segunda-feira, 28 de agosto de 2017

Crianças e os prejuízos do uso de drogas psiquiátricas



Crianças e os prejuízos do uso de drogas psiquiátricas

28.agosto.2017

Ao receber algumas afirmações insanas (inclusive de alguns médicos) de que a ritalina não causa "nenhum prejuízo", só respondo:
Diz até na bula do fabricante! Leia a bula! E qual o problema em disseminar conhecimentos importantes que continuam sendo ocultados pela grande mídia? Depois que os estragos acontecem, a problemática é com os pais, que não sabem o que fazer!
E a criança é sempre a vítima!
Leia também os artigos no Blog TDAH CRIANÇAS QUE DESAFIAM. Tem muita coisa importante por lá.
Leia o Livro TDAH Crianças que Desafiam, leia também " Anatomia de uma Epidemia - Pílulas Mágicas, Drogas Psiquiátricas e o Aumento Assombroso da Doença Mental", do Robert Whitaker, editado (e traduzido) pela FIOCRUZ em julho deste ano.

Será que tudo que a FIOCRUZ quer é "vender livros"?  Não será, assim como eu e outras (ainda poucas) pessoas, desvendar uma problemática que está bem acima do consumo desvairado de drogas psiquiátricas em nosso país?
Faça a sua parte! Divulgue, compartilhe, converse, aja! E, aos que gostam de criticar, informem-se mais, please!
Felizmente, a cada dia cresce o número de mães e pais conscientes, que estão retirando seus filhos das drogas spiquiátricas e proporcionando a eles uma Vida Saudável! Viva! Ainda são poucos, mas, para estas crianças, toda a diferença!
(Foto original de Jason Mark Karl Williams)
P.S.: Citei apenas a ritalina, mas são todas as drogas psiquiátricas que deixam suas sequelas! Fico pasma quando um adulto diz: "Tomo há anos e não deu nada de ruim...não fico sem a minha ritalilna, sem ela não funciono...!" não é um contra senso? dependência não é um efeito colateral terrível?
Marise Jalowitzki

Para adquirir o Livro ANATOMIA DE UMA EPIDEMIA - O livro "Anatomia de uma Epidemia": pílulas mágicas, doenças psiquiátricas e o aumento assombroso da doença mental" está disponível: 1) na Livraria Virtual da Editora Fiocruz (https://goo.gl/YVrwwp) - 2) na sede da Editora Fiocruz (Av. Brasil, 4.036 / sala 108 - Manguinhos) - 3) na Livraria da Editora Fiocruz (Campus Manguinhos da Fiocruz, prédio da Asfoc-SN, sala 12)

Para adquirir o Livro TDAH CRIANÇAS QUE DESAFIAM - Sites Livraria Saraiva, Estante Virtual, Mercado Livre, PagSeguro ou diretamente comigo (inbox ou e-mail marisejalowitzki@gmail.com)
Mais informações aqui: Livro TDAH Crianças que Desafiam - Detalhes do produto - Sobre a autora - Como adquirir - http://tdahcriancasquedesafiam.blogspot.com.br/2014/02/livro-tdah-criancas-que-desafiam.html
Depoimentos sobre o Livro TDAH Crianças que Desafiam - http://tdahcriancasquedesafiam.blogspot.com.br/2015/04/depoimentos-sobre-o-livro-tdah-criancas.html

Outras publicações BEM importantes:

TDAH e ritalina - Pupilas dilatadas e visão turva - e outros efeitos colaterais em menina de 10 anos

Um mês após a suspensão do uso, os efeitos colaterais persistem! Menina de 10 anos!
Mãezinha autoriza a divulgação do caso, para conscientizar outras mães. A preocupação é muito grande, torcendo pra que o problema não se torne permanente! Com relato de mãe

https://tdahcriancasquedesafiam.blogspot.com.br/2017/10/tdah-e-ritalina-pupilas-dilatadas-e.html



Ritalina e a indução à psicose


Excerto de Entrevista a Robert Whitaker, autor do impressionante livro MAD IN AMERICA 

Por Marise Jalowitzki
http://compromissoconsciente.blogspot.com.br/2015/05/ritalina-e-inducao-psicose.html



 Marise Jalowitzki é educadora, escritora, blogueira e colunista. Palestrante Internacional, certificada pelo IFTDO - Institute of Federations of Training and Development, com sede na Virginia-USA. Especialista em Gestão de Recursos Humanos pela Fundação Getúlio Vargas. Criou e coordenou cursos de Formação de Facilitadores - níveis fundamental e master. Coordenou oficinas em congressos, eventos de desenvolvimento humano em instituições nacionais e internacionais, escolas, empresas, grupos de apoio, instituições hospitalares e religiosas por mais de duas décadas Autora de diversos livros, todos voltados ao desenvolvimento humano saudável. marisejalowitzki@gmail.com - Mãe e avó.
blogs:
www.marisejalowitzki.blogspot.com.br 

LIVRO TDAH CRIANÇAS QUE DESAFIAM

Informações, esclarecimentos, denúncias, relatos e dicas práticas de como lidar 
Déficit de Atenção e Hiperatividade

Sobre a mentira




Sobre a mentira

Mentir é um artifício utilizado por algumas crianças para evitar problemas.
Uma criança segura de si, que sabe que vai ser aceita, respeitada e conduzida em suas falhas não recorre a subterfúgios pra inventar saídas.
"O que para os demais é considerado como 'mentir', para uma criança vista como 'problema' representa um processamento neurológico de defesa." (Livro TDAH Crianças que Desafiam - pág. 90)
Um dos maiores desafios para os pais consiste em lidar com tais situações, pois a confiança é abalada.
Pense nisso e potencialize as qualidades de seu filho! Ele é único e plenamente merecedor de Amor e Compreensão!
Abraços!
Marise


segunda-feira, 21 de agosto de 2017

ANATOMIA DE UMA EPIDEMIA - Pílulas Mágicas, Drogas Psiquiátricas e o Aumento Assombroso da Doença Mental - Robert Whitaker




Marise Jalowitzki
21.agosto.2017
https://tdahcriancasquedesafiam.blogspot.com.br/2017/08/anatomia-de-uma-epidemia-pilulas.html


Considero SUPER importante que o Livro de Roberto Whitaker "ANATOMIA DE UMA EPIDEMIA - Pílulas Mágina, Drogas Psiquiátricas e o Aumento Assombroso da Doença Mental" tenha, finalmente, uma tradução em português. E mais: que a editora seja a FIOCRUZ.

Embora o destaque tenha acontecido em seminários, palestras, encontros (FIOCRUZ, ABRASCO, várias organizações de Direitos Humanos), a grande mídia não noticiou o lançamento (fácil de entender!). Mesmo tendo concedido uma entrevista a Globo, não há nenhuma menção ao lançamento do Livro. Era-é preciso muita publicidade, bem sabemos, face a gravidade do tema. Temos agora um compêndio fortíssimo como aliado, para continuar enfrentando esta situação tão triste, e devastadora, como é a medicalização da sociedade. E, o pior: em crianças sempre mais novinhas. Brasil ostenta o deplorável 2º lugar em uso de psicotrópicos no mundo, só ultrapassado pelos EUA.

Adquiri o meu exemplar ainda em julho.2017, quando Robert Whitaker esteve aqui no Brasil para o lançamento. Com destaque especial para a temática tdah em crianças e jovens, os capítulos 11 e 12 são destaque.

Há casos que, lendo, dá-se aquela parada para refletir, uma sensação de impotência toma conta, uma percepção de que o que se está fazendo é bem pouco frente ao gigantesco movimento de convencimento da população para o consumo de psicotrópicos. Sabemos quantas pessoas se deixam convencer, seja pelo médico (o medicamento é "inofensivo"), seja pela pressão da escola ("mãe, tem de dar o remedinho") e, mais tarde, ao perceber os efeitos nefastos, bate o desespero, pois muitos médicos, nem aí, quando os efeitos colaterais aparecem, explicam aos pais que as causas dos desajustes são consequencia das drogas psiquiátricas. E, nem aí, suspendem o uso! Casos de óbito chegam a acontecer e tudo fica encoberto!

Excertos da entrevista dada a Eliane Bardanachvili/CEE-Fiocruz

“Com a conivência da Psiquiatria, a indústria farmacêutica construiu a ideia de que na mente não há lugar para tristeza ou ansiedade, emoções que todos sabemos que são comuns nos seres humanos.”

“Psiquiatras e jornalistas ganharam muito dinheiro para dar palestras e defender essa ideia. São pessoas nas quais o público acredita”, denuncia Whitaker.

 “Se, no curto prazo, essas drogas suprimem os sintomas indesejados, no longo prazo o que o ocorre é diferente.”

Fica a indicação.




Livro premiado e traduzido em diversos idiomas, Anatomia de uma Epidemia aborda a contravertida questão das drogas e tratamentos psiquiátricos. O autor foi impulsionado a escrever sobre o que considera “um tremendo campo minado político” a partir de uma reportagem sobre maus-tratos em pesquisas com pacientes psiquiátricos, como, por exemplo, o uso de medicamentos para exacerbar sintomas em esquizofrênicos ou, ao contrário, para privá-los de antipsicóticos. Escrevendo uma série de reportagens sobre esses experimentos, Whitaker estava convencido de que novas drogas psiquiátricas eram desenvolvidas para ajudar a “equilibrar” a química cerebral e que seria antiético retirar a medicação dos pacientes experimentalmente. Ao se aprofundar na questão, no entanto, esbarrou com descobertas da Organização Mundial da Saúde, “que parecia haver encontrado uma associação entre os resultados positivos (no tratamento de esquizofrênicos) e a não utilização contínua desses medicamentos”. A partir daí dedicou-se a uma “busca intelectual” que originou esta obra. “Estas páginas falam de uma epidemia de doenças mentais incapacitantes induzidas pelos fármacos”. (FIOCRUZ)



E em relação ao Transtorno do Déficit de Atenção? Crianças e jovens estão sendo medicadas precocemente?

"Essa é uma preocupação dos pais em todo o mundo. Nos EUA, começamos a medicar jovens e crianças há mais de 30 anos, e não há nenhuma evidência de que eles têm melhor desempenho depois de adultos. Pelo contrário, depois de anos tomando esses remédios os jovens têm sintomas piores e começam a receber outros diagnósticos, como transtorno bipolar ou esquizofrenia. Ouvi relatos de que aqui no Brasil estão receitando Risperidona para crianças de três e quatro anos. É um remédio fortíssimo." (Globo)



Robert Whitaker: Jornalista, ganhou vários prêmios cobrindo medicina e ciência, entre eles o Prêmio George Polk para Escrita Médica; o da Associação de Escritores de Ciência para o melhor artigo de revista; e melhor jornalismo investigativo de 2010. Em 1998, co-escreveu uma série sobre pesquisa psiquiátrica para o Boston Globe, finalista para o Prêmio Pulitzer para o Serviço Público. Seu trabalho se volta para o fenômeno da medicalização, particularmente sobre a influência das drogas utilizadas na psiquiatria e seu benefício real no tratamento das doenças mentais. Sobre o tema, escreveu ainda “Mad in America: a má ciência, a má medicina e o mal-estar duradouro dos doentes mentais” (2001) e “Psiquiatria sob influência: corrupção institucional, lesão social e prescrições para a reforma” (2015).


Querendo, leia também: A Argumentação Científica contra os antipsicóticos

Pesquisas:
https://portal.fiocruz.br/pt-br/content/anatomia-de-uma-epidemia-pilulas-magicas-drogas-psiquiatricas-e-o-aumento-assombroso-da

https://oglobo.globo.com/sociedade/robert-whitaker-jornalista-escritor-industria-farmaceutica-capturou-psiquiatria-21604509

http://www.cee.fiocruz.br/?q=node/618

http://madinbrasil.org/2016/10/a-argumentacao-cientifica-contra-os-antipsicoticos/


Poderá gostar também de:

Diagnósticos infantis - TDAH e outros transtornos


Em mais de 80% das vezes não é necessário medicar uma criança.Só terapia. Por Marise Jalowitzki

http://tdahcriancasquedesafiam.blogspot.com.br/2015/12/diagnosticos-infantis-tdah-e-outros.html



Também:


"A psiquiatria está em crise." Por 

http://compromissoconsciente.blogspot.com.br/2016/08/doencas-mentais-nao-se-devem-alteracoes.html




Ritalina e a indução à psicose


Excerto de Entrevista a Robert Whitaker, autor do impressionante livro MAD IN AMERICA 

Por Marise Jalowitzki
http://compromissoconsciente.blogspot.com.br/2015/05/ritalina-e-inducao-psicose.html


 Marise Jalowitzki é educadora, escritora, blogueira e colunista. Palestrante Internacional, certificada pelo IFTDO - Institute of Federations of Training and Development, com sede na Virginia-USA. Especialista em Gestão de Recursos Humanos pela Fundação Getúlio Vargas. Criou e coordenou cursos de Formação de Facilitadores - níveis fundamental e master. Coordenou oficinas em congressos, eventos de desenvolvimento humano em instituições nacionais e internacionais, escolas, empresas, grupos de apoio, instituições hospitalares e religiosas por mais de duas décadas Autora de diversos livros, todos voltados ao desenvolvimento humano saudável. marisejalowitzki@gmail.com - Mãe e avó.
blogs:
www.marisejalowitzki.blogspot.com.br 

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Déficit de Atenção e Hiperatividade




terça-feira, 8 de agosto de 2017

TDAH, TOD e outros transtornos - Qual das Terapias Integrativas é mais aconselhável





Uma mãe pergunta qual das terapias integrativas seria aconselhável a uma criança de 5 anos.
Depende tanto da criança, da forma como ela se manifesta, como se relaciona, as respostas que tem ao contato de outra pessoa.
O Reiki costuma não tocar no corpo, só emite a energia (embora haja reikianos que colocam as mãos sobre determinadas áreas). Esta terapia é bastante indicad, especialmente nos casos de crianças inquietas. Integrando o Grupo TDAH CRIANÇAS QUE DESAFIAM (facebook) temos a Kamila Lopes, por exemplo, que faz um trabalho primoroso. Troquem figurinhas.
Terapia Crânio Sacral, aqui no grupo temos a Anna Paula Moreira que já fez maravilhas em um garoto filho de uma mamãe que também participa deste grupo. O menino é mais quieto, gentil, querido, não ofensor (por isso, também alvo de bullying).
Barra de Access é mais recente (no meu conhecimento). Temos a Marta Coronado, que, inclusive, está elaborando um artigo para publicar no blog e divulgar também aqui. São 32 pontos.
Pessoalmente, como tenho formação em kinesiocromoterapia e Do-In, muito apliquei (e aplico) em nosso círculo familiar - relaxamento e ativação. Efeitos imediatos.
Há crianças que respondem maravilhosamente com música, com desenhos, pinturas. No Grupo temos o arteterapeuta e psicopedagogo Edson Damiao que obtêm um resultado efetivo oportunizando para as crianças esta livre expressão.
Já assisti terapias com Meditação e Yoga com crianças MUITO hiperativas, sessões que começavam com muito agito, dança, pulos e, aos poucos, foram sendo conduzidas para movimentos mais brandos (ainda desafiantes, corporeamente falando) até que, por fim, ficavam quietinhas, meditando como vemos nas fotos.  Aqui no Grupo temos Hilarion Terapias YogaClarissa Krpá, entre outros.
Escotismo, natação, andar de bicicleta em grupo, aulas de circo, também são atividades que dão super certo.
Enfim, a Relação é extensa e TUDO é MUITO válido, tem de experimentar. Sempre levando em consideração o Bem Estar e as tendências individuais da criança. 
Bjs e Felicidades!
Marise Jalowitzki
Fundadora e uma das moderadores do Grupo TDAH CRIANÇAS QUE DESAFIAM
(Livro, Blog, Grupo e Página de igual título)






"Muitas crianças de hoje possuem, consciente ou subconscientemente, a noção clara de que o mundo que lhes é oferecido está cheio de graves incoerências e suas respostas a tudo isso se refletem em desatenção, em evasão, em tentar levar os outros para brincadeiras, tornando-se inconvenientes, desviando o foco da “chatice”, em casa ou em sala de aula, em uma situação de ensino que não lhes chama a atenção, onde não encontram significado nem utilidade. Apropriar-se do conhecimento para que, se não enxergam onde e como utilizá-lo? Sequer o assimilam!  

Desde sempre coisas desse teor já foram ditas e sentidas, só que se antes, em alguns casos, as instituições conseguiam abafar os mais irreverentes pela palmatória e outros castigos e exposições humilhantes, agora, com a legislação considerando a agressão infantil como crime (felizmente!), os adultos, na maioria sempre intolerantes e impacientes, procuram outra forma de silenciar as inssurreições, as desobediências: uma pílula, a Ritalina ou Concerta! Há uns trinta anos era o Gardenal. Tive uma colega de trabalho que tinha os olhos enormes, saltados (efeito colateral) e muita mágoa na alma pelo que fizeram com ela. As saídas pérfidas estão aí, há muito tempo, só que agora a sede por dinheiro, a ganância, fez com que alguns ramos da indústria farmacêutica aumentassem o fomento ao consumo, incluindo campanhas dentro das escolas, fazendo com que milhares e milhares de crianças entrassem nesta rota de fuga da realidade.

É hora de rever. De parar. De pensar nas consequências. De trazer mais felicidade para a vida de todos. De otimizar relações de convívio, seja em casa, escola, igreja, comunidade. De reinventar a maneira como se faz Educação. De ampliar conceitos de inclusão e convívio com as diferenças, temas tão alardeados por todos e ainda tão longe de ser uma prática.

Está aqui uma proposta para se debruçar sobre um cenário integrativo, que objetiva evidenciar que as diferenças entre os seres humanos existem para somar, nunca para dividir, que dirá, segregar ou excluir. A dicotomia presente em cada um de nós, onde, de um lado, queremos ser um “igual” conforme os ditames da pressão social, ser um “normal“ – obediente às normas e, assim, sentir-se integrado e incluído em determinados grupos (família, escola, amigos, trabalho, comunidade, etc.); e, por outro lado, e ao mesmo tempo, fazer “de um tudo” para ser (o que naturalmente somos): único, especial, diferente. Essa tentativa de querer mostrar que é único e diferente fica ainda mais forte entre os jovens e se manifesta no jeito especial de falar, a criação de “idiomas” específicos na Internet, gírias que mudam frequentemente, toques exclusivos nas roupas, o corte de cabelo, um estilo próprio de agir, a procura de um hobby radical ou atividade laboral; tudo leva para a diferenciação e o ineditismo. A procura e a conexão com o EU. Então, como assim, querer trabalhar a mente de uma criança para que ela se debruce sem questionar, nem ver mais nada, e apenas faça o seu dever de casa, sente direitinho, coma de um jeito educado, fale baixo e não transmita nada que possa ser interpretado com fora-da-casinha? Todas as invenções e inovações aconteceram quando alguém conseguiu olhar além da moldura!

Os distúrbios conhecidos como DDA (Déficit De Atenção), DDAH (Déficit De Atenção e Hiperatividade), agora tudo incluído como TDAH (Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade) constam na lista de doenças mentais (ver capítulo sobre DSM e OMS), o tarja preta à base de metilfenidato (no Brasil comercializado como Ritalina, Ritalina LA e Concerta). A divulgação ampla dos efeitos, advertências, riscos e alternativas de tratamento é necessária e premente. Duas correntes igualmente fortes atuam concomitantemente: de um lado, especialistas que defendem e incentivam o uso do fármaco; de outro, especialistas e institutos de saúde internacionalmente reconhecidos pela sua idoneidade e ética afirmam que os possíveis (e irreversíveis) danos que os efeitos colaterais podem conferir precisam ser mencionados aos pais ANTES da administração em crianças e adolescentes. E que haja criteriosa avaliação sobre os diagnósticos já emitidos.

É preciso rever, com seriedade e determinação, qual a sociedade que queremos, qual o mundo que vamos deixar para nossos filhos e netos e mais além, antes que tenhamos [des]construído uma sociedade que veio para nascer, viver, ser feliz, imortalizar-se (através da concepção) e morrer.  Uma humanidade robotizada e subserviente a alguns, é isso que desejamos? A chamada “Pílula da Obediência” está em xeque." (Livro TDAH CRIANÇAS QUE DESAFIAM - pág 14)

Felizmente. 



 Marise Jalowitzki é educadora, escritora, blogueira e colunista. Palestrante Internacional, certificada pelo IFTDO - Institute of Federations of Training and Development, com sede na Virginia-USA. Especialista em Gestão de Recursos Humanos pela Fundação Getúlio Vargas. Criou e coordenou cursos de Formação de Facilitadores - níveis fundamental e master. Coordenou oficinas em congressos, eventos de desenvolvimento humano em instituições nacionais e internacionais, escolas, empresas, grupos de apoio, instituições hospitalares e religiosas por mais de duas décadas Autora de diversos livros, todos voltados ao desenvolvimento humano saudável. marisejalowitzki@gmail.com - Mãe e avó.
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LIVRO TDAH CRIANÇAS QUE DESAFIAM

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Déficit de Atenção e Hiperatividade

TDAH e outros transtornos - Crianças Diferentes, Crianças Especiais - Crianças...



Nossa obrigação e compromisso, enquanto adultos, é proteger TODAS as crianças. Elas são frágeis, sejam impulsivas, agressivas e-oou retraídas. Aportaram em nossos caminhos para que aprendamos junt@s! Elas precisam de Amor e Acolhimento para se sentirem confiantes.
Vamos fazer a nossa parte, elogiando-as, reforçando-as nas suas qualidades. É isto que fortalece!




"Muitas crianças de hoje possuem, consciente ou subconscientemente, a noção clara de que o mundo que lhes é oferecido está cheio de graves incoerências e suas respostas a tudo isso se refletem em desatenção, em evasão, em tentar levar os outros para brincadeiras, tornando-se inconvenientes, desviando o foco da “chatice”, em casa ou em sala de aula, em uma situação de ensino que não lhes chama a atenção, onde não encontram significado nem utilidade. Apropriar-se do conhecimento para que, se não enxergam onde e como utilizá-lo? Sequer o assimilam!  

Desde sempre coisas desse teor já foram ditas e sentidas, só que se antes, em alguns casos, as instituições conseguiam abafar os mais irreverentes pela palmatória e outros castigos e exposições humilhantes, agora, com a legislação considerando a agressão infantil como crime (felizmente!), os adultos, na maioria sempre intolerantes e impacientes, procuram outra forma de silenciar as inssurreições, as desobediências: uma pílula, a Ritalina ou Concerta! Há uns trinta anos era o Gardenal. Tive uma colega de trabalho que tinha os olhos enormes, saltados (efeito colateral) e muita mágoa na alma pelo que fizeram com ela. As saídas pérfidas estão aí, há muito tempo, só que agora a sede por dinheiro, a ganância, fez com que alguns ramos da indústria farmacêutica aumentassem o fomento ao consumo, incluindo campanhas dentro das escolas, fazendo com que milhares e milhares de crianças entrassem nesta rota de fuga da realidade.

É hora de rever. De parar. De pensar nas consequências. De trazer mais felicidade para a vida de todos. De otimizar relações de convívio, seja em casa, escola, igreja, comunidade. De reinventar a maneira como se faz Educação. De ampliar conceitos de inclusão e convívio com as diferenças, temas tão alardeados por todos e ainda tão longe de ser uma prática.

Está aqui uma proposta para se debruçar sobre um cenário integrativo, que objetiva evidenciar que as diferenças entre os seres humanos existem para somar, nunca para dividir, que dirá, segregar ou excluir. A dicotomia presente em cada um de nós, onde, de um lado, queremos ser um “igual” conforme os ditames da pressão social, ser um “normal“ – obediente às normas e, assim, sentir-se integrado e incluído em determinados grupos (família, escola, amigos, trabalho, comunidade, etc.); e, por outro lado, e ao mesmo tempo, fazer “de um tudo” para ser (o que naturalmente somos): único, especial, diferente. Essa tentativa de querer mostrar que é único e diferente fica ainda mais forte entre os jovens e se manifesta no jeito especial de falar, a criação de “idiomas” específicos na Internet, gírias que mudam frequentemente, toques exclusivos nas roupas, o corte de cabelo, um estilo próprio de agir, a procura de um hobby radical ou atividade laboral; tudo leva para a diferenciação e o ineditismo. A procura e a conexão com o EU. Então, como assim, querer trabalhar a mente de uma criança para que ela se debruce sem questionar, nem ver mais nada, e apenas faça o seu dever de casa, sente direitinho, coma de um jeito educado, fale baixo e não transmita nada que possa ser interpretado com fora-da-casinha? Todas as invenções e inovações aconteceram quando alguém conseguiu olhar além da moldura!

Os distúrbios conhecidos como DDA (Déficit De Atenção), DDAH (Déficit De Atenção e Hiperatividade), agora tudo incluído como TDAH (Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade) constam na lista de doenças mentais (ver capítulo sobre DSM e OMS), o tarja preta à base de metilfenidato (no Brasil comercializado como Ritalina, Ritalina LA e Concerta). A divulgação ampla dos efeitos, advertências, riscos e alternativas de tratamento é necessária e premente. Duas correntes igualmente fortes atuam concomitantemente: de um lado, especialistas que defendem e incentivam o uso do fármaco; de outro, especialistas e institutos de saúde internacionalmente reconhecidos pela sua idoneidade e ética afirmam que os possíveis (e irreversíveis) danos que os efeitos colaterais podem conferir precisam ser mencionados aos pais ANTES da administração em crianças e adolescentes. E que haja criteriosa avaliação sobre os diagnósticos já emitidos.

É preciso rever, com seriedade e determinação, qual a sociedade que queremos, qual o mundo que vamos deixar para nossos filhos e netos e mais além, antes que tenhamos [des]construído uma sociedade que veio para nascer, viver, ser feliz, imortalizar-se (através da concepção) e morrer.  Uma humanidade robotizada e subserviente a alguns, é isso que desejamos? A chamada “Pílula da Obediência” está em xeque." (Livro TDAH CRIANÇAS QUE DESAFIAM - pág 14)

Felizmente. 






 Marise Jalowitzki é educadora, escritora, blogueira e colunista. Palestrante Internacional, certificada pelo IFTDO - Institute of Federations of Training and Development, com sede na Virginia-USA. Especialista em Gestão de Recursos Humanos pela Fundação Getúlio Vargas. Criou e coordenou cursos de Formação de Facilitadores - níveis fundamental e master. Coordenou oficinas em congressos, eventos de desenvolvimento humano em instituições nacionais e internacionais, escolas, empresas, grupos de apoio, instituições hospitalares e religiosas por mais de duas décadas Autora de diversos livros, todos voltados ao desenvolvimento humano saudável. marisejalowitzki@gmail.com 

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LIVRO TDAH CRIANÇAS QUE DESAFIAM

Informações, esclarecimentos, denúncias, relatos e dicas práticas de como lidar 
Déficit de Atenção e Hiperatividade