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quarta-feira, 5 de fevereiro de 2020

O Poder da Alimentação para uma criança diagnosticada com transtorno

Para obter resultados efetivos é necessário que toda a família se envolva! Não adianta exigir da criança uma maior seletividade alimentar e ela enxergar os demais componentes comendo "porcarias"...
Foto: Mauro Schorr Orua, coordenador geral do Instituto Anima de Desenvolvimento e Cultura Sustentável




Marise Jalowitzki


Após ler o post com o parecer do psiquiatra Professor-Doutor Juarez Calegaro intitulado 'Carne Vermelha, açúcar, alimentos industrializados e hiperatividade' direcionado  aos cuidados maternos para uma criança diagnosticada com transtornos, uma mãe comenta:

Obrigada de coração, estou em busca de mais informações para contribuir com minha filha de 13 anos que há mais de 4 toma ritalina.

Deixei este recado:
Querida, procura um médico da MTC - Medicina Tradicional Chinesa (e outros, previsto nas Práticas Integrativas), pois o olhar destes especialistas recai especificamente na alimentação. E os fitoterápicos ou florais que recomendam vão ajudar no desmame gradativo da ritalina. Já é muito tempo tomando. Nem pensa em retirar sem acompanhamento médico. O efeito rebote pode ser cruel.  Ritalina é uma anfetamina, mesma classificação que a cocaína. O tempo de duraçâo do tratamento - nos casos mais graves de desatençâo é de um, máximo dois anos. Sim, apenas para desatenção, pois ritalina NÃO é indicado para agitação, tensão, ansiedade.

Um excelente artigo que vai ajudar muito: Conheça as 4 dicas para uma alimentação saudável, sem carne, indicadas pela ONU

Outro excelente estímulo à concentração (junto com o cuidado com a alimentação) é o óleo de linhaça., riquíssimo em Ômega3 e com um equilíbrio excelente entre ômega-6 e 9.

Lembrando que, caso a criança ou adolescente não queira, não goste dos alimentos saudáveis, para acontecer a mudança, isto tem de envolver toda a família! Não adianta orientar para que ele/ela mude se os demais continuam comendo 'porcarias'...

Seguidamente sugiro para pais e mães que se iniciem em uma nova dieta de forma divertida. E, para isto, há um canal no youtube com sugestões bem bacanas, apresentadas de forma divertida. Fazer juntos(as) as novas receitas vai criar uma parceria feliz. Deixo este link (há vários outros): https://www.youtube.com/watch?v=uaqgcOEpmpU   DIVIRTAM-SE E BOM APETITE!

Daqui, permaneço desejando o melhor, sempre!
Beijos em ti e na filhota!



Links mencionados:

TDAH - Carne vermelha, açúcar, alimentos industrializados e hiperatividade

Hiperatividade - Causa está na mesa, adverte psiquiatra. Nutrição no tratamento do déficit de atenção e hiperatividade: um aspecto negligenciado, mas importante. Opções saudáveis - arroz, brócolis, feijão, tomates, alface e bifinhos de grão de bico. 










Óleo essencial de Alecrim melhora a concentração, ativa a memória














Mães e Pais, apesar de todos os torvelinhos, lembrem: estamos em ano de eleições! Hora de reivindicar e exigir. Já é Lei. Municípios precisam oferecer estes serviços na Rede Pública (SUS) Seus filhos agradecem. Todos se beneficiam! 















A presença, o interesse demonstrado, a aposta nos
 filhos, o elogio dos pais para com os filhos, também
 são ingredientes valiosíssimos!



Por Marise Jalowitzki

http://tdahcriancasquedesafiam.blogspot.com.br/2016/03/tdah-e-falta-de-concentracao-dicas.html

















Óleo de linhaça, tudo de bom! Saiba como utilizar os benefícios do Ômega-3 tanto nos casos de deficit de atenção como hiperatividade







Como o médico receita ritalina pra uma criança agitada? Diz na Bula - Ritalina não é para agitação! 

"Não tome Ritalina® se você sofre de ansiedade, tensão ou agitação; tem problemas cardíacos, como ataque cardíaco, batimento cardíaco irregular, dor no peito (angina); insuficiência cardíaca, doença cardíaca ou se nasceu com problema do coração." - entre outras recomendações.



Citação da foto no topo:
Mauro Schorr Orua - Instituto Anima de Desenvolvimento e Cultura Sustentável
Sitio Cristal Dourado e Espaço Terapêutico Pulsar
Prêmio Fritz Müller 2009 - Governo do Estado de SC
Rua Jaborandi 900 - Bairro Campeche - Florianópolis - SC Brasil - 88.065-035
Fones 48 3338 2267 - 8442 7424
Sites: 
www.institutoanima.org e www.permaculturabr.ning.com




Querendo, leia também:

Querido Matheus! Parabéns! Que este sorriso se perpetue e que teu exemplo possa ajudar muitas outras crianças a acreditar em si! Mamãe Juliana, Parabéns por todo empenho, incansável dedicação, resiliência e, principalmente, AMOR! Que todas as mamães que conhecerem a tua história possam seguir teu exemplo, obtendo resultados também assim positivos! Bençãos!
(foto cedida pela mãe/Arquivo Pessoal)

https://tdahcriancasquedesafiam.blogspot.com/2019/11/aluno-destaque-ao-inves-de-ritalina.html



Link deste post: https://tdahcriancasquedesafiam.blogspot.com/2020/02/o-poder-da-alimentacao-para-uma-crianca.html










 Marise Jalowitzki é educadora, escritora, blogueira e colunista. Palestrante Internacional, certificada pelo IFTDO - Institute of Federations of Training and Development, com sede na Virginia-USA. Especialista em Gestão de Recursos Humanos pela Fundação Getúlio Vargas. Criou e coordenou cursos de Formação de Facilitadores - níveis fundamental e master. Coordenou oficinas em congressos, eventos de desenvolvimento humano em instituições nacionais e internacionais, escolas, empresas, grupos de apoio, instituições hospitalares e religiosas por mais de duas décadas Autora de diversos livros, todos voltados ao desenvolvimento humano.







segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

Ritalina e a Medicalização da Educação - a barbárie consentida pelos pais



Por Robert Garcia
08.janeiro.2018
https://tdahcriancasquedesafiam.blogspot.com.br/2018/01/ritalina-e-medicalizacao-da-educacao.html


Muito se fala em ‘TDAH – Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade’, assim como a dislexia (distúrbio de aprendizagem) em crianças e jovens. Os “especialistas” médicos e os meios de comunicação tradicionais negam persistentemente estudos de desenvolvimento que estabeleceram que certas diferenças no cuidado e no núcleo familiar causam que algumas crianças sejam impulsivas e hiperativas.
Vejamos, um exemplo, um estudo de dez anos, financiado pelo Governo Federal nos Estados Unidos, relatado na reunião da ‘Sociedade de Pesquisa em Desenvolvimento Infantil’, descobriu que quanto mais tempo as crianças passavam na creche, mais incontroláveis se tornaram.
As crianças que passaram mais de 30 (trinta) horas por semana na creche marcaram significativamente maiores ligações em coisas como: “comportamento explosivo”, “falando demais”, “argumenta muito” e “exige muita atenção” – os próprios comportamentos que muitas vezes levam ao “tratamento” com o estimulante.
Conclusão de Nora Volkow, uma das maiores pesquisadoras sobre o abuso das drogas no mundo, Diretora do Instituto Nacional de Abuso de Drogas (NIDA):
“A cocaína, que é um dos maiores estimulantes e aditivos das drogas abusadas, tem ações farmacológicas muito semelhantes às do metilfenidato [Ritalina], que é a medicação psicotrópica mais comumente prescrita para crianças nos Estados Unidos.”
Esta conclusão, relatada por Nora Volkow apareceu nos Archives of General Psychiatry em 1995.
Um estudo de acompanhamento, publicado no ‘American Journal of Psychiatry’ em 1998, descobriu que as ações farmacológicas produzidas por via oral (dose “terapêutica”) as doses de ritalina foram comparáveis às produzidas por doses ‘recreativas’ de cocaína intranasal. Mas nós realmente acreditamos que os pais dariam aos seus filhos cocaína, mesmo que fosse apenas em forma de pílula?
Pesquisadores como Volkow demonstraram que o uso continuado de cocaína e outros estimulantes provoca alterações cerebrais. No entanto, nunca esses investigadores investigaram se o uso de estimulantes crônicos pode produzir os mesmos efeitos em crianças – o que obviamente sim, muito pior em crianças.
Enquanto isso, outros pesquisadores apontaram diferenças sutis em certas áreas do cérebro para sugerir que TDAH é uma doença biológica – uma reivindicação repetida no recente episódio da ‘Frontline’. A verdade é que todos esses estudos têm apenas ligação com indivíduos hiperativos que têm levado estimulantes há anos.

Pelo menos um estudo, publicado em 'Psychiatry Research' em 1986, foi honesto em suas descobertas: "uma vez que todo o paciente [TDAH] tinha sido tratado com estimulantes, a atrofia cortical [ie., a deterioração cerebral] pode ser um efeito adverso a longo prazo desse tratamento."
Os estimulantes não são a panaceia que os médicos “especialistas” pregam. Talvez toda essa hipocrisia possa ser desculpada se o "tratamento" estimulante funcionasse de alguma forma, mas não – pelo menos não para as próprias crianças.
Os pais foram encorajados a acreditar que o controle farmacológico aumentará a aprendizagem e as habilidades sociais de seus filhos, mas isso raramente acontecee sempre por determinado tempo. Dezenas de estudos objetivos avaliaram a eficácia a longo prazo de estimulantes no desempenho acadêmico das crianças, desenvolvimento social e autocontrole.
Nenhum mostrou que eles são eficazes para qualquer coisa, exceto controlar o comportamento das crianças – um efeito que desaparece quando a droga deixa de fazer efeito no organismo. Tais estudos raramente fazem as manchetes, no entanto, em vez disso, ouvimos falar de pesquisas dos EUA – "o estudo do MTA" – que dependiam fortemente de relatórios subjetivos de professores e pais, ignorando seus próprios achados objetivos, o que mostrou pouca promessa para o tratamento de drogas.

O MTA foi um estudo projetado para avaliar os principais tratamentos para TDAH, incluindo terapia comportamental, medicamentos e a combinação dos dois. O estudo incluiu quase 600 crianças, de 7 a 9 anos, que foram distribuídas aleatoriamente para um dos quatro modos de tratamento: gestão intensiva de medicamentos sozinho; tratamento comportamental intensivo sozinho; uma combinação de ambos; ou cuidados comunitários de rotina (o grupo de controle).
Fazendo diversas pesquisas, a mídia também encontrou uma cura onde não há uma.
A criança “sossega”, para de viajar, de questionar e tem o comportamento "zombie like" — como a própria medicina define. Ou seja, vira um zumbi — um robô sem emoções. Ao passar dos anos, descobriu-se uma série de efeitos colaterais em seu uso, causando danos irreversíveis ao sistema nervoso central (SNC) e a inteligência dos usuários.
Advogo que a criança deve ter a companhia e atenção dos pais para viver essa turbulência, juntamente com atividades com outras crianças na faixa etária da mesma, terapias (até mesmo com um profissional, não há problema nisso) e alternativas naturais (diversos tipos de chás, ervas e tantos outros fitoterápicos existentes, etc.) assim como a análise para a mudança comportamental completa, ao invés de entrar com drogas como a Ritalina ou qualquer outra substância nociva.

Robert Garcia, pesquisador, fundador e desenvolvedor do PNM – Pornografia? Nunca mais.
Autor do livro: Método PNM. Vencendo o vício pornô – Vol. 1. Edição virtual independente de 2017



Querendo, leia também, neste blog:

Menos pressão. Mais Inovação nos currículos. Mais Amor. Mais Compreensão. Brincar mais. 

O que já sabíamos. Só que os estudos eram 'lá-de-fora', sem maior divulgação por aqui. E, mesmo agora, por que estes resultados não são divulgados com, pelo menos, a mesma intensidade e frequencia que os "anúncios publicitários" pró-metilfenidato? O estudo ficou concluído em 2013!!!


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Informações, esclarecimentos, denúncias, relatos e dicas práticas de como lidar 
Déficit de Atenção e Hiperatividade


domingo, 23 de julho de 2017

Medicamentos psiquiátricos matam mais usuários do que a heroína e a cocaína - Dr. Thomas Kerr e Dr. Keith Ahamad



"O mais interessante sobre isso é que se trata de um medicamento de prescrição, e as pessoas pensam que estão seguras”, disse Ahamad.




publicado neste blog em 23.julho.2017
https://tdahcriancasquedesafiam.blogspot.com.br/2017/07/medicamentos-psiquiatricos-matam-mais.html
Clonazepam (rivotril) é um sedativo popular usado para tratar ansiedade e distúrbios do sono. Pertence a uma classe de drogas chamadas benzodiazepinas. Em uma série de estudos realizados em Vancouver, as benzodiazepinas têm sido associadas a taxas de mortalidade mais altas do que as drogas ilegais, como a heroína ou a cocaína.

Os profissionais de saúde estão soando o alarme sobre o aumento do risco de morte associado ao uso de drogas psiquiátricas, o que foi destacado nos estudos de Vancouver publicados em junho.2017.


Benzodiazepina (BZD) representa uma classe de medicamentos psiquiátricos conhecidos como “tranquilizantes” que podem reduzir a capacidade do corpo para respirar e são usados ​​para tratar a ansiedade, distúrbios do sono, convulsões entre outras condições. Neste grupo se incluem drogas comumente prescritas, como Valium, Xanax e Rivotril.
O primeiro dos estudos, que envolveu pesquisadores do Centro de Excelência em HIV e da Universidade de Vancouver, analisou o impacto do uso dos benzodiazepínicos sobre as taxas de mortalidade, e estabeleceu que o seu uso foi associado a um maior risco de morte do que as drogas ilegais.
Dr. Keith Ahamad é um dos vários pesquisadores dos estudos realizados em Vancouver que estabeleceram que o uso de benzodiazepínicos está ligado a uma maior taxa de mortalidade do que as drogas ilegais. “Há muitas pesquisas feitas sobre as drogas mais tradicionais de abuso, como as drogas ilegais como a heroína, a cocaína e as anfetaminas, mas não se sabe muito sobre o abuso das drogas legais”, disse o Dr. Keith Ahamad, clínico Cientista e médico no St. Paul’s Hospital.


O estudo pesquisou um grupo de 2.802 usuários de drogas entre 1996 e 2013. Os participantes foram entrevistados semestralmente durante uma duração média de pouco mais de cinco anos e meio cada. Ao final do estudo, 527 (18,8 por cento) dos participantes haviam morrido.
Os pesquisadores descobriram que a taxa de mortalidade foi 1,86 vezes maior entre os usuários de drogas que usaram benzodiazepínicos, em comparação com aqueles que não usavam. Ahamad observou também que mesmo depois que os pesquisadores isolaram outros fatores que poderiam influenciar a mortalidade, como o uso de outras drogas, infecções e comportamentos de alto risco, a taxa de mortalidade permaneceu alta entre os usuários de benzodiazepínicos .
Um segundo estudo conduzido em um grupo menor, mas dentro do mesmo grupo citado acima, examinou a ligação entre o uso de benzodiazepínicos e a infecção de hepatite C (HCV). Dos 440 indivíduos negativos ao HCV que participaram do estudo, 158 relataram uso prescrito ou ilícito de benzodiazepínicos e 142 participantes contraíram HCV durante o curso do estudo.
O estudo concluiu que o uso de benzodiazepínicos  está associado a uma taxa mais elevada de infecção de HCV. As taxas de infecção eram 1.67 vezes mais alta entre os participantes do estudo que usaram benzodiazepínicos, comparados com aqueles que não.
“Não há muita evidência científica para dizer que essas pessoas deveriam tomar esses medicamentos cronicamente”, disse Ahamad, reconhecendo que há uma tendência a se apoiar em medicamentos psiquiátricos prescritos, embora outras medidas não-farmacológicas – tais como psicoterapia, técnicas de respiração, tratamento sociológico – estejam disponíveis.
Dr. Thomas Kerr, professor de medicina na UBC, ecoou esses sentimentos: “Muitas vezes, estamos procurando uma resposta em uma pílula, e muitas vezes, negligenciamos outras opções de tratamento”.
Ambos os médicos notaram que há muito pouca evidência para apoiar o uso de longo prazo de benzodiazepínicos.
"O mais interessante sobre isso é que se trata de um medicamento de prescrição, e as pessoas pensam que estão seguras”, disse Ahamad. “Mas, como se vê, provavelmente estamos prescrevendo essas drogas de uma forma nociva”.
Kerr observou que o aumento de mortes relacionadas ao uso de benzodiazepínicos – “Tem sido uma epidemia de infusão há muitos, muitos anos” – reflete muito de perto um aumento de mortes relacionadas ao uso de opioides que tem sido amplamente documentado. Ele citou um quádruplo aumento nas mortes relacionadas ao uso de benzodiazepínicos nos Estados Unidos entre 1999 e 2014, e também observou que há 50 por cento mais mortes a cada ano nos Estados Unidos devido mais à medicina psiquiátrica do que à heroína.
“Esses estudos realmente revelam quão perigosas são essas drogas e devem ser usadas com grande cautela”, disse Kerr. “Não podemos nos concentrar apenas nos opioides, precisamos olhar para outros medicamentos que são usados em combinação”.
Ahamad acredita que grande parte do ônus é sobre os médicos, que precisam ser devidamente educados antes de prescrever benzodiazepínicos. Ele também reconheceu que a falta de médicos de família tem levado muitas pessoas a procurar clínicas, onde os registros de pacientes podem não ser muito precisos a respeito do histórico de tratamento do indivíduo. Kerr observou que também precisa haver um fortalecimento na forma como as prescrições são monitoradas e prescritas.
“Há riscos que vêm com esses medicamentos e precisamos ser muito, muito cuidadosos sobre como estamos prescrevendo-os”, disse Ahamad.

Os estudos foram publicados em Public Health Reports, no American Journal of Public Health e no Vancouversun 
http://www.psiconlinews.com/2017/06/medicamentos-psiquiatricos-matam-mais-usuarios-do-que-a-heroina-e-a-cocaina-dizem-especialistas.html


TDAH CRIANÇAS QUER DESAFIAM
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