o devido conhecimento da direção da escola, nem do orientador pedagógico 
ou do psicólogo escolar. Depois, a imagem da instituição escolar fica arranhada e é difícil desfazer. 




Por Marise Jalowitzki