quarta-feira, 18 de maio de 2016

TDAH e outros - Neurocientistas do MIT sugerem que notas não refletem inteligencia dos alunos


Estes testes e pesquisas já vem sendo praticados também por outros institutos há mais de 3 décadas, sem que causem impacto positivo nas instituições escolares tradicionais (infelizmente ainda a maioria), que teimam em continuar utilizando os métodos ortodoxos de ensino-aprendizagem. 



 Há pouco li que neurocientistas do MIT - Massachusetts Institute of Technology apontam (depois de exaustivas pesquisas...tsc, tsc...) que "notas não refletem a inteligência dos alunos... ai, ai... Já na década de 80-90 eu levava o resultado destas pesquisas nos eventos de desenvolvimento humano nas organizações onde realizei encontros. Por quanto tempo ainda será "preciso" pesquisar e "comprovar cientificamente" isto? não está a nossa frente, sob nossos olhos, todos os dias? "Notas" de um conteúdo chato, que nada representa para o estudante (criança, jovem ou adulto) nunca foram nem hão de ser aval nem para
- "medir inteligência" (qual das inteligências hoje são medidas? apenas as exatas!!),
- nem para ter "sucesso" na vida (o que é ser "bem sucedido": dinheiro? destaque social? ou “sucesso” é bem estar, bons relacionamentos, serenidade?
Esta questão das notas das “provas” (ter de ‘provar’ que ‘sabe’, ainda que tenha decorado tudo... passar por provações, típico de uma sociedade que baseia suas crenças no sofrimento e na violência!...), esta questão das notas não demarcar o nível de inteligência é um fato que todo pai e mãe amorosos já sabiam! E o que TODOS os educadores deveriam saber!! ai, ai, mundão que esqueceu do sentimento, da emoção, da intuição e se baseia apenas no "cientificamente comprovado"... ai, ai!! Sendo cada ser único, individual... características únicas, que reagem diferentemente, ainda que sob idênticas condições! Basta um acontecimento que ative a atenção para determinado aspecto, que tudo se altera!
MESMO quando TUDO ( tudo??? isto é possível???) for comprovado, ainda assim serão apenas PROBABILIDADES, pois as "amostras", focos [humanos] da pesquisa, representam um resultado parcial, em determinado contexto, sempre variável em termos de experiência vivencial de cada um, de uma espécie que demarca a cada passo seu ineditismo (apesar da massificação socialmente imposta pelo marketing das mega corporações!)
Cada ser é um ser único e, como tal, precisa ser tratado, observado, aceito, encaminhado, AMADO!

Para isto, tempo, dedicação, Aceitação, Tolerância, técnicas lúdicas e de envolvimento tátil, sensório, tudo adiconado de muito Amor é que representam os verdadeiros caminhos a serem trilhados!

  Marise Jalowitzki é educadora, escritora, blogueira e colunista. Palestrante Internacional, certificada pelo IFTDO - Institute of Federations of Training and Development, com sede na Virginia-USA. Especialista em Gestão de Recursos Humanos pela Fundação Getúlio Vargas. Criou e coordenou cursos de Formação de Facilitadores - níveis fundamental e master. Coordenou oficinas em congressos, eventos de desenvolvimento humano em instituições nacionais e internacionais, escolas, empresas, grupos de apoio, instituições hospitalares e religiosas por mais de duas décadas Autora de diversos livros, todos voltados ao desenvolvimento humano saudável. marisejalowitzki@gmail.com 

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Neurocientistas sugerem que notas nao refletem inteligencia dos alunos
O Massachusetts Institute of Technology, mais conhecido como MIT, divulgou uma notícia  nesta semana que pode deixar muitos alunos felizes. Os neurocientistas da instituição descobriram que as notas que um aluno tira na escola não refletem necessariamente a inteligência dele.
Mas atenção: isso não significa que não é mais preciso estudar. Logicamente, bons resultados indicam que o aluno compreendeu o conteúdo que foi ensinado nas aulas, que é o que os psicólogos chamam de “inteligência cristalizada”.
Por outro lado, mesmo que uma escola tenha alunos capazes de tirar notas excelentes nas avaliações, isso não significa que eles também terão altas pontuações com relação à chamada “inteligência fluida” – que é a habilidade de analisar problemas abstratos e desenvolver pensamentos lógicos.

Conhecimento x habilidade
Para chegar a essas conclusões, os neurocientistas do MIT se juntaram aos pesquisadores em educação das universidades de Harvard e Brown para promover um estudo com cerca de 1.400 alunos do sistema público de ensino em Boston, nos Estados Unidos.
De fato, algumas escolas demonstraram a capacidade de seus estudantes com ótimas pontuações nos exames do Massachusetts Comprehensive Assessment System (MCAS). No entanto, o conhecimento aprendido nessas escolas não alterou o desempenho dos alunos em testes que avaliaram aspectos da inteligência fluida, como capacidade de memória, velocidade no processamento de informações e habilidade de resolver problemas abstratos.
“Nossa questão era a seguinte: se temos escolas que realmente estão ajudando crianças de condições socioeconômicas mais baixas a terem boas notas e aumentando suas chances de entrar na universidade, será que essas mudanças são acompanhadas por ganhos nas demais habilidades cognitivas?”, explica John Gabrieli, professor de Ciências do Cérebro e Cognitivas.
Porém, os pesquisadores concluíram que o conhecimento absorvido na escola – que resulta em excelentes notas nas avaliações – não é suficiente para fazer com que o aluno melhore outras habilidades relacionadas à inteligência fluida. “Não é como se você conseguisse essas habilidades de graça da maneira como esperamos, que é estudando muito e sendo um bom aluno”, comenta o especialista.
Uma prova disso é que, calculando o rendimento dos alunos, os pesquisadores notaram que houve uma variação de 24% nas notas de inglês e de 34% nos resultados de matemática no MCAS. Já nos testes de habilidade das funções cognitivas fluidas, a variação foi de apenas 3%.


As implicações para a educação
John Gabrieli ressalta que o estudo não deve ser interpretado como uma crítica sobre as escolas que estão melhorando as notas de seus alunos nos exames. “É fundamental melhorar as habilidades cristalizadas, porque, se você souber fazer contas, se conseguir ler um parágrafo e puder responder questões de compreensão, todas essas coisas são positivas”, comenta ele.
Em resumo, o especialista espera que suas descobertas sirvam para que os responsáveis pelos sistemas educacionais considerem a possibilidade de incluir práticas que desenvolvam as habilidades cognitivas nas escolas. Embora muitos estudos mostrem que é possível prever o rendimento acadêmico do aluno a partir das habilidades da inteligência fluida, esse tipo de coisa raramente é ensinado.
Os pesquisadores planejam continuar analisando os estudantes de Boston para avaliar a evolução do seu desempenho acadêmico e de outros aspectos da vida dentro de alguns anos.

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