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domingo, 1 de dezembro de 2019

Mais mães relatam problema oftalmológico em filhos, e não tdah - Como tornar mais leve o uso de tampão

Não é de hoje que a denúncia é de que 9 em cada 10 médicos só ao ouvir o relato da mãe, ao saber da queixa da escola, já dá o diagnóstico de tdah e, na primeira consulta, já  receitam drogas psiquiátricas



Por Marise Jalowitzki

O que deveria ser uma práxis continua não acontecendo! 

Não é de hoje que a denúncia é de que 9 em cada 10 médicos só ao ouvir o relato da mãe, ao saber da queixa da escola, já dá o diagnóstico de tdah e, na primeira consulta, já  receitam drogas psiquiátricas (ritalina, risperidona, etc.)! 

A recomendação é de que sejam feitos todos os exames e avaliações que possam levar a outros diagnósticos ANTES de emitir um diagnóstico de TDAH. Isto inclui oftalmologista e fonaudiólogo (DPAC). Também a revisão nutricional e a qualidade do sono, avaliação de ortodontia miofuncional, para ver se existe a SRB - síndrome do respirador bucal.


Aqui em casa tivemos um amadinho assim. A professora reclamou que ele não dava conta de copiar da lousa e logo "passou seu diagnóstico".... como muitas professoras costumam fazer... pressionou a mãe para que levasse a um psiquiatra, pois "iria piorar"... A mãe levou a um neurologista. De cara, na primeira consulta, o médico já receitou ritalina e deu o diagnóstico de tdah. A mamãe levou a outro médico, pediu exames de audição e visão. Ele tinha um desvio no olho direito! Precisou passar por cirurgia correcional e a concentração ficou dez!

A mãe Adriana Lima relata:
Marise! Tudo bem? Aqui também foi assim:
1º Professora reclamou
2º Coordenadora disse que muitos alunos tomavam o remedinho, que só iria fazer bem pra ela
3º Neuro disse que tinha TDA, deu o laudo e prescreveu o psicotrópico
4º A Fono disse que todos estavam loucos e indicou uma psicopedagoga
5º A psicopedagoga confirmou o TDA, mas disse que deveríamos ir a ortoptista
6º A ortoptista disse que mesmo com o óculos ela só tinha 30% de acuidade.😊 (não enxergava quase nada)
7º passou 3 anos corrigindo acuidade, lateralidade e fazendo terapia
Hoje é uma linda adolescente comprometida com os estudos.


A mãe P.D.M.R. comenta:
"Eu recebia muitas reclamações da escola por conta da agressividade de minha filha. Recomendaram (e insistiram) para que levasse ao neurologista pois devia ser tdah.

Levei. A neuro passou risperidona para tirar a agressividade dela (queriam amansar, né?) e a escola pressionando pra eu dar, mas não achava em lugar nenhum pra comprar... 

Aí reparei q a agressividade vinha sempre q ela reclamava de muita dor de cabeça, e q ela fazia muita careta quando tentava prestar atenção em alguma coisa ( tipo "expremia" os olhos) aí levei no oftalmologista. 

Resultado: 4 graus de miopia do lado esquerdo e 7,5 no direito. Sendo que o lado direito já quase não estava funcionando mais... Agora usa óculos e tampão 3 horas por dia, está com acompanhamento. Ela não melhorou 100% mas não está mais agressiva e se esforça bem mais... "



Como tornar mais leve o uso do tampão

Mais mães relatam que, após ler os posts, levaram os filhotes ao oftalmo e, muitas vezes, era esta a causa da desatenção e problemas em acompanhar as aulas. Lógico que uma criança, ao se ver destacada negativamente na escola, só tem duas atitudes: ou agride ou se encolhe (a chamada luta-fuga). Algumas mães comentam dos problemas que enfrentam após o diagnóstico, pela negativa dos filhos usar o tampão. Há mães que fazem campanhas na web, tentando incentivar os seus pequenos. O mais importante é não deixar que isto se torne um complexo, nem permitir que o filho receba bullying por isto. Converse com a professora e, principalmente, mostre muito otimismo para com seu pequeno.

Procurando, encontrei este video, onde uma menina oferece tampões para comercializar, com personagens dos desenhos e-ou filmes com seus super heróis. Achei muito bacana a ideia e deixo o link aqui:

https://www.youtube.com/watch?time_continue=121&v=6hmwJwGDVYI&feature=emb_logo



Querendo, leia mais sobre Qualidade do Sono, Alimentação Adequada, Influências do Ambiente (inclusive na gestação), etc.:


TDAH, Raiva e Risperidona


No Brasil, segundo dados do IBGE, até 2010 existiam 924.732 pessoas diagnosticadas como sendo portadoras dos sintomas de TDAH, sendo que 184.481 em tratamento e fazendo uso de psicofármacos." (pág.51 - Livro TDAH Crianças que Desafiam) 

Por Marise Jalowitzki
https://tdahcriancasquedesafiam.blogspot.com/2016/01/tdah-raiva-e-risperidona.html




SRB - Respiração pela Boca - Síndrome da Respiração Bucal
 e TDAH 
TDAH e SRB - Síndrome do Respirador Bucal - e sua relação com os problemas de DRS - Distúrbios Respiratórios do Sono, potencializando o Transtorno

Por Dr. Marcio Iwaí









(...) “Ao contrário dos adultos, que demonstram cansaço e fadiga no dia seguinte a uma noite mal dormida, as crianças com insônia ou que dormem mal, continuam alertas durante o dia, apresentam menos fadiga  do que os adultos, mas apresentam mais inquietação e desatenção.” (pág 170 e 171 - Livro TDAH CRIANÇAS QUE DESAFIAM de Marise Jalowitzki)

Por Sergio José Nunes (dentista do sono)
http://tdahcriancasquedesafiam.blogspot.com.br/2016/10/nem-sempre-tdah-disturbio-do-sono.html



Crianças geralmente costumam receber 'diagnóstico-múltiplo',
 onde mais de um 'transtorno' é 'identificado', além de TDAH.



Por Marise Jalowitzki

Entenda a associação entre déficit de atenção e distúrbio do sono - "O estudo abre a possibilidade de desenvolver tratamentos para o transtorno sem o uso de medicamentos. 





segunda-feira, 27 de agosto de 2018

Atitude paterna auxilia MUITO nestes tempos densos de excessiva medicalização de crianças


Por Marise Jalowitzki
27.agosto.2018
https://tdahcriancasquedesafiam.blogspot.com/2018/08/atitude-paterna-auxilia-muito-nestes.html

Tempos densos!
Um pai aqui do Grupo TDAH CRIANÇAS QUE DESAFIAM (Facebook), quando foi rebater que o médico não poderia "diagnosticar" só olhando, nem receitar na primeira vez, e citou a Lei do CONANDA - Conselho Nacional dos Direitos da Criança e Adolescente (pertence ao Ministério da Saúde), ouviu do médico: "Eu olho uma vez pra um garoto com diarréia e sei o que preciso receitar pra ele parar de ca...! Com tdah é o mesmo! tá na cara!" Muito irado, o pai se levantou, pegou seu filhote pela mão e saiu. É esta negligência criminosa e irresponsável que precisa ser denunciada!

Outro pai deixou este comentário:
"Estamos passando por este processo de extrema pressão da escola para usar a droga psiquiátrica, e só usaremos medicação como última alternativa. Temos que ser perseverantes e também críticos de todos os processos. Sempre procurar alternativas e soluções mantendo a mente aberta para outras terapias e tratamentos. Vejo profissionais que em 30 minutos de consulta já dão diagnósticos e aí da tem.a cara de pau de indicar onde comprar o remédio, sem comentários."

E mais outro comentário de pai:
"Parei de cobrar mudanças do filho, mudei EU e tô colhendo cada vez mais abraços, Professora, Gratidão mesmo por semear a lanço amor, compreensão e paz entre pais e filhos. Agora estou sempre compromissado em plantar mais amor e colhendo mais amor e confiança."


Ah! Como é preciso mais pais assim!
Os filhos agradecem! 
As mães agradecem! 
O Planeta PRECISA!
Metada da cura já está só na atitude deste pai!

Avante!

Sobre a Lei que recomenda mais critério dos médicos: CONANDA publica resolução pelo fim da prescrição excessiva de medicamentos para crianças e adolescentes no tratamento de problemas relacionados à aprendizagem, ao comportamento e à disciplina - https://tdahcriancasquedesafiam.blogspot.com/2015/12/tdah-conanda-publica-resolucao-pelo-fim.html

Sobre TOD: https://tdahcriancasquedesafiam.blogspot.com/2018/08/rabalhando-com-temperamentos-infantis.html e também: TOD - Transtorno Opositivo Desafiador
http://tdahcriancasquedesafiam.blogspot.com.br/2016/04/tod-transtorno-opositivo-desafiador.html


 Marise Jalowitzki é educadora, escritora, blogueira e colunista. Palestrante Internacional, certificada pelo IFTDO - Institute of Federations of Training and Development, com sede na Virginia-USA. Especialista em Gestão de Recursos Humanos pela Fundação Getúlio Vargas. Criou e coordenou cursos de Formação de Facilitadores - níveis fundamental e master. Coordenou oficinas em congressos, eventos de desenvolvimento humano em instituições nacionais e internacionais, escolas, empresas, grupos de apoio, instituições hospitalares e religiosas por mais de duas décadas Autora de diversos livros, todos voltados ao desenvolvimento humano saudável. marisejalowitzki@gmail.com 

blogs:
www.marisejalowitzki.blogspot.com.br 

LIVRO TDAH CRIANÇAS QUE DESAFIAM
Informações, esclarecimentos, denúncias, relatos e dicas práticas de como lidar 
Déficit de Atenção e Hiperatividade



Trabalhando com Temperamentos Infantis Desafiadores


Dicas importantes para pais, sejam seus filhos laudados como TOD - Transtorno Opositivo Desafiador, ou, simplesmente, seus amados com comportamento mais difícil de lidar.




Por Rick Hanson, P.HD.  - Tradução livre por Marise Jalowitzki - publicado neste blog em 27.agosto.2018  https://tdahcriancasquedesafiam.blogspot.com/2018/08/rabalhando-com-temperamentos-infantis.html
Algumas crianças são naturalmente descontraídas, adaptáveis ​​e alegres. Claro, elas ainda vão chorar se o sorvete cair fora de seu cone, mas em geral, elas têm o tipo de temperamento que torna o trabalho dos pais consideravelmente mais fácil: elas trotam para a pré-escola sem se apegar à mãe ou pai na porta, e se o seu moletom favorito está na lavagem, não é grande coisa colocar um diferente. Elas podem sentar-se em silêncio por períodos razoavelmente longos e se acalmar rapidamente se ficarem excitadas ou impulsivass, e se elas não puderem construir sua estrutura de blocos da maneira correta, isto não as deixará frustradas.
Por outro lado, provavelmente pelo menos um terço de todas as crianças se afasta dramaticamente desse perfil, e geralmente isto fica bem claro no primeiro ou segundo aniversário da criança. A maioria desses pequenos se encaixa em um desses padrões:
  • Cauteloso / Rígido - Lento para aquecer a novas situações, pessoas ou atividades. Às vezes forte apego a objetos (como artigos favoritos de roupas) ou rotinas. Difícil de se separar dos cuidadores familiares. Muitas vezes tem medos intensos (por exemplo, cães, ruídos altos ou escuridão).
  • Espirituoso - Alto nível de atividade e acelera rapidamente. Procura coisas novas e empolgantes. Pode ter pouco tempo de atenção ou dificuldade para ouvir. Fisicamente ousado, arriscado, até agressivo. Intenso, dramático, enche a sala com sua energia.
Essas crianças trazem presentes especiais para suas famílias, como ajudar os pais a prestarem atenção às rotinas da família (crianças cautelosas), ou animar outras ocasiões abafadas (espirituosas). No entanto, elas podem ser compreensivelmente mais estressantes para levantar , especialmente se a sua disposição tende para a extremidade alta de qualquer tipo.
Um temperamento cauteloso ou espirituoso também tem consequências para a criança, muitas vezes levando a mais dificuldades com outras crianças, problemas na assistência à infância ou na escola e conflitos com os pais. Para ajudar a si mesmo e ao seu filho, aqui estão algumas abordagens - sobre uma base de cuidado amoroso e autoridade parental apropriada que vimos trabalhar em várias famílias - muitas das quais também são úteis para crianças mais descontraídas:
  • Tenha mais compaixão pelo seu filho e por você mesmo
  • Nutrir amorosamente mais do que nunca
  • Forneça muita estrutura
  • Ensine habilidades
  • Otimize a fisiologia da criança
  • Receba suporte

Tenha compaixão extra pelo seu filho e por si mesmo


 Há um ditado que diz que pais com apenas um filhote tendem a pensar (ou escutam de outros) que a funcionalidade do pequeno tem a ver com a educação que recebeu, enquanto que pais com dois filhos ou mais, entendem que tem muito mais a ver com a natureza de cada um - porque eles vêem como duas crianças, ainda que criadas em mesmo ambiente, crescem com comportamentos diferenciados. O temperamento de uma criança - aquelas tendências estáveis ​​em como ela se sente, reage a situações, ou vê o mundo - é biologicamente determinado, e isso é óbvio dentro de alguns meses - ou horas! - depois do seu nascimento. Por exemplo, nosso primeiro filho, Forrest, ficou acordado por várias horas depois de ser entregue, olhando em volta com interesse, ansioso para interagir, como se estivesse dizendo: 'Onde está a festa ?!' Nossa segunda filha, Laurel, saiu, piscou, fechou os olhos e voltou a dormir; a atitude dela parecia mais 'Tudo bem, mas estou mais interessada em outras coisas e, por favor, não me incomode.' Essas abordagens fundamentais da vida persistem até hoje. Ambos estão felizes e prosperando. Mas eles estão fazendo isso de maneiras diferentes.
É natural a tendência dos pais em querer o temperamento de seu filho como um reflexo de você mesmo e, assim, ao ver as diferenças, 'trabalhar' nisso como se fosse um projeto que precisa ser consertado ou entender como um sinal dele (filho) de desobediência deliberada. Também é natural sentir-se desapontado com uma criança que não acabou por ser o que você acha que esperava. Esses sentimentos costumam ser dolorosos de reconhecer - mas, se os empurrarmos para baixo, eles não desaparecem, e inevitavelmente vazam e a criança pode senti-los. Como qualquer sentimento difícil, eles são mais reconhecidos por você (adulto e pai-mãe) e talvez também por alguns outros, e então - liberados e substituídos por uma atitude mais aceita, filosófica e humorística.

Paralelo  isso, tente lembrar que seu filho é mais afetado por seu temperamento do que você - às vezes, como o cavaleiro de um cavalo fugitivo. Às vezes você pode ver que uma criança realmente deseja poder agir de maneira diferente, mas ela simplesmente não consegue evitar.
Certamente, uma criança precisa de orientação, independentemente de seu temperamento, e seus pais precisam fornecer limites sensatos. No entanto, a base de tudo isso tem que ser a compaixão de seus pais, ou ela vai se sentir em um lugar profundo, entendendo que há algo de errado com sua natureza essencial. Além de ser bom para ela, a compaixão acalma você e o atrai para um lugar menos estressante do lado de dentro. Isso ajuda você a se sentir mais tranquilo ao ver os pontos fortes de sua natureza, especialmente se o temperamento de seu filho(a) for diferente do seu.
Quando o atrito entre você está no seu pior pico, ou outras pessoas estão lhe julgando, é fácil pensar que o temperamento de sua criança é uma espécie de aberração do ideal da criança feliz brilhante. Mas é importante ter em mente que há uma grande variedade de temperamentos por uma boa razão: até recentemente, os seres humanos viviam - e acasalavam - principalmente em grupos tribais, e aqueles que continham uma diversidade de temperamentos eram geralmente mais capazes de sobreviver à diversidade de problemas que a natureza jogou neles. Cada grupo - seja uma tribo da Idade da Pedra ou o conselho de uma corporação da Fortune 500 - precisa de pessoas que sejam cautelosas e outras que estejam ansiosas para assumir riscos.
Finalmente, você também merece compaixão, já que não importa o quanto você valorize seu filho, seu temperamento ainda traz mais estresse e exigências para você. E, claro, tente não ser duro consigo mesmo porque seu filho é cauteloso ou espirituoso, nem abalado pelos julgamentos ou pelos olhos de outros. Tente ser o melhor possível e sinta-se satisfeito! Você merece gratificações extras!

Nutra amorosamente mais do que nunca


 Uma criança cautelosa ou espirituosa é obrigada a receber mais correção, críticas e repreensões do que aquela que é mais fácil de lidar. Então ela precisa de mais carinho de seus pais e outros cuidadores para compensar.
Além disso, o grau de cautela ou espirituosidade de uma criança é muitas vezes intensificado por uma queda na nutrição afetiva, talvez devido à chegada de um novo bebê, uma mudança nos arranjos de dormir, uma entrada em creches ou uma nova pré-escola ou ainda mudanças na casa dos pais, seja no trabalho ou no seu próprio relacionamento. Pare e se avalie. Encontrando-se dentro de si mesmo para poder gerar mais nutrição para o seu filho, muitas vezes haverá um alívio agradável de alguns dos extremos do temperamento: menos apego, ansiedade e rigidez - ou menos desconforto, distração e intensidade. É razoável achar que você pode se sentir temeroso em dar ao seu filho mais cuidado (acreditando que isto seja “ceder às suas demandas, 'ordens', pedidos, manhas, chantagens, etc.”). Caso você acreditar nisso, tenha certeza, ele vai perceber e só vai querer mais do que nunca. Mas, de fato, sua atenção amorosa ajudará a acalmar sua carência, particularmente se você também o ensina a ter boas experiências e torná-las uma parte duradoura de si mesmo; ele será mais feliz e mais fácil para você criar. Em essência, nutrição amorosa extra para uma criança desafiadora é uma verdadeira prevenção, que evita um quilo de problemas.

Forneça muita estrutura


Esta sugestão é uma estimativa - Estimule sem pressa.
Cada criança tem seu próprio ritmo, entenda.
 Evidente que ser altamente carinhoso não significa deixar uma criança andar por cima de você ou de qualquer outra pessoa. A estrutura é reconfortante, acalmando os medos de crianças cautelosas e espirituosas. 

Enquanto uma criança cautelosa é também facilmente percebida como temerosa, uma criança espirituosa é muitas vezes bastante ansiosa por trás de sua bravata, e uma fonte comum de agressividade - que é uma maneira de administrar o medo.

A estrutura consiste tanto no quanto você tem certeza de estar presente na vida da criança, quanto no que é deliberadamente ausente. Em termos do que está presente, uma rotina diária consistente ajudará a manter as crianças espirituosas e cautelosas “dentro da linha”. Suas expectativas quanto ao comportamento devem ser claras, gentis e consistentemente aplicadas. Tente ser criativo nas estruturas da sua família, adaptando-as às necessidades específicas do seu filho.
Por exemplo, uma vez que uma criança espirituosa é particularmente propensa ao esquecimento e desorganização e você costuma reagir assim: - Quantas vezes eu tenho que lhe dizer para pegar sua lancheira de manhã? Você deixou sua jaqueta na escola de novo ?! - tente fornecer formas de estrutura que simplifiquem as coisas e forneçam lembretes. Você poderia colocar uma cesta em seu quarto para roupas sujas em vez de esperar que ela as colocasse no cesto - e ele provavelmente a transformará em uma chance de atirar alguns aros. Ou tire um instantâneo de cada um dos passos básicos da rotina matinal - lavar o rosto, arrumar os pijamas, vestir roupas, tomar café da manhã, levar uma jaqueta para ir até a creche, etc. - e colá-los em um pedaço de cartolina, como uma lista diária de verificação visual.
Quanto ao que você intencionalmente precisa manter fora do mundo do seu filho: no topo da lista devem estar aquelas coisas que exacerbam suas tendências temperamentais. Por exemplo, uma criança cautelosa não deve ser exposta a experiências alarmantes, pois podem aumentar a rigidez. Da mesma forma que expor uma criança espirituosa a estímulos violentos - como muitos programas de TV ou videogames - pode gerar mais agressividade nele. 
Considere os amigos de seu filho: eles trazem o que há de melhor em seu filho, ou aquelas qualidades que são mais desafiadoras para ele - e para você?
* * *
Este artigo é uma adaptação do livro Mother Nurture, de Rick Hanson, Ph.D., Jan Hanson, MS, e Ricki Pollycove, MD. (original: https://www.rickhanson.net/working-challenging-child-temperaments/ )

Dr. Rick Hanson Ph.D.,  Neuropsicologista – um dos líderes mundiais em treinamento da mente (neurociência)

Mais sobre o Quadro de Acordos, Tarefas, Perdas e Recompensas -Clique:

O monitoramento do quadro é mais uma ação necessária, pois um dos filhos pode 'burlar' os resultados obtidos. Aqui, o filhinho menor da Cassia ia até o quadro aposto na parede e mudava os indicativos, favorecendo a si, tentando deixar o irmão mais velho a descoberto...rsrs
Entender nossas crianças, desde as mais tímidas até as mais intempestivas-agressivas é passo importante da construção de relações mais harmoniosas, seja na família, seja na escola. Às mães é, geralmente, destinada a ação mais árdua, que é manter a disciplina, ser respeitada e obter os resultados esperados de um filhote que, muitas vezes, vem pela via oposta.
Muito mais que brigar, castigar (pior ainda, bater) o bom desempenho está no estabelecimento de acordos, construídos com tempo, com calma, em conjunto, em verdadeira negociação.
A seguir estão preciosas dicas.
(Fica também a sugestão do Livro TDAH CRIANÇAS QUE DESAFIAM, com capítulos específicos para as mudanças necessárias nas Relações Familiares e no real papel da Escola)