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terça-feira, 6 de março de 2018

A Droga Psiquiátrica pode ser o Problema – Dr. Peter R. Breggin e Dr. David Cohen - Reações de Abstinência

Os estimulantes como Ritalina, Adderall e Dexedrine têm sido amplamente utilizados há décadas,mas muitos médicos parecem não saber das reações de abstinência marcantes que eles podem causar.


No link que deixo a seguir, Dr. Peter R. Breggin e Dr. David Cohen, renomados psiquiatras que defendem uma vida saudável para tod@s, pequenos e grandes, está disponível o Livro intitulado A Droga Psiquiátrica pode ser o Problema. Nele, Breggin e Cohen explanam VÁRIOS temas como razões, consequências, perigos, efeitos colaterais (muitas vezes fatais) dos psicotrópicos e também sobre a síndrome de abstinência que acomete aos usuários. Este tema é super importante e pouco falado. Será meu foco hoje, pois muitos adultos (sejam eles os usuários, ou sejam pais/mães de crianças usuárias), quando enxergam os malefícios dos efeitos colaterais, se assustam, acham que é "piora  do quadro", e, não raro, costumam parar subitamente o uso, o que é um erro (a não ser que o uso tenha sido significativamente curto). 

Esta suspensão medicamentosa precisa ser monitorada por médico competente, que saiba que está lidando com um quadro deveras delicado, já que cada corpo responde de uma maneira. É necessário que a parada seja acompanhada. Espero que apreciem os itens que escolhi para publicar neste blog. (Marise Jalowitzki)



O que consta neste post:
Capítulo 9  - Reações de Abstinência de Drogas Psiquiátricas
 9.2  Seu médico pode não saber 
9.3  Quando estou tendo uma crise de abstinência?
9.4  Negação das reações de abstinência
9.10  Reações de abstinência de estimulantes (Ritalina, anfetaminas em geral, cocaína) - destaque para:
          9.10_7 - Reações de Rebote
          9.10_11 Deve-se parar de consumir estimulantes abruptamente ou gradualmente
9.11  Reações de abstinência do lítio e anticonvulsivos
         Tegretol (carbamazepina) – anticonvulsivo
9.15  Resumo das reações de abstinência das drogas psiquiátricas

E fica o convite para que acessem o link na íntegra. Vale por demais!
A Droga Psiquiátrica pode ser o Problema
Como e Por Que Parar de Tomar Medicamentos Psiquiátricos
Edição revista e atualizada, 2007

Peter R. Breggin, M.D.
David Cohen, Ph.D.

Veja este livro em 
inglês-português

Síndrome de Abstinência

Capítulo 9 
Reações de Abstinência de Drogas Psiquiátricas

9.2  Seu médico pode não saber

9.2_1 Todas as drogas psiquiátricas podem produzir reações desagradáveis e perturbadoras durante a abstinência ou descontinuação. Para algumas drogas que temos conhecimento por décadas, especialmente os tranquilizantes benzodiazepínicos, as reações de abstinência são bem descritas na literatura médica. Os médicos geralmente sabem sobre todos estes efeitos. Contudo, os médicos estão, muitas vezes, pouco familiarizados com problemas de abstinência associados com muitas das outras drogas psiquiátricas que prescrevem rotineiramente. Desde que a primeira edição deste livro apareceu, nós temos observado um claro aumento na sensibilização profissional e popular sobre as reações de abstinência das drogas psiquiátricas, especialmente os antidepressivos. Contudo, muito mais educação é preciso.

9.2_2 Os estimulantes como Ritalina, Adderall e Dexedrine têm sido amplamente utilizados há décadas, mas muitos médicos parecem não saber das reações de abstinência marcantes que eles podem causar. O mesmo é verdadeiro para drogas introduzidas no mercado mais recentemente. Todos os novos antidepressivos, como Lexapro, Cymbalta, Paxil, Prozac, e outros, muitas vezes causam abstinência aflitiva, mas muitos médicos parecem não ter consciência deste fato. Por exemplo, médicos de família ou praticantes de primeiros socorros prescrevem a maior parte dos antidepressivos. No entanto, do nosso conhecimento, o primeiro aviso sistemático para médicos de família sobre a gestão da descontinuação de antidepressivo foi publicada na American Family Physician [Médicos da Família Americana] apenas no final de 2006 (Warner et al., 2006 [382]).

9.2_3 O que nós achamos mais perturbador é que, mesmo quando os médicos sabem sobre os perigos dos problemas de abstinência das drogas psiquiátricas, eles muitas vezes falham por não advertir os seus pacientes126. (...)
 Contudo, a ética médica e prática correta exige que os médicos avisem os pacientes sobre os problemas de abstinência. Não há desculpa legítima para não o fazer. (...)

9.3  Quando estou tendo uma crise de abstinência?

9.3_6 Considere a possibilidade de que você está tendo uma reação de abstinência, se você começar a experimentar reações físicas ou emocionais desconfortáveis em questão de horas, dias ou semanas de redução ou parada de consumo da medicação. O mesmo é verdadeiro se você estiver experimentando essas reações entre as doses destas substâncias. Drogas psiquiátricas, de ação de curta duração, são especialmente susceptíveis de provocar reações de abstinência entre as doses. Essas reações incluem todos os estimulantes, as pílulas para dormir Ambien e Halcion, e o tranquilizante benzodiazepínico Xanax.

9.3_7 Você pode também estar experimentando uma reação de abstinência se a reação é o oposto do efeito da droga psiquiátrica. Por exemplo, se você fica muito cansado e sente que você está "quebrando" algumas horas depois de tomar um estimulante - ou se você fica agitado e até mesmo "alto" umas poucas horas depois de tomar um tranquilizante - você pode estar passando pela abstinência.


9.4  Negação das reações de abstinência
(...)
9.4_2 Como já mencionamos, os médicos estão muitas vezes relutantes em admitir que a abstinência é um problema sério. Além disso, quando eles testemunham reações de abstinência, eles raramente as relatam para as agências apropriadas. Por exemplo, prováveis reações de abstinência de antidepressivos como Paxil e Zoloft são muito comuns, ocorrendo em 30 por cento dos pacientes (Rosenbaum et al., 1998 [323]). No entanto, o número de relatos de todas as reações adversas dos antidepressivos enviados para a FDA varia entre 2 e 300 por 1 milhão de prescrições (Young e Currie, 1997 [397]). (...)



9.10  Reações de abstinência de estimulantes

9.10_1 Estimulantes são frequentemente usados para controlar o comportamento das crianças. As anfetaminas Adderall, Desoxyn, Dexedrine e Gradumet, bem como a Ritalina, um tipo de anfetamina, são as mais comumente prescritas. Drogas estimulantes também são dadas aos adultos para o tratamento da "desordem de hiperatividade e déficit de atenção", depressão, narcolepsia e obesidade. Outras drogas estimulantes têm sido usadas para controle da dieta, incluindo phentermin (Fastin, Adipex) e mazindole (Sanorex). Outra droga de controle de dieta, fenfluramina, foi recentemente retirada do mercado no Canadá e nos Estados Unidos porque prejudica as válvulas cardíacas humanas. Cafeína, é claro, é um estimulante leve que é comumente usado.

9.10_2 Ritalina e anfetaminas são muito semelhantes à cocaína, em termos de como elas afetam a química e função do cérebro. Embora o impacto de estimulantes na neurotransmissão da dopamina seja normalmente visto como a principal causa para a euforia ou "prazer" que encoraja as pessoas a continuar usando essas drogas, pesquisas recentes também enfocaram em outro neurotransmissor, serotonina. Cocaína e outros estimulantes bloqueiam a remoção da serotonina das sinapses entre as células cerebrais (Rocha et al., 1998 [319]). Uma vez que os antidepressivos IsRSS [SSRIs] têm efeitos semelhantes, não é de estranhar que a retirada de drogas estimulantes e de Prozac - como antidepressivos IsRSS [SSRIs] compartilham muitas características.

9.10_3 Descritos em muitos casos relatados por quase três décadas, "a abstinência de estimulante foi largamente ignorada [por médicos] por muitos anos" (Dackis e Gold, 1990, p. 16). Os médicos clínicos tendem a descartar a severidade da abstinência de estimulante ou a caracterizá-la como "meramente psicológica".  
É mais fácil de ignorar a abstinência de estimulantes, porque ela tipicamente carece de algumas das manifestações físicas mais visíveis na abstinência das drogas classicamente utilizado em excesso, tais como o álcool e os opiáceos (Lago e Kosten, 1994 [241]).

9.10_4 "Crise" é o efeito mais conhecido da abstinência de estimulantes. Durante esse estado, é provável que você se sinta emocionalmente perturbado, e que haja falta de energia e motivação. Este estado, depressivo e de fadiga, é o resultado do cérebro tentando superar o estado anterior de estimulação artificial. Similarmente, se estimulantes diminuem a fome, um acentuado aumento do apetite e do peso podem acompanhar a abstinência.

9.10_5 Depressão e apatia - A depressão e apatia mais profunda usualmente não duram mais de três a dez dias. Contudo, como confirmado em um manual de psicofarmacologia, elas podem "atingir sérias proporções clínicas" e "persistir por semanas" em "indivíduos instáveis" (Schatzberg, Cole, e DeBattista, 1997 [331], p. 352). Pensamentos de desespero e suicídio podem acompanhar esta "crise". Segue-se uma longa fase de lentidão geral física e mental. Paradoxalmente você pode também sofrer de insônia, ansiedade e irritação.

9.10_6 DSM-IV especifica alguns critérios de uma síndrome de abstinência associada ao grupo de drogas estimulantes, que inclui a Ritalina e cocaína. Os sintomas listados são fadiga; sonhos vívidos e desagradáveis; insônia ou sono excessivo; aumento do apetite; e retardo ou agitação psicomotora (DSM-IV APA, 1994 [6]), pp 208-209, 225-226).

9.10_7 Reações de rebote - Reações de rebote também são comuns. No caso das anfetaminas e Ritalina, fenômenos-rebote aparecem quando as crianças param de consumir estas droga psiquiátricas abruptamente ou falham em tomar uma dose. Tipicamente, elas experimentam um aumento da agitação, inquietação, excitabilidade, e distração (Whalen e Henker, 1997). Reações de rebote são, por definição, mais intensas do que os mesmos sintomas experimentados antes de consumir a droga. Elas podem ocorrer dentro de horas a partir da última dose tomada de um estimulante, e podem persistir por vários dias.

9.10_8 Em um estudo controlado de duplo-cego, pais e professores de meninos "normais", que receberam uma dose única de anfetamina, observaram fenômenos de rebote característicos, cinco horas após a administração da droga psiquiátrica (Rappoport et al., 1978 [315]). Não há dúvidas de que os pais, professores e médicos repetidamente confundem essas reações-rebote, com sinais de que a "desordem de hiperatividade e déficit de atenção" da criança está piorando, e que o inocente "necessita claramente" da droga de drogaria.

9.10_9 Há relatos de casos de delírio, psicose e estados severos de confusão, devido a abstinência de anfetaminas139. Similarmente, os pesquisadores têm documentado psicoses e sintomas depressivos profundos com pensamentos suicidas, durante a abstinência de Ritalina em crianças (Klein e Bessler, 1992 [233]). Há um caso relatado de priapismo (intermitentes e duradouras ereções dolorosas) em um adolescente que parou de consumir Concerta (Schwartz e Rushton, 2004 [337]). Como nós discutimos no início deste capítulo com relação aos relatórios de reações adversas enviados à FDA, a relativa escassez destes relatos de aflição induzida por abstinência, não constitui um bom indicador de sua frequência verdadeira.

9.10_10 A maioria dos nossos conhecimentos sobre as reações de abstinência após o uso de estimulantes vem de estudos de usuários de cocaína adultos. A abstinência de anfetamina tem sido menos estudada, e a abstinência de metilfenidato (Ritalina), menos ainda140. Milhões de crianças consomem estimulantes diariamente. É verdadeiramente marcante que os pesquisadores não estejam sistematicamente investigando este fenômeno perigoso.

9.10_11 Deve-se parar de consumir estimulantes abruptamente ou gradualmente? A literatura especializada contém recomendações para parar o consumo de estimulantes abruptamente, basado na hipótese de que não irão ocorrer sintomas físicos perigosos. Um livro de psicofarmacologia é bastante explícito: "Quando um paciente que é dependente de estimulantes está hospitalizado, a administração destes estimulantes deve ser interrompida abruptamente. A redução gradual não é necessária". (Schatzberg, Cole, e DeBattista, 1997 [331], p. 352). Contudo, os escritores dessa passagem confirmam que a retirada de grandes doses vai "muitas vezes" produzir "uma síndrome de abstinência consistindo de depressão, fadiga, hiperfagia [comer excessivamente], e hipersonia" (Schatzberg, Cole, e DeBattista, 1997 [331]). No entanto, ao invés de recomendar uma retirada gradual para atenuar as reações incapacitantes, os autores especulam sobre o valor de tratá-los com antidepressivos!!

9.10_12 Não vemos nenhuma razão para endossar a retirada abrupta de estimulantes, a menos que eles tenham sido usadas por um tempo curto ou esporadicamente, com nenhum ou poucos efeitos maléficos entre os episódios de uso.


9.11  Reações de abstinência do lítio e anticonvulsivos
Tegretol – anticonvulsivo

9.11_11 Tegretol (carbamazepina) é uma droga anticonvulsiva amplamente utilizada para o tratamento de muitos problemas, incluindo mania. Após a retirada, Tegretol pode provocar sérias explosões emocionais - incluindo paranóia, hostilidade e agitação em pessoas previamente perturbadas (Heh et al, 1988 [201]). Estas reações de abstinência também podem ocorrer em indivíduos mentalmente estáveis, como em um caso documentado envolvendo um paciente tratado por uma desordem física (Darbar et al., 1996 [127]). Embora provavelmente menos frequentemente do que na abstinência do lítio, a abstinência de Tegretol também pode causar rebote de mania (Jess et al., 2004 [216]). Outras drogas anticonvulsivas ou anti-epilépticas, tais como Depakene (ácido valpróico), Depakote (divalproato de sódio), e Dilantina (fenitoína), também são amplamente prescritas em psiquiatria. O risco de convulsões deve ser considerado quando se para o consumo de qualquer droga anticonvulsiva, independentemente da presença prévia ou não, de uma desordem convulsiva. Outros sintomas da abstinência de anticonvulsivos podem incluir comumente ansiedade, espasmos musculares, tremores, fraqueza, náuseas e vômitos. Em um caso de reação de abstinência em um homem de oitanta e um anos de idade, consumindo por cinco anos Neurontin (gabapentina) e, em seguida, reduzindo a dose ao longo de uma semana descreveu-se "severas alterações do estado mental, dores no peito somáticas severas, e hipertensão" que apareceram 10 dias após a última dose. Após a reintrodução da droga, os sintomas diminuíram em 24 horas. Os autores propuseram que "uma redução gradual da gabapentina deve seguir um percurso semelhante ao da redução de benzodiazepínicos e diminuir lentamente durante um período de semanas ou meses" (Tran et al., 2005 [369]).



9.15  Resumo das reações de abstinência das drogas psiquiátricas

9.15_2 Drogas psiquiátricas podem induzir uma ampla extensão de efeitos adversos quando são consumidas, e elas podem induzir uma ampla extensão de efeitos adversos quando são retiradas. Síndromes de abstinência reconhecidas são uma característica regular e comum do uso de todas as drogas psiquiátricas. Mas como vimos, os médicos que prescrevem essas drogas muitas vezes falham por não avisar os pacientes que as consomem.(...)

9.15_3 As drogas psiquiátricas devem ser consideradas drogas que causam dependência, porque elas produzem reações de abstinência desagradáveis.  Em outras palavras, pelo menos alguns usuários vão reiniciar o consumo destas drogas devido ao desconforto induzido pela abstinência. Estes indivíduos continuarão a usar estas substâncias simplesmente para evitar as reações de abstinência. Os inúmeros relatos em primeira pessoa colocados na Internet por usuários de antidepressivos IsRSS [SSRIs], por exemplo, trazem evidências vívidas não usuais de que este fenômeno ocorre com demasiada frequência. Desafortunadamente, quando as reações de abstinência levam ao uso prolongado destas drogas farmacêuticas, os usuários se arriscam a experimentar depois severas reações de abstinência.(...)

9.15_5 Médicos muitas vezes se focalizam nas consequências físicas da abstinência, tais como náuseas, tremores, ou convulsões, enquanto falham na identificação dos sintomas de abstinência emocional que muitas vezes contribuem para a retomada das drogas psiquiátricas. Reações de abstinência emocional, como ansiedade, depressão, insônia, confusão, e irritabilidade podem realmente ter um impacto maior em pacientes do que os sintomas puramente físicos.

9.15_6 As três categorias principais de reações de abstinência emocional e comportamental são ansiedade, depressão e psicose. Reações de ansiedade parecem ser comuns na abstinência, do sistema nervoso central (SNC), de antidepressivos tais como benzodiazepinas e outros tranquilizantes, e da maioria dos antidepressivos, antipsicóticos, lítio e anticonvulsivantes utilizados como estabilizadores de humor, e antiparkinsonianos. Reações depressivas parecem ser comuns mediante a abstinência de estimulantes e IsRSS [SSRIs]. E reações psicóticas parecem ser comuns na abstinência de neurolépticos, lítio e antiparkinsonianos. Ainda, evidências de relatos de caso e estudos sugerem que qualquer droga psiquiátrica pode produzir qualquer uma destas reações de abstinência. (...)

9.15_8 Além disso, médicos e pesquisadores nem sempre descrevem corretamente os sintomas que ocorrem durante a abstinência. Em muitos casos, a tendência deles em favor das drogas psiquiátricas, e a resistência habitual destes médicos em reconhecer os efeitos da abstinência, leva-os a usar termos relativamente neutros e ambíguos (tais como agitação, inquietação, ansiedade e retardo psicomotor) no lugar de termos como psicose.

9.15_9 Sem dúvida, muitas reações de abstinência, de todas as categorias de drogas psiquiátricas, são erroneamente tratadas como "recaídas", pelos médicos que as prescrevem, assim movendo o foco, de um possível envolvimento destas drogas, para o "distúrbio subjacente" do paciente. Muitos pesquisadores também abordam o problema timidamente, muitas vezes falhando em descrever ou enfatizar as reações de abstinência. Como consequência, os pacientes sofrem, e o público é mantido desinformado.

9.15_10 Os pacientes devem estar verdadeiramente bem informados para que possam dar o seu consentimento para as drogas psiquiátricas que estão tomando, os médicos devem descrever completamente a abstinência, ou interrupção, em termos de reações adversas as drogas com uma probabilidade "frequente" de ocorrência, é dever dos médicos se certificar de que os pacientes realmente entenderam e, em seguida, lembrar da natureza e da probabilidade de todas as reações adversas importantes, incluindo as reações de abstinência. Similarmente, em suas monografias oficiais sobre seus produtos, os fabricantes de drogas psiquiátricas devem apresentar sumários precisos dos relatórios de reações de abstinência, bem como orientações detalhadas para diminuição do consumo de seus produtos, assim como eles fornecem orientações de como iniciar o tratamento.

9.15_11 A melhor maneira de minimizar o risco de reações de abstinência severas é, em primeiro lugar, não tomar drogas psiquiátricas. Em segundo lugar, caso se esteja tomando estas substâncias, a melhor abordagem é planejar uma redução da dose lenta e gradual, envolvendo monitoramento de perto e um programa sistemático e permanente de informação, aconselhamento e re-certificação. Desafortunadamente, contudo, a retirada abrupta da droga permanece muito comumente na prática clínica. Retirada abrupta é imprudente e pode resultar em aflições e deficiências maiores. Exceto em emergências, os pacientes que estão parando o uso de drogas psiquiátricas e os profissionais que estão ajudando eles, devem proceder de forma gradual e manter esse passo cadenciado, até que a parada completa do consumo seja realizada, mesmo que as fases iniciais de abstinência não apresentem dificuldades.







Dr. Peter Breggin 

                                                                                                                             







                           Dr. David Cohen











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Homeopatia para adultos e crianças - TDAH - Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade


Pinus Pinaster - Pycogenal ou Pycnogenol é um dos ingredientes mais pesquisados ​​no mercado de produtos naturais, e é consumido principalmente como ingrediente em suplementos dietéticos. Estudos publicados demonstraram a ampla gama de efeitos benéficos do Pycnogenol sobre o corpo.



fruta de Espinheiro (ou Pinheiro) Marítimo é utilizada como medicamento homeopático em portadores 


Por Marise Jalowitzki

http://compromissoconsciente.blogspot.com.br/2013/08/das-pragas-cura-tdah-transtorno-de.html


E mais: 

TDAH - CARBAMAZEPINA E OXCARBAZEPINA SÃO AS CAUSAS MAIS COMUNS DA SÍNDROME DE STEVENS-JOHNSON

"A carbamazepina é a causa mais comum da síndrome de Stevens-Johnson (SJS) e um novo fármaco anti-epiléptico, oxcarbazepina, está estruturalmente relacionado com a carbamazepina, também tem sido demonstrado como indutor de SJS." ( NCBI -Gov.EUA) - Trileptal - carbamazepina - oxcarbazepina - Tegretol - 

No Brasil, este medicamento também vem sendo largamente utilizado para Déficit de Atenção, mesmo não estando liberado pela ANVISA para este fim.


 Marise Jalowitzki é educadora, escritora, blogueira e colunista.  Mãe, avó. Cidadã. Palestrante Internacional, certificada pelo IFTDO - Institute of Federations of Training and Development, com sede na Virginia-USA. Especialista em Gestão de Recursos Humanos pela Fundação Getúlio Vargas. Criou e coordenou cursos de Formação de Facilitadores - níveis fundamental e master. Coordenou oficinas em congressos, eventos de desenvolvimento humano em instituições nacionais e internacionais, escolas, empresas, grupos de apoio, instituições hospitalares e religiosas por mais de duas décadas Autora de diversos livros, todos voltados ao desenvolvimento humano saudável. marisejalowitzki@gmail.com 

blogs:
www.tdahcriancasquedesafiam.blogspot.com.br


LIVRO TDAH CRIANÇAS QUE DESAFIAM
Informações, esclarecimentos, denúncias, relatos e dicas práticas de como lidar 
Déficit de Atenção e Hiperatividade

quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Déficit de Atenção e Hiperatividade - 10 Dicas antes de medicar seu filho

Por Marise Jalowitzki
08.dezembro.2016
Para as mães preocupadas com a medicação passada pelo médico a seu filhote.Temos de lembrar que:
1- Todas as drogas possuem algum efeito colateral. OK, isso todas as mães já sabem. Portanto, quanto mais conhecermos sobre todos os medicamentos que ingerimos, melhor. Infelizmente, nem todas as dúvidas são retiradas na hora da consulta. Aliás, quase nenhuma, pois o ambiente nem propicia perguntas e diálogos. O que fazer? A cada dia mais e mais denúncias de efeitos colaterais são divulgadas. Bora conhecer!

2- Evitar tomar remédios para tudo. Sim, no Brasil, infelizmente, temos uma cultura do "remedinho" pra tudo. Mas isso tem de mudar! Para as dores de cabeça 'costumeiras', por exemplo, temos de procurar a origem delas (noites de sono mal dormidas, estresse no trânsito, falta de alimentação balanceada, roupa-sapatos que desconfortam, ambiente hostil...tantas coisas!) e tentar minimizar o mais possível. A prática de meditação, yoga, reiki, são das mais indicadas (até para encontrar espaços para a prática).

3- Não se importar em ser a "mãe-chata". É nossa obrigação, como clientes-pacientes-consumidores, pedir que o médico prescritor nos forneça o maior número de informações possíveis. E, caso ele seja muito grosseiro (o que tem sido bem mais comum que se pensa), ou meio indiferente ou até debochado (tentando deixar a mãe com a sensação que está vendo cabelo em ovo), dar o melhor jeito possível e trocar de médico, até encontrar um que atenda com respeito e interesse real.


4- Exigir informações que sanem as dúvidas.Afinal, trata-se do SEU filho. O desempenho do médico vai fazer toda a diferença. É papel dele tirar as dúvidas. Bem sabemos que isto (do médico explicar em detalhes) nem sempre acontece, seja pela arrogância do médico ('não adianta explicar que o paciente não vai entender!" - como já ouvi em vários trabalhos de grupo que desenvolvi junto a Secretarias de Saúde), seja pela pressa (tempo de duração sempre mais curto das consultas), seja pelo próprio desconhecimento do médico sobre o assunto. Assim, quanto mais informação pudermos obter sobre os medicamentos, quando eles forem mesmo necessários, melhor (como reportado no item 1).


5- Ler a bula. Minuciosamente. Assim, antes de administrar qualquer medicamento, por mais suave que pareça, temos de ler a bula, tentar decifrá-la, mesmo nas letras pequenas. E, caso não entendermos direito - e infelizmente isto é tão comum - voltar ao médico, ao farmacêutico, à enfermeira, se informar o mais possível, o que inclui ir pesquisar na web. Muita gente zomba e critica isto de procurar na internet. Mas, o que resta? Importante é procurar em sites conofiáveis.

6- Procure pesquisar em sites confiáveis. Particularmente, procuro sempre ir nos sites oficiais dos EUA e UE - União Europeia. Como a ANVISA segue o padrão norteamericano de legislação medicamentosa, sites como da FDA, EDA, NIH(National Institute of Health), que tem várias outros caminhos - NIMH (National Institute of Mental Health), etc., são os melhores. Um dos que pesquisei há pouco é: http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles. Também as revistas médicas The Lancet Psyquiatryc, além de jornais famosos, como Daily Mail, , New York Times (EUA), The Guardian, Der Spiegel (Alemanha), etc.. Infelizmente, os canais de acesso aos nossos sites brasileiros, mesmo os da ANVISA, não costumam sanar as dúvidas, muitos nem possuem canais de busca.


7- Não ceder à pressão apenas por medo. Pelo medo, tão incutido em nosso meio (medo de que o filho fique pior, medo que o médico seja muito áspero, medo de perder o direito à consulta, medo de não receber mais os medicamentos pelo SUS, medo de ser acusado de 'não fazer o melhor pelo filho'... são tantos os medos que nos incutem e é tanto o desprezo dirigido a quem contesta - por vezes, apenas pergunta - que, sei bem, é bastante difícil ter coragem para tomar decisões que vão na linha contrária a este excesso de medicalização em que estamos imersos. Mas, aos poucos, tente, pesquise. Pergunte ao médico quais os outros medicamentos substitutivos. Procure alternativas. E, quando não houver outro jeito, use tranquilamente a medicação proposta e fique atento aos sinais. Sem medo, por precaução. E, aos primeiros sinais, procure ajuda efetiva, expliqueo que já sabe! Seja em relação à ritalina, à risperidona, à carbamazepina (Tegretol) e tantos outros.

8- Denuncie sempre que se sentir abandonada pelo seu médico ou explorada na sua boa fé. Procurar ajuda também significa denunciar. Há poucos órgãos que se dedicam de maneira efetiva a auxiliar o cidadão quando ele precisa. Em outros países os processos se avolumam, onde, pelo menos, as famílias pleiteiam indenizações pelo sofrimento causado ao paciente. E, mesmo nos casos de óbito, é preciso denunciar, pois só assim poderemos pensar em um futuro mais justo, com mais informação. O nível de desconhecimento em tantas perguntas que recebo de mães, dá a dimensão do quanto tateamos no escuro, procurando uma luz de esclarecimento. Isto tem de mudar. Alguns advogados no Brasil já se dedicam a estas causas. (Dr. Lisandro Calir Adames- RS é um deles. Que se somem muitos outros nomes a esse!)


9 - Use mais e mais das outras medicinas. Elas podem reforçar o sistema imunológico de tal forma que muitas e muitas situações e-ou doenças sequer vão eclodir. Desde desatenção e-ou hiperatividade, problemas de audição, de visão, problemas cardíacos, de respiração, até mesmo gripes, dores-de-cabeça, ansiedade, nervosismo... A Homeopatia, a Fitoterapia, a Medicina Antroposófica são medicinas reconhecidas pelo Ministerio da Saúde. E há várias outras intervenções aplicáveis e bem sucedidas: meditação, reiki, yoga, terapia crâniosacral... são tantos os caminhos que trazem bons retornos, sem os efeitos cruéis de tantos fármacos alopáticos .

10 - Incentive a criação de um órgão oficial que acolha e providencie melhoras, indenizações aos pacientes que sofreram danos pela prescrição indevida de medicamentos. Espero que logo tenhamos uma Fundação que possa amparar os cidadãos, que defenda os direitos de cada um. Assim como fez a Julie que tanto sofreu com a SSJ, quando bebê e, ao crescer, agora já moça, dedica-se a esclarecer as pessoas para que, ao primeiro sinal desta terrível síndrome, possam buscar ajuda! Muita Força e Perseverança!

Querendo, leia aqui:
TDAH - Carbamazepina e oxcarbazepina são as causas mais comuns da Síndrome de Stevens-Johnson

"A carbamazepina é a causa mais comum da síndrome de Stevens-Johnson (SJS) e um novo fármaco anti-epiléptico, oxcarbazepina, está estruturalmente relacionado com a carbamazepina, também tem sido demonstrado como indutor de SJS." ( NCBI -Gov.EUA) - Trileptal - carbamazepina - oxcarbazepina - Tegretol - 

No Brasil, este medicamento também vem sendo largamente utilizado para Déficit de Atenção, mesmo não sendo liberado pela ANVISA para este fim.



USO DE REMÉDIOS PARA FINS DIFERENTES AO APROVADO
As perguntas que recebo de tantas mães por vezes só dá vontade de chorar! Como os médicos não explicam sobre os possíveis efeitos colaterais dos psicofármacos? E, mesmo depois, quando vão ao hospital por um "mal que ninguém conhece", nem aí os médicos que atendem explicam que é efeito colateral?? Pode isso?http://tdahcriancasquedesafiam.blogspot.com.br/2016/12/prescricao-de-psicotropicos-off-label.html



 Marise Jalowitzki é educadora, escritora, blogueira e colunista. Palestrante Internacional, certificada pelo IFTDO - Institute of Federations of Training and Development, com sede na Virginia-USA. Especialista em Gestão de Recursos Humanos pela Fundação Getúlio Vargas. Criou e coordenou cursos de Formação de Facilitadores - níveis fundamental e master. Coordenou oficinas em congressos, eventos de desenvolvimento humano em instituições nacionais e internacionais, escolas, empresas, grupos de apoio, instituições hospitalares e religiosas por mais de duas décadas Autora de diversos livros, todos voltados ao desenvolvimento humano saudável. marisejalowitzki@gmail.com 

blogs:
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