quarta-feira, 14 de setembro de 2016

TDAH, TDO, agressividade - Efeitos colaterais - você sabia

Na foto, Austin Pletger, primeiro menino - hoje com 22 anos - a receber indenização da farmacêutica fabricante, por efeitos colaterais pelo uso prolongado de risperidona, sem que os pais tivessem sido alertados - excesso de peso, mamilos desenvolvidos, transtorno na libido, disfunção erétil, desinteresse sexual.   

Por Marise Jalowitzki

Do Livro TDAH Crianças que Desafiam
"A Indústria Farmacêutica e a Mercantilização do TDAH
A vertiginosa expansão do mercado farmacêutico no mundo movimenta mais de 600 bilhões de dólares por ano. Há uma série de denúncias sobre as campanhas de medicalização da natureza humana, enorme fatia atribuída à mercantilização das doenças mentais, acertos entre psiquiatras e empresas farmacêuticas. O poderio financeiro e a influência das empresas farmacêuticas têm crescido dramaticamente nas últimas décadas. Também diferentes órgãos e instituições educacionais, realizando parcerias, estariam se beneficiando com a intensificação da comercialização de fármacos, incluindo o metilfenidato, para tratar o TDAH, a “doença da moda”.

No Brasil, segundo dados do IBGE, até 2010 existiam 924.732 pessoas diagnosticadas como sendo portadoras dos sintomas de TDAH, sendo que 184.481 em tratamento e fazendo uso de psicofármacos." (pág.51)


Na foto anterior, Austin Pletger nos primeiros anos do tratamento. Esta é a imagem dele próximo dos 18, com a mãe. (note-se que a mãe também está com sobrepeso, mas nada que se compare ao garoto!).. 


Um dos aspectos que comentei com uma mãe, hoje, e que me causa muita indignação, é a questão de "diagnosticar" e medicalizar uma criança por anos, intoxicando-a com vários psicotrópicos e, depois de um angustiante tempo, simplesmente o especialista dizer: "Não é tdah, é esquizofrenia"... ou "Não é tdah, é bipolar"... como assim?

As crianças mostram os efeitos colaterais - anunciados até mesmo nas extensas bulas, geralmente com denominação mais branda - e a mãe sequer é informada que pode se tratar de efeito colateral...!! As chamadas alucinações, vozes, cenas de terror podem ter sido simplesmente efeito colateral dos remédios que tomou. Pobrezinha da criança. E nenhum médico explica. Mais tarde trocam de diagnóstico e pronto. Ninguém se responsabiliza.

Por isso estimulo a criação de associações que defendam as crianças e as famílias dos abusos medicamentosos!
Em outros países temos várias.
No Brasil, ainda desconheço.
Aqui em Porto Alegre, temos o Dr. Lisandro Calir Biacchi Adames.
Sei que em Novo Hamburgo-RS também há uma equipe, mas eles preferem não se fazer constar amplamente.

Mães precisam denunciar, processar pelos abusos, procurar a Promotoria Pública.
Querendo, dêem uma olhadinha aqui:

Direitos do Cidadão:

http://tdahcriancasquedesafiam.blogspot.com.br/2015/10/direitos-do-cidadao-amparo-judicial.html

Durante todo o tempo das publicações sobre TDAH e suas comorbidades, tenho divulgado alguns sites que atuam com este objetivo:
Ritalina mata - www.ritalindeath.com (EUA - cujos pais perderam seu filho de 14 anos devido ao uso prolongado de Ritalina
Mais sobre o triste caso de Matthew AQUI 
Protocolo de Autópsia do menino Matthew http://compromissoconsciente.blogspot.com.br/2014/11/protocolo-de-autopsia-morte-do-menino.html
Seu Socorro Legal - http://yourlegalhelp.com/drug-side-effects/risperdal-lawsuit-gynecomastia-side-effects-lawyer - Neste link, especificamente sobre os efeitos danosos pelos uso de Risperdal (Risperidona, no Brasil)
Drugs Injury -Tom Lamb - EUA - http://www.drug-injury.com/druginjurycom/2010/12/drug-adverse-reactions-skin-rash-burn-sjs-ten.html - Esta equipe de juristas defende vítimas de uso das chamadas 'drogas lícitas' em geral
CCHR - Citizen Comission of Human Rights - Comissão de Cidadãos e Direitos Humanos - Mais AQUI: Pais, conheçam os fatos, busquem seus direitos -http://www.cchrint.org/issues/childmentaldisorders/
SSJ Foundation - Stevens-Johnson Syndrome Foundation - criada pela Julie que, quando bebê, sofreu os terríveis efeitos desta síndrome rara. Hoje ela se dedica à Fundação, tentando elucidar o mais possível a todos os pais para que saibam o que fazer, logo aos primeiros sinais. Mais AQUI - http://www.sjsupport.org/julie.shtml
E centenas de outras.
Indicado para tratar agressividade, impulsividade, hiperatividade, tdah, asperger e autismo, Risperidona é largamente usada no Brasil, sendo distribuída também gratuitamente pela rede pública (SUS). Seus efeitos colaterais nem sempre são esclarecidos aos pais. Em muitos países os processos se amontoam. Austin foi o primeiro a ser indenizado, por gynecomastia. Os casos onde as vítimas jovens passam por priapismo, ginecomastia, leukoderma e outros, muitas vezes definitivos, não são publicados no Brasil. No mínimo, não são facilmente encontrados pelo cidadão.
Estes efeitos colaterais da Risperidona (Risperidon, Risperidal) também podem ocorrer pelo uso de antidepressivos, tais como a fluoxetina (Prozac) e bupropion (Wellbutrin), bem como olanzapina (Zyprexa), outro antipsicótico.
Risperdal - Parker Waichman Alonso LLP - breast-growing-boys

Marise Jalowitzki
Livro, Blog, Grupo e Página TDAH CRIANÇAS QUE DESAFIAM


Estes efeitos colaterais da Risperidona (Risperidon, Risperidal) também podem ocorrer pelo uso de antidepressivos, tais como a fluoxetina (Prozac) e bupropion (Wellbutrin), bem como olanzapina (Zyprexa), outro antipsicótico.

Caso seu filhote já esteja na medicação continuada dos medicamentos controlados, não suspenda por conta própria. Leia este lembrete:


 Marise Jalowitzki é educadora, escritora, blogueira e colunista.Especialista em Desenvolvimento Humano, defensora de uma infância saudável, antimedicalização. Escritora, blogueira e colunista. Palestrante Internacional, certificada pelo IFTDO - Institute of Federations of Training and Development, com sede na Virginia-USA. Especialista em Gestão de Recursos Humanos pela Fundação Getúlio Vargas. Criou e coordenou cursos de Formação de Facilitadores - níveis fundamental e master. Coordenou oficinas em congressos, eventos de desenvolvimento humano em instituições nacionais e internacionais, escolas, empresas, grupos de apoio, instituições hospitalares e religiosas por mais de duas décadas Autora de diversos livros, todos voltados ao desenvolvimento humano saudável. marisejalowitzki@gmail.com 
blogs:
www.compromissoconsciente.blogspot.com.br


LIVRO TDAH CRIANÇAS QUE DESAFIAM
Informações, esclarecimentos, denúncias, relatos e dicas práticas de como lidar 
Déficit de Atenção e Hiperatividade



segunda-feira, 12 de setembro de 2016

TDAH - Alienação Parental - Guarda Compartilhada - O que você pensa disto





Por Marise Jalowitzki
12.setembro.2016
http://tdahcriancasquedesafiam.blogspot.com.br/2016/09/tdah-alienacao-parental-guarda.html

Este tema, da guarda compartilhada, vem gerando muita polêmica, especialmente entre os pais (ex-casal( envolvidos. Confesso que também não tenho opinião definida e creio que devemos conversar mais sobre isto.
Ao mesmo tempo que há unanimidade quanto ao filho conviver o mais possível com pai e mãe, também surgem várias dúvidas em relação à quantidade de dias, o fato de a criança possuir dois domicílios e a consequente mudança de rotina e hábitos. E mais: como geralmente a separação do casal vem acompanhada de ressentimentos e menosvalia, uma das partes procura "compensar" o afastamento-ruptura, concedendo (ou privando) o(a) filho(a) de direitos seus, incluindo a educação correta.

São inúmeros os casos, todos envolvidos em conflitos,  sem que nenhum traz embutido o parecer da criança. Dificlmente a vontade expressa pelo menor é considerada. Mais uma vez, são os adultos que decidem sobre a pequena vida em desenvolvimento - e, lógico, não poderia ser de outra forma - só que a opinião dos pequenos deveria ser melhor avaliada e levada em consideração! Os conflitos e as frequentes contendas advindas da separação - praticamente nunca pacífica - já deixam, por si só, a situação bastante instável. Então, porque não arriscar uma solução, levando em conta o que quer a criança?
No caso do menino Bernardo, por exemplo, ele estava extremamente desconfortável na companhia da madrasta e do pai, queria ser "adotado" por uma vizinha, para poder ficar perto dos colegas-amigos, ou queria ir morar com a avó, em outra cidade. O garoto compareceu mais de uma vez, sozinho, no Conselho Tutelar e pedia para ter o domicílio e a guarda transferidos. Nenhuma atenção foi dada ao pequeno, que acabou sendo assassinado - ao que tudo indica - pela madrasta e amiga, com possível anuência e conhecimento do pai.
No caso do garotinho que a mãe enviou ao pai, do nordeste ao Rio, após a separação destes, ele era espancado todos os dias pelo pai (que julgava o menino gay e queria "torná-lo homem"...). O caso culminou com a morte do pequeno, de 8 anos, devido ao excesso de socos na barriga que o pai lhe desferiu. Ele pedia para ser devolvido para a mãe, mas nenhuma autoridade interveio, apesar das denúncias dos vizinhos, sobre as agressões.

E, assim, poderia enumerar incontáveis fatos que terminaram de forma trágica, seja pela morte da criança, seja pela agressão ou morte a um dos cônjuges, geralmente a mulher. Ressentimentos, sentimento de perda, humilhações, brigas públicas, desavenças de todo tipo, clima que em nada ajuda à criança e ao seu direito de ter um desenvolvimento sadio.

Nestas duas últimas semanas recebi dois casos específicos sobre guarda compartlhada.



Pai bonzinho, mãe bruxa má
Em um deles, a mãe, bastante desanimada, relata do quanto o pai "joga contra" a tudo que ela promove em prol do garoto que apresenta déficit de atenção com agressividade-hiperatividade. Ela, em casa (em novo relacionamento), apresenta uma rotina disciplinada, fez o Plano de Acordos - Tarefas, Perdas e Recompensas. Usa florais, pratica massagens, limita tempo de internet. Nos 15 dias que o menino mora na nova residencia do pai - que também está em outro relacionamento - fica tudo liberado (internet, games), o pai não administra os florais, não exige o cumprimento das tarefas, concede tudo que a criança quer, até mesmo como uma forma de "ficar melhor na foto" que a mãe. Claro que, ao regressar para a casa da mãe, o menino não quer voltar à rotina disciplinada e a mãe passa a ser considerada a bruxa má. A mãe está tentando ficar com a guarda integral e vai depender do juiz esta decisão.
Como fica a criança?
Que senso de pertencimento ela tem?
Qual casa acredita efetivamente ser a sua?
Problemas sérios, e nem terapia psicológica a criança tem!



Mãe tentando resolver questões com medicação tarja preta, pai contrário = conflitos
O outro caso específico, foi o recebimento de uma mensagem bastante desesperada de um pai, em idênticas condições que o relato anterior, só que ele acusa a mãe de negligência e supermedicalização. Ele - pai - está percebendo já as reações dos psicotrópicos usados no menino - em seu parecer, desnecessários - e sente-se impotente frente à situação. O garoto já está com sobrepeso e com os mamilos proeminentes e nenhuma atração fisica demonstrada, típicos efeitos colaterais de alguns psicofármacos - no caso dele, a Risperidona). O pai está com 37 laudas denunciativas para enviar ao Ministerio Público, para receber a guarda integral do garoto. Enviou-me todas as 37 páginas de denúncias e acusações graves, só que, pelo caráter ressentido contido no texto, conforme o juiz que irá apreciar o caso, vai passar apenas a impressão de "marido traído e despeitado"... muitas acusações! E, mesmo o menino tendo solicitado, chorando, que não quer mais voltar para a casa da mãe e do padrasto, até agora, nenhuma das instâncias atendeu ao apelo do garoto.
 "Ainda não dei meu parecer ao pai, pois é bem complexo! ao mesmo tempo em que ele está com toda a razão na questão do diagnóstico (a criança já mostrou que é capaz), os conflitos acontecem também em relação ao padrasto, percebo uma acirrada competição dele em relação a toda a situação. Fica bem difícil, mas vou ser muito sincera!)

O que fazer?


NO RJ há um Projeto BEM ME QUER que orienta os pais, ministra palestras, procura mostrar a vulnerabilidade infantil. Muito bom! Deixo o link, enviado pela amiga Ana Beatriz Lopes Coelho -
 http://www.tjrj.jus.br/web/guest/institucional/projetosespeciais/bemquemequer
Gratidão, Ana!
"Estamos aqui para colaborar por um Mundo Melhor! As palestras são muito boas, há vídeos, explicações e no fim una roda de bate papo,pra tirar dúvidas, expor seu problema !!!!!"

Querendo, leia também:





Por Marise Jalowitzki
http://compromissoconsciente.blogspot.com.br/2015/05/bullying-parental-violencia-domestica.html







Creio que este é um tema pouco abordado:
O quanto as crianças "sob tratamento"
são alvo fácil para descalabros!

Agressões e abusos - Ele tá mentindo, ele toma remédio e agora fica inventando - TDAH
Por Marise Jalowitzki
08.junho.2014
http://compromissoconsciente.blogspot.com.br/2014/06/agressoes-e-abusos-ele-ta-mentindo-ele.html









Aprovada a Lei Menino Bernardo ou Lei da Palmada - Castigos Físicos
Por Marise Jalowitzki












Todos temos necessidade de sermos
aceitos. As redes sociais são utilizadas
também como terapia, para aumentar
a auto estima, diminuir o medo de
contatar com alguém, mostrar a sua cara. 
Adolescência e Irreverência

Por Marise Jalowitzki
30.maio.2014
http://compromissoconsciente.blogspot.com.br/2014/05/vivendo-era-da-empatia.html











Caso seu filhote já esteja na medicação continuada dos medicamentos controlados, e você esteja querendo parar, não suspenda por conta própria. Leia este lembrete:



 Marise Jalowitzki é educadora, escritora, blogueira e colunista.Especialista em Desenvolvimento Humano, defensora de uma infância saudável, antimedicalização. Escritora, blogueira e colunista. Palestrante Internacional, certificada pelo IFTDO - Institute of Federations of Training and Development, com sede na Virginia-USA. Especialista em Gestão de Recursos Humanos pela Fundação Getúlio Vargas. Criou e coordenou cursos de Formação de Facilitadores - níveis fundamental e master. Coordenou oficinas em congressos, eventos de desenvolvimento humano em instituições nacionais e internacionais, escolas, empresas, grupos de apoio, instituições hospitalares e religiosas por mais de duas décadas Autora de diversos livros, todos voltados ao desenvolvimento humano saudável. marisejalowitzki@gmail.com 
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quinta-feira, 8 de setembro de 2016

Meditação não apenas reduz estresse, ela muda o seu cérebro, diz neurocientista de Harvard

Que diferença fez em sua vida? "Tenho feito isso por 20 anos, então tem uma influência profunda em minha vida. Dá muito “chão” (ancoragem). Reduz o estresse.  Me ajuda a pensar mais claramente. É maravilhoso para interações interpessoais. Tenho mais empatia e compaixão pelas pessoas." (Sara Lazar, neurocientista)



"Muitas experiências e estudos científicos demonstram que práticas de meditação e atenção plena podem levar a um aprimoramento do equilíbrio subjetivo, ampliação do foco decisório, diminuição do estresse e melhoria dos níveis de atenção, aprendizagem e relacionamento, entre outros benefícios. Com a popularização destes conhecimentos, aos poucos, as técnicas vão adentrando diversos setores da sociedade, entre eles as escolas.

Mente Viva

“As crianças vivem o aqui agora de uma forma muito mais intensa do que nós e em algum momento, isso se perde, se transforma. O desenvolvimento faz com que incorporemos estratégias cognitivas mais avançadas e assim vamos perdendo essas características tão presentes na infância. Implementar a meditação mindfulness é uma tentativa de preservar essa qualidade”, conta a psicóloga Lucianne Valdivia, coordenadora do programa Mente Viva, que tem como meta principal promover um convívio mais humanizado e afetivo nas diferentes relações sociais. 
São mais de 254 escolas associadas em diversos estados do Brasil e em outros países, como Espanha e Portugal, com mais de 40 mil crianças, adolescentes e professores participando dos programas de meditação. Desse universo, cerca de 12 mil meditam diariamente. A metodologia utilizada é inspirada na meditação transcendental, na qual cada criança se concentra na respiração e utiliza as seguintes frases como “mantra”: eu estou em paz; minha família e meus amigos estão em paz; minha escola está em paz; meu bairro está em paz, e minha cidade está em paz." (NAMU - http://www.namu.com.br/materias/meditacao-conquista-escolas-brasileiras)
Na entrevista a seguir, a neurocientista Sara Lazar, do Hospital Geral de Massachusetts e da Escola de Medicina de Harvard, divulga que a meditação pode, literalmente, mudar seu cérebro. 


publicado neste blog em 08.setembro.2016

Ela explica:

Porque você começou a prestar atenção para a meditação, atenção plena e o cérebro?

Eu e uma amiga estávamos treinando para a maratona de Boston. Tive algumas lesões por esforço e procurei um fisioterapeuta, que me disse para parar de correr e apenas fazer alongamentos. Então comecei a praticar ioga como forma de fisioterapia. Percebi que era muito poderoso, que eu tinha benefícios reais, então fiquei interessada em saber como funcionava.
A professora de ioga usou de vários argumentos, dizendo que a ioga iria aumentar a compaixão e abrir o coração. E eu pensei: “ok,ok,ok, estou aqui para alongar”. Mas comecei a perceber que eu estava mais calma. Estava mais apta a lidar com situações mais difíceis. Estava mais compassiva e com o coração mais aberto, e capaz de ver as coisas pelo ponto de vista dos outros.
Pensei, talvez fosse apenas uma resposta placebo. Mas então fiz uma pesquisa bibliográfica da ciência, e vi evidências de que a meditação havia sido associada à diminuição do estresse, da depressão, ansiedade, dor e insônia, e ao aumento da qualidade de vida.
A essa altura, estava fazendo meu PhD em biologia molecular. Então simplesmente resolvi mudar e comecei a fazer essa pesquisa como um pós- doutorado.

Sara Lazar foi uma das primeiras cientistas a aceitar as subjetivas reinvindicações a respeito dos benefícios da meditação e atenção plena e a testa-los com o uso de tomógrafos computadorizados.

Como você fez essa pesquisa?

O Primeiro estudo avaliou meditadores de longa data versus um grupo controle. Descobrimos que os meditadores de longa data tem a massa cinzenta aumentada na região da ínsula e regiões sensoriais do córtex auditivo e o sensorial. O que faz sentido. Quando você tem atenção plena, você está prestando atenção à sua respiração, aos sons, a experiência do momento presente, e fechando as portas da cognição. É lógico que seus sentidos sejam ampliados.
Também descobrimos que eles tem mais massa cinzenta no córtex frontal, o que é associado à memória de trabalho e a tomada de decisões administrativas.
Já está provado que nosso córtex encolhe à medida que envelhecemos – se torna mais difícil entender as coisas e se lembrar das coisas. Mas nessa região do córtex pré-frontal, meditadores com 50 anos de idade tinham a mesma quantidade de massa cinzenta que pessoas de 25 anos.
Então a primeira pergunta foi, bem, talvez as pessoas com mais massa cinzenta no estudo já tivessem mais massa cinzenta antes de terem começado a meditar. Então fizemos um segundo estudo.
Pegamos pessoas que nunca tinham meditado antes, e colocamos um grupo deles em um programa de oito semanas de atenção plena com foco na redução de estresse.

O que você descobriu?

Descobrimos diferenças no volume do cérebro depois de oito semanas em cinco regiões diferentes dos cérebros dos dois grupos. No grupo que aprendeu meditação, encontramos um aumento do volume em quatro regiões:
  1. A diferença principal encontramos no giro cingulado posterior, o qual está relacionado às lembranças e auto- regulação.
  2. O hipocampo da esquerda, o qual dá suporte ao aprendizado, cognição, memória e regulação emocional.
  3. A junção temporoparietal, ou JTP, à qual está associada a tomada de decisões, empatia e compaixão.
  4. Uma área do tronco do cérebro chamada de Ponte, onde muitos neurotransmissores reguladores são produzidos.
amigdala, a parte do cérebro responsável pelo instinto de ataque ou fuga, e que é importante nos aspectos da ansiedade, medo e estresse em geral. Essa área ficou menor no grupo que participou do programa de oito semanas de atenção plena com foco na redução de estresse.
A alteração na amigdala também foi associada a uma redução nos níveis de estresse.

Por quanto tempo alguém precisa meditar até que comece a ver mudanças no seu cérebro?

Nossos dados mostram mudanças no cérebro após apenas oito semanas. Em um programa de atenção plena com foco na redução de estresse, nossos pesquisados participaram de uma aula por semana. Eles receberam uma gravação e foram solicitados a praticar por 40 minutos por dia em casa. E foi assim.

Então, 40 minutos por dia?

Bem, foi altamente variável no estudo. Algumas pessoas praticaram 40 minutos todos os dias. Algumas praticaram menos. Algumas apenas umas duas vezes na semana.
No meu estudo, a média foi de 27 minutos por dia. Ou em torno de meia hora por dia.
Ainda não existem dados suficientes sobre quanto alguém precise praticar para se beneficiar.
Professores de meditação lhe dirão, apesar de não existir absolutamente nenhuma base científica para isso, que comentários de estudantes sugerem que 10 minutos por dia podem trazer benefícios subjetivos. Ainda precisamos testar.
Nós estamos apenas começando um estudo que, com grande esperança, nos permitirá acessar quais são os significados funcionais dessas mudanças. Estudos de outros cientistas mostraram que a meditação pode melhorar a atenção e a habilidade de regular a emoção. Mas a maioria dos estudos não foi com neuroimagens. Então agora estamos esperançosos em trazer o aspecto comportamental e a ciência da neuroimagem para trabalharem juntos.

A partir do que já sabemos da ciência, o que você encorajaria os leitores a fazer?

Atenção plena é similar a um exercício. É uma forma de exercício mental, na realidade. E assim como o exercício melhora a saúde, nos ajuda a administrar melhor o estresse  e promove longevidade, a meditação se propõe a partilhar alguns desses mesmos benefícios.
Mas, assim como o exercício, não pode curar tudo. Então, a ideia é de ser útil como uma terapia de apoio. Não é uma coisa em separado. Já foi usado com muitos outros distúrbios e os resultados variam tremendamente – impactam alguns sintomas, mas não todos.  Os resultados são às vezes modestos. E não funciona para todos.
Ainda está muito cedo para se tentar concluir o que a meditação pode ou não fazer.

Então, sabendo-se das limitações, o que você sugeriria?

Lazar: A coisa mais importante, se você for tentar fazer, é encontrar um bom professor. Porque é simples, mas também é complexo. Você precisa entender o que está acontecendo na sua mente. Um bom professor não tem preço.

Você medita? E você tem um professor?

Sim e sim.

Que diferença fez em sua vida?

Tenho feito isso por 20 anos, então tem uma influência profunda em minha vida. Dá muito “chão” (ancoragem). Reduz o estresse.  Me ajuda a pensar mais claramente. É maravilhoso para interações interpessoais. Tenho mais empatia e compaixão pelas pessoas.

Qual a sua prática pessoal?

Altamente variável. Alguns dias pratico 40 minutos. Alguns dias cinco minutos.  Alguns dias não pratico nada. É muito parecido com exercício. Exercitar-se  três vezes por semana é maravilhoso. Mas se tudo o que você pode fazer é se exercitar um pouquinho todos os dias, isso também é uma coisa boa. Tenho certeza de que se praticasse mais me beneficiaria mais. Não tenho ideia se estou tendo mudanças no meu cérebro ou não.  E é isso que funciona para mim nesse momento.
este artigo: http://mandalaescola.org/neurocientista-da-harvard-meditacao-nao-apenas-reduz-estresse-aqui-esta-como-ela-muda-o-seu-cerebro/ 
Escola Caminho do Meio - escreva para: caminhodomeioescola@gmail.com
Ou ligue para: (51) 8514.0384
Texto original: Brigid Schulte
Tradução: Joann Schaly
Link neste blog: http://tdahcriancasquedesafiam.blogspot.com.br/2016/09/meditacao-nao-apenas-reduz-estresse-ela.html




Nota de Marise Jalowitzki
Caso seu filhote já esteja na medicação continuada dos medicamentos controlados, e você esteja querendo parar, não suspenda por conta própria. Leia este lembrete:






 Marise Jalowitzki é educadora, escritora, blogueira e colunista. Palestrante Internacional, certificada pelo IFTDO - Institute of Federations of Training and Development, com sede na Virginia-USA. Especialista em Gestão de Recursos Humanos pela Fundação Getúlio Vargas. Criou e coordenou cursos de Formação de Facilitadores - níveis fundamental e master. Coordenou oficinas em congressos, eventos de desenvolvimento humano em instituições nacionais e internacionais, escolas, empresas, grupos de apoio, instituições hospitalares e religiosas por mais de duas décadas Autora de diversos livros, todos voltados ao desenvolvimento humano saudável. marisejalowitzki@gmail.com 

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