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quinta-feira, 7 de novembro de 2019

Pais precisam de mais informação para, só então, tomar uma decisão sobre ministrar psicotrópicos em seus filhotes




Marise Jalowitzki 

Medicação prescrita na primeira consulta, sem nenhuma outra análise e-ou exame, medicação off label (drogas psiquiátricas com prescrição para a qual não foi liberada, nem há estudos suficientes) para casos que nem precisariam de psicotrópicos!! 
80% dos casos diagnosticados não precisam de medicação tarja preta, apenas orientação, terapia psicológica e outras intervenções das demais medicinas!
Defendo, sim, as crianças e divulgo informações que alguns fazem questão de não tornar públicas. 
Noutras vezes, as informações já aconstam na bula, mas, ou os pais não lêem, ou não entendem! E alguns, mesmo sabendo dos riscos, ficam rezando, pedindo a Deus que não aconteça nenhum destes efeitos colaterais em seus pequenos! 
MAS HÁ OUTRAS MEDICINAS! HÁ OUTROS TRATAMENTOS, NÃO INVASIVOS, a base de plantas, fitoterápicos aprovados por estudos comprovados (e publicados no NCBI (National Center for Biotechnology Information é uma secção da United States National Library of Medicine, um ramo dos National Institutes of Health) um dos mais sérios do mundo.
Até quando nossas crianças vão continuar se automutilando, tentando se suicidar, morrendo mesmo, e a midia ocultando tudo? Diariamente sabemos de algum jovem que se suicidou vítima da depressão, mas quase ninguém aborda há quanto tempo tomava os antidepressivos, ou as anfetaminas, que podem induzir a idéias suicidas e à suicidalidade em si.
Pais, quando vocês, mesmo sabedores dos efeitos e perigos dos tarja preta, e, ainda assim optarem por dar estes psicofármacos aos seus pequenos, atentem! Mesmo nos casos mais severos, o tratamento recomendado por médicos criteriosos é de um ano, máximo dois, especialmente para que os efeitos colaterais danosos não dominem, ou a dependência química não se instale de vez! 
Cada organismo tem suas próprias peculiaridades e precisa ser monitorado na sua singularidade.
Mas, e o que fazer quando, na maioria das vezes, os pais NÃO SABEM o risco a que estão expondo seus queridos filhotes???
Indignação!
Apelo por sensatez!!

DEIXO ALGUNS LINKS IMPORTANTES:

Apesar do diagnóstico em TDAH, mãe não desanimou - Florais, Nutrição saudável, Disciplina, Horários de Dormir e Mudanças na Rotina da Casa - http://tdahcriancasquedesafiam.blogspot.com.br/2015/12/sem-tdah-florais-nutricao-saudavel.html

TDAH - Ritalina, uma perigosa "facilidade" para os pais (importante declaração do psiquiatra Ranna) - http://tdahcriancasquedesafiam.blogspot.com.br/…/ritalina-u…

" O que é importante notar aqui é que Matthew não tinha qualquer condição cardíaca
pré-existente ou defeito." (Heather Smith - Pai de Matthew)

COMO o médico receita ritalina para uma criança agitada? Ritalina não é para agitação ou ansiedade!
"Não tome Ritalina® se você
sofre de ansiedade, tensão ou
agitação...
Segundo resultados de uma pesquisa publicada em maio de 2013, nos EUA, nove em cada dez médicos receitam psicotrópicos para crianças logo na primeira consulta - 
http://compromissoconsciente.blogspot.com/2014/08/quem-entende-ritalina-nao-e-para.html
Pais, exijam todas as informações e
exames necessários antes de medicar
seus filhos!

TDAH Sem Medicação - Não suspenda por conta própria uma droga psicotrópica - http://compromissoconsciente.blogspot.com.br/2015/02/tdah-sem-medicacao-nao-suspenda-por.html

A importância do acompanhamento médico na suspensão de psicotrópicos em crianças







Link deste post, neste blog: https://tdahcriancasquedesafiam.blogspot.com/2019/11/pais-precisam-de-mais-informacao-para.html

quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Drogas Psiquiátricas e o prejuízo no Desenvolvimento Ósseo em Crianças e Adolescentes

Ritalina, Risperidona, Venvanse, Concerta, Aderall, antidepressivos e todos os psicotrópicos - dados do NCBI - National Center for Biotechnology Information, uma seção da United States National Library of Medicine, um ramo dos NIH - National Institutes of Health (Institutos Nacionais de Saúde), com sede em Bethesda, Maryland. Cujas diretrizes o nosso país segue.



Marise Jalowitzki
21.setembro.2017
https://tdahcriancasquedesafiam.blogspot.com.br/2017/09/drogas-psiquiatricas-e-o-prejuizo-no.html

Outro dia chegou uma mãe perguntando se o "tratamento" do filho com drogas psiquiátricas "pra aprender a ler e fazer as tarefas da escola", poderia estar associado ao peso, ser menor que os demais coleguinhas e estar frequentemente caindo, "como se tivesse os ossos fracos"... "não devia ser", continuou a mãe, "pois nossa alimentação é bem balanceada... estou bem triste e preocupada"!... 

Bem, a resposta, lógico, é: tudo a ver! Inclusive nas bulas de vários psicotrópicos está lá escrito! Será que os pais lêem a bula com atenção, pensando no que estão lendo? no que pode acarretar ao filho a ingestão desses medicamentos pesados, especialmente em tratamentos longos?

E, se como já ouvi de uma mãe: "Meu médico me disse que todo 'remédio' tem algum risco e que, se fosse assim, ninguém tomaria remédio!"...Sim, legal, verdade, mas, se fosse o filho dele, será que ele teria a mesma tranquilidade em dizer que "problema nenhum" e que, "se tiver, logo passa" e que "se piorar, vamos reforçar a dose que acostuma"???? Quem dá suporte aos pais quando a m... já está feita???

Não vou nem ficar comentando muito, vou apenas transcrever alguns dados do NCBI - National Center for Biotechnology Information, faz parte da United States National Library of Medicine, um ramo dos NIH - National Institutes of Health (Institutos Nacionais de Saúde), com sede em Bethesda, Maryland. Cujas diretrizes o nosso país segue.


Prejuízo no Desenvolvimento Ósseo em crianças e adolescentes

O tratamento psicotrópico, particularmente o uso de antipsicóticos, está associado a uma multiplicidade de fatores que podem, direta ou indiretamente, prejudicar o desenvolvimento ósseo em crianças e adolescentes. Por exemplo, a psicopatologia da infância pode estar associada a hábitos de vida sub-ótimos, alterações hormonais (por exemplo, hipercortisolemia) e ao uso concomitante de vários medicamentos que podem afetar o metabolismo ósseo.” (https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC3805387/figure/fig2-2045125313487548/)

"Embora um pouco controverso, as orientações emitidas pela Conferência de Desenvolvimento da Posição Pediátrica da Sociedade Internacional de Densitometria Clínica recomendam a densitometria em certas situações clínicas (por exemplo, osteogênese imperfeita) [ Baim et al. 2008 ; Lewiecki et al. 2009 ]. Estes incluem anorexia nervosa, mas não outras condições psiquiátricas ou tratamentos com psicotrópicos. De fato, atualmente há evidências científicas insuficientes para apoiar a densitometria óssea de rotina para "rastreio" ou "achado de casos" em crianças e adolescentes submetidos a tratamento psicotrópico. No entanto, a decisão de prosseguir testes é, em última instância, clínica e deve levar em conta fatores como o número de fatores de risco, história pessoal de fraturas, e história familiar. Essa decisão pode ser melhor feita em estreita colaboração com um especialista, uma vez que o ótimo local esquelético para escanear e a interpretação apropriada dos resultados da densitometria pode ser desafiadora em crianças, exigindo consideração de fatores como desenvolvimento puberal e altura [ Baim et al. 2008 ; Bachrach e Sills, 2011]."

(...)

Portanto, os clínicos têm uma tarefa desafiadora não só para tratar os problemas iminentes psiquiátricos, mas também para otimizar a saúde durante os cuidados de longa duração para prevenir doenças crônicas, incluindo a osteoporose. Isso, por sua vez, aumentaria a longevidade e a qualidade de vida dos indivíduos que sofrem de doenças mentais. (https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC3805387/


Mães e Pais, há outras medicinas que tratam os comportamentos tidos como indesejáveis para a escola! Mais de 80% dos casos diagnosticados como tdah não necessitam de medicação alopática psiquiátrica! Procurem a medicina homeopática, a medicina antroposófica, a medicina chinesa, a fitoterapia. Práticas integrativas, acupuntura, quiropraxia.



 Marise Jalowitzki é educadora, escritora, blogueira e colunista.Especialista em Desenvolvimento Humano, defensora de uma infância saudável, antimedicalização. Escritora, blogueira e colunista. Palestrante Internacional, certificada pelo IFTDO - Institute of Federations of Training and Development, com sede na Virginia-USA. Especialista em Gestão de Recursos Humanos pela Fundação Getúlio Vargas. Criou e coordenou cursos de Formação de Facilitadores - níveis fundamental e master. Coordenou oficinas em congressos, eventos de desenvolvimento humano em instituições nacionais e internacionais, escolas, empresas, grupos de apoio, instituições hospitalares e religiosas por mais de duas décadas Autora de diversos livros, todos voltados ao desenvolvimento humano saudável. marisejalowitzki@gmail.com 
blogs:
www.compromissoconsciente.blogspot.com.br


LIVRO TDAH CRIANÇAS QUE DESAFIAM

Informações, esclarecimentos, denúncias, relatos e dicas práticas de como lidar 
Déficit de Atenção e Hiperatividade




segunda-feira, 21 de agosto de 2017

ANATOMIA DE UMA EPIDEMIA - Pílulas Mágicas, Drogas Psiquiátricas e o Aumento Assombroso da Doença Mental - Robert Whitaker




Marise Jalowitzki
21.agosto.2017
https://tdahcriancasquedesafiam.blogspot.com.br/2017/08/anatomia-de-uma-epidemia-pilulas.html


Considero SUPER importante que o Livro de Roberto Whitaker "ANATOMIA DE UMA EPIDEMIA - Pílulas Mágina, Drogas Psiquiátricas e o Aumento Assombroso da Doença Mental" tenha, finalmente, uma tradução em português. E mais: que a editora seja a FIOCRUZ.

Embora o destaque tenha acontecido em seminários, palestras, encontros (FIOCRUZ, ABRASCO, várias organizações de Direitos Humanos), a grande mídia não noticiou o lançamento (fácil de entender!). Mesmo tendo concedido uma entrevista a Globo, não há nenhuma menção ao lançamento do Livro. Era-é preciso muita publicidade, bem sabemos, face a gravidade do tema. Temos agora um compêndio fortíssimo como aliado, para continuar enfrentando esta situação tão triste, e devastadora, como é a medicalização da sociedade. E, o pior: em crianças sempre mais novinhas. Brasil ostenta o deplorável 2º lugar em uso de psicotrópicos no mundo, só ultrapassado pelos EUA.

Adquiri o meu exemplar ainda em julho.2017, quando Robert Whitaker esteve aqui no Brasil para o lançamento. Com destaque especial para a temática tdah em crianças e jovens, os capítulos 11 e 12 são destaque.

Há casos que, lendo, dá-se aquela parada para refletir, uma sensação de impotência toma conta, uma percepção de que o que se está fazendo é bem pouco frente ao gigantesco movimento de convencimento da população para o consumo de psicotrópicos. Sabemos quantas pessoas se deixam convencer, seja pelo médico (o medicamento é "inofensivo"), seja pela pressão da escola ("mãe, tem de dar o remedinho") e, mais tarde, ao perceber os efeitos nefastos, bate o desespero, pois muitos médicos, nem aí, quando os efeitos colaterais aparecem, explicam aos pais que as causas dos desajustes são consequencia das drogas psiquiátricas. E, nem aí, suspendem o uso! Casos de óbito chegam a acontecer e tudo fica encoberto!

Excertos da entrevista dada a Eliane Bardanachvili/CEE-Fiocruz

“Com a conivência da Psiquiatria, a indústria farmacêutica construiu a ideia de que na mente não há lugar para tristeza ou ansiedade, emoções que todos sabemos que são comuns nos seres humanos.”

“Psiquiatras e jornalistas ganharam muito dinheiro para dar palestras e defender essa ideia. São pessoas nas quais o público acredita”, denuncia Whitaker.

 “Se, no curto prazo, essas drogas suprimem os sintomas indesejados, no longo prazo o que o ocorre é diferente.”

Fica a indicação.




Livro premiado e traduzido em diversos idiomas, Anatomia de uma Epidemia aborda a contravertida questão das drogas e tratamentos psiquiátricos. O autor foi impulsionado a escrever sobre o que considera “um tremendo campo minado político” a partir de uma reportagem sobre maus-tratos em pesquisas com pacientes psiquiátricos, como, por exemplo, o uso de medicamentos para exacerbar sintomas em esquizofrênicos ou, ao contrário, para privá-los de antipsicóticos. Escrevendo uma série de reportagens sobre esses experimentos, Whitaker estava convencido de que novas drogas psiquiátricas eram desenvolvidas para ajudar a “equilibrar” a química cerebral e que seria antiético retirar a medicação dos pacientes experimentalmente. Ao se aprofundar na questão, no entanto, esbarrou com descobertas da Organização Mundial da Saúde, “que parecia haver encontrado uma associação entre os resultados positivos (no tratamento de esquizofrênicos) e a não utilização contínua desses medicamentos”. A partir daí dedicou-se a uma “busca intelectual” que originou esta obra. “Estas páginas falam de uma epidemia de doenças mentais incapacitantes induzidas pelos fármacos”. (FIOCRUZ)



E em relação ao Transtorno do Déficit de Atenção? Crianças e jovens estão sendo medicadas precocemente?

"Essa é uma preocupação dos pais em todo o mundo. Nos EUA, começamos a medicar jovens e crianças há mais de 30 anos, e não há nenhuma evidência de que eles têm melhor desempenho depois de adultos. Pelo contrário, depois de anos tomando esses remédios os jovens têm sintomas piores e começam a receber outros diagnósticos, como transtorno bipolar ou esquizofrenia. Ouvi relatos de que aqui no Brasil estão receitando Risperidona para crianças de três e quatro anos. É um remédio fortíssimo." (Globo)



Robert Whitaker: Jornalista, ganhou vários prêmios cobrindo medicina e ciência, entre eles o Prêmio George Polk para Escrita Médica; o da Associação de Escritores de Ciência para o melhor artigo de revista; e melhor jornalismo investigativo de 2010. Em 1998, co-escreveu uma série sobre pesquisa psiquiátrica para o Boston Globe, finalista para o Prêmio Pulitzer para o Serviço Público. Seu trabalho se volta para o fenômeno da medicalização, particularmente sobre a influência das drogas utilizadas na psiquiatria e seu benefício real no tratamento das doenças mentais. Sobre o tema, escreveu ainda “Mad in America: a má ciência, a má medicina e o mal-estar duradouro dos doentes mentais” (2001) e “Psiquiatria sob influência: corrupção institucional, lesão social e prescrições para a reforma” (2015).


Querendo, leia também: A Argumentação Científica contra os antipsicóticos

Pesquisas:
https://portal.fiocruz.br/pt-br/content/anatomia-de-uma-epidemia-pilulas-magicas-drogas-psiquiatricas-e-o-aumento-assombroso-da

https://oglobo.globo.com/sociedade/robert-whitaker-jornalista-escritor-industria-farmaceutica-capturou-psiquiatria-21604509

http://www.cee.fiocruz.br/?q=node/618

http://madinbrasil.org/2016/10/a-argumentacao-cientifica-contra-os-antipsicoticos/


Poderá gostar também de:

Diagnósticos infantis - TDAH e outros transtornos


Em mais de 80% das vezes não é necessário medicar uma criança.Só terapia. Por Marise Jalowitzki

http://tdahcriancasquedesafiam.blogspot.com.br/2015/12/diagnosticos-infantis-tdah-e-outros.html



Também:


"A psiquiatria está em crise." Por 

http://compromissoconsciente.blogspot.com.br/2016/08/doencas-mentais-nao-se-devem-alteracoes.html




Ritalina e a indução à psicose


Excerto de Entrevista a Robert Whitaker, autor do impressionante livro MAD IN AMERICA 

Por Marise Jalowitzki
http://compromissoconsciente.blogspot.com.br/2015/05/ritalina-e-inducao-psicose.html


 Marise Jalowitzki é educadora, escritora, blogueira e colunista. Palestrante Internacional, certificada pelo IFTDO - Institute of Federations of Training and Development, com sede na Virginia-USA. Especialista em Gestão de Recursos Humanos pela Fundação Getúlio Vargas. Criou e coordenou cursos de Formação de Facilitadores - níveis fundamental e master. Coordenou oficinas em congressos, eventos de desenvolvimento humano em instituições nacionais e internacionais, escolas, empresas, grupos de apoio, instituições hospitalares e religiosas por mais de duas décadas Autora de diversos livros, todos voltados ao desenvolvimento humano saudável. marisejalowitzki@gmail.com - Mãe e avó.
blogs:
www.marisejalowitzki.blogspot.com.br 

LIVRO TDAH CRIANÇAS QUE DESAFIAM

Informações, esclarecimentos, denúncias, relatos e dicas práticas de como lidar 
Déficit de Atenção e Hiperatividade