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sexta-feira, 22 de novembro de 2019

Aluno Destaque - Ao invés de ritalina, Amor, Dedicação, Mudanças nos Hábitos, incluindo a Alimentação

Querido Matheus! Parabéns! Que este sorriso se perpetue e que teu exemplo possa ajudar muitas outras crianças a acreditar em si! Mamãe Juliana, Parabéns por todo empenho, incansável dedicação, resiliência e, principalmente, AMOR! Que todas as mamães que conhecerem a tua história possam seguir teu exemplo, obtendo resultados também assim positivos! Bençãos!
(foto cedida pela mãe/Arquivo Pessoal)


Marise Jalowitzki e Juliana Furucho


Quando uma mãe acredita no potencial de seu filho, o melhor pode acontecer. 

Esta exitosa história começou há 5 anos, quando a mamãe Juliana Furucho (nome real - ela deu autorização para publicar) começou a participar do Grupo TDAH Crianças que Desafiam (Facebook). Ela estava bastante angustiada devido às queixas recebidas na escola sobre seu filhotinho, mais ainda após o diagnóstico recebido e a prescrição de Ritalina (metilfenidato, anfetamina de mesma classificação que cocaína) para o pequeno. Ela não queria aquilo e não sabia ao certo o que fazer. Trocamos impressões e experiências, ela adquiriu o Livro (igual nome do grupo, da página e do blog), aceitou com esperança e fé as sugestões recebidas e foi a campo!

Logo trouxe resultados de suas buscas de melhor qualidade para seu pequeno, o que me deixou bastante feliz! Era mais uma mamãe que respeitava o ritmo de seu filho e envidava esforços hercúleos para encontrar o espaço que ele necessitava para ser acolhido, reconhecido, respeitado e aceito.

Após ter encontrado a escola (metodologia Waldorf), a mamãe enviou este comentário:

"Dei graças a Deus, por ter tomado a decisão correta e por ter colocado no meu caminho uma pessoa que me auxiliasse nesta tomada de decisão. 

Marise, muito obrigada, sem você jamais teria conhecido esta escola tão especial e que acolheu meu pequeno com tanto amor.
Vale registrar também, que após quase um mês tomando os florais, nutrição saudável, um pouco mais de disciplina com os horários de dormir e acordar e mudanças na rotina da casa, ele está bem mais calmo e até dormindo melhor. 
Espero ter colaborado de certa forma com todos. Um grande abraço!"

Depois disso, ela continuou enviando notícias de seu amadinho (estão todas apensas ao artigo original 
Apesar do diagnóstico em TDAH, mãe não desanimou), eis que recebo, em 21.outubro.2019, mais esta linda notícia!

CELEBRANDO A VIDA!!!


Escreveu a querida Juliana:


Lindos! Que os Caminhos continuem sendo sempre exitosos, plenos de serenidade e harmonia!
(mamãe Juliana Furucho e seu querido filho Matheus - Foto cedida pela Juliana - Arquivo Pessoal)



"SÓ UMA HOMENAGEM A UM ALUNO DESTAQUE
MAS PARA MIM É MUITO MAIS DO QUE ISSO
É A MAIS PURA SUPERAÇÃO

Há 5 anos, ele foi diagnosticado com TDAH, os médicos disseram que ele teria que tomar Ritalina ou outro medicamento tarja preta para o resto da vida e que sempre seria problemático, que se não medicado poderia ter sérios problemas e outras comorbidades.
Só quem esteve ao meu lado sabe o que passei, só Deus sabe das noites em claro aos prantos pedindo auxilio e apoio a Ele.

Eis meu filho, inteligente, obediente, sempre com as melhores notas na escola.

Hoje vendo-o ser homenageado entre os alunos destaques do colégio e SEM NUNCA TER TOMADO UM COMPRIMIDO TARJA PRETA, sinto que tenho tomado as melhores decisões, um caminho mais trabalhoso, menos cômodo, às vezes tortuoso e que exige tempo, dedicação, paciência, persistência, muito estudo sobre terapias, atividades fisicas, nutrição funcional, florais, phitoterapia, aromaterapia e muito, muito amor.


Por fim, meu filho não é nem nunca foi doente, só não se enquadra nos padrões pré estabelecidos da sociedade, só tem uma forma diferente de reagir ao mundo e às suas influências, sendo mais sensível a elas e não é nem nunca será obrigado a ser igual a ninguém, pois ele é único e tenho certeza que será um grande homem.

Obrigada, Mariulza Inacio da Silva por ter recebido este anjo de braços abertos, seu apoio e de sua familia (equipe VIP) fez toda a diferença em nossas vidas.
Obrigada, Marise Jalowitzki, pelas trocas valiosas. Os anos se passaram e está aí a prova de que o tempo, aliado à persistência, à resiliência e à fé operam a verdadeira cura.
Obrigada, Deus! E a todos que sempre estiveram conosco.
Juliana Furucho 
outubro de 2019

(Após pedir o aval para publicar, recebi e repasso, pois, aqui, estou emocionada também!)

"Querida amiga! Chorei muito, como é bom chorar de felicidade, lágrimas com gosto de vitória, com a certeza de ter escolhido o melhor caminho. Na maioria das vezes, o caminho mais curto não é o de maior êxito. Pode publicar exatamente como está, pois está perfeito. Espero do fuundo do meu coração que ajude outras mães e pais que se sentem perdidos assim como eu me senti. E se qualquer um deles quiser falar comigo estou à disposição. Muito muito muito obrigada E que meu exemplo possa correr o mundo."


O sorriso dele, o semblante, é de uma criança compreendida, que já está ocupando seu lugar no mundo! O lugar que lhe é devido por Direito!


Link deste artigo: https://tdahcriancasquedesafiam.blogspot.com/2019/11/aluno-destaque-ao-inves-de-ritalina.html



Querendo, leia o artigo (mencionado no início do texto)

"Graças a Deus não ministrei nenhuma droga no meu filho. Assim que ele começar na escolinha nova e for progredindo te conto mais. No fim, vejo que meu filho só precisava de mais atenção, carinho e compreensão por seu jeito peculiar e especial de ver o mundo e por não aceitar que lhe imponham padrões de "escolas-fábrica" como você diz."


Alguns outros relatos exitosos:

TDAH - Homeopatia e Florais - Mamãe auxilia com a experiência de seu filhote









 Marise Jalowitzki é educadora, escritora, blogueira e colunista. Palestrante Internacional, certificada pelo IFTDO - Institute of Federations of Training and Development, com sede na Virginia-USA. Especialista em Gestão de Recursos Humanos pela Fundação Getúlio Vargas. Criou e coordenou cursos de Formação de Facilitadores - níveis fundamental e master. Coordenou oficinas em congressos, eventos de desenvolvimento humano em instituições nacionais e internacionais, escolas, empresas, grupos de apoio, instituições hospitalares e religiosas por mais de duas décadas Autora de diversos livros, todos voltados ao desenvolvimento humano saudável. marisejalowitzki@gmail.com 

blogs:




segunda-feira, 27 de agosto de 2018

Trabalhando com Temperamentos Infantis Desafiadores


Dicas importantes para pais, sejam seus filhos laudados como TOD - Transtorno Opositivo Desafiador, ou, simplesmente, seus amados com comportamento mais difícil de lidar.




Por Rick Hanson, P.HD.  - Tradução livre por Marise Jalowitzki - publicado neste blog em 27.agosto.2018  https://tdahcriancasquedesafiam.blogspot.com/2018/08/rabalhando-com-temperamentos-infantis.html
Algumas crianças são naturalmente descontraídas, adaptáveis ​​e alegres. Claro, elas ainda vão chorar se o sorvete cair fora de seu cone, mas em geral, elas têm o tipo de temperamento que torna o trabalho dos pais consideravelmente mais fácil: elas trotam para a pré-escola sem se apegar à mãe ou pai na porta, e se o seu moletom favorito está na lavagem, não é grande coisa colocar um diferente. Elas podem sentar-se em silêncio por períodos razoavelmente longos e se acalmar rapidamente se ficarem excitadas ou impulsivass, e se elas não puderem construir sua estrutura de blocos da maneira correta, isto não as deixará frustradas.
Por outro lado, provavelmente pelo menos um terço de todas as crianças se afasta dramaticamente desse perfil, e geralmente isto fica bem claro no primeiro ou segundo aniversário da criança. A maioria desses pequenos se encaixa em um desses padrões:
  • Cauteloso / Rígido - Lento para aquecer a novas situações, pessoas ou atividades. Às vezes forte apego a objetos (como artigos favoritos de roupas) ou rotinas. Difícil de se separar dos cuidadores familiares. Muitas vezes tem medos intensos (por exemplo, cães, ruídos altos ou escuridão).
  • Espirituoso - Alto nível de atividade e acelera rapidamente. Procura coisas novas e empolgantes. Pode ter pouco tempo de atenção ou dificuldade para ouvir. Fisicamente ousado, arriscado, até agressivo. Intenso, dramático, enche a sala com sua energia.
Essas crianças trazem presentes especiais para suas famílias, como ajudar os pais a prestarem atenção às rotinas da família (crianças cautelosas), ou animar outras ocasiões abafadas (espirituosas). No entanto, elas podem ser compreensivelmente mais estressantes para levantar , especialmente se a sua disposição tende para a extremidade alta de qualquer tipo.
Um temperamento cauteloso ou espirituoso também tem consequências para a criança, muitas vezes levando a mais dificuldades com outras crianças, problemas na assistência à infância ou na escola e conflitos com os pais. Para ajudar a si mesmo e ao seu filho, aqui estão algumas abordagens - sobre uma base de cuidado amoroso e autoridade parental apropriada que vimos trabalhar em várias famílias - muitas das quais também são úteis para crianças mais descontraídas:
  • Tenha mais compaixão pelo seu filho e por você mesmo
  • Nutrir amorosamente mais do que nunca
  • Forneça muita estrutura
  • Ensine habilidades
  • Otimize a fisiologia da criança
  • Receba suporte

Tenha compaixão extra pelo seu filho e por si mesmo


 Há um ditado que diz que pais com apenas um filhote tendem a pensar (ou escutam de outros) que a funcionalidade do pequeno tem a ver com a educação que recebeu, enquanto que pais com dois filhos ou mais, entendem que tem muito mais a ver com a natureza de cada um - porque eles vêem como duas crianças, ainda que criadas em mesmo ambiente, crescem com comportamentos diferenciados. O temperamento de uma criança - aquelas tendências estáveis ​​em como ela se sente, reage a situações, ou vê o mundo - é biologicamente determinado, e isso é óbvio dentro de alguns meses - ou horas! - depois do seu nascimento. Por exemplo, nosso primeiro filho, Forrest, ficou acordado por várias horas depois de ser entregue, olhando em volta com interesse, ansioso para interagir, como se estivesse dizendo: 'Onde está a festa ?!' Nossa segunda filha, Laurel, saiu, piscou, fechou os olhos e voltou a dormir; a atitude dela parecia mais 'Tudo bem, mas estou mais interessada em outras coisas e, por favor, não me incomode.' Essas abordagens fundamentais da vida persistem até hoje. Ambos estão felizes e prosperando. Mas eles estão fazendo isso de maneiras diferentes.
É natural a tendência dos pais em querer o temperamento de seu filho como um reflexo de você mesmo e, assim, ao ver as diferenças, 'trabalhar' nisso como se fosse um projeto que precisa ser consertado ou entender como um sinal dele (filho) de desobediência deliberada. Também é natural sentir-se desapontado com uma criança que não acabou por ser o que você acha que esperava. Esses sentimentos costumam ser dolorosos de reconhecer - mas, se os empurrarmos para baixo, eles não desaparecem, e inevitavelmente vazam e a criança pode senti-los. Como qualquer sentimento difícil, eles são mais reconhecidos por você (adulto e pai-mãe) e talvez também por alguns outros, e então - liberados e substituídos por uma atitude mais aceita, filosófica e humorística.

Paralelo  isso, tente lembrar que seu filho é mais afetado por seu temperamento do que você - às vezes, como o cavaleiro de um cavalo fugitivo. Às vezes você pode ver que uma criança realmente deseja poder agir de maneira diferente, mas ela simplesmente não consegue evitar.
Certamente, uma criança precisa de orientação, independentemente de seu temperamento, e seus pais precisam fornecer limites sensatos. No entanto, a base de tudo isso tem que ser a compaixão de seus pais, ou ela vai se sentir em um lugar profundo, entendendo que há algo de errado com sua natureza essencial. Além de ser bom para ela, a compaixão acalma você e o atrai para um lugar menos estressante do lado de dentro. Isso ajuda você a se sentir mais tranquilo ao ver os pontos fortes de sua natureza, especialmente se o temperamento de seu filho(a) for diferente do seu.
Quando o atrito entre você está no seu pior pico, ou outras pessoas estão lhe julgando, é fácil pensar que o temperamento de sua criança é uma espécie de aberração do ideal da criança feliz brilhante. Mas é importante ter em mente que há uma grande variedade de temperamentos por uma boa razão: até recentemente, os seres humanos viviam - e acasalavam - principalmente em grupos tribais, e aqueles que continham uma diversidade de temperamentos eram geralmente mais capazes de sobreviver à diversidade de problemas que a natureza jogou neles. Cada grupo - seja uma tribo da Idade da Pedra ou o conselho de uma corporação da Fortune 500 - precisa de pessoas que sejam cautelosas e outras que estejam ansiosas para assumir riscos.
Finalmente, você também merece compaixão, já que não importa o quanto você valorize seu filho, seu temperamento ainda traz mais estresse e exigências para você. E, claro, tente não ser duro consigo mesmo porque seu filho é cauteloso ou espirituoso, nem abalado pelos julgamentos ou pelos olhos de outros. Tente ser o melhor possível e sinta-se satisfeito! Você merece gratificações extras!

Nutra amorosamente mais do que nunca


 Uma criança cautelosa ou espirituosa é obrigada a receber mais correção, críticas e repreensões do que aquela que é mais fácil de lidar. Então ela precisa de mais carinho de seus pais e outros cuidadores para compensar.
Além disso, o grau de cautela ou espirituosidade de uma criança é muitas vezes intensificado por uma queda na nutrição afetiva, talvez devido à chegada de um novo bebê, uma mudança nos arranjos de dormir, uma entrada em creches ou uma nova pré-escola ou ainda mudanças na casa dos pais, seja no trabalho ou no seu próprio relacionamento. Pare e se avalie. Encontrando-se dentro de si mesmo para poder gerar mais nutrição para o seu filho, muitas vezes haverá um alívio agradável de alguns dos extremos do temperamento: menos apego, ansiedade e rigidez - ou menos desconforto, distração e intensidade. É razoável achar que você pode se sentir temeroso em dar ao seu filho mais cuidado (acreditando que isto seja “ceder às suas demandas, 'ordens', pedidos, manhas, chantagens, etc.”). Caso você acreditar nisso, tenha certeza, ele vai perceber e só vai querer mais do que nunca. Mas, de fato, sua atenção amorosa ajudará a acalmar sua carência, particularmente se você também o ensina a ter boas experiências e torná-las uma parte duradoura de si mesmo; ele será mais feliz e mais fácil para você criar. Em essência, nutrição amorosa extra para uma criança desafiadora é uma verdadeira prevenção, que evita um quilo de problemas.

Forneça muita estrutura


Esta sugestão é uma estimativa - Estimule sem pressa.
Cada criança tem seu próprio ritmo, entenda.
 Evidente que ser altamente carinhoso não significa deixar uma criança andar por cima de você ou de qualquer outra pessoa. A estrutura é reconfortante, acalmando os medos de crianças cautelosas e espirituosas. 

Enquanto uma criança cautelosa é também facilmente percebida como temerosa, uma criança espirituosa é muitas vezes bastante ansiosa por trás de sua bravata, e uma fonte comum de agressividade - que é uma maneira de administrar o medo.

A estrutura consiste tanto no quanto você tem certeza de estar presente na vida da criança, quanto no que é deliberadamente ausente. Em termos do que está presente, uma rotina diária consistente ajudará a manter as crianças espirituosas e cautelosas “dentro da linha”. Suas expectativas quanto ao comportamento devem ser claras, gentis e consistentemente aplicadas. Tente ser criativo nas estruturas da sua família, adaptando-as às necessidades específicas do seu filho.
Por exemplo, uma vez que uma criança espirituosa é particularmente propensa ao esquecimento e desorganização e você costuma reagir assim: - Quantas vezes eu tenho que lhe dizer para pegar sua lancheira de manhã? Você deixou sua jaqueta na escola de novo ?! - tente fornecer formas de estrutura que simplifiquem as coisas e forneçam lembretes. Você poderia colocar uma cesta em seu quarto para roupas sujas em vez de esperar que ela as colocasse no cesto - e ele provavelmente a transformará em uma chance de atirar alguns aros. Ou tire um instantâneo de cada um dos passos básicos da rotina matinal - lavar o rosto, arrumar os pijamas, vestir roupas, tomar café da manhã, levar uma jaqueta para ir até a creche, etc. - e colá-los em um pedaço de cartolina, como uma lista diária de verificação visual.
Quanto ao que você intencionalmente precisa manter fora do mundo do seu filho: no topo da lista devem estar aquelas coisas que exacerbam suas tendências temperamentais. Por exemplo, uma criança cautelosa não deve ser exposta a experiências alarmantes, pois podem aumentar a rigidez. Da mesma forma que expor uma criança espirituosa a estímulos violentos - como muitos programas de TV ou videogames - pode gerar mais agressividade nele. 
Considere os amigos de seu filho: eles trazem o que há de melhor em seu filho, ou aquelas qualidades que são mais desafiadoras para ele - e para você?
* * *
Este artigo é uma adaptação do livro Mother Nurture, de Rick Hanson, Ph.D., Jan Hanson, MS, e Ricki Pollycove, MD. (original: https://www.rickhanson.net/working-challenging-child-temperaments/ )

Dr. Rick Hanson Ph.D.,  Neuropsicologista – um dos líderes mundiais em treinamento da mente (neurociência)

Mais sobre o Quadro de Acordos, Tarefas, Perdas e Recompensas -Clique:

O monitoramento do quadro é mais uma ação necessária, pois um dos filhos pode 'burlar' os resultados obtidos. Aqui, o filhinho menor da Cassia ia até o quadro aposto na parede e mudava os indicativos, favorecendo a si, tentando deixar o irmão mais velho a descoberto...rsrs
Entender nossas crianças, desde as mais tímidas até as mais intempestivas-agressivas é passo importante da construção de relações mais harmoniosas, seja na família, seja na escola. Às mães é, geralmente, destinada a ação mais árdua, que é manter a disciplina, ser respeitada e obter os resultados esperados de um filhote que, muitas vezes, vem pela via oposta.
Muito mais que brigar, castigar (pior ainda, bater) o bom desempenho está no estabelecimento de acordos, construídos com tempo, com calma, em conjunto, em verdadeira negociação.
A seguir estão preciosas dicas.
(Fica também a sugestão do Livro TDAH CRIANÇAS QUE DESAFIAM, com capítulos específicos para as mudanças necessárias nas Relações Familiares e no real papel da Escola)



quarta-feira, 15 de agosto de 2018

Medicalização da infância


ritalina, concerta, adderall (metilfenidato), venvanse (lisdexanfetamina), risperidona, tofranil (imipramina), atomoxetina, depakene, depakote, Trileptal (carbamazepina), Tegretol (oxcarpazepina), Seroquel (quetiapina), Zoloft (sertralina), haloperidol.... uma relação imensa compõem as prescrições para nossos pequenos. Quem irá parar esta avalanche de drogas psiquiátricas para corpinhos assim pequenos, organismos em desenvolvimento? com efeitos imprevisíveis (e que podem ser bastante sérios, e irreversíveis)!!

Marise Jalowitzki
Psicotrópicos, na verdade, nunca deveriam ser ministrados a crianças. Existem outras maneiras de tratar, mesmo os casos mais graves (MTC - Medicina Tradicional Chinesa, Homeopatia, Medicina Antroposófica, etc.). Até mesmo no autismo severo, há documentários riquíssimos de mães que adotaram a dieta cetôgenica e obtiveram resultados maravilhosos, aliada a uma postura familiar inclusiva por excelência, com o pai ajudando, incentivando, realizando exercícios diários com o filhote. Esta história de "defasagem química" está sendo cada vez mais contestada por vários psiquiatras ao redor do mundo (aqui eles são abafados quase cem por cem). Querendo, clique aqui: Doenças mentais não se devem a alterações químicas do cérebro.
Não existem estudos conclusivos (embora só a ritalina, por exemplo, já esteja sendo aplicada em crianças a quase um século, em outros países) sobre o efeito de psicotrópicos em crianças-agora-adultos-e-ou-velhos (porque não há interesse, é claro), mas sabemos que a droga psiquiátrica, seja qual for, age de maneira diferente em um corpinho em formação do que em um organismo adulto.
Tomando o exemplo da ritalina, uma anfetamina na mesma classificação que a cocaína, em um corpo adulto deixa up, 'ligadão', enquanto em uma criança achata, fazendo todos acreditar que está 'concentrada' nos estudos, embora não aprenda, efetivamente. Além do que, no Brasil, temos a cultura do 'off-label' institucionalizada. Isto é, um médico prescreve o que bem lhe vem " à telha", independente se aquela medicação é ou não é para o quadro do pequeno paciente.
Especificamente, acerca do uso da imipramina no tratamento da desordem de atenção primária/hiperatividade, o FDA (Órgão americano de regulamentação de fármacos e de alimentos), órgão cujas diretrizes o Brasil diz seguir, não aprovou o seu emprego para uso em crianças.
Foram descritos casos de morte repentina em idade evolutiva após o uso de antidepressivos tricíclicos (desipramina e imipramina).

Uma mãe comenta: "Como podem estes médicos fazer isto com as crianças? ainda mais se é proibido medicar na primeira consulta? 
Respondi:Tudo isto tem um nome. Isto se chama "problemas de administração pública". Quando há falta de ética médica, há que ser aplicadas as penas previstas em Leis. Temos dificuldades em promulgar Leis que amparem as crianças, que evitem a medicalização. Quando alguma delas consegue vencer a barreira que a infiltração da indústria farmacêutica provoca (sim, vários parlamentares estão totalmente vendidos), aí não tem fiscalização, nem sanção! Adianta? Uns poucos se conscientizam e passam a fazer uma prática médica baseada na ética, uma abordagem Integral. Estes médicos são raros, pois os laboratórios fabricantes incentivam muito, inclusive com finais de semana com acompanhante em resorts 5 estrelas, cursos no exterior, etc... poucos resistem... a impunidade continua e as crianças é que pagam o preço, além da angústia dos pais. Cruel!
A esperança é que mais e mais pais e mães procurem informação fidedigna, pesquisem, indo a fundo naquilo que, infelizmente, em nosso país ainda tão pouco se publica. E façam a diferença! 
Sobre Leis: 

PRÁTICAS INTEGRATIVAS E COMPLEMENTARES - AS OUTRAS MEDICINAS E INTERVENÇÕES

https://tdahcriancasquedesafiam.blogspot.com.br/2018/04/praticas-integrativas-e-complementares.html

Sobre a Resolução antimedicalização: 

TDAH - Diário Oficial publica Resolução do CONANDA sobre o direito de crianças e adolescentes a não serem excessivamente medicalizadas - Por Rubens Bias


Art. 2º A criança e o adolescente têm direito à proteção integral, particularmente ao acesso a alternativas não medicalizantes para seus problemas de aprendizagem, comportamento e disciplina que levem em conta aspectos pedagógicos, sociais, culturais, emocionais e étnicos, e que envolvam a família, profissionais responsáveis pelos cuidados de crianças e adolescentes e a comunidade. RESOLUÇÃO Nº 177, DE 11 DE DEZEMBRO DE 2015

Mais sobre imipramina

http://compromissoconsciente.blogspot.com.br/2014/04/o-lucas-tem-acordado-meio-confuso.html


Que nossos pequenos possam viver a Vida que vieram para viver, ditada por Aquele que Nos Fez!

fisioterapia urológica, nada de tofranil - imipramina - foram indicadas 10 sessões - bastaram 5!

http://tdahcriancasquedesafiam.blogspot.com.br/2017/06/seu-filhote-ainda-faz-xixi-na-cama.html

E mais:


TDAH - Carne vermelha, açúcar, alimentos industrializados e hiperatividade - Nutrição e Saúde Mental - http://tdahcriancasquedesafiam.blogspot.com.br/2015/09/tdah-carne-vermelha-acucar-alimentos.html

Dieta especial ajuda portadores de TDAH, Autismo e outros distúrbios de comportamento - assista tambem ao video -http://tdahcriancasquedesafiam.blogspot.com.br/2015/09/dieta-especial-ajuda-portadores-de-tdah.html



" O que é importante notar aqui é que Matthew
não tinha qualquer condição cardíaca
pré-existente ou defeito."
 (
Heather Smith - Pai de Matthew)

Protocolo de Autópsia - Morte do Menino Matthew devido ao uso prolongado de Ritalina

Por Marise Jalowitzki

http://compromissoconsciente.blogspot.com.br/2014/11/protocolo-de-autopsia-morte-do-menino.html
















Déficit de Atenção e Hiperatividade -
TDAH e o uso de psicotrópicos,
incluindo o metilfenidato

Por Marise Jalowitzki

http://compromissoconsciente.blogspot.com.br/2014/05/tdah-suicidio-e-auto-mutilacao-podem.html 






"Não tome Ritalina® se você 
sofre de ansiedade, tensão ou 
agitação...  

Quem entende? Diz na Bula - Ritalina não é para agitação ou ansiedade!

Segundo resultados de uma pesquisa publicada em maio de 2013, nos EUA, nove em cada dez médicos receitam psicotrópicos para crianças logo na primeira consulta. 
Por Marise Jalowitzki




Pais, exijam todas as informações e
exames necessários antes de medicar
seus filhos! 
Ritalina não pode ser usado por quem tem problemas cardíacos
Por Marise Jalowitzki
Publicado neste blog em 16.setembro.2014  - incluindo texto transcrito do Livro TDAH Crianças que Desafiam (*)
http://compromissoconsciente.blogspot.com.br/2014/09/ritalina-nao-pode-ser-usado-por-quem.html




TDAH Sem Medicação

A importância do acompanhamento médico na suspensão de psicotrópicos em crianças

Por Marise Jalowitzki
14.fevereiro.2015



Sertralina - Zoloft e todos os antidepressivos - Riscos de Suicídio ou Suicidalidade, especialmente até os 25 anos



Por Marise Jalowitzki








 Marise Jalowitzki é educadora, escritora, blogueira e colunista. Palestrante Internacional, certificada pelo IFTDO - Institute of Federations of Training and Development, com sede na Virginia-USA. Especialista em Gestão de Recursos Humanos pela Fundação Getúlio Vargas. Criou e coordenou cursos de Formação de Facilitadores - níveis fundamental e master. Coordenou oficinas em congressos, eventos de desenvolvimento humano em instituições nacionais e internacionais, escolas, empresas, grupos de apoio, instituições hospitalares e religiosas por mais de duas décadas Autora de diversos livros, todos voltados ao desenvolvimento humano saudável. marisejalowitzki@gmail.com 

blogs:
www.marisejalowitzki.blogspot.com.br 

LIVRO TDAH CRIANÇAS QUE DESAFIAM
Informações, esclarecimentos, denúncias, relatos e dicas práticas de como lidar 
Déficit de Atenção e Hiperatividade